Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Pelourinho – Salvador

Posted by Janaína Calaça On julho - 12 - 2008

(Imagem: Fábio Brito)

Sendo um dos postais de Salvador, o Pelourinho proporciona um mergulho na história da cidade e sua história se confunde com o próprio processo de fundação e ocupação do que hoje é Salvador.  Com o intuito de delinear Salvador como uma cidade-fortaleza, a área que corresponde ao Pelourinho foi cuidadosamente escolhida devido à sua posição geográfica próxima ao porto e, segundo o Guia do Pelourinho, “perto do comércio e naturalmente fortificada pela grande depressão existente que forma uma muralha, de quase noventa metros de altura, por quinze quilômetros de extensão, o que facilitaria a defesa de qualquer ameaça vinda do mar”.

(Imagem: Fábio Brito)

Ainda segundo o Guia do Pelourinho, “o termo “pelourinho” é o nome dado ao local onde os escravos eram castigados pelos senhores de engenho. O “pelourinho” era construído nos engenhos, afastado da cidade. A fim de demostrar à população sua força e poder, os senhores de engenho resolveram construir um “pelourinho” no centro da cidade, instalando-o no largo central, hoje área localizada em frente a
casa de Jorge Amado. A partir daí os escravos eram castigados em praça pública para que todos pudessem assistir tal demonstração de poder. Devido a esse fato o “pelourinho” virou ponto de referência da cidade, dando nome ao antigo centro da cidade, e hoje Centro Histórico de Salvador”.

(Imagem: Fábio Brito)

De centro da aristocracia soterapolitana à reduto de excluídos, o Pelourinho atravessou os anos, passou por processos de restauração e hoje é considerado patrimônio da humanidade. A transição está silenciosamente marcada nos casarões, que são a marca forte do lugar. Os casarões, que antes abrigavam a aristocracia e depois os marginalizados da sociedade soterapolitana, hoje abrigam museus, lojas, restaurantes, reforçando o caráter turístico do Pelourinho.

(Imagem: Fábio Brito)

Todos os anos turistas de todo mundo caminham pelas ruas de pedra do Pelourinho e tentam resgatar um pouco da história da cidade, encrustada nas pedras e por debaixo das tintas coloridas dos casarões.  Os únicos pontos complicados de andar por esta porção da cidade são: o assédio exagerado aos turistas e passantes e alguns furtos, que ocasionalmente ocorrem. Os vendedores ambulantes tentam a todo custo empurrar todo tipo de mercadoria e como não há controle em relação a isso, nem aos cadastrados pela prefeitura, o passeio em algum ponto acaba por se tornar maçante, porque em vez de boas fotos e uma caminhada agradável, há risco de você voltar pra casa enfeitado de fitinhas do Senhor do Bonfim, que vão sendo atadas sem que sejam solicitadas pelos vendedores ambulantes.

(Imagem: Fábio Brito)

No mais, tendo atenção aos pertences, o passeio vale a pena, rende boas fotos e lembranças interessantes. Quem tiver ainda interesse, pode saborear o acarajé vendido pelas baianas do Terreiro de Jesus. Fica então a dica deste postal de Salvador, que vale a pena ser visitado não porque consta nos roteiros turísticos tradicionais, mas pela sua importância histórica e beleza.

Passeio: ★★★★★

Segurança: ★★★☆☆

Estrutura: ★★★★☆

Média: ★★★★☆


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Zoológico de Salvador

Posted by Janaína Calaça On junho - 8 - 2008

O Parque Zoobotânico Getúlio Vargas ou simplesmente Zoológico de Salvador, fundado na década de 50, é sem dúvidas uma opção interessante para o fim de semana e até para passeios escolares. Em um contexto urbano, acelerado, onde a velocidade é a palavra que rege inclusive as relações humanas, ir ao Zoológico é uma oportunidade de se desconectar da rotina e se aproximar um pouco mais da natureza, resgatando assim raízes sufocadas pelo concreto e pelo dia a dia.

(Imagem: Janaína Calaça)

Logo na entrada do Zoológico, situado em Ondina, podemos apreciar um pequeno museu a céu aberto, contendo o esqueleto de uma das baleias que freqüentam a costa brasileira: a Jubarte. O Zoológico conta, além de exemplares vivos da fauna brasileira, com um pequeno museu de animais taxidermizados que fazem parte da nossa fauna e da de outros países.

(Museu de animais taxidermizados do Zoológico de Salvador. Imagem: Fábio Brito)

O parque é todo rodeado por exemplares também da flora brasileira, abarcando e preservando um pouco da Mata Atlântica. É um passeio que deve ser feito com tempo, paciência e principalmente com atenção. Muitos dos animais preservados pelo espaço estão em processo de extinção e dados como este são arbitrariamente desprezados pela sociedade.

(Imagem: Fábio Brito)

O Zoológico conta com uma boa estrutura para receber visitantes. Sanitários são encontrados facilmente ao longo do percurso, além de quiosques e uma lanchonete central para um eventual lanche. A lanchonete central funciona das terças aos domingos (incluindo feriados) das 08:30 h às 17:00 h.

(Imagem: Fábio Brito)

O espaço conta também com um serviço de visitas monitoradas, voltado para escolas e instituições ou para interessados que queiram fazer a trilha da Mata Atlântica. Estes serviços, no entanto, devem ser agendados previamente através do e-mail zooeducar@semarh.ba.gov.br

(Imagem: Fábio Brito)

Deixamos então esta dica para você que está procurando um passeio agradável e barato. A entrada é gratuita e o passeio vale a pena. Guarde uma parte do seu dia para visitar o Zoológico de Salvador e leve quem queira ir também com você! Para maiores informações, acesse o site do parque.

Horários de Funcionamento: Terça a Domingo e Feriados das 08:30 às 17:00 hs.

Endereço: Rua Alto de Ondina S/Nº – CEP 40170-110, Ondina – Salvador – Bahia – Brasil.

Acesso: ★★★★☆

Estrutura: ★★★★☆

Lazer:★★★★☆

Média: ★★★★☆


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Forte de Monte Serrat – Salvador

Posted by Janaína Calaça On abril - 5 - 2008

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(Monte Serrat. Imagem: Fábio Brito)

Salvador é uma cidade pontuada por locais agradáveis e um deles, sem dúvidas, é o Forte de Monte Serrat ou Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat. Apesar de ter vivido em Salvador desde que nasci, fui conhecer o forte há alguns anos, talvez por meu pouco trânsito pela Cidade Baixa. No entanto, desde que conheci este cantinho, o mesmo passou a fazer parte dos meus refúgios preferidos na cidade. Um lugar para descansar os olhos na paisagem, no pôr-de-sol, embalados pelo som rítmico das ondas chocando-se contra as pedras.

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(Monte Serrat. Imagem: Fábio Brito)

O Forte é constantemente visitado e não é para menos. A beleza do lugar está na união da arquitetura preservada da época da sua fundação, que se deu em 1742 (ano de conclusão da obra), com a vista da Baía de Todos os Santos. É um passeio que possui apenas como pré-requisito o prazer de contemplar este pedacinho bom de guardar na memória.

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(Vista do Monte Serrat. Imagem: Fábio Brito)

É um passeio indicado para todos. Famílias, casais, grupos de amigos, etc. O forte conta com serviço de restaurantes e ainda podemos encontrar baianas de acarajé, que vendem o petisco frito na hora. Um dos restaurantes instalado na área oferece um serviço interessante. Eles oferecem uma mesa portátil, que é acoplada à grade da balaustrada que dá para o mar, para que os visitantes possam curtir a vista mais de perto.

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(Forte de Monte Serrat. Imagem: Fábio Brito)

Monte Serrat é um lugar cuja beleza fala por si, por isso este texto é breve e trata-se de um convite para quem tenha interesse em extrapolar as fotografias e tentar conhecer mais de perto. Uma dica que dou é tentar visitar o forte no fim da tarde, para aproveitar o pôr-do-sol no embalo. Desejo um bom passeio! Divirtam-se!

Acesso ★★☆☆☆
Estrutura ★★★☆☆
Belezas naturais ★★★★★
Opção de relaxamento ★★★★★
Média ★★★★☆

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