Dando continuidade à série de posts Passeios em Foz do Iguaçu, em que relatamos nossas visitas à Hidrelétrica de Itaipu e às Cataratas Argentinas, hoje falaremos sobre nossa ida ao Parque Nacional do Iguaçu, a convite do Hotel Tarobá Express, que nos levou à cidade de Foz para conhecê-la e relatar nossa experiência turística. O hotel montou para nós um dos roteiros que oferece aos seus clientes, ou seja, todos os passeios que relatamos aqui são oferecidos a quem se hospeda no hotel, localizado no centro da cidade. Vale lembrar que há opções de roteiros para todos os gostos: desde passeios com enfoque em ecoturismo como passeios focados em compras, como no caso daqueles que são organizados para levar os visitantes ao Paraguai.
Logo cedo, pegamos nossas mochilas e Jegueton e partimos em direção ao Parque Nacional do Iguaçu, para visitarmos as Cataratas Brasileiras e fazermos o passeio do Macuco Safari, que consiste em pegarmos um barco e subirmos o Rio Iguaçu em direção à Garganta do Diabo, a mesma Garganta que vimos de cima em nossa visita às Cataratas Argentinas, em Porto Iguaçu.

Janaína Calaça fazendo a trilha para chegar às Cataratas Brasileiras. Foz do Iguaçu. Imagem: Erik Pzado.
Se já nos molhamos no passeio das Cataratas Argentinas, dessa vez literalmente tomaríamos um banho, segundo relatos do nosso guia e de algumas pessoas, que já haviam feito o passeio. Não levei muito a sério a história do banho, mas, só para adiantar um pouco, digo que as capas de chuva que vendem tanto na entrada do parque, quanto nas lojas de presentes do local, não servem para muita coisa, exceto para evitar que a gente congele em dias mais frios, como foi o caso, depois da ida às quedas.
Para pegarmos o barco, que nos leva ao Rio Iguaçu, temos que fazer uma trilha por dentro da mata. Parte desta trilha é feita por uma carreta puxada por um jipe elétrico e conta com a presença, durante todo o passeio, de um guia. Na carretinha em que fomos, só estavam Jegueton, Erik, eu e mais um casal de colombianos. O guia falava muito bem o espanhol e, durante o trajeto, fazíamos algumas pequenas paradas para conhecer uns exemplares da flora nativa.
Depois de fazermos a maior parte do trajeto na carreta, decidimos chegar ao Rio Iguaçu a pé, completando assim a trilha. Acredito que o trajeto foi um pouco complicado apenas devido à chuva no dia, que acabou deixando as pedras das escadarias um pouco escorregadias, mas repito que foi escolha nossa fazer o restante da trilha a pé. Para quem não está muito afim de caminhar, pode continuar o trajeto na carreta.
Ao chegarmos às margens do Rio Iguaçu, há uma espécie de cais, onde os barcos estão aportados. Lá recebemos os coletes salva-vidas e instruções de como nos comportar durante o passeio.
Algumas das instruções que recebemos do guia do hotel foi de levarmos uma toalha para nos enxugar após o passeio e um calçado, como tênis, para a trilha, mas, no momento do passeio de barco, é melhor entrarmos no veículo descalços ou com sandálias de borracha e guardar o tênis em uma sacola plástica, para não molhar. Outra opção é alugar um armário no cais, caso você leve uma mochila ou bolsa. O ideal é entrar no barco com o mínimo de pertences para não correr o risco de perder.
Outra dica, contida no flyer do Macuco Safari, é usar protetor solar e roupas leves. Quanto a equipamentos, como câmeras fotográficas e filmadoras, se você não tiver uma caixa estanque para acondicioná-los de forma segura, coloque-os dentro de sacolas plásticas, certificando-se de que não haja rasgos ou furos, onde a água possa penetrar. Caso não se sinta seguro, o próprio Macuco Safari oferece serviços de fotografia e filmagem. O preço é um pouco salgado, mas entre danificar um equipamento e pagar por uma fotografia, o turista deve decidir o que fica mais barato para ele.
Depois que todos os visitantes, já devidamente preparados para o passeio, se acomodam no arco inflável bimotor, partimos então para a subida do Rio Iguaçu em direção à Garganta do Diabo.
O trajeto para a Garganta do Diabo é pontuado de muita vegetação e do principal: a vista das Cataratas por outro ângulo. As quedas, que vimos de cima, nas passarelas suspensas, agora são vistas do Rio Iguaçu.
O barco é potente, o que é necessário para conseguirmos subir as águas do Rio, que, devido à força das quedas, em muitos pontos torna-se extremamente revolto, mas nada que assuste em excesso. O passeio é bem tranquilo inclusive.
Outro ponto que achei interessante neste passeio é o fato de ser direcionado a todas as idades. Em nosso grupo, havia idosos, que estavam ali para aproveitar também o contato direto com a natureza. Talvez seja um passeio não tão indicado para crianças muito pequenas, devido ao banho nas cataratas. A força das quedas é grande e a criança pode se atrapalhar e engolir água.
Para quem se interessou pelo passeio do Macuco Safari, o preço do ingresso por pessoa é de R$ 140,00 (adultos). Crianças até 6 anos não pagam e crianças de 7 a 12 anos pagam 50% do valor. Apesar do preço parecer salgado, há toda uma estrutura envolvida que justifica o que é cobrado. Carreta conduzida por um jipe elétrico, guias profissionais, barco, salva-vidas, tudo isso é incluso no valor.
O Macuco Safari também oferece outras atividades, como rafting, rapel, arvorismo, trilha do Poço Preto, trilha das Bananeiras, Passeio Porto Canoas e as Linhas Martins. Para maiores informações sobre os demais passeios, acesse o site do Macuco Safari.
Ainda sobre o passeio de barco, a duração total, incluindo as trilhas, é de uma hora e quarenta e cinco minutos. Funciona de segunda a domingo, das 09ho0 às 17h30.
Um dos momentos mais bacanas do passeio sem dúvidas é quando o condutor nos leva para bem próximo das quedas e tomamos um banho naquelas águas. Sim, um banho! Não são respingos não. Literalmente passamos quase debaixo das águas. A força é tanta que estar ao lado das quedas significa sair de lá completamente molhado!
No retorno ao cais, o friozinho bateu. Com as roupas molhadas e o vento gelado, potencializado pela velocidade do barco, não teve quem não se encolhesse nos bancos para tentar se esquentar. Mas… Eu faria tudo novamente… Uma, duas, três, inúmeras vezes! O passeio realmente vale muito a pena! Se puderem ir, vão!
Depois do passeio de barco, ainda fizemos algumas paradas para admirarmos as Cataratas Brasileiras. Só não fizemos as trilhas, porque estávamos enxarcados, o frio castigava e ganhar uma gripe no meio da viagem não seria nada inteligente de nossa parte! Bom, caros jeguiantes, espero que tenham gostado da terceira parte de nossa aventura em Foz do Iguaçu! Para vocês curtirem um pouco mais da nossa viagem, encerramos o post com o vídeo do nosso passeio de barco no Macuco Safari. O vídeo é um pouco longo, mas guardem um tempinho para assisti-lo! Vale a pena ver a gente tomando um senhor banho nas Cataratas do Iguaçu! Até o próximo post!
Extras de viagem: Coisinhas bacanas
Viajar não significa conhecer apenas outras paragens, outras culturas. Viajar envolve também conhecer pessoas. De pessoas que partilham conosco alguns passeios a quem nos atende bem, há espaço para todos em nossa memória. Hoje vamos reservar este espaço para o Marcio , um dos funcionários do Macuco Safari que foi extremamente simpático e prestativo no sentido de nos rodear com o maior número de informações sobre o espaço e os passeios oferecidos. Parabéns, Marcio, pela visão e dedicação ao seu trabalho! Deixo um registro seu e do mascote do Macuco, o Quati, ao lado de nosso Jegueton.
- Patrocínio da viagem: Hotel Tarobá Express.
- Matéria: Janaína Calaça.
- Imagens: Erik Pzado.
- Mascote: Jegueton.
- Site oficial do Macuco Safari: http://www.macucosafari.com.br
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Leia também:
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- Parque Nacional do Iguaçu , as Cataratas e o Macuco Safari – Foz do Iguaçu, PR (Lado Brasileiro)
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- Restaurante Rafain – Passeios em Foz do Iguaçu (Parte V)
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Excelentes fotos e matéria! Adorei o blog !
[...] quente e deu para fazer a trilha tranquilamente, sem grandes percalços. Quando fomos visitar o lado brasileiro das Cataratas, por um erro de estratégia, acabamos fazendo o passeio do Macuco Safari antes, acabamos nos [...]