Ao som de “Disparada”, na voz de Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho

Sou uma apaixonada confessa pelo Nordeste. Não só porque sou nordestina e me identifico profundamente com suas manifestações culturais e com o seu protocolo (que varia um pouco entre seus estados), mas também pela beleza de suas paisagens naturais, sua música, literatura, gastronomia etc. Eu carrego o Nordeste com tanto carinho em meu imaginário, que me sinto até envergonhada de não ter viajado mais vezes para suas cidades.

No início do ano, no entanto, resolvi me retratar com meu Nordeste tão querido e planejei uma viagem para lá. Como o tempo e o dinheiro estavam curtos, tive que escolher um destino não tão distante de Salvador (aproveitei que estava visitando minha família) e que pudéssemos acessar facilmente de carro. A ideia era fazer uma viagem econômica em família, com a máxima independência (não queríamos contratar pacotes), e que fosse divertida. Decidimos então viajar para Aracaju, em Sergipe, e de lá partirmos para o Cânion do Xingó (o ponto alto de nossa viagem), que fica na divisa entre o estado de Sergipe e o de Alagoas.

Partiu, Cânion do Xingó! Imagem: Erik Araújo

Partiu, Cânion do Xingó! Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

  • O que é o Cânion do Xingó?

Localizado na divisa entre os estados nordestinos de Sergipe e de Alagoas, o Cânion do Xingó figura “entre um dos maiores do mundo — é um vale profundo com 65 km de extensão e 170 m de profundidade e largura variável entre 50 e 300 metros. Os paredões rochosos, com mais de 60 milhões de anos, brotam das águas cristalinas do lago, que surgiu a partir da construção da barragem da Hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco. Em pleno semi-árido nordestino, o Rio Canindé era, na maior parte do tempo, um leito seco com escassa vegetação. Em 1995, a região foi alagada para criar o reservatório da Hidrelétrica de Xingó, dando origem a uma vegetação exuberante, que atraiu enorme diversidade de pássaros e outras espécies”. (Fonte: http://viagem-caniondoxingo.blogspot.com.br/)

O verde-esmeralda das águas do Velho Chico. Imagem: Janaína Calaça

O verde-esmeralda das águas do Velho Chico. Imagem: Janaína Calaça

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó (SE/AL). Imagem: Erik Araújo

Apesar do Cânion do Xingó ter sido fruto de uma intervenção humana na natureza, por conta da construção da Hidrelétrica de Xingó, sua exuberância é inquestionável. Não dá para ficar indiferente à grandeza e à beleza do cânion, ao contraste dos seus paredões vermelhos com o verde-esmeralda das águas do rio São Francisco, e ao silêncio quebrado por vezes pelo grito dos macacos que habitam aquelas paragens ou pelo bater de asas do carcará. Não há como sair indiferente à beleza daquele oásis no sertão.

Macaco no alto do cânion. Imagem: Erik Araújo

Macaco no alto do cânion. Imagem: Erik Araújo

  • Como chegar ao Cânion do Xingó

>> 1ª parte da viagem: Pela estrada ou pelo ar?

Existem algumas formas de chegar ao Cânion do Xingó, mas vamos considerar as duas principais para quem depende de deslocamento aéreo para acessar o destino. Como o cânion está situado na divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas, o viajante poderá chegar pelo Aeroporto Internacional de Aracaju – Santa Maria ou pelo Aeroporto Internacional de Maceió – Zumbi dos Palmares.

Como o ponto de partida de nossa viagem era Salvador, viajamos da capital baiana até Aracaju de carro. O deslocamento durou cerca de quatro horas. Viajamos tranquilamente, sem grandes transtornos. Se for pegar estrada, apenas atente para uma questão: leve garrafas de águas e uns lanchinhos. Diferente de muitas estradas do Sudeste, por exemplo, as estradas nordestinas não contam com uma grande infraestrutura, como postos com restaurantes bons e grandes lojas de conveniência. São estruturas mais simples, então é melhor pelo menos garantir um lanchinho.

Rumo ao Restaurante Show da Natureza, de onde pegamos a lancha para o Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Rumo ao Restaurante Show da Natureza, de onde pegamos a lancha para o Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

> Avião + ônibus; avião + carro; ou carro apenas?

Decidir qual a melhor forma de acessar o destino é inteiramente subjetiva. Há pessoas que gostam de mais independência, há outras que preferem viajar em grupos e excursões. Como gostamos de viajar de forma independente e queríamos cortar custos, decidimos viajar de carro e rachar a gasolina (viajamos Erik, eu, minha mãe e meu irmão). Contamos também com o fato de o nosso ponto de partida não ser tão distante do destino (de Salvador para o Cânion do Xingó daria umas sete horas, sete horas e meia, se viajássemos direto).

Nossa rota de Salvador para Aracaju.

Nossa rota de Salvador para Aracaju

Para aqueles que dependem de transporte aéreo, há duas opções: chegando a Aracaju ou Maceió, é possível contratar excursões, que levam os viajantes das citadas capitais nordestinas ao Cânion do Xingó, ou alugar um carro e fazer o caminho por conta.

> Onde será a minha base? Aracaju (SE), Maceió (AL), Piranhas (AL) ou Canindé do São Francisco (SE)?

A escolha de sua base para o passeio ao Cânion do Xingó fará uma grande diferença em sua viagem, acredite. Muitas pessoas escolhem fazer o bate-e-volta entre Aracaju e o Cânion do Xingó ou entre Maceió e o cânion, mas eu, sinceramente, considero o passeio bem cansativo quando feito dessa forma. Além do mais, você deixa de conhecer outras cidadezinhas interessantes, como a lindíssima Piranhas, em Alagoas, que vale muito uma visita.

Piranhas (AL), nossa base para o passeio ao Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Piranhas (AL), nossa base para o passeio ao Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Como partimos de Salvador, decidimos pernoitar em Aracaju (reservamos dois quartos no IBIS) e, no dia seguinte, partimos bem cedo de carro para o Cânion do Xingó. Escolhemos então fazer o passeio e depois passarmos uma noite em Piranhas, para, no outro dia, conhecermos a cidadezinha.

Para aqueles que não quiserem se hospedar em Piranhas (AL), há a opção também de se hospedar na cidade de Canindé do São Francisco (SE).

>> 2ª parte da viagem: Passeio de lancha ou catamarã? Saída do Restaurante Karrancas ou do Restaurante Show da Natureza?

Rota de Aracaju (SE) para Olho D'água do Casado (AL)

Rota de Aracaju (SE) para Olho D’água do Casado (AL)

Além de escolher a sua base durante a viagem, é necessário também decidir que tipo de passeio você fará. Se de lancha ou de catamarã, partindo do Restaurante Karrancas ou do Restaurante Show da Natureza.

O passeio de catamarã, partindo do Restaurante Karrancas, é o mais conhecido, mas pesquisei outras opções e encontrei um relato interessante no blog Algo Relevante, que me convenceu de que nem sempre a opção mais conhecida é a melhor (pelo menos para mim).

Já houve um tempo em minha vida em que eu topava “muvuca” numa boa, mas à medida que o tempo foi passando, fui aprendendo a gostar mais de sossego. Como minha mãe estava junto, o cuidado tinha de ser redobrado. Não queria expô-la à confusão, então o relato dos blogueiros do Algo Relevante foi fundamental para mim.

Uma das opções de fazer o passeio pelo Cânion do Xingó é pegar o catamarã que parte do Restaurante Karrancas. Imagem: Erik Araújo

Uma das opções de fazer o passeio pelo Cânion do Xingó é pegar o catamarã que parte do Restaurante Karrancas. Imagem: Erik Araújo

Uma das opções de fazer o passeio pelo Cânion do Xingó é pegar o catamarã que parte do Restaurante Karrancas. Imagem: Erik Araújo

Uma das opções de fazer o passeio pelo Cânion do Xingó é pegar o catamarã que parte do Restaurante Karrancas. Imagem: Erik Araújo

Descobri, então, que o passeio de catamarã, partindo do Restaurante Karrancas, não era a única opção para navegar nas águas de cor verde-esmeralda do Cânion do Xingó. Havia a opção de pegar uma lancha (com capacidade para seis passageiros, além da tripulação), partindo do Restaurante Show da Natureza. A diferença de preço entre a muvuca do catamarã e algumas dezenas de pessoas e um passeio só para nós não chegava nem a R$ 15,00. O que decidi então? Escolhi o passeio de lancha.

Para contratar o passeio, peguei a dica no blog Algo Relevante também. Liguei para a agência O Pioneiro e falei com Edilene, que, durante todo o processo, foi extremamente atenciosa conosco. O valor do passeio de lancha por pessoa é de R$ 60,00 e com almoço é de R$ 85,00. Como pegaríamos estrada cedo, optamos por contratar o pacote com a refeição inclusa. R$ 170,00 para quatro pessoas, uma lancha só para nós, parada para banho na santa paz (paramos em uma plataforma e nadamos sozinhos) e quase três horas navegando pelas águas do Rio São Francisco.

Mainha e Nando rumo ao Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Mainha e Nando rumo ao Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Informações gerais:

– Agência que realiza o passeio de lancha, partindo do Restaurante Show da Natureza: O Pioneiro

– Tel.: (82) 8884-4223 (Oi) ou 8174-6206 (Vivo)

– Passeio de lancha por pessoa: R$ 60,00 (valor sujeito a alterações). Pagamento antecipado de 50% por depósito bancário. Outros 50% são pagos no momento do passeio.

– Passeio de lancha + almoço por pessoa: R$ 85,00 (valor sujeito a alterações). Pagamento antecipado de 50% por depósito bancário. Outros 50% são pagos no momento do passeio.

– Duração do passeio: Duas horas, com parada para banho.

Trocamos a muvuca do catamarã por um passeio de lancha, por uma diferença pequena de valor. Imagem: Erik Araújo

Trocamos a muvuca do catamarã por um passeio de lancha, por uma diferença pequena de valor. Imagem: Erik Araújo

Trocamos a muvuca do catamarã por um passeio de lancha, por uma diferença pequena de valor. Imagem: Erik Araújo

Trocamos a muvuca do catamarã por um passeio de lancha, por uma diferença pequena de valor. Imagem: Erik Araújo

> Como chegar ao Restaurante Show da Natureza, em Olho D’Água do Casado?

Como partimos de Aracaju para o Cânion do Xingó e pegaríamos a lancha no Restaurante Show da Natureza, nosso destino era Olho D’Água do Casado, uma cidadezinha alagoana, localizada no sertão.

Saímos de Aracaju e pegamos a SE-230 e a BR-235 rumo a Olho D’Água do Casado. Um ponto importante sobre a viagem é: leve seu GPS. GPS sempre ajuda em estradas desconhecidas, mas, se você for usar o Google Maps (como foi o nosso caso) ou o Waze, trace a rota toda ainda no seu ponto de partida, porque há pontos na estrada (dependendo de qual seja a sua operadora) onde o sinal do celular não pega. É sertão, fi! E no sertão as regras são outras! =D

Rumo à Olho D'Água do Casado. Imagem: Janaína Calaça

Rumo à Olho D’Água do Casado. Imagem: Janaína Calaça

Sertão alagoano. Imagem: Janaína Calaça

Sertão alagoano. Imagem: Janaína Calaça

Sertão alagoano. Imagem: Janaína Calaça

Sertão alagoano. Imagem: Janaína Calaça

Três horas e uns quebrados depois, chegamos a Olho D’Água do Casado. Quando chegar à cidadezinha, pergunte qual é a estrada de acesso ao Restaurante Show da Natureza. Qualquer pessoa lá saberá dizer. Os pontos de referência de que você está na estrada certa é um posto de gasolina e uma caixa d’água. Apesar dos pontos parecerem um pouco peculiares e toscos, foi assim que a gente encontrou o acesso para o restaurante.

Depois de passar pelo posto e pela caixa d’água, você percorrerá de 2 a 3 km até chegar ao acesso do Restaurante Show da Natureza. Atente-se apenas para a placa! Ela está posicionada no sentido contrário, mas você a avistará a tempo de entrar. Depois do acesso, é só percorrer cerca de 8 km e pimba! O Show da Natureza estará à sua frente!

  • Restaurante Show da Natureza

Não é à toa que o Restaurante Show da Natureza tem este nome! Não é à toa mesmo. Depois de percorrer 8 km em uma estrada de terra, chegamos ao restaurante.

Ao descermos do carro, já “demos de cara” com a boca do Cânion do Xingó. Ao contrário de quem parte do Restaurante Karrancas e sai da região próxima à Usina Hidrelétrica de Xingó para chegar até o Cânion, nós já partimos da boca do Cânion, bem próximos à famosa Gruta do Talhado.

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Vista do Restaurante Show da Natureza. Imagem: Erik Araújo

Plataforma de embarque para o passeio. Imagem: Erik Araújo

Plataforma de embarque para o passeio. Imagem: Erik Araújo

O restaurante é simples, mas muito convidativo. Com seu chão rústico, redes espalhadas, cactos em flor e a imagem das águas de tom verde-esmeralda do Velho Chico ao alcance dos olhos e dos pés, não há como não se sentir bem por lá.

Como tínhamos marcado o passeio entre 13h30 e 14h00, nosso almoço ficou para as 12h30. Quando chegamos, pouco tempo depois nosso almoço já estava na mesa: carne do sol com queijo coalho, peixe frito (pescado do rio), arroz, feijão fradinho e vinagrete. Além de saboroso, o almoço é farto. O atendimento é atencioso e a paz do lugar rende uma boa experiência para quem quer viajar para ter um momentinho de paz.

Carne do sol com queijo coalho. Imagem: Erik Araújo

Carne do sol com queijo coalho. Imagem: Erik Araújo

Peixe frito do Velho Chico. Imagem: Erik Araújo

Peixe frito do Velho Chico. Imagem: Erik Araújo

Feijão fradinho. Imagem: Erik Araújo

Feijão fradinho. Imagem: Erik Araújo

Vinagrete. Imagem: Erik Araújo

Vinagrete. Imagem: Erik Araújo

  • O passeio ao Cânion do Xingó: prepare o seu coração para tanta beleza!

Depois de almoçarmos e descansarmos um pouco, foi a vez de pegarmos a lancha para darmos início ao passeio pelo Cânion do Xingó. Erik, eu, mainha e meu irmão embarcamos na lancha e começamos o passeio ao som de “Disparada”, bela canção escrita por Geraldo Vandré e interpretada por Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho.

Sei que vou parecer repetitiva ao falar novamente sobre o lindo contraste entre o tom avermelhado dos paredões do cânion e o tom verde-esmeralda das águas do Rio São Francisco, mas foi realmente algo que me chamou a atenção. É lindo e nenhuma fotografia (falo com convicção) conseguirá traduzir a beleza daquele lugar e de seus contrastes, até porque as fotografias dependem muito da incidência da luz solar e, naquele dia em especial, o céu estava bem fechado quando embarcamos. O céu só começou a abrir já no meio da tarde, então não conseguimos realmente traduzir a beleza das águas do Velho Chico em contraste com o cânion.

>> Fotografe muito, mas não esqueça de admirar a paisagem que te cerca!

Um dos grandes desafios de quem viaja para um lugar tão lindo como o Cânion do Xingó é aliviar o dedo na câmera. Meu irmão, por exemplo, estava enlouquecido tentando registrar tudo à sua volta de tão encantado que estava. Então a dica é: fotografe, mas aprecie a paisagem. Tire um tempo para você, observe o que há ao redor, que certamente a experiência ficará registrada na memória com cores mais fortes até do que na fotografia.

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

>> Pontos altos do passeio

Como destaquei anteriormente, há algumas formas de acessar o Cânion do Xingó. A mais conhecida e popular é por Canindé do São Francisco, partindo do Restaurante Karrancas. Para quem sai do Karrancas, o ponto de partida é a região próxima da Usina Hidrelétrica de Xingó, mas, para quem parte do Restaurante Show da Natureza, do lado alagoano do cânion, o ponto de partida já é bem próximo da Gruta do Talhado, considerado o trecho mais bonito do passeio (e é realmente).

No trecho da Gruta do Talhado você verá a imagem de São Francisco no alto de uma pequena gruta, a qual é possível acessar por meio de uma escadaria instalada no local, disponível para quem queira se aproximar do santo padroeiro de um dos rios mais importantes e amados pelos nordestinos.

Imagem de São Francisco, em gruta acessível a visitantes. Imagem: Erik Araújo

Imagem de São Francisco, em gruta acessível a visitantes. Imagem: Erik Araújo

Imagem de São Francisco, em gruta acessível a visitantes. Imagem: Erik Araújo

Imagem de São Francisco, em gruta acessível a visitantes. Imagem: Erik Araújo

Depois de visitar o São Francisco, pedir sua bênçãos e partir, logo mais acontece a parada para banho na Gruta do Talhado. Quem opta pelo passeio de catamarã faz a parada com todo o grupo embarcado. Os passageiros descem da embarcação com seus macarrões ou coletes salva-vidas. Quem sabe nadar e confia em si, pode descer sem nada. Como a água é relativamente parada, é bem tranquilo nadar por lá, apesar da profundidade assustadora do rio (há trechos de 60 a 300 metros de profundidade).

Hora de nadar! Imagem: Erik Araújo

Hora de nadar! Imagem: Erik Araújo

Nando, meu irmão, e eu no Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Nando, meu irmão, e eu no Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Nando, meu irmão, e eu no Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Nando, meu irmão, e eu no Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Diversão em família. Imagem: Erik Araújo

Diversão em família. Imagem: Erik Araújo

Nando e Erik no Cânion do Xingó. Imagem: Erik Araújo

Nando e Erik no Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Devo confessar que ter optado pelo passeio de lancha em vez do de catamarã fez muita diferença para nós. Pedimos para parar no momento que quisemos e nadamos pelo tempo que quisemos. No momento que atracamos na plataforma, só havia a gente. Para quem vive em São Paulo como eu (já vivo na capital paulista há oito anos), um momento de paz e longe da “muvuca” é raro. Dessa forma, nadar naquela imensidão esmeralda foi, sem dúvidas, o ponto alto do passeio.

Mainha (Dona Emília) não quis descer para tomar banho. Imagem: Janaína Calaça

Mainha (Dona Emília) não quis descer para tomar banho. Imagem: Janaína Calaça

Mainha preferiu ficar conversando com o surubim. Imagem: Janaína Calaça

Mainha preferiu ficar conversando com o surubim. Imagem: Janaína Calaça

Irmão sorridente. Imagem: Janaína Calaça

Irmão sorridente. Imagem: Janaína Calaça

Marido sorridente também. Imagem: Janaína Calaça

Marido sorridente também. Imagem: Janaína Calaça

Erik curtindo as águas quentinhas do Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Erik curtindo as águas quentinhas do Cânion do Xingó. Imagem: Janaína Calaça

Minha mãe tentando decidir se ia cair na água ou não. Imagem: Janaína Calaça

Minha mãe tentando decidir se ia cair na água ou não. Imagem: Janaína Calaça

  •  #FicaADica: Sugestões para aproveitar bem o seu passeio

Para aproveitar o seu passeio e levar lembranças positivas para casa, reunimos algumas dicas básicas para quem quer colocar o Cânion do Xingó no roteiro das próximas férias. Vamos lá!

– Roupas leves e confortáveis são fundamentais. Lembre-se de que você estará no sertão e o calor é uma presença;

– Protetor solar é indispensável;

– Não esqueça de se hidratar. Mais uma vez reitero: você estará no sertão;

– Se puder e der tempo, dê uma olhada na previsão do tempo antes de fechar o passeio. Se o tempo estiver fechado, você perderá a oportunidade de tirar belas fotos. É o sol que faz a magia das águas esmeraldas aparecer;

– Se não souber nadar e ou se souber nadar, mas não estiver confiante de entrar na água, vista um colete salva-vidas (no caso de quem não sabe nadar) ou abrace um macarrão. O cânion é realmente profundo (sua profundidade varia de 60 a 300 metros);

– Não aconselho o bate-e-volta de Aracaju ou Maceió para o Cânion do Xingó. É cansativo. Escolha uma das cidadezinhas (Canindé do São Francisco ou Piranhas como base) e aproveite para adicionar mais um destino à sua viagem;

– No mais, deixe o mau humor em casa e divirta-se! Viajar faz bem à alma! <3

  • Leia também:

Piranhas, Alagoas: O que fazer, onde comer e outras dicas

Sorriso lindo de minha mãe durante o passeio. Imagem: Janaína Calaça

Sorriso lindo de minha mãe durante o passeio. Imagem: Erik Araújo

Meu irmão tirando fotos enlouquecidamente. Imagem: Erik Araújo

Meu irmão tirando fotos enlouquecidamente. Imagem: Erik Araújo

Eu, completamente descabelada; Erik, de boa! Imagem: Erik Araújo

Eu, completamente descabelada; Erik, de boa! Imagem: Erik Araújo

Irmão contemplativo. Imagem: Janaína Calaça

Irmão contemplativo. Imagem: Janaína Calaça

Irmão "de boas"! Imagem: Janaína Calaça

Irmão “de boas”! Imagem: Janaína Calaça

  • Cânion do Xingó em outros blogs:

Algo Relevante: http://algorelevante.com.br/viagens-sergipe-e-alagoas/

Viaje na Viagem: http://www.viajenaviagem.com/2012/11/canion-do-xingo-com-base-em-alagoas-a-dica-da-carla-z

Matraqueando: http://www.matraqueando.com.br/canion-do-xingo-como-visitar-o-belissimo-atrativo-que-projetou-o-sergipe-no-mapa-turistico-nacional

Viaje Sim: http://www.viajesim.com/2010/11/lua-de-mel-no-nordeste-sergipe.html

Miss Check-In: http://misscheck-in.com/2011/03/08/xingo-sergipe/

Pé na estrada: http://www.penaestrada.blog.br/canions-do-xingo-um-paraiso-no-sertao/

Eu viajo com meus filhos: http://viajocomfilhos.com.br/2012/01/canion-do-xingo/

Muita viagem: http://muitaviagem.com.br/canion-xingo-passeio-barco-rio-sao-francisco/

Roteiros da Lu: http://www.roteirosdalu.com/2013/12/canion-do-rio-sao-franscisco.html#.VHIayckccwc

Viagens cinematográficas: http://www.viagenscinematograficas.com.br/2012/10/um-passeio-pelo-canion-do-xingo.html

Tchau, Velho Chico. Imagem: Erik Araújo

Tchau, Velho Chico. Imagem: Erik Araújo

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14 Comentários

  1. […] Mas o que a história de Lampião tem a ver com Piranhas, cidadezinha do interior de Alagoas, banhada pelo Rio São Francisco? Em que ponto a história do cangaceiro, nascido em Serra Talhada (Pernambuco), é alinhavada à memória de Piranhas? E o que a cidadezinha alagoana tem a ver com a nossa viagem ao Cânion do Xingó? […]

  2. Anna disse:

    Obrigada queridos, pelo.
    Precisando tanto seguir a dica da lancha.
    Sempre fizemos o passeio pelo catamarã porque é mais simples para quem vem de Aracaju. Mas para quem quer curtir com tranquilidade, não aconselho. Sempre digo que muvuca já temos no nosso cotidiano (no banco, no trânsito, no supermercado). Passeio é passeio, sem filas e com lugar pra sentar na sombra. Eu penso assim.
    Lindo Post
    Abraço apertado

  3. Anna disse:

    Obrigada pelo *link (o jegue comeu o finalzinho da frase kkkkk)

  4. […] ponto de partida na ocasião). Como já estávamos há algum tempo com a ideia fixa de conhecer o Cânion do Xingó, decidimos aproveitar aqueles dias de férias que tínhamos à disposição para reunir a família […]

  5. Tatiana disse:

    Olá Janaina, Bom dia!
    Vc não sabe como estou feliz em ler o seu relato e saber que a minha informação foi útil para você e sua família.Um beijo grande!

  6. Michelle disse:

    Acabei de descobrir seu blog procurando dicas para o passeio ao Cânion… que grata surpresa!!! Foi o único post que li e já sou fã, show!!! Essas dicas fazem toda diferença na viagem, adorei o modo que escreveu. Bjusssss.

  7. viviane disse:

    Gente, adorei…sou de Porto Alegre e planejo uma viagem para Aracaju e cânion xingó as dicas de vcs foram “ouro”, aguardo algumas dicas de como aproveitar Aracaju se possível. Grata!

    • Erik PZado disse:

      Oi Viviane que ótimo esse feedback! Bahhh guria! 😀
      Seguinte, vivi em Aracaju por 8 meses em 2008 e acabei me apaixonando pela cidade. É uma capital única no Brasil, acredite. Acho que é mais interessante como sociedade do que como destino propriamente dito. Em contrapartida há muita coisa que pode ser feita ali. Há bons restaurantes regionais como “O Miguel”, o “Carne do Sol do Ramiro”, a “Confraria do Cajueiro” e várias outras. Como não publicamos muita coisa por lá (falta de tempo e organização, admito), sugiro fortemente que leia o Blog da Miss Check In (que mora lá hoje).

      Dentre meus passeios preferidos da região estão o Mercado Municipal (tanto o lado turístico quanto o lado “local”). Visite também o Museu da Gente Sergipana, vale a pena!

      A Orla de Atalaia é uma excelente opção para comer também, há diversos restaurantes espalhados por ali. O oceanário do projeto Tamar é bonito e pequeno. Talvez fique salgado caso visite com um grande grupo.

      Depois de realizar sua viagem, já está convidada a passar dicas aqui, viu?

  8. Ana Cristina disse:

    Em primeiro lugar, parabéns pelo blog. Suas informações são precisas e agradáveis de se ler. Estarei em Piranhas no final de março, já reservei a Pousada do Imperador(por sua indicação) e pretendo fazer o passeio do Xingó como vocês. Minha dúvida é como me dirigir até o Restaurante Show da Natureza saindo de Piranhas. Estarei apenas com uma amiga e tenho receio de me perder, ou será que a empresa O Pioneiro nos pegaria em Piranhas?
    Muito obrigado e mais uma vez parabéns.

  9. Meire disse:

    Gostei muitissimo do relato sobre o passeio a Cânio de Xingó. Estarei em Aracajú em Setembro e pretendo hospedar-me em Piranhas. Minha pergunta é se a empresa O Pioneiro tb me pegaria em Piranhas.

  10. MARCELO CASTRO disse:

    Olá,
    Muito obrigado pelo post explicadinho!!!!
    Abs
    Marcelo

  11. Publicitário disse:

    Portal com informações para ajudar o turista a planejar sua viagem a região de Xingó, diversos hotéis, parques e passeios tanto de Piranhas-AL quanto de Canindé de São Francisco-SE.
    (Se quiser anunciar, mande um email para contato@jeguiando.com)
    Vale a pena conferir para planejar sua viagem!

  12. Rodrigo Magson disse:

    Perfeito seu blog!!!!! Sua discrição muito rica detalhes, me ajudou bastante planejar minha viagem…. Obrigado


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