Quando viajar, com quem você vai deixar seu pet?

Em muitos lares brasileiros, pessoas que vivem sozinhas, casais, famílias pequenas ou numerosas dividem espaço e a vida com seus pets. São cães, gatos, pássaros, peixes e mais uma infinidade de animais que chegam às nossas casas para receberem amor, serem cuidados e partilharem amor conosco. Dividir a vida com um bichinho de estimação nos melhora como seres humanos, nos traz alegria, mas devemos a eles também amor e cuidados. Somos responsáveis por uma vida e isso nunca pode sair de nossas mentes.

Em 2016, Filó, nossa gatinha, chegou à nossa vida de uma forma meio inusitada. Eu digo que ela caiu do céu em nossos dias e estou sendo literal quando digo isso. Filó caiu do forro do restaurante de um casal de amigos e ficou presa no local por cerca de cinco dias. Quando finalmente a descobriram lá, o grande desafio era encontrar uma família para ela urgentemente, pois ela estava desnutrida e precisando de cuidados. Como já havíamos amadurecido a ideia de cuidarmos de um bichinho, decidimos adotar Filomena, a nossa Filó, que passou a fazer parte da nossa família.

Filó, nossa gatinha. Imagem: Erik Araújo

Filó, nossa gatinha. Imagem: Erik Araújo

Filó chegou em nossa casa no dia 3 de setembro e em dezembro marcamos uma viagem para Salvador para passarmos o Natal com nossa família. Era a primeira vez que eu me deparava com a questão “quem iria cuidar de Filó em nossa ausência?”. Eu tinha a opção de levá-la comigo para a casa de meus pais, se não fosse o caso de meus pais morarem em uma casa com acesso direto à rua e que não possui telas de proteção. Ou seja, a possibilidade de levar Filó para Salvador foi rapidamente descartada. O risco de perdê-la era grande, e era tudo o que eu não queria que acontecesse.

Descartada a possibilidade de levá-la a Salvador, restaram-me algumas opções: hotelzinho, pet sitter ou deixá-la aos cuidados de algum amigo.

Deixando seu pet aos cuidados de um amigo

A primeira opção que cogitei foi deixar Filó com algum amigo de confiança e pagá-lo pelo serviço (sim, pagar pelo serviço. Por mais que você e seu amigo tenham uma relação próxima, não o explore. Pague pelo tempo dele e pelos cuidados com seu bichinho), mas deparei-me com duas questões: fim de ano é uma época complexa, porque muitas pessoas viajam, e, além disso, nem todo mundo mora em uma casa sem acesso à rua e que esteja telada nem em apartamentos que já estejam telados. Fora isso, ainda há a questão da existência de outros bichinhos na casa do amigo e a dúvida se Filó se daria bem com eles e vice-versa. Diante da complexidade do cenário, descartei essa opção. Restaram-me, então, mais duas alternativas: hotelzinho e pet sitter.

Filó e Erik. Imagem: Janaína Calaça

Filó e Erik. Imagem: Janaína Calaça

Hoteizinhos para pets

Não sei como é a oferta de hoteizinhos em outras cidades brasileiras, mas em São Paulo a oferta é grande. A oferta é grande, os preços variam bastante e é preciso pesquisar muito a reputação desses espaços, afinal, trata-se da vida do seu bichinho. E se você o ama realmente, saiba que todo o cuidado ainda é pouco.

Nos hoteizinhos, os bichinhos podem compartilhar um “quarto” ou terem seu próprio espaço. A metragem desses espaços varia de acordo com o preço e os mimos e as atividades também (há hoteizinhos de luxo que oferecem massagens, aulas de obediência, piscina etc.), enfim, opções não faltam, mas é preciso saber quanto você tem disponível para gastar com o serviço e pesquisar bastante a reputação desses locais. É preciso estar ciente também de que é preciso apresentar a carteirinha de vacinação dos bichinhos em dia, comprovar que o animal não está doente e que está castrado e ter em mente que alguns hoteizinhos não cuidam de animais idosos. Além disso, em épocas de festas e feriados prolongados, é necessário entrar em contato com esses espaços com certa antecedência porque as vagas logo são preenchidas.




Conversando com Suzana, a dona do restaurante onde Filó foi encontrada, amiga minha e dona de gato, ela me chamou a atenção para o fato de os felinos serem extremamente territorialistas e não gostarem de mudanças de rotina e de território. Ou seja, o ideal para um gato é não tirá-lo de casa, pois isso evita quadros de estresse alto no bichinho.

A essa altura e vendo o tempo passar, eu já estava descabelada sem saber o que fazer, então ela me orientou a buscar serviços de pet sitters, que, até então, eu nem sabia que existiam.

Pet sitters

Minha amiga, na época, também estava buscando um pet sitter para seus bichinhos (ela tem um cão e um gato) e me indicou o serviço do Pet Anjo, que basicamente é uma rede de profissionais certificados e treinados que se cadastram para oferecerem seus serviços de dog walkers e pet sitters. Você vai lá, coloca o bairro onde mora, seu bichinho de estimação, e o site lhe apresenta uma lista de profissionais próximos a você que possam cuidar de sua fofura. Além dos serviços citados, o site ainda oferece hospedagem, serviços de banho e day care.

Além de me falar sobre o Pet Anjo, que cuida de animais domésticos em geral, Suzana me indicou também o serviço de uma cat sitter (uma profissional que cuida exclusivamente de gatos) aqui em São Paulo, a Ana Paula Ramos. A Ana é uma estudante de Medicina Veterinária e voluntária da ONG Adote um Gatinho, que, além de atuar como cat sitter desde 2013, trabalha também como enfermeira veterinária em domicílio, realizando fluidoterapia subcutânea, aplicação de medicamentos, administração de medicamentos orais, aplicação de insulina, aferição de glicemia e pressão arterial, sempre a pedido de um médico veterinário. Como Filó chegou aos nossos braços desnutrida e desidratada e estava terminando de tomar todas as vacinas, tudo o que eu temia é que ela tivesse algum problema de saúde em minha ausência e que a pessoa que estivesse cuidando dela não soubesse o que fazer nesse caso. Foi assim, então, que decidi contratar a Ana depois de tanto pensar sobre as opções disponíveis.

Os pet sitters normalmente vão até a casa do contratante, cuidam do bichinho em seu próprio território e cobram uma diária. Na diária da Ana, por exemplo, estavam inclusas as seguintes atividades: alimentar o bichinho (o dono do animal deve deixar a ração e os sachês disponíveis), trocar a água de potes e fontes, limpar a caixinha de areia, brincar e fazer carinho no bichinho e me enviar fotos e vídeos de Filó para que eu pudesse ver como ela estava nos dias de minha ausência.

Apesar de subir no avião com o coração em frangalhos por deixar Filó sozinha em casa, fui ficando mais tranquila com o passar dos dias ao ver as fotos e os vídeos de minha pequena feliz e completamente à vontade com a Ana, que é uma verdadeira encantadora de gatos (é só visitar o Instagram dela e ver a infinidade de bichanos de que essa moça talentosa cuidou e cuida até hoje). Vale seguir essa moça incrível no Instagram e se divertir com as legendas de suas fotos e de seus vídeos e com as piruetas dos gatinhos que ela cuida.

Para contratar os serviços da Ana:

Tel.: (11)94290-7219

Página no Facebook: https://www.facebook.com/anacatsitter/

Instagram: https://www.instagram.com/ana_medvet/

 

Cuidados com seu pet devem entrar no planejamento de viagens

Quando uma pessoa decide trazer um bichinho para a convivência familiar, ela precisa estar ciente de que animais precisam muito mais que comida, água e de um lugar para dormir. Animais demandam atenção e cuidados e é preciso pensar em como eles se encaixarão em sua rotina. Se não há espaço em sua rotina, é melhor não tê-los, pois eles irão sofrer.

Dessa forma, quando for planejar uma viagem, tenha em mente que, além de comprar as passagens, reservar o hotel, contratar passeios, pensar na logística até o aeroporto e em quanto irá gastar durante os dias em que estiver em outro destino, você terá também de pensar em seu bichinho, com quem ele ficará e no que fazer se houver alguma emergência. Isso, inclusive, envolve um custo, que precisa ser dimensionado no momento de planejar sua viagem, seja para pagar um amigo para cuidar do seu animalzinho, seja para deixá-lo aos cuidados de um hotelzinho ou aos cuidados de um pet sitter. Então, antes de fechar uma viagem, não se esqueça de reservar um dinheiro para cobrir também essas despesas, garantindo, assim, que seu bichinho esteja são, salvo, saudável e feliz quando você voltar. =)

Filó e Jana. Imagem: Janaína Calaça

Filó e Jana. Imagem: Janaína Calaça

Adote um bichinho!

Diariamente, nascem ninhadas de cães e gatos, animais são abandonados à própria sorte ou encontrados sofrendo maus tratos. Muitos abrigos e muitas ONGs recolhem esses animais para tratá-los, castrá-los e fazem campanhas de adoção, mas, ainda assim, o número de adotantes é sempre menor que o número de animais. Então, se você deseja cuidar de um bichinho de estimação, cogite adotar um, pois essas fofuras precisam de um lar seguro, comida, cuidados e, sobretudo, amor. Procure em sua cidade um abrigo ou uma ONG e, se estiver seguro de que pode cuidar de uma vida, dê uma chance a esses pequenos, que são puro amor e que certamente mudarão a sua vida.

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Um comentário

  1. Patricia Durante disse:

    Tenho três gatinhos e realmente não dá para deixar em hotelzinho, sem que eles fiquem bem estressados. Quando eu viajava, geralmente deixava com meus pais, mas quando me mudei de cidade tive que buscar alternativas. Nunca experimentei o serviço de um pet sitter, porque sempre algum amigo me dá uma mão, mas vou tentar! 🙂


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