Em nossas duas visitas à cidade de Winnipeg, uma das piadinhas mais comuns que ouvimos dos habitantes do destino foi o trocadilho com a palavra Winterpeg, em uma alusão direta aos rigorosos invernos que a região enfrenta todos os anos. Conhecida por ser uma das capitais mais frias do Canadá, a cidade revela aos olhos do visitante mais atento algo muito maior do que as rajadas de vento geladas e o frio cortante. Winnipeg é muito mais que seus invernos: é uma cidade que pode render boas experiências. E, para convencê-lo de que o destino vale uma parada em sua viagem, decidimos publicar um pequeno guia sobre a cidade, focando em seus principais bairros. Hoje, particularmente, centraremos o olhar no The Forks. Vamos lá?

Winnipeg, Manitoba. Imagem: Janaína Calaça

Winnipeg, Manitoba. Imagem: Janaína Calaça

  •  Sobre a cidade

Capital da província de Manitoba, Winnipeg é a sétima maior cidade canadense e possui em suas raízes a forte presença dos povos ameríndios, em especial dos povos Cree e Anishinaabe, que habitavam a região.

A cidade é essencialmente anglófona, ou seja, lá o inglês é o idioma oficial. No bairro de Saint Boniface, há a maior concentração de falantes da língua francesa, mas isso não se torna um empecilho aos visitantes que não dominam o idioma.

Uma das principais características de Winnipeg é a forte influência dos povos nativos, em especial das comunidades de nativos Cree e Anishinaabe, que habitavam as planícies ao redor do encontro dos rios Red e Assiniboine. Atualmente, a região é conhecida como The Forks em decorrência do formato obtido pela junção dos leitos de ambos os rios, sendo similar a uma forquilha ou um grande “Y”.

Winnipeg, Manitoba. Imagem: Janaína Calaça

Winnipeg, Manitoba. Imagem: Janaína Calaça

A região do The Forks, além de figurar como um tradicional ponto de encontro para manifestações e rituais indígenas às margens do Red River, é marcada por uma rotina vibrante durante o ano todo. No inverno, os rios congelados abrigam o badaladíssimo restaurante temporário chamado de Pop-up, montado de maneira sazonal, geralmente entre os meses de Janeiro e Fevereiro. Nas demais estações, a região é um ponto interessante para a prática de atividades ao ar livre, como caminhadas, ciclismo e remo (todas essas atividades podem e são executadas na área) e abriga também um espaço voltado às crianças.

A cidade possui em seu território bairros com perfis e vocações bastante distintas, como o bairro cool de Osbourne, o clássico e francês bairro de Saint Boniface ou ainda vastas áreas verdes, como o parque da reserva Assiniboine, onde fica localizado o Assiniboine Park Zoo, lar do complexo habitat dos ursos polares remanejados da região de Churchill, ao norte de Manitoba. A vida financeira da cidade, concentra-se em Exchange District, área central da capital.

Nessa série de posts, falaremos um pouquinho sobre cada região da cidade e efetivamente o que vale a pena ser visitado em sua passagem pela capital de Manitoba.

Winnipeg, Manitoba. Imagem: Janaína Calaça

Winnipeg, Manitoba. Imagem: Janaína Calaça

  • Dicas e pontos turísticos em Winnipeg

Sendo a capital da província de Manitoba e um dos destinos mais injustiçados do Canadá (graças às frequentes piadas com o clima), a cidade de Winnipeg possui uma vibrante cena cultural, vários museus, atividades ao ar livre e uma variedade gastronômica interessante.

Permitam-nos revelar-lhes uma cidade muito mais plural do que apenas um local de clima extremo. Embarque nesse texto e entenda o porquê de termos nos apaixonado por essa injustiçada cidade fofa. <3

Erik aproveitando um dia ensolarado em Winnipeg. Imagem: Janaína Calaça

Erik aproveitando um dia ensolarado em Winnipeg. Imagem: Janaína Calaça

  • Atividades ao ar livre

A cidade de Winnipeg é conhecida em especial por seu clima extremo. No verão, temperaturas acima dos 30˚C e eventuais chuvas ocorrem com certa frequência. Nos rigorosos invernos, a sensação térmica de até -40˚C pode ser sentida durante incursões ao ar livre, o que não impede os habitantes de manterem-se ativos para aproveitar as belezas de cada estação.

Nas duas visitas que realizamos à cidade (uma em outubro de 2013; outra em agosto de 2014), tivemos a oportunidade de “sentir na pele” o outono e o verão em Winnipeg e, em ambas as oportunidades, a cidade nos acolheu com um cenário perfeito para caminhadas por seus bairros e atrativos.

A seguir, trago um breve panorama sobre cada distrito e o que fazer em cada um deles.

Winnipeg bairro a bairro: The Forks

 A região conhecida como The Forks fica localizada próxima ao Exchange District, no centro da cidade. O bairro recebe esse nome em decorrência do encontro dos rios Vermelho (Red River) e Assiniboine (Assiniboine River) em formato de Y, característica que deu origem ao termo Forks.

Ao lado da estação de trem Union Station, o complexo The Forks possui ótimas opções de hospedagem, gastronomia e lazer.

Para conseguir se localizar no bairro, sugiro que acesse o mapa do The Forks, faça o download do material e use-o para planejar seus deslocamentos (todas as distâncias são facilmente cobertas a pé). Já para aqueles que pretendem conhecer o lado histórico e institucional da região, sugiro acessar o site Parks Canada.

Mas, voltando ao The Forks, a melhor forma de aproveitar a região é dedicando pelo menos um dia de sua estadia para se aventurar por esses lados. Nossa sugestão é começar as atividades com um gostoso café da manhã no The Forks Market, do qual falaremos um pouquinho mais a seguir.

Fachada do The Forks Market. Imagem: Erik Araújo

Fachada do The Forks Market. Imagem: Erik Araújo

  • The Forks Market

O mercado conta com uma série de restaurantes e lojas dedicados à comercialização de produtos locais. Para quem gosta de fazer refeições em mercados, como tomar o café da manhã ou almoçar, separamos algumas dicas para nossos leitores e amigos viajantes.

Há pelo menos dois cafés no empreendimento que merecem uma visita para começar bem o dia e fazer o desjejum. Entre as opções, há o Tall Grass Prairie Bread e seu famoso Cinnamon Roll, que, dependendo de sua sorte, estará quentinho, e, para complementar, sugiro pegar o café da loja vizinha, a Human Bean Coffee and Tea, que entre os diversos tipos de grãos e cafés especiais, com certeza haverá algum que o agradará. Ambas as lojas têm como princípio a valorização da produção local e oferecer aos clientes o melhor custo-benefício possível em seus produtos. Ambos os cafés são bons lugares para quem deseja fazer refeições rápidas ou mais leves.

The Human Bean Coffee & Tea. Imagem: Erik Araújo

The Human Bean Coffee & Tea. Imagem: Erik Araújo

Aos mais famintos (grupo em que nos incluímos), há ainda a opção de se entregar a um autêntico breakfast canadense no The Original Pancake House, com direito a ovos mexidos, panquecas e, é claro, às deliciosas hash browns, que são batatas servidas a dorê. Nesse caso, tenha ciência de que o café será o típico “chafé” norte americano, estejam avisados! Os preços são convidativos e a opção sempre mais em conta é o “Day Special” ou o “The Two by Four Plus”, composto por dois ovos, quatro panquecas e homestyle hash browns. #FicaADica

Panquecas, ovos mexidos e hash browns. Imagem: Erik Araújo

Panquecas, ovos mexidos e hash browns. Imagem: Erik Araújo

Café da manhã! Imagem: Janaína Calaça

Café da manhã! Imagem: Janaína Calaça

Já devidamente alimentado, aproveite para explorar os dois pavimentos do mercado, nos quais encontrará lojas de artesanato e de produtos nativos.

No piso superior, o visitante encontrará a maioria das lojas, cujos produtos, em geral, são bem exclusivos. Logo abaixo, destacamos algumas lojinhas que nos atraíram bastante, já que somos loucos por lembranças e badulaques para nossa casa.

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  • Bayshore gifts in glass: Loja fofa, cheia de peças de vidro feitas a mão. Com sorte, terá a chance de ver algum dos artesãos confeccionando suas peças durante o expediente.
  • Forks Trading Company: Nessa loja, você encontrará produtos feitos por artesãos de Manitoba. Atenção especial para os produtos feitos por nativos.
  • Teekca’s Aboriginal Boutique: Essa loja é um paraíso para os que procuram artefatos e peças em feral produzidas pelos ovos nativos. Na Teekca’s, compramos uma escultura fofa de uma mãe Inuit com seu bebê nas costas.

Há ainda uma simpática e ecológica loja 420 friendly, a Hempyrean, que comercializa produtos de higiene pessoal e vestuário produzidos a partir da simpática plantinha _\|/_, sempre tão polêmica aqui no Brasil.

Serviço

– Endereço: 1 Forks Market Rd, Winnipeg, MB R3C 4L9, Canadá

– Telefone: +1 204-942-6302

 

  •  Johnston Terminal

Localizado ao lado do The Forks Market, o prédio é, na verdade, um minishopping com escritórios, lojas, um pub, café e uma popular rede de restaurantes no Canadá, a The Old Spaghetti Factory, que possui um amplo salão interno e um grande pátio externo, sempre muito ocupado nos dias de verão. Considere-o apenas um anexo ao The Market.

  • Oodena Celebration Circle

O local é uma referência aos mais de 6.000 anos da cultura aborígene. Em Oodena, o visitante encontrará uma série de esculturas que atuam como “janelas de observação celeste”, com marcadores visuais para a observação de algumas constelações em datas específicas. Nesse espaço, há ainda um fosso para fogueira, onde ocorrem rituais nativos.

Oodena Celebration Circle. Imagem: Erik Araújo

Oodena Celebration Circle. Imagem: Erik Araújo

  • Waterfront

Ao lado do The Forks, encontra-se um passeio que margeia o Red River e interliga uma série de pontos turísticos de Winnipeg. Dependendo da época do ano, é possível patinar na região, caminhar, correr ou se dedicar a gostosas pedaladas sob a sombra das árvores que protegem o caminho.

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  •  Children’s Museum

O foco do museu é despertar a criatividade infantil. O prédio de formas únicas e perspectivas distorcidas chama a atenção do passante e torna-se obviamente uma atração para os viajantes acompanhados de crianças. O ingresso custa CAN 10,00 para visitantes de 1 a 101 anos (!) e o atendimento é realizado nos dois idiomas oficiais do país.

Fachada do Children's Museum. Imagem: Erik Araújo

Fachada do Children’s Museum. Imagem: Erik Araújo

  • Canadian Museum for Human Rights

Definitivamente, o Canadian Museum for Human Rights é uma das construções mais ousadas em que já pusemos nossos pés. O prédio é carregado de simbolismos entre os diferentes componentes de sua construção. As instalações do museu representam cinco símbolos, sendo:

As raízes (The roots): é a base do museu e possui quatro segmentos espalhados pelo terreno imitando a dinâmica das raízes. Seu exterior possui o plantio de grass prairie, a grama das pradarias, e árvores nativas. O interior das raízes abriga salas de aula, um restaurante, uma cabine de venda de ingressos e, por fim, a quarta raiz abriga um anfiteatro.

As raízes vistas ao longe. Imagem: Erik Araújo

As raízes vistas ao longe. Imagem: Erik Araújo

A montanha (The mountain): elevando-se a 57 metros de altura dentro do prédio, a montanha é composta por aproximadamente 800 metros de rampas feitas de alabastro, um tipo de mármore translúcido com iluminação interna. As rampas levam o visitante das raízes até o topo das galerias de exposição, que se encontram divididas em pavimentos.

A montanha e as rampas de alabastro. Imagem: Erik Araújo

A montanha e as rampas de alabastro. Imagem: Erik Araújo

A nuvem de vidro (The Glass Cloud): responsável pela entrada de luz natural no prédio e principal fonte de iluminação do átrio e dos escritórios dos funcionários do museu. A nuvem recobre toda a face norte do museu e seu formato inovador foi idealizado para integrar o ambiente e eliminar a sensação de clausura tão normalmente associada a edificações de tamanha dimensão.

A nuvem de vidro vista por baixo. Imagem: Erik Araújo

A nuvem de vidro vista por baixo. Imagem: Erik Araújo

Jardim da contemplação (In the Garden of Contemplation): um local onde o visitante pode observar os funcionários do museu trabalhando de forma a fomentar e garantir os direitos humanos. O local possui um leito d’água que corre sobre pedras vulcânicas negras.

O Jardim da Contemplação. Imagem: Erik Araújo

O Jardim da Contemplação. Imagem: Erik Araújo

Torre da esperança (Tower of Hope): no topo do edifício de 23 andares de altura, a torre da esperança se eleva a 100m do solo em direção ao céu. Do alto da torre de observação é possível avistar a pradaria. À noite, a torre é iluminada em analogia à sua função de trazer luz e entendimento aos povos nos assuntos relativos aos direitos humanos.

Torre da esperança iluminada. Imagem: Erik Araújo

Torre da esperança iluminada. Imagem: Erik Araújo

O ingresso para o Canadian Museum for Human Rights custa CAN 15,00 para adultos. Em seu interior, há exposições permanentes e temporárias, assim como recursos multimídia e a disponibilidade de utilizar um aplicativo para celular para fazer uma visita auto-guiada pelas instalações. Para facilitar o entendimento sobre o museu, sugerimos ainda a visita ao site para explorar a planta do prédio.

Tivemos a oportunidade de fazer duas visitas ao museu: uma durante a construção pesada e outra após a inauguração do empreendimento. Ficamos lisonjeados em poder presenciar o nascimento de um museu dedicado a um tema tão importante para a evolução da humanidade e das relações humanas.

Onde se hospedar no The Forks

  • Inn at the Forks

Se você é daqueles viajantes que preferem otimizar seu tempo ao máximo, uma das opções de hospedagem para quem chega de trem a Winnipeg é hospedar-se no Inn at the Forks.

O hotel fica há pouco mais de 100 metros de distância da estação de trem. Isso, mesmo. Simples assim. Durante nossa travessia ferroviária em 2013, desembarcamos do trem #1, o The Canadian da Via Rail e seguimos a pé até o hotel. Rápido e prático.

Inn at the Forks. Imagem: Erik Araújo

Inn at the Forks. Imagem: Erik Araújo

Inn at the Forks. Imagem: Erik Araújo

Inn at the Forks. Imagem: Erik Araújo

Inn at the Forks. Imagem: Erik Araújo

Inn at the Forks. Imagem: Erik Araújo

Moderno e localizado em um dos pontos mais privilegiados da cidade, o Inn at the Forks possui tarifas justas, já que o hotel oferece um misto de perfil business e luxo. Para quem tiver interesse em se hospedar por lá, as diárias começam em CAN 199.

A grande conveniência do local está no fato de que, com menos de CAN 15,00, você pode pegar um táxi e chegar ao Exchange District, região onde se concentra a maior parte dos museus, salas de espetáculo, galerias e pubs da cidade.

Vista a partir do Hotel. Imagem: Erik Araújo

Vista a partir do Hotel. Imagem: Erik Araújo

A região é segura, portanto, se você estiver disposto e viajar ao destino em uma estação do ano favorável, reserve um tempo para fazer seus deslocamentos a pé. Com caminhadas de trinta minutos, você pode cobrir grandes áreas e atrativos. Para isso, sugerimos o uso de algum aplicativo de GPS offline ou a impressão do roteiro ao fim do post.

Smith Restaurant

Localizado dentro do hotel, o restaurante atende a um bom volume de público passante, ou seja, vale a pena. Após a renovação do local, o cardápio passou a ter como foco uma cozinha moderna e sofisticada, na qual a qualidade dos ingredientes tornou-se o grande diferencial da casa.

O cardápio respeita a oferta de cada uma das estações, logo, você sempre encontrará algo novo e especial em suas visitas ao restaurante.

Nosso conselho é optar por jantar um dia no restaurante, já que durante o dia você terá uma vasta oferta de comidinhas pelo caminho.

Serviço

– Endereço: 75 Forks Market Road. Winnipeg, Manitoba, Canada R3C 0A2.

– Tel.: 204.942.6555

– Site oficial: http://www.innforks.com/

Resumo do roteiro a pé no The Forks

  • Outras dicas relacionadas a Winnipeg:

Para quem quiser chegar a Winterpeg por via aérea, não deixe de consultar voos baratos para Winnipeg com a Rumbo! #FicaADica

Para acompanhar as postagens sobre o Projeto Jeguiando Across Canada, acesse: http://jeguiando.com/destinos-visitados/internacionais/canada/jeguiando-across-canada/

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6 Comentários

  1. Marta C. Silva disse:

    Muito bom o post! Detalhadíssimo!

    Parabéns pelo ótimo trabalho de sempre!

  2. Carlos Eduardo disse:

    Muito boa a postagem!
    Fotos muito legais,
    Parabéns!

  3. […] Winnipeg bairro a bairro #1: Roteiro a pé pelo The Forks […]

  4. Isabella disse:

    Olá, primeiramente adorei o post! não é fácil encontrar roteiros por Winnipeg na internet!
    Parabéns! 🙂
    Queria saber se vocês escreveram os outros posts sobre a cidade, pois não encontrei..
    Obrigada!

    • Erik PZado disse:

      Oi Isabella, tem um post no forno. Acabamos atrasando a série canadense por problemas pessoais. Logo logo voltaremos a todo vapor! :-). Spoiler! BDI, Deseo Bistrô e Assiniboine Zoo! 😛


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