E eis que decidimos pegar estrada rumo ao Rio de Janeiro para passar o Réveillon em Copacabana, pular sete ondinhas e pedir a Iemanjá que o novo ano seja melhor que aquele que iríamos enterrar! Como nasci em Salvador, meu referencial sobre festas de rua (como Carnaval e Réveillon) na cidade sempre envolve grandes multidões, dificuldade de caminhar e muvuca, o que tem me mantido longe por um tempo das festanças. Ultimamente tenho primado pela tranquilidade e por voltar para casa com todos os dedos dos pés inteiros. Como este ano havia sido pontuado de perrengues, resolvi fazer algo diferente para me livrar da zica (supertições, eu sei) e segui a sugestão de minha querida amiga Clarissa Donda, do blog Dondeando por aí. “Vem pro Rio, Jana!”. E eu fui, viu?

  • Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro – Como é? Vale a pena?
Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

E o Réveillon em Copacabana não me decepcionou e é realmente especial. Ver as pessoas vestidas de branco (ou com as cores que representam as suas aspirações para o novo ano – amarelo para dinheiro, rosa para o amor e assim por diante), caminhando pelas ruas com suas garrafas de Sidra Cereser ou Veuve Clicquot, com suas palmas e presentes para Iemanjá, entre amigos, casais e famílias inteiras (contando crianças inclusive) para assistir a quase 20 minutos de um show lindo de fogos à beira da praia foi sim especial. Ao contrário do que imaginei, a grande quantidade de pessoas não me impossibilitou de caminhar livremente, nem de ver os fogos, nem de abraçar os amigos na hora da virada. Durante os fogos, as pessoas assistiam ao espetáculo numa boa (sempre há aqueles que se excederam na bebida e que enchem o saco, mas nada que fosse realmente problemático) e, depois, partiram para a praia para por as oferendas para Iemanjá, pular as sete ondinhas e fazer seus pedidos para um ano bom.


Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Apesar de tudo ter dado muito certo, é preciso saber que, para passar o Réveillon em Copacabana, há que se montar toda uma logística para evitar aborrecimentos e perrengues. Para isso, vou reunir aqui os principais pontos de atenção para que a virada aconteça de forma tranquila.

  • Dicas sobre o Réveillon em Copacabana

– Para chegar ao Rio de Janeiro por terra: Se você, como nós, pretende chegar ao Rio de Janeiro por terra e de carro e tiver como viajar antes do dia 31, viaje. A estrada entre São Paulo e Rio pode ficar extremamente cheia na época. Apesar da grande maioria dos paulistas e paulistanos escolherem o litoral de São Paulo para passar as festas, há muitos que viajam também para a capital carioca para os festejos de fim de ano. Quanto mais cedo chegar ao Rio melhor. De quebra, você ainda consegue pegar uma praia antes da virada.

Erik no Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Janaína Calaça

Erik no Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Janaína Calaça

Erik e eu em Copacabana. Imagem: Jeguiando

Erik e eu em Copacabana. Imagem: Jeguiando

– Hospedagem no Rio de Janeiro para o Réveillon: Como de praxe, em época de festas e alta estação (verão, férias escolares), cidades turísticas costumam ficar impraticáveis quando o assunto é hospedagem. Muitos hotéis e pousadas praticamente duplicam o valor das acomodações nessas épocas do ano. Como a Donda nos recebeu em sua casa (agradeço muito a ela pela gentileza e carinho), não precisamos nos preocupar com este detalhe desta vez. Uma dica de conseguir hospedagem econômica no Rio de Janeiro (durante todo o ano e em comparação às demais nessa época) é, sem dúvidas, optar por ficar em um hostel (sites como o HostelBookers em português, por exemplo, ajudam a encontrar um albergue em várias cidades do mundo). Se você conseguir ficar em um hostel em Copacabana no ano novo, mehor ainda, pois não precisará pegar táxi ou esperar o metrô abrir novamente às 5 da manhã (caso não consiga comprar o bilhete de retorno do horário especial).

Mark, Clarissa Donda (do blog Dondeando por aí), e eu. Imagem: Erik Pzado

Mark, Clarissa Donda (do blog Dondeando por aí), e eu. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

– Como chegar ao Réveillon de Copacabana e como voltar para casa? Se você estiver hospedado em Copacabana, tudo fica mais fácil. Ter uma “base de apoio” em Copacabana, inclusive, torna realmente tudo mais fácil. Por que? Porque se você não quiser ficar até o final da festa (após a queima de fogos, rolam shows e algumas apresentações), não dependerá nem do transporte público, nem de táxi. Como ficamos na casa de amigos da Donda, após a queima de fogos e de passar um tempo na praia tivemos para onde voltar para descansar um pouco antes do retorno para a casa. E chegamos cedo em nossa “base” para evitar a muvuca no metrô.

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Se você não tiver uma base em Copacabana, não se desespere! Vamos às opções existentes! Antes do dia 31, o metrô do Rio disponibiliza bilhetes para retorno no Réveillon em um horário especial. O detalhe, no entanto, é o seguinte: o número desses bilhetes é limitado (este ano foram disponibilizados cerca de 13.000). Se você não conseguir comprar os tais bilhetes com antecedência (como foi o nosso caso), terá que voltar para casa no horário normal (o metrô volta a operar às 5 da manhã). A outra opção é o táxi. No entanto, táxi no Rio é sempre uma surpresa. Há taxistas que trabalham de forma correta, cobrando a tarifa do taximetro. No entanto, há os espertinhos de plantão que fecham um preço e cobram valores absurdos pela corrida. A dica que dou então é: fique ligadíssimo nas vendas dos bilhetes para o horário de funcionamento especial da noite de Réveillon!

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

– Como é o Réveillon em Copabacana?

O Réveillon em Copacabana recebe muitas, muitas pessoas mesmo, mas dá para curtir a festa tranquilamente. Como disse, o meu referencial de festa de rua é o carnaval de Salvador (se você não estiver em um bloco ou em um camarote, mal terá espaço para respirar nas calçadas). Consegui não só caminhar sem ser pisoteada, como também achei um lugarzinho para assistir ao show de fogos sem dificuldade.

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

A festa reúne famílias inteiras (com crianças inclusive), grupos de amigos e casais, cada um levando seu espumante ou sua bebidinha. Na hora da virada, no entanto, muitas pessoas se empolgam e abrem seus espumantes naquele estilo “pódio de Fórmula 1”, dando verdadeiros banhos em quem esteja por perto. Nada contra a quem gosta dos banhos, mas foi o único momento que não curti (ficar melecada de camiseta branca não estava bem nos meus planos!). No entanto, apesar do banho de Sidra Cereser que eu levei, a noite ainda assim foi bacaníssima! Depois da virada do ano, muitas pessoas desceram à praia para o ritual de pular as sete ondinhas (mentalizando coisas boas para o novo ano) e para fazer as oferendas à Iemanjá.

Fé na virada. Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Fé na virada. Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Fé na virada. Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Fé na virada. Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Muitas pessoas não só jogam ao mar as palmas para Iemanjá com seus pedidos, como também sabonetes e perfumes. Outras, para reforçar a fé, fazem pequenos altares também na areia de Copacabana e depositam suas oferendas – tudo em nome de um ano bom e cheio de vibrações positivas.

Depois das manifestações de fé, é hora de curtir a festa em si. Até as 3 da manhã, as apresentações musicais tomam conta das areias de Copacabana e fazem a festa de quem fica por lá. Entre as atrações, cantores nacionais, grupos musicais e escolas de samba se revezam nos palcos para dar continuidade à chegada do novo ano. Não ficamos por lá, até pelo cansaço do dia como um todo, mas o saldo do Réveillon em Copa foi extremamente positivo e certamente figura entre os mais tradicionais do Brasil justamente por sua beleza e pelos seus rituais. Um bêbado ou outro chato de certo importuna alguém mais sensível, mas nada que apague o brilho da festa – uma festa comandada por lindos fogos de artíficio, muitos brindes, muitos votos de um ano bom e de muita oferenda a Iemanjá. Que este ano seja um ano muito, muito bom para todos nós!

Fé na virada. Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Fé na virada. Réveillon em Copacabana, Rio de Janeiro. Imagem: Erik Pzado

Pulando as sete ondinhas no Réveillon. Imagem: Erik Pzado

Pulando as sete ondinhas no Réveillon. Imagem: Erik Pzado

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7 Comentários

  1. Marcelo disse:

    Nossa, é mesmo lindo! Vou ver se vou pra lá no ano que vem. Parabéns pela matéria, está ótima.

  2. Ainda não tive a oportunidade de ir a um Reveillon no Rio de Janeiro mas sempre tive vontade e seu post só fez esta vontade aumentar ainda mais. Lindas as fotos e o ambiente tem muitas energias positivas isso é bom

    • Erik Pzado disse:

      Lu,

      Programe-se! Vale demais a pena. Há também a galera que se programa para passar a virada embarcados em cruzeiros. Tenho certeza que a vista também é ótima, só que com menos contraste para ver os fogos já que a orla é iluminada! 🙂

      Erik, Jana e Jegueton!

  3. Erik, gostei de ler este seu post porque já fazem alguns anos que venho amadurecendo a vontade de ir conferir o Reveillon de Copacabana. Não sou adepto das sete ondinhas, uvas, lentilha, cueca da cor certa nem nada do tipo, mas acho que só pela superprodução dos fogos de artifício deve valer muito a pena. Quem sabe na próxima virada não apareço por lá…

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