Viajar é talvez uma das experiências mais interessantes que trago na vida e que carrega em si um sentido de renovação muito grande. Deslocar-se traz consigo toda idéia de movimento, de mudança, de novidade, de quebra de rotina e de abertura para experiências novas. Algumas pessoas só se sentem viajando quando saem do país, quando viajam para outro continente. Acredito que não necessariamente é preciso ir muito longe para sentir esta sensação de estar em outro lugar, de experimentar algo novo que se abre. Quando era menina, sonhava com viagens de ônibus, ver a estrada passando pela janela, na velocidade que embaça tudo e transforma um mundaréu de coisas a serem vistas em um filme imaginário rodado diante dos olhos. Viajar é experimentar.
Quando viajo, penso em tudo que posso conhecer dentro dos limites de tempo disponível e de condições financeiras e que, principalmente, tenha haver com minhas escolhas pessoais. Como se preparar então para conhecer uma cidade? Fora a parte burocrática de comprar passagens, reservar pousada ou hotel, preparar-se para uma viagem envolve também um pouco de auto-conhecimento, que servirá para saber exatamente o que queremos encontrar e vivenciar nesta experiência.
Trace a viagem que tem haver com você. O que é que você busca quando viaja? Conhecer a história da cidade, a gastronomia, os costumes, fazer compras, turismo ecológico? Se você tem à sua disposição pouco tempo para realizar este deslocamento espaço-cultural, um fim de semana por exemplo, otimize seu tempo, buscando nesta viagem a viagem que você quer para você.
Particularmente, antes de viajar faço uma breve pesquisa sobre a cidade para onde irei, o que facilitará, dentre as opções, a escolha daquilo que mais me atrai. Gosto de fotografar cidades, lugares e busco o que me renderá boas fotos e boas lembranças mais tarde. Sou atraída também pela gastronomia local, sempre dou um jeito de provar pelo menos um prato que é considerado típico e não dispenso conhecer as feiras, sejam elas as livres ou de artesanato. Conhecer a história da cidade, mesmo que de maneira resumida, também ajuda a entender a dinâmica cultural do lugar. Imagine viajar para o Rio Grande do Sul sem mergulhar um pouco nas particularidades da cultura gaúcha ou aterrissar em Salvador sem saber um pouco sobre a influência africana na construção de sua cultura. Viajar envolve um investimento não só financeiro, mas de interesse real por aquilo que está sendo conhecido. É uma forma de sabermos o limite do outro e não impormos nossa cultura àquele que visitamos. Viajar exige de nós a consciência de que vamos nos deparar com o outro e é preciso conhecer sua particularidades para evitar invasão de espaço e desrespeito.
Pesquise, leia um pouco sobre o destino que escolheu, liste os locais que pretende visitar, não se feche às possibilidades, mas já tenha algo em mente para não perder tempo sem saber para que lado vai. Dê à sua viagem a identidade que você quer para ela. Traga a viagem para seu campo de interesses e busque, naquilo que te atrai, o novo que te trará a sensação de renovação. Por fim, aproveite cada experiência e incorpore às lembranças ao dia a dia. É disso que se alimenta também a vida.
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Ótimas dicas!
Beijão!