Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Destaques’ Category

Vila de Paranapiacaba – Santo André/SP

Posted by Jana On janeiro - 18 - 2010

Conhecer a Vila de Paranapiacaba, que significa em tupi-guarani “lugar de onde se avista o mar”, é um exemplo de como é possível viajar sem gastar muito e ter uma experiência para guardar e recordar. Obviamente, o passeio fica barato para quem vive em São Paulo ou no ABC, mas este post na verdade é um convite ao leitor a tentar descobrir, próximo à sua cidade, algum lugarzinho interessante de visitar como assim o fiz, morando em São Paulo. Neste fim de semana descobri, através da indicação de uma grande amiga, a Natalina Costa (a quem agradeço a companhia), este encanto de vila, situada em Santo André, no ABC Paulista.

Paranapiacaba. Santo André/SP. Imagem: Jeguiando.

Viajar para mim independe da distância percorrida, mas sim da sensação de “estar em outro lugar”, de ter a oportunidade de conhecer outras paisagens. Para chegar em Paranapiacaba, peguei metrô, trem e um ônibus metropolitano, comum. Foi um pouco mais de uma hora e vinte de viagem, que me proporcionou um fim de semana agradável, tranquilo, fotos e recordações interessantes.

Locobreque de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

A Vila de Paranapiacaba, que trata-se de um distrito do município de Santo André, é um museu a céu aberto. Sim, literalmente um museu. A vila foi tombada como patrimônio histórico pela sua importância na economia do Brasil no século XIX e conserva algumas características da época em que funcionava a todo vapor (com todos os trocadilhos possíveis!).

Locobreque de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

Segundo verbete extraído da Wikipedia, Paranapiacaba “surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway – estrada de ferro que possibilitava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos, e vice-versa (…)”.  “A São Paulo Railway inaugurou sua linha férrea em 1º de janeiro de 1867. Ela primeiramente serviu como transporte de passageiros de Santos a São Paulo e Jundiaí (última estação); também serviu como escoamento da produção de café da província paulista para o porto de Santos. Em 1874, é inaugurada a Estação do Alto da Serra, que mais tarde seria denominada Paranapiacaba”.

Vila de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

A vila é dividida em Parte Alta e Parte Baixa, que corresponde a uma espécie de pequeno vale. Não há hotéis em Paranapiacaba, somente pequenas pousadas. Natalina e eu, enquanto escolhíamos onde ficar, acabamos optando por uma pousada localizada na parte alta da, que fica próxima ao ponto de ônibus, a Pousada da Casa Roxa, administrada pelo Álvaro e pela Margarete, que transformaram sua casa em um hostel simples, mas daqueles em que você se sente bem à vontade. O ponto positivo desta pousada, além da simpatia e receptividade dos seus anfitriões, é a vista privilegiada da vila. A casa é quase um mirante e de lá consegui tirar fotos panorâmicas e ter o prazer de jogar um baralhinho no final do dia, presenciando a neblina descer sinuosa e cobrir a vila. Linda cena! Ah! E o bolo de fubá do seu Álvaro também vale a pena a visita!

Trem antigo. Imagem: Jeguiando.

Paranapiacaba parece ter parado no tempo, lá nos fins do século XIX, inícios do século XX. As casas, construídas para abrigar os ferroviários e suas famílias, permanecem, muitas delas, com suas características originais. Caminhar pelas ruas é caminhar através do tempo. Muitas dessas casas são habitadas, são residências dos moradores da vila. Outras foram transformadas em ateliês de arte ou pequenos restaurantes, que atendem à população e aos turistas. Como a frequência de turistas é bem variável, os horários dos estabelecimentos, que servem refeições, também variam muito, logo é preciso caminhar um pouco e procurar  onde é possível fazer uma refeição, que quase sempre é caseira, mas bem preparada. Há vários cafés e restaurantes, mas poucos funcionam efetivamente em um horário regular.

Antiga casa em ruínas. Imagem: Jeguiando.

A atração principal da vila é, sem dúvidas, a ferrovia com seu trenzinho que ainda funciona, mas não para fins comerciais. O trem hoje é operado apenas para fins turísticos. Por R$ 5,00 é possível fazer o passeio de 10 minutos. O passeio não é longo, mas vale para conhecer o interior do vagão, a sensação do movimento, os apitos e tudo mais a que se tem direito. O projeto é tocado por voluntários e o ingresso cobrado é o que mantém o trem funcionando.

Trenzinho. Passeio turístico pela vila. Imagem: Jeguiando.

Além do trem, datado de 1814, se não me engano, há uma réṕlica que roda a vila, só que em cima de rodas e não de trilhos. Para passear no trenzinho de mentirinha, o visitante deve se dirigir à Rua Direita. Não tem como errar. Ele está lá paradinho, amarelo e reluzente para fazer a festa de quem visita Paranapiacaba.

Clube União Lira Serrano. Imagem: Jeguiando.

Além das casas dos ferroviários e dos passeios de trenzinho, o visitante pode ainda ter acesso a vários pequenos museus, espalhados ao longo da vila, como o Museu do Funicular, que é uma espécie de casa de máquinas; o Museu do Castelo, ou Castelinho, localizado no alto da colina e antiga moradia do engenheiro-chefe, que de lá fiscaliza o trabalho dos ferroviários; o Clube União Lira Serrano, onde aconteciam exibições de cinema mudo. Além desses pontos turísticos, há ainda o Antigo Mercado e o Pau da Missa.

Utensílios domésticos. Imagem: Jeguiando.

A vila recebe geralmente visitantes de regiões próximas ou ecoturistas, acostumados a enfrentar trilhas árduas para descansar e relaxar em cachoeiras e piscinas naturais. Há vários monitores que trabalham na vila organizando as trilhas e acompanhando os turistas para dar-lhes segurança. Além de seu apelo ecológico, a vila também se tornou ponto de encontro de esotéricos, bruxos e Xamãs. Se não me engano, já rolaram alguns eventos, como encontro de bruxas, na vila.

Paranapiacaba. Santo André/SP. Imagem: Jeguiando.

Bom, queridos Jeguiantes, deixo então a vocês a dica deste simpático distrito de Santo André, que muito me encantou. Tenho planos de voltar lá quando puder, pela acessibilidade da viagem em termos de custo e, principalmente, pela tranquilidade, paz e aconchego que este deslocamento me proporcionou. Aos paulistanos, acostumados ao ritmo acelerado da cidade, uma ressalva: visitar a Vila requer paciência com o ritmo do lugar. Nada de correria, nem de lugares abertos 24 horas. É uma oportunidade de perceber que há sim outras formas possíveis de viver, sem tanta parafernália, sem tanta pressa e que ainda assim funciona e muito! Agora, agradeço à minha companheira nesta viagem, Natalina, pela companhia agradável, pelas partidas de baralho, pelo bate papo e por ter me apresentado este lugar tão bacana. Obrigada, minha querida!

Eu e Nathy em Paranapiacaba!

Informações Gerais:

Onde fica? Distrito do município de Santo André, São Paulo.

Como chegar? Acessem o site do Wikipedia e lá tem tudo detalhado para o visitante.

Onde se hospedar? Pousadas. Fiquei na Pousada da Casa Roxa, na Parte Alta da Vila.

Quer conhecer um pouco mais, acesse os sites dedicados à Paranapiacaba!

Paranapiacaba Ecoturismo

Guia Paranapiacaba

Popularity: 6%

TAM #fail – ou Montevidéu, A via crucis para chegar

Posted by Fabio On janeiro - 7 - 2010

Eu já havia espalhado em meu Twitter que estava de partida para Montevidéu, capital do Uruguai, bem como desabafei com meus seguidores todo o martírio para chegar.

Havia comprado uma passagem pela TAM (era a mais barata), porém o vôo seria operado pela Pluna, o que pra mim seria uma coisa boa, pois vejo críticas boas sobre a companhia Uruguaia, além do fato de eu não gostar muito da TAM como cheguei a relatar na série comparativa entre ela e a Gol.

Mas vamos ao que interessa: ontem, dia 6, seria o dia que eu embarcaria rumo a terras Uruguaias, com horário de saída do vôo previsto para as 9:00 da manhã, chegando as 11:40. Chego em GRU por volta das 7:00, ou seja, 2 horas antes da decolagem, dentro de um prazo aceitável para vôos internacionais.

Fila do check-in da TAM. Tá vendo o pontinho velho ali na frente? É o balcão!

Fila do check-in da TAM. Tá vendo o pontinho velho ali na frente? É o balcão!

Eu precisava fazer o check-in, pois sabe-se lá por qual motivo o web check-in da TAM não funcionava para meu bilhete, bem como os terminais de auto-atendimento. Minha única opção era enfrentar a fila do check-in internacional. Estava absurdamente grande, apesar de já ter visto pior, essa pelo menos não dava a volta, ficava só até a asa C mesmo. Como quem iria fazer o vôo era a Pluna, perguntei a um funcionário TAM se poderia fazer o check-in diretamente com eles. Resposta: não, pois o bilhete é TAM e o check-in teria que ser feito por lá mesmo. Fazer o que, né? Fui pro fim da fila e esperei minha vez pacientemente.

Meia hora depois, a fila não tinha andado nem 1/4 do seu estado original e eu começava a me preocupar com o horário. Até tirei uma foto com o celular, é a primeira do post! :P

De tempos em tempos eu perguntava para os funcionários TAM se realmente não poderia fazer o check-in na Pluna, e a resposta era sempre a mesma: bilhete TAM, check-in TAM!

Passagem na mão! Vou embarcar no horário negão!

Passagem na mão! Vou embarcar no horário negão!

Fui chegando mais ou menos próximo ao balcão de check-in, mais ou menos no sentido de identificar se o atendente era homem ou mulher. Cheguei a um ponto que era possível ver o painel de vôos da Infraero e meu vôo já indicava embarque imediato.

Consultei novamente um funcionário e o mesmo teve a audácia de dizer que o vôo estava atrasado! Claro que não era verdade. Enfim o horário do vôo se aproximava mais ainda, até que resolveram dar prioridade aos passageiros para Montevidéu. Pensei: “Até que enfim, espero que a Pluna seja solidária e espere quem sofreu com a cagada da TAM.”

Minha vez de fazer o check-in, a atendente olha pro meu e-ticket e diz: “Sr. seu vôo é Pluna, o check-in teria que ser feito por eles, porém o vôo já está na última chamada!”

Claro que minha reação foi ficar puto com aquilo, não só eu como Paula, que estava me acompanhando e me acalmando até então. TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA TAM DISSERAM QUE O CHECK-IN ERA ALI MESMO.

Repito: TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA TAM DISSERAM QUE O CHECK-IN ERA ALI MESMO.

Eba! Vamos todos para Montevidéu!

Eba! Vamos todos para Montevidéu!

Percebendo a cagada disseram que iriam me colocar em outro vôo, com saída as 9:15, da própria TAM. Esse sim era o vôo que estava atrasado. Porém, sempre tem um porém, eu só poderia ir nesse vôo caso houvesse disponibilidade de assento.

Ainda bem que tinha lugar disponível e consegui fazer o check-in. Saí correndo para o embarque internacional que felizmente estava bem tranquilo. Raio-x, verificação de passaporte, essas coisas, não levaram mais do que 5 minutos. Corri pra sala de embarque, que foi a piorzinha, aquela no terreo que você precisa pegar um ônibus até o avião. Chegaria em cima da hora, caso o vôo saisse no horário (9:15).

Praia de Pocitos, já em Montevidéu

Praia de Pocitos, já em Montevidéu

O embarque só começou as 11:30 e depois, já dentro do avião, ainda tive que esperar mais uns 40 minutos para decolar.

Galera pegando um bronze na praia de Pocitos.

Galera pegando um bronze na praia de Pocitos.

Pelo menos o vôo foi normal, sem percalços, chegando em Montevidéu por volta das 15:00. Pela Pluna eu chegaria as 11:40. A parte de imigração, bem como a alfandêga uruguaia são bem tranquilas e por volta das 16:00 eu já estava no hostel. Ainda deu tempo dar uma volta e conhecer a praia de Pocitos, que ilustrou o resto desse post. Em breve, voltamos com a programação regular, com posts sobre “Montebidêo”. :)

Popularity: unranked

São Luís do Paraitinga – História destruída

Posted by Fabio On janeiro - 5 - 2010

Tive a oportunidade de conhecer São Luís do Paraitinga em novembro do ano que acaba de se findar, e lamento muito por não ter tido o tempo disponível para escrever sobre a cidade antes da tragédia que destruiu boa parte do local.

São Luís é uma cidade pequena, de gente simpática, com cerca de 10.000 habitantes, localizada na região do Vale Paraíba no estado de São Paulo, de uma riqueza histórica e folclórica impressionantes.

Rua de São Luís do Paraitinga

Rua de São Luís do Paraitinga

Infelizmente as chuvas que atingiram a região destruíram boa parte da cidade, incluindo casarões antigos e a igreja da matriz, além de deixar mais de 80% da população desabrigada.

O tradicional carnaval de marchinhas, obviamente, teve que ser cancelado. Em seu lugar será realizado um mutirão para reconstrução da cidade, terra natal de Oswaldo Cruz, médico sanitarista pioneiro no estudo de doenças tropicais como malária e febre amarela.

Jegueton em frente a casa de Oswaldo Cruz

Jegueton em frente a casa de Oswaldo Cruz

Nesse momento a terra dos sacis precisa de ajuda para cuidar dos desabrigados, bem como para a reconstrução do patrimônio histórico destruído.

No momento estão sendo recolhidos itens de necessidade básica como:

  • Água;
  • Produtos de higiene pessoal (pasta de dente, escovas de dente, sabonetes, shampoo, toalhas, etc.);
  • Sacolas plásticas para fazer a triagem das doações que chegam à cidade (sacos de lixo, sacolas de supermercado, etc.);
  • Produtos de limpeza;
  • Fraldas (geriátrica e infantil);
Igreja da Matriz, antes do desabamento

Igreja da Matriz, antes do desabamento

No site Paraitinga Turismo existe uma lista de locais que estão recolhendo as doações, porém ainda não vi nenhuma informação sobre doações em dinheiro. Se alguém souber de algo a respeito, comente aqui no Jeguiando que atualizo o post.

Igreja do Rosário

Igreja do Rosário

As fotos que ilustraram esse post foram tiradas na minha viagem de novembro, antes da enchente, para que vocês conhecessem um pouco a cidade. Outras fotos podem ser vistas no nosso Flickr.

Popularity: unranked

Xcaret – México – Parte III

Posted by Jana On outubro - 25 - 2009

Como havia prometido, hoje vamos falar do espetáculo que encerra, diariamente, as atividades no Xcaret. O Xcaret México Espetacular trata-se de um espetáculo teatral que traz um breve panorama do período pré-colonial, da invasão dos espanhóis, da conquista do território correspondente ao México hoje, a dizimação e conquista do povo Maia e, por fim, a gênese das diferentes manifestações culturais, que juntas compõem o mosaico da cultura mexicana. O espetáculo dura por volta de duas horas, pontuadas de muita música e por um figurino impecável.

DSC_0481

Ator caracterizado de Maia. Imagem: Jeguiando.

O espetáculo já tem seu início com atores espalhados ao longo do caminho até o teatro, devidamente caracterizados, representando o povo Maia.

DSC_0498

Ator caracterizado de Maia. Imagem: Jeguiando.

Vestidos de onças, corujas, jaguar, os atores já antecipam a atmosfera do espetáculo, ambientando o visitante à proposta da peça teatral.

DSC_0511

Xcaret México Espetacular. Mesa. Imagem: Jeguiando.

Em um teatro rodeado de grandes arquibancadas, os visitantes vão se acomodando e recebendo, cada um, uma vela acesa. O espectador acaba por fazer parte também do espetáculo. O teatro oferece as opções de assistir à peça saboreando um jantar ou a opção de apenas assistir ao espetáculo. À convite da Royal Holiday, assistimos à peça e jantamos no próprio Xcaret.

DSC_0551

Xcaret México Espetacular. Mesa. Imagem: Jeguiando.

Bom, mas vamos ao espetáculo em si. Com uma equipe de mais ou menos 300 atores, o Xcaret México Espetacular tem seu início com a lenda Maia da criação do universo. A gênese do mundo acaba se misturando com a gênese do próprio povo Maia na montagem.

DSC_0591

Jogo de Pelota Pré-Hispânico (ou Bundebol...hehehe). Imagem: Jeguiando.

A primeira metade do espetáculo centra o olhar na era pré-hispânica, ou seja, que antecede a chegada dos espanhóis no território que hoje corresponde ao México. Entre a reconstrução de rituais sagrados, a peça também traz costumes Maias como, por exemplo, o Jogo de Pelota (bola) Pré-Hispânico, que consistia em tentar acertar a bola na circunferência, mostrada na foto acima. Detalhe que o gol era feito com a bunda! Não havia chutes com os pés, mas sim com os glúteos!

DSC_0678

Invasão espanhola do território Maia. Imagem: Jeguiando.

Entre ritos e costumes, a sociedade Maia era retratada através de uma releitura histórica. Achei interessante usarem como representação da construção desta sociedade através da imagem das colunas Maias, como vemos na fotografia acima. No palco, os atores construíram, peça por peça, as colunas.

DSC_0710

Colonização. Imagem: Jeguiando.

Um dos pontos mais tocantes da apresentação foi sem dúvida a passagem voltada para a invasão espanhola do território Maia. Foi retratada a chegada dos espanhóis, o estranhamento do primeiro contato, o conflito, a guerra e por fim o momento em que os Maias são subjugados, dizimados e têm não só sua configuração social destruída como também suas manifestações culturais. Como vêem, no lugar das colunas Maias, uma cruz é fincada no que restou das construções, representando a violência do processo de conquista territorial. Até este ponto, achei que a montagem tinha sido genial, mas um ponto na apresentação me incomodou bastante… Depois desta cena, tão alegórica e forte, o roteirista deu uma derrapada quando escreveu uma cena em que, depois de tantas manifestações claras de violência, uma espécie de “festa de confraternização de povos acontece”, o que supostamente daria origem ao que seria hoje o povo mexicano. #FAIL. Romantizar violência física e um processo igualmente violento de aculturação definitivamente foi uma pisada feia na bola!

DSC_0741

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Birras à parte, após a suposta gênese do povo mexicano, pontuada pela “junção amigável aparente” de espanhóis e nativos, a apresentação seguiu seu rumo. Agora, já na segunda metade do espetáculo, a proposta era representar as várias manifestações culturais, presentes em cada cidade Mexicana.

DSC_0788

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Para apresentar um panorama breve da pluralidade cultural do México, cada cidade, as principais, foram retratadas com relação às suas principais manifestações e símbolos identitários. Vestimentas, canções, tudo marcava a participação das cidades mexicanas na composição deste mosaico grandioso e rico que é a cultura mexicana.

DSC_0843

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Entre canções conhecidas e símbolos que já povoam nosso imaginário de estrangeiro, como as vestimentas e os mariachis, o espetáculo surpreendeu por suas cores e pela beleza das manifestações.

DSC_0865

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Fiquei com vontade de conhecer Vera Cruz só por causa do polvo gigante. :P

DSC_0920

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Algumas canções, que embalaram as apresentações, são velhas conhecidas nossas, aqueles clichês que já ouvimos pelo menos em alguma animação ou episódio do Chaves como, por exemplo, El Jarabe Tapatío. Se você, caro jeguiante, não conhece a música de nome, dê uma olhada neste vídeo e vê se lembra!

DSC_0926

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Outra canção que faz parte também do espetáculo é El Conejo, também velha conhecida. Que tiver curiosidade, é só dar uma olhada no vídeo. A canção demora um pouco de começar, mas vale a pena assistir.

DSC_0950

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

O espetáculo, com certeza, é o ponto alto do dia, para quem segura o cansaço e decide ficar para assistir. Tirando realmente a festa de confraternização entre Maias e espanhóis, vale a pena assistir, principalmente pelo cuidado em mostrar, em poucas horas, a multiplicidade de manifestações culturais presentes no imaginário mexicano.

DSC_0975

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

O encerramento da peça teatral se dá com a entrada dos atores com bandeiras de várias partes do mundo, talvez tentando simbolizar a receptividade daquela terra aos que vêm de fora como nós. Com vôos de araras treinadas, o espetáculo é encerrado ao som de México en la piel. Do que tinha de gente fungando de chorar… Confesso… Eu era uma delas! Eu assumo, tá?

DSC_0003

Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Bom, para encerrar nosso post, deixo vocês com a canção que encerra o Xcaret México Espetacular.

Para maiores informações, acessem o site do Xcaret.

Horário de Funcionamento: 8:30h às 22:00 horas. Aberto todos os dias do ano.

Endereço: Está localizado a 56 km ao sul do Aeroporto Internacional de Cancún e a 6 km da Playa del Carmen na Riviera Maia.

Telefones de contato: Em Cancún: (998) 883-3143. Na Riviera Maia: (984) 206 – 0038.

Popularity: 7%

Xcaret – México – Parte II

Posted by Jana On outubro - 21 - 2009

Dando continuidade à série de posts sobre o Xcaret, vamos falar um pouco mais sobre as atrações do ecoparque. Como falei no post anterior, o parque traz opções diversas para os visitantes de todas as idades. Snorkeling, travessia no Rio del Paraíso numa espécie de balsa, visita à granja de cogumelos comestíveis, ao orquidário, às zonas arqueológicas, aos criadouros de macacos, de manatis, de morcegos, de insetos variados, borboletas e de felinos, como o Jaguar e relaxar na praia e nas piscinas naturais são algumas das opções oferecidas no pacote básico. Hoje, vamos falar da nossa visita à uma réplica de uma típica fazenda mexicana, do show de cavalos e de mariachis que assistimos. O espetáculo teatral, que trata do panorama da colonização espanhola no que hoje configura o México, será assunto para o próximo post.

DSC_0382

Show de cavalos. Imagem: Jeguiando.

Ao lado do restaurante La Cocina, acontece diariamente um show de exibição de cavalos, montados não somente por homens como também por mulheres. Antes do show efetivamente começar, os cavaleiros e as amazonas (digamos assim) fazem uma demonstração de montaria em uma praça localizada diante da réplica de uma casa de fazenda mexicana e de uma plantação de agave, planta utilizada na produção de tequila.

DSC_0402

Show de cavalos. Imagem: Jeguiando.

O show de cavalos, para quem aprecia, é bonito de ver e é acompanhado por canções entoadas por uma cantora de voz potente, que dá o tom da apresentação. Eu, particularmente, gostei de assistir ao show, mas confesso que o que mais gostei de ver foi uma apresentação musical de um grupo de simpáticos mariachis, o clichezão adorável que se espera ver em uma viagem ao México!

DSC_0461

Show de Mariachis. O bigodudo fazendo pose para mim! Imagem: Jeguiando.

Depois de assistir ao show de cavalos, Fábio e eu fomos visitar a réplica de uma fazenda mexicana. Portas grandes, janelas de madeira e muito colorido. Apesar de ser tudo cenográfico, ainda assim é gostoso visitar. As cores fortes me atraem e fiquei realmente encantada com os objetos espalhados pela casa de fazenda. Pratos, iguanas bordadas, tudo era um convite aos olhos.

DSC_0440

Réplica de uma fazenda mexicana. Imagem: Jeguiando.

Na casa, cada cômodo, desde a sala de jantar até o quarto das crianças, foram retratados. Móveis pesados, feitos de madeira, azulejos coloridos no chão… Um festival de cores e detalhes para serem apreciados por aqueles que gostam deste tipo de atração.

DSC_0418

Sala de jantar da casa de fazenda. Imagem: Jeguiando.

Apesar do preço a ser pago para visitar o Xcaret ser um pouco salgado, há de convir que a estrutura toda oferecida, os detalhes, as atrações justificam o preço e olha que sou também bastante mão-de-vaca!

DSC_0447

Quarto de casal da casa. Imagem: Jeguiando.

Uma das coisas que gostei muito de ter visto também foram os diversos painéis, que traziam um dos ícones mais famosos da cultura mexicana: as caveirinhas do Dia dos Mortos. A data já era celebrada antes mesmo da colonização espanhola e é uma festa comemorada com muita música, comida e doces. Os doces preferidos da criançada são as caveirinhas de açúcar. E… Para não fugir da tradição… Trouxe umas dessas para casa, como lembrança desta rápida passagem pelo México. Quer saber um pouco sobre o Dia dos Mortos, acesse a Wikipedia.

DSC_0425

Caveirinhas do Dia dos Mortos. Imagem: Jeguiando.

Bom, espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais o Xcaret e no próximo post, o último da série, falaremos sobre o espetáculo teatral que encerra o dia passado no parque. Até o próximo post e fiquem com esta plaquinha graciosa que fala sobre Jegueton e sobre seus parentes!

DSC_0471

Jegues são legais, mas não encham o saco deles! Imagem: Jeguiando.

Para maiores informações, acessem o site do Xcaret.

Horário de Funcionamento: 8:30h às 22:00 horas. Aberto todos oss dias do ano.

Endereço: Está localizado a 56 km ao sul do Aeroporto Internacional de Cancún e a 6 km da Playa del Carmen na Riviera Maia.

Telefones de contato: Em Cancún: (998) 883-3143. Na Riviera Maia: (984) 206 – 0038.

Popularity: 9%

About Me

There is something about me..

Twitter

    Photos

    DSC_0286.NEFDSC_0283.NEFDSC_0281.NEFDSC_0280.NEFDSC_0278.NEFDSC_0276.NEFDSC_0274.NEFDSC_0271.NEFDSC_0269.NEFDSC_0267.NEFDSC_0266.NEFDSC_0263.NEF