Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Conhecendo o Brasil com o Ice Køøl!

Posted by Jana On dezembro - 18 - 2009

O Brasil está em ritmo de férias! Quem vai viajar já está arrumando as malas, quem vai ficar na cidade onde vive, porque a grana anda muito curta, já está se virando para achar o que fazer e há um movimento de incentivo rolando para aquecer o turismo interno. Ultimamente já observava campanhas veiculadas no metrô de São Paulo, por exemplo, que promovia um quiz com imagens do Brasil para testar o conhecimento dos habitantes em relação ao seu país. Agora deparei-me com o programa Brasilis Ice Køøl.

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Ice Køøl no Pelourinho, em Salvador.

O Brasilis Køøl (lê-se Brasil is Cool) é um programa de dica de viagens para o povão do Pólo Norte, apresentado por um homem das neves, que, depois de ouvir Adocica, meu amor, adocica, sucesso jurássico do Beto Barbosa, resolve arrumar suas trouxas e passar um tempo conhecendo o Brasil. Depois de rodar o país, nosso querido homem das neves resolve voltar para sua terrinha e dividir a experiência da viagem, assim como nós fazemos aqui no Jeguiando. As fotos do homem das neves em diversos pontos turísticos do país só me lembra de Jegueton em suas andanças!

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Ice Køøl espremido no bondinho lá no Rio de Janeiro!

Contando com a falta de malícia típica dos turistas de primeira viagem, Ice Køøl divide com seus seguidores do Twitter as impressões em relação ao Brasil, como, por exemplo, nos comentários twittados ao longo de sua viagem. Dentre as muitas pérolas, lá vão algumas: “”Primeiro dia em Manaus. Vim ver o encontro da Pororoca, mas já estou aqui há duas horas e ela não apareceu”; ““Os brasileiros são muito amigáveis. A moeda daqui por exemplo o REAL (se pronuncia Hey- All). É uma moeda e um cumprimento!”; “A arte circense é muito pouco reconhecida no Brasil. Todos os acrobatas pedem dinheiro nos faróis”; “Estou há 5 horas na esquina da Ipiranga com a Av. São João esperando alguma coisa acontecer e nada até agora”; “Falaram que São Paulo só tinha dois marginal: Tietê e Pinheiros. Mas eu conheci também o Cleverson, o Mano e o Alemão”.

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Ice Køøl visitando o Masp!

Até agora já foram para o ar cinco vídeos: um em que Ice Køøl ensina como fazer uma caipirinha (segundo ele usamos uma garrafa pet, limão, gasolina e açúcar); um vídeo em que o homem das neves fala de minha terrinha, Salvador, pontuando que os brasileiros são muito calorosos e que você mal conhece alguém num dia e no outro já faz parte da família… Logo depois mostra Ice Køøl sendo pressionado a assumir um filho de uma “piriguete” e ele constata, então, que a gestação das brasileiras não dura 9 meses! Os outros vídeos passam em São Paulo e no Rio de Janeiro… O pobre homem está mais perdido que bala em tiroteio, mas é adorável em sua colocações em relação ao Brasil. :P

Ah, além de prestarem atenção ao ritmo contagiante da lambada, que abre o programa, atentem para o fato de que a assistente de palco do Ice Køøl chama-se Janaína! Eu mereço! Virei uma criatura peluda, enfiada em um biquíni rosa de bolinhas, que deveria lembrar, às vezes, que depilação existe! Mas tudo bem! Ironia ou não, cá estou diante de uma mulher das neves que leva meu nome!

Bom, queridos jeguiantes, espero que tenham gostado da dica para conhecer esta campanha no mínimo inusitada e divertida do Mentos! Com toda a tosqueira associada, é uma experiência lúdica! Quer conhecer um pouco mais sobre o Ice Køøl e sobre suas andanças no Brasil, acessem:

Brasilis Køøl

Real_icekool (O twitter do Ice Kool)

Flickr do Ice Køøl (Fotos de Ice Kool em suas andanças!)

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Clichês de viagem (Parte I) – Buenos Aires

Posted by Fabio & Jana On agosto - 23 - 2009

Demoramos, mas finalmente conseguimos fazer o que havíamos prometido no começo do ano! Apresento-lhes o PodJegue, o podcast do Jeguiando.

Para essa primeira edição, traremos os clichês de viagem, mais exatamente os clichês argentinos. Foi muito divertido gravar o podcast e esperamos que vocês gostem de nos ouvir! Estão esperando o que, meu povo? Basta clicar no play do player logo abaixo. Quem preferir pode assinar o Podjegue no seu agregador de podcasts como o iTunes ou gPodder e depois ouvir no seu MP3 player favorito. O endereço é http://feeds.feedburner.com/podjegue.

Para quem não estiver muito a fim de escutar nossas belíssimas vozes, logo depois do player segue o texto com o conteúdo do podcast, mas posso assegurar que no áudio a coisa tá muito mais legal, pois, além dos clichês apresentados, trazemos algumas historinhas interessantes, tiradas inteligentes, algumas polêmicas futebolísticas e música! Aproveitem!

Ah! Pretendemos fazer o PodJegue em edições mensais! :)

 

Se preferir, baixe o MP3 diretamente clicando aqui!

Aqui iniciamos então uma série de posts dedicados aos clichês de viagem, ou seja, aquelas coisas que teoricamente esperamos encontrar nos lugares. Será que em Salvador tem gente jogando capoeira no meio da rua? Será que os gaúchos só comem churrasco? Será que no México há vários bigodudos, usando “sombreros”, dormindo encostados em cactos, bêbados de tequila? A equipe do Jeguiando, através de uma observação quase “antropológica”, traz para você, através da experiência vivida nas viagens, o que se confirma e o que é mito. Vamos então hoje falar um pouquinho dos clichês argentinos, observados em nossa estadia em Buenos Aires.

Entre os clichês esperados e que foram confirmados ou não, vamos listar alguns.

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Tangão no meio da rua. Clichê? Nono! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 1: Na Argentina, tem gente dançando tango nas ruas em horário comercial! E é aquele vai-não-vai, aquelas pisadas fortes e aqueles cabelos embebidos de gel ou brilhantina (momento mil novescentos e guaraná com rolha).

É verdade!!! O tango faz parte do imaginário argentino e foi na Argentina que ele nasceu, logo o mais comum é encontrar dançarinos de tango pelas ruas de Buenos Aires, tentando faturar uns pesos para garantir seu sustento. Além dos dançarinos de tango, é comum entrar em várias lojas e ser embalado desde um tangão mais tradicional como o de Carlos Gardel ao tango revisitado e reconfigurado como o das seguintes bandas: Otros Aires, Gotan Project, Tanghetto e Bajofondo, que desde já indico.

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Diabéticos, cuidado! Os alfajores pulam em suas bocas! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 2: Em todo e qualquer lugar pulam alfajores na sua frente!

É verdade!!! Tirando o pulo, realmente encontramos alfajor em qualquer muquifo de Buenos Aires. O doce lá é vendido nos lugares mais pé-de-chinelo até nos grandes cafés. Há uma variedade imensa para todos os gostos. Eu prefiro os alfajores crocantes, de 3 andares. Hummmmmm!!! Mas deixo uma dica para você, viajante. Se for comprar caixas de alfajor para presentear ou para consumo, sugiro comprá-las em supermercados. Sai muitooooooo mais em conta do que nas lojinhas espalhadas pelas ruas.

- Clichê nº 3: Os argentinos são ranzinzas.

Mito!!! O contato que tivemos nas duas vezes que viajamos para a Argentina diluiu este clichê definitivamente. Como passamos, na segunda vez, vinte dias por lá, tivemos a oportunidade de entrar em contato com várias pessoas, que foram sempre simpáticas e receptivas. Quando pedíamos informações, sempre estavam dispostos a ajudar. E não foram raras as vezes que sentamos para bater altos papos, embalados por muita simpatia. Deixem as birras para o futebol! Os argentinos são legais!

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Bife de Chorizo. Ai, minhas artérias! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 4: O bife de chorizo é realmente bom quanto dizem?

É verdade!!! Os cortes argentinos são bem diferentes dos nossos cortes e o bife de chorizo (não meu povo, não é um bife feito de linguiça) é um corte de mais ou menos 500g, macio e, quando bem preparado, é uma experiência que vale a pena, quando você é declaradamente carnívoro. Eu não sou tão carnívora assim, mas me rendi ao bife de chorizo!

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Empanados. Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 5: Os argentinos adoram croissants (medialunas) e empanados!!!

É verdade!!! Desde o café da manhã no hotel ao café em qualquer lugar de Buenos Aires, sempre, SEMPRE, você verá as tais medialunas e os tais empanados no cardápio. Confesso que depois de 20 dias, eu já não aguentava mais ver estes dois itens em minha frente e comecei a ter sonhos eróticos com pães franceses. Mas, tudo bem! Eu adoro os empanados, mas acho que eles poderiam dar uma variada no cardápio!

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Corte de cabelo estilo Maradona. Coisa linda! Fonte da Imagem: Gazeta Web.

- Clichê nº 6: Todos os argentinos usam o corte de cabelo do Maradona ou exibem exagerados mullets.

Meio mito, meio verdade. Vi várioooooooooos argentinos com mullets. Vi váriooooooooooooooos argentinos exibindo o Maradona’s style, mas também vi várioooooooooooos argentinos com cortes mais sóbrios, logo é meio a meio!

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Será Fábio um argentino hecho en Bahia? Corte de cabelo Maradona's style ele tem... Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 7: Os argentinos são nacionalistas e adoram manifestações.

É verdade!!! Em qualquer lugar que você ande, há uma bandeirinha azul e branca hasteada e os argentinos gostam sim de manifestações. Desde pichações indignadas à ocupação constante de manifestantes diante da Casa Rosada, há sempre algo a ser questionando. Eu, particularmente, admiro (sem ironia) o poder de mudança que este povo tem. Ao contrário de nós, brasileiros, que vemos escândalos se sucederem diante de nossos olhos, sem que nada seja feito, os argentinos correm atrás de seus direitos e funcionam bem quando a coletividade precisa ser acionada. E dá-lhe manifestações e passeatas!

Bom, espero que esta primeira edição da série Clichês de Viagem tenham agradado a vocês, leitores e jeguiantes. A idéia deste espaço é dividir, de forma bem leve e descontraída, a experiência que tivemos observando os lugares por onde passamos.

Até a próxima edição!

Equipe Jeguiando.

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Arabacas: uma paixão nacional (na Argentina)

Posted by Fabio On janeiro - 26 - 2009

Arabaca: do baianês, carro velho.

Eu vivo comentando com Jana o quão parecido é o nordeste brasileiro com o restante da América latina. As cores, o modo de vida das pessoas e, claro, as tosqueiras!

Um dos itens que me faz acreditar mais ainda nessa similaridade é a grande quantidade de carros velhos, as famosas arabacas, encontradas em terras argentinas. A diferença é que no nosso nordeste é mais fácil ver essas latas velhas viajando pelo sertão, enquanto que lá, no país dos hermanos, uma arabaca é facilmente encontrada. Basta olhar para o lado e pronto… Lá está um carango velho prontinho para ser observado. Isso vale para qualquer cidade Argentina (ao menos em Buenos Aires e em Rosário era assim).

Enquanto no nosso nordeste temos os Opalões, Caravans, Chevettes, Veraneios e outros, por lá os favoritos são o Peugeot 504, Ford Falcon (sedan e wagon… Ghostbusters!), Chevelle, Renault 12 e até Fiat 147 (mas com nome de Spazio por lá).

Não acredita? Então veja o vídeo com algumas fotos que coletamos e divirta-se! :)

Ainda não acredita na quantidade de arabacas, que ainda circulam por terras argentinas? Ah, então pegue a mochila e dê uma jeguiada por lá. Apenas tenha cuidado para não ser atropelado por uma arabaca… Se não sofrer com o atropelamento, de tétano você sofrerá. :P

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Comunicação “alternativa” em viagens internacionais

Posted by Jana On janeiro - 4 - 2009

Fundando a nossa categoria nova, dedicada a Curiosidades, resolvi escrever sobre algo que me chamou a atenção pela sua, digamos, peculiaridade: as formas alternativas, que as pessoas encontram, para se comunicar com o falante da língua do país para onde viajam.

Jegue-Tón tentando se comunicar

Jegue-Tón tentando fazer uma "ligación"

Desde que o mundo é mundo, as pessoas tentam se comunicar, seja por linguagem verbal, por sinais,  gestos, linguagem corporal, enfim, as possibilidades de comunicação são infinitas. Durante os processos de ocupação e colonização, que se deu no período das grandes navegações, línguas emergenciais surgiram para que uma comunicação mínima entre colonizador e colonizado existisse, ou seja, como disse anteriormente, o povo sempre se vira para passar sua mensagem e ser compreendido. Na falta do que fazer, naqueles momentos entre o café e o pão ou as tentativas de fotografar uns lugares, presenciei algumas cenas, como disse, peculiares, sobre a tentativa do povo se comunicar quando não sabe uma palavra além de “si”, “no” e “gracias” em espanhol, durante as férias de fim de ano. Vou narrar algumas destas situações.

Situação 1: O café da manhã – Método de comunicação: Mímica e portuñol.

Estava eu tomando meu café preto quente pra burro, no refeitório do hotel, quando um senhor levanta de sua mesa indignado, porque entre as opções que existiam no buffet não havia ovo frito. O senhor então, ignorando os pedidos para que deixasse pra lá de sua esposa, que às 8:00 da manhã já estava devidamente maquiada, depois de ter passado pela sua pia batismal de base e pancake, se dirige para a moça encarregada da reposição dos pães, frutas, etc. A moça, obviamente, fala espanhol. O senhor, obcecado por ovos fritos, não sabe uma palavra em espanhol. O que fazer agora? Dançar um tango argentino? Não! Nosso obcecado por ovo então começa seu balé para fazer a moça entender o que queria. “Yo quiero un” … e fazia círculos no ar. Detalhe: os ovos são ovais e não mandalas. Quando a moça, colocando pra funcionar toda sua capacidade de compreender sinais esdrúxulos, entende que é ovo, e solta um “Ah! Huevo!!!”,  a batalha agora era entender que ele queria ovo mexido. Mais mímicas. A esposa vira o rosto para a janela, fingindo não conhecer o marido, e sinto um riso no rosto da moça da cozinha. Agora o senhor finge estar com uma frigideira nas mãos e mexe algo no ar. Ovo… mexido… E mexe… No fim das contas, a moça entende e o nosso mímico do café da manhã atinge o seu objetivo: ovos fritos mexidos.

Situação 2: Sessão de fotos para o Jeguiando na Recoleta. Método de comunicação: Falar português pausadamente para que o suposto falante de espanhol compreenda.

Fábio e eu estávamos caminhando pela Recoleta, onde fazíamos umas fotos para o Jeguiando. Por alguma razão, devemos ter algum tipo de radar para detectar coisas toscas ou sermos vítimas de tosqueiras em geral. Fábio me entregou a câmera e eu comecei a fotografar um monumento que existe na Recoleta, uma flor fotossensível, que se abre com o sol e acompanha seu movimento. De repente, um casal me aborda. O rapaz permaneceu calado e a esposa-namorada-tico-tico-no-fubá dele começou a tentar falar comigo, achando que eu era argentina. O método empregado pela moça: falar pausadamente português. “Oiiiiii… po…de…. ti…rarrrr… u…ma… fo…to… nos…sa…. U…ma… fo…to… de … nós… do…is…” Vendo o desespero nos olhos da mocinha, eu respondi “posso, claro” e ela me entregou a câmera desligada, afirmando que estava ligada. Tirei a foto do casal, fiz dois seres humanos felizes e depois comecei a desenvolver a minha teoria: o segredo da comunicação entre falantes de línguas distintas é se falar pausadamente? O… lá… tu…do… bem… Seremos todos poliglotas! Eba!!!!

Situação 3: Homem comprando um “sapatênis” na Rua Florida. Método de Comunicação: Falar aos gritos em português para ver se o atendente, falante de espanhol, o compreenderia perfeitamente.

Estávamos caminhando pela Rua Florida, nossos pés doíam, quando paramos para olhar não-sei-o-que na rua, quando, de dentro de uma loja de sapatos, um homem, com seu filho, está tentando se comunicar com o atendente da loja. Portando um alto-falante amplificado natural, instalando majestosamente em suas cordas vocais, o moço gritava e gesticulava (este também era adepto da mímica), querendo saber se a loja vendia sapatênis. “VOCÊS TRABALHAM COM SAPATÊNIS?”. Nem o tangão que tocava na loja de discos ao lado conseguia abafar os gritos do senhor. Moral da história: Moço, não é que o atendente seja surdo… Ele só fala outra língua, né? Além do que,  segundo Fábio, sapatênis é uma aberração que só existe no Brasil.

Bom, fora o nosso velho e bom Portuñol, que, segundo uma amiga minha, é sem dúvida o idioma do futuro, as formas de comunicação alternativa são, como disse, uma tanto quanto peculiares e múltiplas. Não há como passar aperto quando você sabe mímica, conversa em slow motion ou possui um amplificador na garganta. Tudo em nome da necessidade de se fazer entender. ;)

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