(Imagem: Fábio Brito)
Sendo um dos postais de Salvador, o Pelourinho proporciona um mergulho na história da cidade e sua história se confunde com o próprio processo de fundação e ocupação do que hoje é Salvador. Com o intuito de delinear Salvador como uma cidade-fortaleza, a área que corresponde ao Pelourinho foi cuidadosamente escolhida devido à sua posição geográfica próxima ao porto e, segundo o Guia do Pelourinho, “perto do comércio e naturalmente fortificada pela grande depressão existente que forma uma muralha, de quase noventa metros de altura, por quinze quilômetros de extensão, o que facilitaria a defesa de qualquer ameaça vinda do mar”.
(Imagem: Fábio Brito)
Ainda segundo o Guia do Pelourinho, “o termo “pelourinho” é o nome dado ao local onde os escravos eram castigados pelos senhores de engenho. O “pelourinho” era construído nos engenhos, afastado da cidade. A fim de demostrar à população sua força e poder, os senhores de engenho resolveram construir um “pelourinho” no centro da cidade, instalando-o no largo central, hoje área localizada em frente a
casa de Jorge Amado. A partir daí os escravos eram castigados em praça pública para que todos pudessem assistir tal demonstração de poder. Devido a esse fato o “pelourinho” virou ponto de referência da cidade, dando nome ao antigo centro da cidade, e hoje Centro Histórico de Salvador”.
(Imagem: Fábio Brito)
De centro da aristocracia soterapolitana à reduto de excluídos, o Pelourinho atravessou os anos, passou por processos de restauração e hoje é considerado patrimônio da humanidade. A transição está silenciosamente marcada nos casarões, que são a marca forte do lugar. Os casarões, que antes abrigavam a aristocracia e depois os marginalizados da sociedade soterapolitana, hoje abrigam museus, lojas, restaurantes, reforçando o caráter turístico do Pelourinho.
(Imagem: Fábio Brito)
Todos os anos turistas de todo mundo caminham pelas ruas de pedra do Pelourinho e tentam resgatar um pouco da história da cidade, encrustada nas pedras e por debaixo das tintas coloridas dos casarões. Os únicos pontos complicados de andar por esta porção da cidade são: o assédio exagerado aos turistas e passantes e alguns furtos, que ocasionalmente ocorrem. Os vendedores ambulantes tentam a todo custo empurrar todo tipo de mercadoria e como não há controle em relação a isso, nem aos cadastrados pela prefeitura, o passeio em algum ponto acaba por se tornar maçante, porque em vez de boas fotos e uma caminhada agradável, há risco de você voltar pra casa enfeitado de fitinhas do Senhor do Bonfim, que vão sendo atadas sem que sejam solicitadas pelos vendedores ambulantes.
(Imagem: Fábio Brito)
No mais, tendo atenção aos pertences, o passeio vale a pena, rende boas fotos e lembranças interessantes. Quem tiver ainda interesse, pode saborear o acarajé vendido pelas baianas do Terreiro de Jesus. Fica então a dica deste postal de Salvador, que vale a pena ser visitado não porque consta nos roteiros turísticos tradicionais, mas pela sua importância histórica e beleza.
Passeio: 




Segurança: 




Estrutura: 




Média: 




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