Piranhas, Alagoas – O que fazer, onde comer e outras dicas

Por mais que muitas vezes eu pareça repetitiva (e sei que sou às vezes), falar sobre minhas raízes nordestinas é algo que sempre alegra meu coração. Nasci e cresci no Nordeste; sou filha de uma baiana e de um pernambucano, uma mistureba arretada que me fez ter sangue quente e um abraço largo e acolhedor – o sangue quente bombeia vida em meu coração mole e o abraço largo me fez querer envolver o mundo e trazê-lo para perto (acho que por isso desenvolvi tanta paixão pelas viagens).

Falo de minhas origens porque muitas de minhas paixões têm a ver com minhas raízes. Da mãe baiana, nascida em Salvador, herdei o gosto pelo mar; do pai pernambucano, nascido em Floresta do Navio, herdei o amor e o respeito profundo pelo sertão. E sobre o sertão, ouvi muitas histórias de meu pai. Histórias de raposas doidas, da labuta na enxada, da luz do candeeiro que enfeitava as noites muitas vezes frias, em contraste com o calor predominante ao longo do dia, e de personagens como o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, ou simplesmente Lampião, cuja história povoa o imaginário de muitos brasileiros, principalmente o dos nordestinos, e provoca reações diversas quando o seu nome é citado: muitos enxergavam o cangaceiro como herói, outros como um homem sanguinário e perigoso. Mas, mesmo que não cheguemos a um consenso sobre Lampião, o certo é que sua história sempre despertou a curiosidade de muita gente.

Lampião e Maria Bonita. Imagem: http://www.eunapolis.ifba.edu.br/informatica/Sites_Historia_EI_31/cangaco/Site/imagens/l4.jpg

Lampião e Maria Bonita. Imagem: http://www.eunapolis.ifba.edu.br/informatica/Sites_Historia_EI_31/cangaco/Site/imagens/l4.jpg

Mas o que a história de Lampião tem a ver com Piranhas, cidadezinha do interior de Alagoas, banhada pelo Rio São Francisco? Em que ponto a história do cangaceiro, nascido em Serra Talhada (Pernambuco), é alinhavada à memória de Piranhas? E o que a cidadezinha alagoana tem a ver com a nossa viagem ao Cânion do Xingó?

No post passado, no qual narro como foi a nossa visita ao Cânion do Xingó, falei rapidamente sobre a escolha de nossa base para o passeio. Como fazer um bate e volta de Aracaju ao cânion não estava em nossos planos – pois trata-se de uma viagem cansativa (considerando que temos que viajar mais de três horas para ir e mais três horas para voltar, sem contar com o tempo do passeio) –, decidimos escolher uma base para a nossa visita ao destino. Tínhamos duas opções: passar a noite em Canindé do São Francisco (em Sergipe) ou pernoitar em Piranhas (em Alagoas). Pelas paisagens cênicas, pela história e pela estrutura, decidimos nos hospedar no lado alagoano do cânion.

(…)

Oh Corisco, Maria Bonita mandou te chamar
Oh Corisco, Maria Bonita mandou te chamar

É o vingador de Lampião
É o vingador de Lampião

Êta cabra da peste
Pelourinho, Olodum somos do Nordeste

(…)

(“Revolta Olodum” – Banda Mel. Composição: José Olissan/Domingos Sérgio)

Enquanto o refrão da canção “Revolta Olodum” ecoa em minha cabeça desde hoje cedo, penso que, quando falo em história em relação a Piranhas, me remeto principalmente à relação entre a história de Lampião e a da cidadezinha alagoana.

Foi na escadaria da Prefeitura de Piranhas que a cabeça de Lampião e as cabeças dos integrantes de seu bando (incluindo a de Maria Bonita) ficaram expostas ao lado de seus chapéus e de suas armas, em uma das fotos mais icônicas da história do cangaço. Foi nessa cidadezinha do sertão alagoano que o capítulo final da vida de Lampião foi escrito para o mundo. Mesmo que sua morte tenha acontecido na Grota do Angico, localizada na Fazenda Anjicos, no sertão de Sergipe, por conta de uma emboscada armada pela Volante, ainda assim, o desfecho da história de Lampião foi selado em Piranhas.

Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Além da história de Lampião ter sido alinhavada à de Piranhas – o que despertou minha curiosidade como nordestina –, o motivo de ter escolhido a cidadezinha alagoana como base está relacionado também à beleza desse município alagoano e à variedade de atividades que você tem à disposição para aproveitar a visita ao destino, que, pontuado de casinhas e casarões antigos coloridos e banhado pelas águas (às vezes azuladas, às vezes esverdeadas) do Rio São Francisco, é convidativo de dia ou de noite.

Fundada em 1887 e somando atualmente menos de 22.000 habitantes, Piranhas foi tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN. A “Lapinha do Sertão”, apelido carinhoso que ganhou de D. Pedro II, foi palco de visitas históricas, como a do citado imperador, e de artistas importantes do cancioneiro popular brasileiro, como Altemar Dutra – homenageado com carinho pela cidade, que batizou sua orla com o nome do músico.

Bom, agora que expliquei o porquê de ter escolhido a “Lapinha do Sertão” como base para a nossa viagem ao Cânion do Xingó, vamos às dicas do que ver e fazer em Piranhas!

Estátua de Altemar Dutra em Piranhas (AL). Imagem: Erik Araújo

Estátua de Altemar Dutra em Piranhas (AL). Imagem: Erik Araújo

O colorido das casinhas de Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

O colorido das casinhas de Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

O colorido das casinhas de Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

O colorido das casinhas de Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

  • O que fazer, ver e visitar em Piranhas: pontos turísticos, atividades e “lugarzinhos”

Como chegamos em Piranhas já no finzinho da tarde (após o passeio pelo Cânion do Xingó), só deu tempo de deixar as coisas na pousada, tomar um banho e partir para a cidade para procurar um restaurante onde pudéssemos jantar. Foi aí que descobrimos que é no Centro Histórico de Piranhas que tudo acontece à noite.

>> Piranhas à noite

> Centro Histórico de Piranhas: bom para tomar uma cervejinha, prosear e forrozear!

À noite, nos fins de semana, o Centro de Piranhas se acende! Embaixo de duas grandes árvores (grandes árvores para os padrões do sertão), mesinhas começam a ser dispostas em layouts diversos: para casais, grupos de quatro pessoas, e até para famílias numerosas ou grandes grupos de amigos. Os bares e restaurantes abrem suas portas e o burburinho tem início: a noite de Piranhas começa a todo vapor.

Entre os casarões que abrigam os principais bares e restaurantes da cidade, um grupo de forró se coloca a postos para começar a tocar e, de repente, o toque da sanfona, do triângulo e da zabumba anima a noite no sertão. Não há quem, seja nordestino ou turista de outras regiões, não queira levantar das cadeiras para arriscar uns passos de forró. Meu irmão e minha mãe, por exemplo, se animaram e foram dançar na praça. =)

Centro de Piranhas à noite, ótimo para tomar uma cervejinha, conversar e forrozear. Imagem: Erik Araújo

Centro de Piranhas à noite, ótimo para tomar uma cervejinha, conversar e forrozear. Imagem: Erik Araújo

Centro de Piranhas à noite, ótimo para tomar uma cervejinha, conversar e forrozear. Imagem: Erik Araújo

Centro de Piranhas à noite, ótimo para tomar uma cervejinha, conversar e forrozear. Imagem: Erik Araújo

Grupo de forró animando a noite em Piranhas. Imagem: Janaína Calaça

Grupo de forró animando a noite em Piranhas. Imagem: Janaína Calaça

Para jantar, escolhemos a Pizzaria e Cachaçaria Altemar Dutra, que é um dos restaurantes mais conhecidos da cidade. Recomendo pedir os pratos regionais (deixe para pedir pizza em casa!), como a carne do sol com queijo coalho (que estava deliciosa) ou o surubim na chapa (o surubim é um peixe bem típico das águas do Rio São Francisco, de carne branca, bastante saborosa). Não deixem de provar! #FicaADica

Carne do sol com queijo coalho. Imagem: Erik Araújo

Carne do sol com queijo coalho. Imagem: Erik Araújo

Surubim na chapa. Imagem: Erik Araújo

Surubim na chapa. Imagem: Erik Araújo

Gordins no centro de Piranhas. Imagem: Janaína Calaça

“Gordins” no centro de Piranhas. Imagem: Janaína Calaça

Centro de Piranhas à noite, ótimo para tomar uma cervejinha, conversar e forrozear. Imagem: Erik Araújo

Centro de Piranhas à noite, ótimo para tomar uma cervejinha, conversar e forrozear. Imagem: Erik Araújo

>> Piranhas de dia

> Tomar sol na prainha da Orla Altemar Dutra e tomar banho nas águas do Rio São Francisco

Se o Centro Histórico de Piranhas é o “point” dos habitantes e visitantes à noite nos fins de semana, ele também não deixa de ser um importante atrativo durante o dia. É no centrinho que encontramos o acesso para a prainha do Rio São Francisco, localizada na Orla Altemar Dutra, onde é possível se banhar e passar o dia relaxando (besuntado de protetor solar, obviamente). É só levar sua canga ou toalha, chegar e se espalhar na areia!

Prainha à beira do Rio São Francisco. Imagem: Erik Araújo

Prainha à beira do Rio São Francisco. Imagem: Erik Araújo

Prainha à beira do Rio São Francisco. Imagem: Erik Araújo

Prainha à beira do Rio São Francisco. Imagem: Erik Araújo

Prainha à beira do Rio São Francisco. Imagem: Erik Araújo

Prainha à beira do Rio São Francisco. Imagem: Erik Araújo

> Pegar as embarcações para os diversos passeios oferecidos na região, entre eles a Rota do Cangaço

Além de poder se espalhar nas areias da prainha de Piranhas e tomar banho no Velho Chico, o visitante também poderá contratar no atracadouro da cidade alguns passeios, que englobam desde os passeios de barco ou catamarã pelo Rio São Francisco à Rota do Cangaço, um roteiro histórico que conduz os visitantes a Entremontes, em Sergipe, e de lá à Grota do Angico, onde Lampião e seu bando foi assassinado pela Volante em 1938.

A Rota do Cangaço, detalhadamente relatada no blog Matraqueando, da jornalista Silvia Oliveira, envolve uma parada no povoado de Entremontes, para conhecer o museu da Companhia dos Bordados e a casa onde D. Pedro II se hospedou em sua visita à região, e a trilha rumo à Grota do Angico, local que serviu de esconderijo para o bando de Lampião e onde se encontra uma cruz e uma espécie de lápide com o nome de todos os cangaceiros assassinados na ação da Volante, que culminou também na morte de Virgulino Ferreira e de sua companheira, Maria Bonita. O passeio custa R$ 50,00. Para quem quiser fazer a trilha guiada até a grota, é cobrada uma taxa de R$ 5,00 adicionais.

Atracadouro de Piranhas, de onde partem vários passeios pela região, inclusive a Rota do Cangaço. Imagem: Erik Araújo

Atracadouro de Piranhas, de onde partem vários passeios pela região, inclusive a Rota do Cangaço. Imagem: Erik Araújo

Catamarã partindo para um dos passeios oferecidos em Piranhas. Imagem: Erik Araújo

Catamarã partindo para um dos passeios oferecidos em Piranhas. Imagem: Erik Araújo

Margem do Velho Chico. Imagem: Erik Araújo

Margem do Velho Chico. Imagem: Erik Araújo

> Museu do Sertão (ou Museu do Sertão Marília Rodrigues)

Para os viajantes que quiserem ter um pouco mais de contato com a história de Piranhas e a do cangaço, sugiro uma visita também ao Museu do Sertão (ou Museu do Sertão Marília Rodrigues).

O Museu, hoje instalado na antiga Estação Ferroviária da cidade, “reúne acervo referente à vida sertaneja, como peças de montaria, de uso doméstico, de catolicismo popular, de pesca artesanal e uma importante coleção fotográfica e de objetos de Lampião e seu bando. A patrona, Marília Rodrigues, foi vereadora no município e dela partiu a iniciativa da criação do museu em 1982” (trecho extraído da placa fixada no museu). Faça uma visita ao museu, descubra por que Piranhas recebeu este nome e conheça um pouco mais sobre a história de Lampião e de seu bando.

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Jana e Emilia: cangaceiras. Imagem: Erik Araújo

Jana e Emília: cangaceiras. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Anexo ao Museu do Sertão, na mesma edificação, o visitante encontrará uma pequena loja de artesanato local, onde são vendidos chaveiros, ímãs de geladeira, quadros, e uma série de lembrancinhas para quem quiser levar alguma lembrancinha de Piranhas.

Serviço:

Localização: R. José Martiniano Vasco (antiga estrada ferroviária)

Tel.: (82) 3686-3013 (Telefone)

Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 8h às 17h

Entrada: R$ 2,00

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Museu do Sertão. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

> Torre do Relógio

Localizada praticamente em frente ao Museu do Sertão, a Torre do Relógio, construída em 1879, é outro elemento arquitetônico da cidade, tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN. Para quem quiser se refrescar ou fazer uma paradinha para um café, o local abriga o Café da Torre, que funciona no alto da edificação, com uma vista privilegiada da cidade. Aberto das 15h00 às 21h00.

Torre do Relógio. Imagem: Erik Araújo

Torre do Relógio. Imagem: Erik Araújo

Torre do Relógio. Imagem: Erik Araújo

Torre do Relógio. Imagem: Erik Araújo

> Compras no Centro de Artesanato, Artes e Cultura de Xingó

Para quem gosta de fazer compras, sugiro visitar o Centro de Artesanato, Artes e Cultura de Xingó, que funciona na antiga Casa de Máquinas da Rede Ferroviária. O local funciona como uma espécie de hub, onde se concentram peças de arte e artesanato produzidas em Piranhas e em outras cidades do sertão alagoano e sergipano. Móveis, cestas, cerâmicas, bordados, doces, bebidas e uma variedade de itens são expostos no centro para visitantes e locais.

Centro de Arte e Cultura. Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Centro de Artesanato, Artes e Cultura de Xingó. Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Serviço:

Localização: Rua Josélia Maria de Souza Resende

Tel.: (82) 3686-1113

> Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde

Como toda cidadezinha que se preze, Piranhas também tem a sua igreja matriz: a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde. Se sobrar um tempinho e ela estiver aberta à visitação no dia em você estiver na cidade, não deixe de visitá-la.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde. Piranhas, Alagoas. Imagem: Erik Araújo

> Mirante secular

Para os amantes de fotografia ou para quem simplesmente quiser apreciar a beleza do Velho Chico e as cores vibrantes dos casarões e das casinhas de Piranhas do alto, uma visita ao Mirante Secular é indispensável.

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Mirante Secular. Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Mirante Secular. Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

É possível acessar o mirante de duas formas: subindo suas escadarias, que somam 387 degraus, ou pegando a estrada que parte do centro da cidade. Se estiver de carro, sugiro pegar a estrada, porque subir a escadaria debaixo do sol não é tarefa das mais agradáveis.

O Mirante Secular, como ficou conhecido, abriga um obelisco que foi construído na passagem do século XIX para o século XX, para saudar o novo século que se iniciava como símbolo da fraternidade entre gerações. Nele, há uma placa, cuja inscrição diz: “Os homens do século XIX saúdam os homens do século XX”. (Fonte: http://www.wikialagoas.al.org.br/index.php/Piranhas). O mirante também abriga a Pousada Pedra do Sino e o Restaurante Flor de Cactus, onde almoçamos em nosso último dia na cidade. Não deixe de incluir uma visita ao mirante no seu roteiro! #FicaADica

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Piranhas vista do Mirante Secular. Imagem: Janaína Calaça

Vista do Mirante Secular. Imagem: Erik Araújo

Vista do Mirante Secular. Imagem: Erik Araújo

Cores do sertão. Imagem: Erik Araújo

Cores do sertão. Imagem: Erik Araújo

Cores do sertão. Imagem: Erik Araújo

Cores do sertão. Imagem: Erik Araújo

  • Onde comer em Piranhas

>> Restaurante Flor de Cactus

Já que estamos falando do Mirante Secular, aproveito para falar sobre o Restaurante Flor de Cactus, onde almoçamos em nosso último dia na cidade.

O restaurante Flor de Cactus atende não somente aos hóspedes da Pousada Pedra do Sino como também aos turistas que estejam visitando a cidade de Piranhas. Com cardápio focado em preparações regionais, o local vale uma visita. Além da vista lindíssima, que engloba o Rio São Francisco e a cidade de Piranhas, o restaurante serve pratos generosos, que atendem muito bem de duas a quatro pessoas.

Como estávamos em quatro, pedimos o Mix Flor de Cactus, que vem frango, filé e camarão, em um molho de tomate com queijo coalho. Para acompanhar, arroz, purê e pirão.

Mix Flor de Cactus. Imagem: Janaína Calaça

Mix Flor de Cactus. Imagem: Janaína Calaça

Sorvete de rapadura. Imagem: Erik Araújo

Sorvete de rapadura. Imagem: Erik Araújo

Para quem curte uma sobremesa depois das refeições, o restaurante oferece uma grande variedade de doces regionais e sorvetes de frutas típicas da região. Um dos destaques fica para o sorvete de rapadura, inspirado em um dos doces mais famosos do Nordeste.

No almoço, pagamos algo em torno de R$ 100,00 (valor total da conta) para quatro pessoas, com bebidas e sobremesas, o que considero uma ótima relação custo x benefício.

No local também funciona uma loja de artesanato bem interessante, com uma grande variedade de peças para quem quiser levar algo da região como lembrança.

Serviço:

Localização: Mirante Secular, acesso por escadaria ou de carro, 3 km (1,5 km de terra). Centro.

Tel.: (82) 3686-1365.

Horário de funcionamento: Segunda das 8h às 18h, terça a sábado, das 8h às 20h, domingo, das 8h às 18h.

Formas de pagamento: Cartões de Crédito: American Express, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Visa; Cartões de Débito: Maestro, Rede Shop, Visa Electron.

Especialidade: Comida nordestina.

Lampião. Imagem: Erik Araújo

Lampião. Imagem: Erik Araújo

>> Cachaçaria e pizzaria Altemar Dutra

 Outra dica de lugar onde comer bem é na Cachaçaria e pizzaria Altemar Dutra, já citada anteriormente no post. O local, situado no Centro Histórico de Piranhas, é uma boa pedida principalmente à noite, por conta da apresentação de forrozeiros nos fins de semana. Não deixe de pedir a Carne do Sol ou o Surubim na chapa.

  • Outras informações sobre Piranhas

>> Principais festejos: Festa da Padroeira (24/1 a 2/2), Carnaval e Festas Juninas (junho).

>> Outros pontos turísticos:

Cachoeira do Vale da Ribeira: Canyon do Rio Capiá, que percorre 12 km na caatinga, mostra quedas d’água de 3 metros de comprimento, por 4 metros largura. Sua trilha torna-se muito atraente pela vegetação e pelos acidentes geográficos da região;

Trilha Ecológica do Rio Capiá: A trilha é íngreme, com um relevo ondulado por um trecho de 40 minutos até chegar ao leito do rio. A existência de água, pedras e caatinga torna a trilha diferente das outras, formando uma bela e harmoniosa composição;

Riacho do Talhado: Localizado nos municípios de Olho D’Água do Casado e Delmiro Gouveia;

Estação Ecológica da Usina Hidrelétrica de Xingó: O projeto está inserido no programa de manejo e conservação da fauna e flora, do plano Básico Ambiental da CHESF;

Trilha do Coito do Corisco: Extensão de 800 metros, partindo da Fazenda Patos até o abrigo de Corisco. Trilha ondulada e coberta de caatinga. A casa da fazenda foi palco da vingança de Corisco pela morte de Lampião. (Fonte dos demais pontos turísticos: http://www.wikialagoas.al.org.br/index.php/Piranhas)

  • Leia mais:

Cânion do Xingó: Conheça o oásis do sertão

Família reunida em Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Família reunida em Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Família reunida em Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Família reunida em Piranhas, AL. Imagem: Erik Araújo

Erik e eu em Piranhas. Imagem: Luiz Fernando Calaça

Erik e eu em Piranhas. Imagem: Luiz Fernando Calaça

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18 Comentários

  1. Mari Campos disse:

    adoro essas casinhas coloridas!

  2. […] forma. Além do mais, você deixa de conhecer outras cidadezinhas interessantes, como a lindíssima Piranhas, em Alagoas, que vale muito uma […]

  3. Lue disse:

    Oi, td bem? Conheci seu blog agorinha e ja to amando! Nao sei se vc citou, mas eu nao achei, onde vcs ficaram hospedados em Piranhas? Obrigada.

  4. klevson mozandro disse:

    Obrigado pelas excelentes dicas e informações! Uma pergunta; deve ser realizado um agendamento para “a rota do cangaço” e “canion xingo”? Ou podemos chegar e fazer isso na hora? Os dois passeios são realizados todos os dias e em todas épocas do ano? Desde já obrigado!

    • Erik PZado disse:

      Klevson,
      Como viagens assim sempre envolvem tempos de deslocamento, nossa sugestão é agendar com alguma antecedência. O Canion do Xingó sem dúvidas o recomendável é agendar. Fizemos o nosso passeio pela Show da Natureza. Nos posts estão detalhados os contatos! 😀

  5. Aldenize Lima disse:

    Olá!
    Qto dias vc acha que são necessários p ficar em Piranhas c todos os passeios.
    Desde já, agradeço.

  6. Danielle disse:

    Simplismente amei tudo oq vc escreveu me ajudou bastante no trabalho do curso de agente em informações de turismo . Obrigada mesmo ♡

  7. Teresa Santana disse:

    Que lugar maravilhoso, adorei a matéria….obrigada pelas dicas!!!

  8. Camila disse:

    Olá! Onde você ficou hospedada em Piranhas?

  9. jorge jose de souza disse:

    O luga é lindo eu fiquei na Pousada Trilha do Velho Chico maravilhosa um lugar impar voltarei em breve …….

  10. yone disse:

    cara, seu blog é show!!
    to aqui me deliciando com sua visita a piranhas-alagoas, foi como estar viajando.
    parabens!!

  11. Laura Monteiro disse:

    Estou indo passar a semana Santa em piranhas. Espero aproveitar bastante as dicas de passeios e de alimentação. Depois contarei minhas aventuras

  12. Stella disse:

    Irei a Piranhas em agosto, devo ficar no hotel da Pedra do Sino, mas não sei a melhor forma de chegar. Não se se o melhor é ir de ônibus, se na cidade tem taxi ou se precisarei alugar um carro. Chego em um dia e volto no outro, mas estou meio perdida quanto a essa questão de se locomover por lá e como chegar do hotel até o passeio do Cânion.
    Desde já grata pela atenção.

  13. João Luis disse:

    Oi
    Estivemos em Piranhas em julho de 2016. Ficamos no hotel aconchego do velho chico (panorama espetacular sobre o velho chico!). Postei videos no youtube :
    https://www.youtube.com/user/matrichao/videos
    Obrigado pelas dicas antes de nossa viagem!
    Essa viagem foi demais!!!


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