Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Passeios ao ar livre’ Category

Feira de Artesanato de BH – Minas Gerais

Posted by Janaína Calaça On outubro - 9 - 2009

Caros jeguiantes, hoje vamos falar de uma das feiras mais tradicionais de Minas Gerais e que carrega o título de uma das maiores feiras também da América Latina, a Feira de Artesanato da Afonso Pena. Geralmente, quem viaja gosta de trazer um souvenir de viagem, um clichêzinho para guardar de lembrança. Não é à toa que sempre nos aeroportos de Salvador vemos gente tendo problemas por causa de berimbaus! Todo mundo gosta de trazer uma lembrancinha seja para pôr em casa, seja para presentear amigos e família… O fato é que as feiras de artesanato vivem cheias, atraindo turistas e até mesmo comerciantes. Quem me conhece sabe que qualquer dia desses terei que dormir do lado de fora de casa, porque um dia os artesanatos, que coleciono na sala, vão preencher todos os espaços vazios!

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Feira de Artesanato da Afonso Pena. Belo Horizonte. Minas Gerais. Imagem: Jeguiando.

A feira da Afonso Pena acontecia originalmente na Praça da Liberdade. A feira teve seu início em 1969 e só foi transferida para a Afonso Pena em 1991. Era conhecida como Feira Hippie, mas com o passar do tempo foi atraindo mais e mais expositores e cresceu assustadoramente, a ponto de você andar e andar por entre as barraquinhas e achar que aquilo tudo não tem fim!

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Feira de Artesanato da Afonso Pena. Belo Horizonte. Minas Gerais. Imagem: Jeguiando.

Hoje a feira é dividida em setores, 12 ao todo. Entre os setores, temos: mobiliário, flores, arranjos e cestaria; decoração; tapeçaria, cama, mesa e banho; vestuário adulto; vestuário infantil; crianças; arranjos; bijouterias; bolsas, cintos e acessórios; calçados; alimentação e artes plásticas e esculturas.

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Feira de Artesanato da Afonso Pena. Belo Horizonte. Minas Gerais. Imagem: Jeguiando.

Para os amantes de artesanato (como eu), é de enlouquecer e de declarar falência. Fiquei encantada com as esculturas em barro, principalmente com as namoradeiras e as estátuas inspiradas nas mulatas estilo Gabriela. Lindas, coloridas e cheias de vida! Um dos pontos que chamam a atenção também é o preço, que é bem em conta. Em várias feiras do nordeste, por exemplo, os mesmos exemplares custam praticamente o dobro. Como listei acima, em cada setor há produtos de todos os tipos, mas o que me chamou a atenção mesmo foi a variedade em artesanato.

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Feira de Artesanato da Afonso Pena. Belo Horizonte. Minas Gerais. Imagem: Jeguiando.

A feira acontece aos domingos e ao lado o Parque Municipal Américo René Giannetti permanece o dia inteiro aberto, com parque de diversões funcionando a preços acessíveis e contando com uma variedade de atrações paralelas, como andar de jegue, por exemplo, mas isso será assunto para o próximo post. Em resumo, vale muito a pena visitar a feira no domingo e de quebra ainda dar umas voltas no parque. Fica a dica então!

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Feira de Artesanato da Afonso Pena. Belo Horizonte. Minas Gerais. Imagem: Jeguiando.

Endereço: Av. Afonso Pena. Belo Horizonte/ Minas Gerais.

Horário de Funcionamento: Das 7 às 14 horas aos domingos.

Avaliação:

  • Variedade de produtos: ★★★★★
  • Estrutura: ★★★★★
  • Preço: ★★★★★
  • Média: ★★★★★

Popularity: 6%

Jungle Tour – Cancun

Posted by Janaína Calaça On outubro - 8 - 2009

Caros jeguiantes, dando continuidade à série de posts sobre nossa viagem à Cancun, à convite pela Royal Holiday, hoje vamos falar sobre um dos passeios que tivemos a oportunidade de fazer, o Jungle Tour. Calma, o máximo de jungle que tem neste passeio é o nome. Nada de trilhas em mata fechada, de bichinhos felizes, roupa cáqui e banhos de repelente de mosquito! O Jungle Tour é um passeio que consiste em travessia por um lago cheio de crocodilos legais, esperando que você tome um tombo da lanchinha e faça seu lanchinho virar um banquete e snorkeling em um recife de corais. Confesso que gostei muito mais de dirigir a lanchinha, sendo eu esta pessoa “barbeira” (que dirige mal pacas!). Como já disse, era legal ver a cara de desespero de Fábio a fazer promessas à virgenzinha de Guadalupe para que saíssemos vivos desta!

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Las chicas (Laura,Ana, Pati e Sheila). Imagem: Jeguiando.

Sobre o passeio, darei um step by step, uh, baby (como diria o New Kids on the Block) para que você se situe, caro jeguiante, e saiba como fazer o Jungle Tour. Ao longo da zona de Cancun que concentra a maior parte de hotéis da cidade, há várias agências que oferecem o passeio. Basta chegar lá, assinar os papéis (caso você seja comido por um crocodilo, você isenta a agência da responsabilidade), paga o equivalente a uns US$60, pega seu colete salva-vidas, mesmo que você seja um exímio nadador, e tenta entender as normas de segurança que o instrutor vai te passar. Nosso instrutor, Jorgito, estava mais preocupado em qual das quatro mocinhas (Laura, Ana, Sheila e Pati), que nos acompanhavam, ele iria passar uma cantada. O rapaz não sabia para onde olhava e eu, obviamente, só ria!

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Jungle Tour e as 4 mocinhas indefesas. Imagem: Jeguiando.

Depois de devidamente paramentados com nossos coletes incandescentes, escolhemos nossa lanchinha (2 lugares ou 4 lugares) e saímos em fila indiana pelo lago. O instrutor, sempre à frente, guia o grupo, controla a velocidade e a distância entre as lanchas. O percurso é muito gostoso de se fazer, seja pelos cabelos esvoaçando por causa do vento, pela paisagem natural, pela emoção de pegar umas ondinhas e achar que sua lanchinha vai virar e você vai virar lanche de répteis gigantes! Muito bom! Nada como viver perigosamente em ambiente razoavelmente controlado!

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Todo mundo junto pra "mó" de não se perder! Imagem: Jeguiando.

Depois que fazemos a travessia, nossas lanchinhas são amarradas umas às outras e descemos para a água para o snorkeling. Para principiantes, como nós, o passeio valeu a pena. O único problema que vejo, mas que não chega a ser muito grande, é que a concentração de pessoas na área é grande, em função da quantidade de agências que oferecem o mesmo passeio. Em alguns momentos a coisa toda fica caótica, mas dá sim para curtir, ver os peixinhos, depois que vocẽ se acostuma a respirar como Darth Vader e deixa de embaçar seu óculos de mergulho!

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Jungle Tour. Imagem: Jeguiando.

Bom, espero que tenham gostado da dica. O Jungle Tour, como disse, é um passeio para quem está começando a ter interesse em mergulhar e nada como começar de algum ponto! Em visita a Cancun, entonces, fica a dica do passeio! Até o próximo post!

Como faço o passeio? Dê um pulo na zona hoteleira de Cancun e procure a agência mais próxima.

Preço: Mais ou menos uns US$ 60,00.

Avaliação:

  • Segurança: ★★★★★
  • Estrutura: ★★★★☆
  • Vale a pena? ★★★★☆
  • Preço: ★★★★☆
  • Média: ★★★★½

#cancuncainarede.

Popularity: 2%

Solar do Unhão – Salvador

Posted by Janaína Calaça On outubro - 7 - 2009

O maior clichê de Salvador, eternizado por Vinicius de Morais, é passar uma tarde em Itapoã. Nasci em Salvador, vivi grande parte de minha vida por lá e digo tranquilamente que há lugares bem mais interessantes, tranquilos e belos para se passar uma tarde. Itapoã se tornou um ponto turístico devido a toda carga poética a ela atribuída, mas há cantinhos como Monte Serrat e o Solar do Unhão, localizado às margens da Baía de Todos os Santos, que emociona pela beleza e que me toca muito mais. Sentar no pequeno cais, na balaustrada ou na pequena ponte, que dá acesso ao mar, e assistir ao pôr-do-sol é impagável. Seja sozinho, seja com amigos ou família, ver o sol se pôr, ouvindo o som das ondas arrebantarem na prainha é bonitooooooo.

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Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

O Solar é um museu a céu aberto, que reúne em sua área a “Capela de Nossa Senhora da Conceição, um cais privativo, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques. O conjunto atualmente sedia o Museu de Arte Moderna da Bahia”, segundo verbete extraído da Wikipedia. O Museu de Arte Moderna ou simplesmente MAM conta com um acervo de obras permanente e lá acontecem também várias exposições, que já tive a oportunidade de assistir. No Solar do Unhão também está funcionando hoje uma das salas de arte de Salvador, onde são exibidos filmes alternativos aos blockbusters da vida.

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Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Segundo artigo publicado na Wikipedia, o conjunto que constitui o Solar do Unhão foi tombado pelo “Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na década de 1940. Posteriormente, foi adquirido pelo Governo do Estado para sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia. Após um trabalho de restauração com projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, o MAM foi inaugurado em 1969, oferecendo oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados”.

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Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Caminhar por dentro do Solar é uma experiência sensorial. Muitas das características originais do complexo arquitetônico foram mantidas, como por exemplo as paredes da parte interna do solar, onde funcionava por exemplo a senzala do casarão. Há alguns anos, o solar foi transformado em um restaurante dedicado à gastronomia teoricamente baiana, mas hoje no lugar funciona um café.

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Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Na parte externa do solar, o visitante pode apreciar o que é chamado de Parque das Esculturas, que reúne obras de artistas como Bel Borba, Mário Cravo Jr e Carybé. As obras encontram-se espalhadas pelo gramado da área externa, paredes e até na prainha.

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Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

A ponte que rodeia a área externa do solar dá acesso à prainha, cujas águas são tranquilas. Os habitantes que residem próximo ao solar usam a prainha para banho, mergulho e navegação.

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Escultura do Parque das Esculturas, no Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Espero que tenham gostado de visitar virtualmente e conhecer um pouco do Solar do Unhão. Preferi me centrar nas fotografias da área externa para atiçar a curiosidade do viajante, para que ele mesmo descubra o que tem mais por lá. Volto a afirmar que o Solar é um dos pontos mais belos de Salvador a ser visitado e há detalhes suficientes para ocupar uma tarde ou até um dia inteiro. Para quem curte fotografia, vale a pena passar umas boas horas por lá. Tenho certeza que belas imagens serão extraídas deste cantinho tão solar e belo de Salvador.

Endereço: Avenida do Contorno, s/n. Comércio.
Tel: (71) 3117-6131 / (71) 3329-5551.

Popularity: 4%

Cancun – O regresso

Posted by Janaína Calaça On setembro - 7 - 2009

Trocadilhos à parte, hoje vou falar sobre, como mesmo antecipa o título do post, nosso último dia em Cancun e nosso regresso ao Brasil. A birra em arrumar a mala por parte de todos só era um indício que ninguém queria abrir mão do azul indecente. No quarto, eu brigava com as malas para fazer caber toda espécie de tranqueira e lembrancinhas que eu levava, fora as tequilas de Fábio. Entre caveirinhas, iguanas, roupa limpa, roupa para lavar, a saudade que se antecipava ficava lá espremida entre nossas coisas. Chegar é fácil, partir nunca é. Pois bem, ora pois… Logo cedo fomos tomar o café da manhã com Pedro, Ricardo, Laura e Ana. Lúcia já havia embarcado de volta ao Havaí e o clima de banzo já estava instaurado. Sheila chegou tempos depois para se juntar a nós e a conversa rolou solta, com direito a imitações regionais de Pedro (Pedrinho!!! na versão pernambuquês), histórias de Ricardo e comentários sobre as peculiaridades de cada estado.

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Jegueton se despedindo de Cancun. Imagem: Jeguiando

Depois do café, fomos fazer mais uma visita ao Royal Holiday. Em um mesmo espaço, eles contam com diferentes tipos de acomodações, que vão desde as mais básicas (que de básicas não têm nada) até as mais sofisticadas, como as suítes presidenciais, mas isso será assunto para um post específico. Não adiantarei muito as coisas agora.

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Jegueton e Fábio. Céu azul, mar azul, piscina azul, camisa azul, etc, etc, etc.

Terminada a visita pelo hotel, decidimos curtir o restinho do dia na piscina, ao lado do pessoal. Ficamos então na piscina Fábio, eu, Sheila, Laura, Ana, Pati e Pedro. Ricardo, depois de Lúcia, foi o próximo a partir com destino a Tulum.

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Lúcia Malla e seu sorrisão e Ricardo lá atrás fotografando. Imagem: Jeguiando.

Entre histórias, entre experiências distintas, os poucos dias que passamos em Cancun juntos foram suficientes para deixar muitas saudades. Quando recebemos o convite para participar deste encontro de blogueiros no México, a preocupação inicial era… E aí… Quem serão essas pessoas que viajarão conosco? A Lúcia Malla já conhecíamos por causa do Blog Camp do ano passado, mas os outros eram para nós novidade.

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Fábio e Pedro achando fazendo teste para Olodum Maia. Imagem: Jeguiando.

Além de termos a oportunidade de conhecer uma cidade tão solar como Cancun, banhada por um dos mares mais azuis que já tive a oportunidade de ver de perto, esta viagem foi importante e memorável justamente pela companhia destes simpáticos blogueiros, cada um com sua peculiaridade… A Lúcia, por quem tenho grande admiração pelo seu amor e respeito pelos animais e por sua preocupação real com a manutenção do equilíbrio ecológico (aprendemos muito com você, Malla!); o Ricardo, por todas as histórias ricas de viagem que ele tem para partilhar e partilha; o Pedro, pelo humor, pelas tiradas e por ter tornado esta viagem uma grande festa (Pedrinho!!!) e a Sheila, por toda a simpatia e também por toda a experiência partilhada de sua vida de viajante. Vocês deixaram muitas saudades!

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Ana, Laura, Sheila e Pati. Foto repetida, mas tá valendo! Imagem: Jeguiando.

Apesar de ser uma viagem-encontro de blogueiros, cujos blogs são dedicados a deliciosa experiência de viajar, ainda tivemos a oportunidade de conhecer a Ana, representante da Burson-Marsteller no México, uma colombiana arretada e muito, muitoooooo engraçada (EU NÃO FALO PORTUGUÊS!), a Laura, que nos acompanhou e nos deu suporte, representando a Royal Holiday, uma mocinha que desenvolveu uma paixão avassaladora por Jegueton e por fim Pati, da Burson-Marsteller do Brasil, que também esteve ao nosso lado todo o tempo. Foi um prazer passar estes dias com vocês!

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Eu, imersa em azul. Imagem: Jeguiando.

Por fim, com todo banzo que nos aguardava, viajamos de volta para o Brasil. Pegamos o vôo das 17:30 em Cancun para a Cidade do México (20 milhões de habitantes na área metropolitana… quase uma São Paulo mexicana) e de lá voamos para o Brasil. A viagem foi cansativa… 11 horas de vôo somadas a 3 ou 4 horas de espera no aeroporto, mas valeu a pena. Como já pontuei uma vez, adicionamos mais um destino ao Jeguiando, fizemos o que mais gostamos de fazer (viajar) e de quebra ainda ganhamos de brinde a oportunidade de partilhar esses dias com pessoas bacanas… E sim, Lúcia… No fim das contas, “you know… it’s all about people…”.

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Jegueton se despedindo da piscina. Fez birra, deu coice, mordeu, mas entrou na mala!

#cancuncainarede

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3º dia em Cancun – México

Posted by Janaína Calaça On setembro - 6 - 2009

Caros, jeguiantes, vamos falar hoje do nosso terceiro dia em Cancun! Bom, como todos sabem, já acordamos (como sempre) com aquele azulão indecente na frente, com o som das ondas quebrando na praia, passarinhos cantando, arpas (a parte da arpa é só licença poética, tá?). Acordamos bem cedo neste dia, porque passaríamos um dia inteiro em Xcaret, um ecoparque que fica a 1 hora de carro de Cancun e que faz parte do conjunto de atrações turísticas, que compõem as cercanias da cidade.

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Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Tomamos o café da manhã com Ana, Laura e os outros blogueiros, todos levemente zumbis por terem dormido tarde e acordado cedo. Enquanto tomava meu chafé (o povo lá tem a mania dos americanos de tomar café ralo!), observava alguns itens servidos no café: tortillas, frijoles… Cardápio bem levinho para um desjejum, mas beleza! Viva o México!!! Arriba!!! Viva seus estômagos fortes!!! Viva!!! Ai, ai, ai!!!

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Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Pegamos a van e rumamos para o Xcaret. Lá para as tantas, as únicas pessoas acordadas eram a Lúcia Malla, Fábio, Laura e o tiozinho que dirigia a van (óbvio). O resto estava capotado no carro (inclusive eu), sonhando com carneirinhos usando sombreros. Choveu um pouco durante o trajeto, o que me fez crer que o dia estava perdido, mas, por sorte, o aguaçeiro foi dar um passeio em outras bandas e pudemos aproveitar o dia.

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Araras. Imagem: Jeguiando.

Chegando em Xcaret, fomos reservar logo os passeios que queríamos fazer e que não estavam inclusos no pacote plus. Lúcia, Pedro, Sheila, Fábio e eu decidimos então pelo mergulho com tubarões. Para quem não sabe, sou uma pessoa que nutre um amor secreto pelos bichanos e, para mim, nadar ao lado de um, mesmo sabendo que é um tubarão lixa e não um Cabeça chata ou Branco, já é aventura e emoção para pelo menos uns 20 anos. Compramos uma câmera peba (traduzindo: fuleira), sem flash e à prova d’água, para podermos tirar fotos dos tutubas, quando fôssemos fazer o mergulho. As fotos estão uma piada à parte, mas tudo bem. Sei que vocês, leitores, são compreensíveis!

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Lojinha do Xcaret e local de reservas dos passeios. Imagem: Jeguiando.

Com o comprovante de compra em mão, fomos dar início ao passeio que, em qualquer lugar do mundo, conta com o maior inimigo do viajante: a burocracia. Perdi as contas de quantas filas enfrentamos. Uma para tirar a toalha, outra para pegar a chave do armário, outra para pegar o salva-vidas, outra para guardar nossos trecos em uma bolsa, que seria levada até o fim do trajeto, outra para pegar o equipamento de snorkel, enfim… Você passa quase uma hora fazendo só esta maratona. Ai, cansei!

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Jegueton pegando carona com Fábio. Imagem: Jeguiando.

Bom, mas depois de tantas filas, de tanta burocracia, conseguimos finalmente descer para o rio para fazermos a travessia com o snorkel. Como todos sabem, o Xcaret é um parque que mescla o natural ao artificial, então não sabíamos exatamente o que era cenário e o que era contribuição da natureza. Acredito, no entanto, que tinha umas caverninhas lá que eram naturais, mas vai saber, né? Fizemos a travessia. Eu lá, tentando não engolir água (sou atrapalhada, como todos sabem) e Fábio me acompanhando e tentando evitar que eu metesse a cara em uma rocha, já que parte da travessia era feita em caverninhas. Lúcia, que é bióloga, como sempre, atrai bichos! Ela nos parou para mostrar um casal de morcegos, que não estava nem aí para a platéia e que estava sutilmente “dando uma” em um canto da caverna.

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Tutuba nadando feliz, contente e saltitante. Imagem: Jeguiando.

Quando terminamos a travessia, nos reunimos com o grupo e de lá fomos fazer o mergulho com os tubarões. Lúcia, Pedro, Sheila, Fábio e eu recebemos então as instruções de como lidar com os bichanos. Sim, mesmo os tubarões lixa, que são razoavelmente dóceis, têm suas regrinhas. Colocar a mão na frente da boca do tutuba é pedir para perder um dedo! Mas, continuando nossa saga… Fizemos todas as etapas do passeio. Recebemos as instruções, depois tocamos nos tubarões, tiramos uma foto com eles no colo (o nome do nosso era Polock) e, por fim, descemos para a água com o equipamento de snorkel para fazer o mergulho. Sheila estava arrancando os cabelos de medo (brincadeirinha) e eu estava emocionada (com medo, mas emocionada). Tomei um susto básico quando um deles passou por debaixo de minhas pernas, mas tudo bem…

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Tutuba esperando algum besta por um dedo na sua boca. Imagem: Jeguiando.

O mergulho foi tranquilo, tiramos algumas fotos, que sairam toscas (mergulhar, prender a respiração e ainda focar um tubarão é como chupar cana e assobiar ao mesmo tempo!). O saldo deste passeio foi positivo. Os instrutores, depois que o passeio termina, falam um pouco sobre a situação da pesca predatória dos bichinhos, tentando conscientizar quem passa por lá sobre o possível desequilíbrio ambiental que pode acontecer caso estes animais sejam extintos. Enfim, gostei muito de ter passado  alguns minutos com estes animais incríveis. Valeu a pena!

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La Cocina, restaurante mexicano. Imagem: Jeguiando.

Depois de tantas emoções (toca Roberto Carlos aí, ó), fomos almoçar com o grupo no La Cocina, um restaurante localizado no próprio Xcaret, especializado em comida mexicana. O lugar é super bacana! A decoração é bem cuidada, preocupada com detalhes e principalmente em reproduzir o México que os turistas querem ver, ou seja, reproduzir todos os clichês adoráveis que esperamos encontrar. O restaurante funciona no esquema de buffet livre e o visitante tem direito a uma refeição no espaço ou em qualquer um dos outros restaurantes espalhados pelo Ecoparque.

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La Cocina, restaurante mexicano. Imagem: Jeguiando.

Assim que terminamos de almoçar, com direito a churros mergulhados no doce de leite como sobremesa, fomos assistir à apresentação dos Voladores de Paplanta, que realizam uma espécie de dança para o criador. Apesar da apresentação ser breve, foi emocionante ver de perto. Tudo bem que fico imaginando como o tiozinho, que fica dando pulinhos em um tamborzinho lá em cima, não se desequilibra e se “estaboca” no chão. Se eu dependesse de um trabalho desses para sobreviver, pode ter certeza que viveria de luz e realizaria fotossíntese. É mais seguro!

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Voladores de Paplanta. Imagem: Jeguiando.

Após a apresentação, o grupo se dissipou e cada um acabou escolhendo o que mais chamava a atenção para fazer. Depois de um banho e de trocar de roupa, fomos visitar as ruínas Maias, que fazem parte do sítio arqueológico do Xcaret. Apesar de não se tratar das edificações maiores, mesmo assim foi também emocionante ver de perto. Ah… Detalhe… Enquanto caminhávamos, nos deparamos com umas trocentas iguanas! Tá vendo que nem tudo é clichê?

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Ruína Maia. Imagem: Jeguiando.

Seguimos um pouco mais e visitamos então o aquário do Xcaret, o tanque com as imensas tartarugas e passamos pelas piscinas naturais. Só não caí na água, porque já tinha tomado banho e vestir novamente um maiô era pedir pra dormir no trajeto! Antes de voltarmos para o ponto marcado para nos encontrarmos com o restante do grupo, Fábio e eu sentamos em umas cadeirinhas e ficamos lá… Lerdos, com sono, cansados, mas chegando ao consenso de que o passeio tinha valido a pena!

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Praia. Imagem: Jeguiando.

Quando nos encontramos com o restante do povo, assistimos rapidamente a uma apresentação musical com direito a um show de cavalos e de lá fomos para o teatro do ecoparque. Para finalizar o dia no parque, há uma apresentação teatral que conta a história do povo Maia, a invasão dos espanhóis, o processo de ocupação do território e a colonização e por fim os desdobramentos. Várias cidades mexicanas foram representadas durante o show e finalmente assisti a um show com Mariachis… Todos com seus sombreros, seus bigodões e calças arroxadas! Mas… Não tocaram La Cucaracha! Hunf!

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Tiozinho vestido de leão. Referência aos Maias. Imagem: Jeguiando.

Depois, em outro post, falarei mais detalhadamente do parque e especialmente desta apresentação. Hoje, só me dediquei a traçar um breve panorama (que não ficou tão breve assim) sobre nosso 3º dia em Cancun. Saldo do dia: blogueiros cansados, tendo que se preocupar em arrumar as malas para viajar no dia seguinte. Mas beleza… Ainda tivemos muito tempo para rir das histórias esdrúxulas um do outro na van de volta ao hotel. Foi um dia bacana, mas tudo que víamos à noite era a cama dançando convidativa em nossa frente.

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Espetáculo teatral sobre os Maias e o processo de colonização espanhola. Imagem: Jeguiando.

Fim do 3º dia em Cancun! #cancuncainarede

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