Boca da Onça Ecotur – Bodoquena, MS


Caros jeguiantes, entre os dias 25 e 31 de julho, a trupe do Jeguiando arrumou suas mochilas e cangalhas e partiu para uma fam trip em Bonito, a convite do Bonito Web e do Bonito Hostel. O Bonito Web, que cuida da divulgação do Recanto Ecológico do Rio da Prata e da Estância Mimosa, foi novamente nosso parceiro nesta viagem ao lado do Bonito Hostel, tocado por seu Luiz Octávio (que há anos reúne várias histórias sobre a cidade na cachola!) e tem em sua filha, a Maria Laura Junqueira, uma das maiores entusiastas da dinâmica do hostel, que já recebeu e recebe pessoas de todos os cantos do mundo, interessadas em descobrir o por quê de Bonito já ter sido citado mais de 9 vezes como o melhor destino de ecoturismo no Brasil. Na semana que passamos nesta cidade solar e sonora, revisitamos lugares que gostamos e conhecemos outros atrativos da região, que se encontram entre Bonito, Jardim e a Serra da Bodoquena. Hoje mesmo falaremos sobre a nossa visita à Boca da Onça Ecotur, situada em Bodoquena, onde fizemos uma pesada (porém deliciosa) trilha, tomamos banho de cachoeira e ainda avistamos a mais alta plataforma de rapel do MS, com seus 90 m de altura!

  • Boca da Onça Ecotur – Receptivo
Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Jegueton na Boca da Onça (literalmente). Imagem: Erik Pzado

Jegueton na Boca da Onça (literalmente). Imagem: Erik Pzado

Nossa visita à Boca da Onça Ecotur começou no receptivo da Fazenda Boca da Onça, um imenso casarão com uma linda vista para a Serra da Bodoquena. No casarão, o visitante pode optar pelo Day Use ou pelos passeios oferecidos: trilha da Boca da Onça; tour com a oncinha (um veículo 4×4, com capacidade para 12 pessoas); trilha do Rio Salobra ou rapel na Boca da Onça.

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Fazenda Boca da Onça - receptivo. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Peixes habitam a piscina da Boca da Onça. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Peixes habitam a piscina da Boca da Onça. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Quem não quiser fazer nenhuma das atividades propostas, como disse, pode optar pelo Day Use da fazenda. Lá, o visitante pode aproveitar a piscina, que abriga várias espécies de peixes, como em um aquário, tomar sol e almoçar tranquilamente, curtindo o clima de fazenda. Para guardar os objetos pessoais, o local disponibiliza lockers e as chaves ficam todo o tempo em seu poder.

Jegueton não quis fazer a trilha, então ficou à beira da piscina tomando sol. Imagem: Erik Pzado

Jegueton não quis fazer a trilha, então ficou à beira da piscina tomando sol. Imagem: Erik Pzado

Jorginho, nosso amiguinho viajante, fazendo a festa na piscina! Imagem: Erik Pzado

Jorginho, nosso amiguinho viajante, fazendo a festa na piscina! Imagem: Erik Pzado

  • Trilha da Boca da Onça: a pernada é boa, mas as cachoeiras te fazem esquecer o cansaço!
Trilha da Boca da Onça. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Trilha da Boca da Onça. Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Entre as atividades propostas, lá fomos nós encarar a Trilha da Boca da Onça, que envolve um percurso de 4 km. Durante a longa trilha, fizemos paradas para conhecer um pouco sobre a vegetação da Serra da Bodoquena, avistar animais, principalmente aves, e tomar banho de cachoeira (geladas, mas lindas). Antes, porém, de partir para a aventura, é preciso assinar o seguro no receptivo (sim, todo o passeio que envolve o contato com a natureza envolve riscos também) e assistir a um vídeo sobre o passeio em si. Depois, é só vestir roupas leves, por um tênis ou papete nos pés e carregar água (imprescindível!). Leve o mínimo consigo. Quanto menos coisas para carregar, melhor você aproveitará o passeio. Não é permitido o uso de repelentes e protetor solar para não contaminar as águas das cachoeiras.

Cachoeira. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

A trilha é bastante mista. Há trechos planos sobre plataformas de madeira (suspensas em relação à água), trechos planos de terra, escadas de madeira e escadas de pedra, essas mais íngremes e que exigem um pouco mais do joelho. Para fazer o passeio, é necessário conhecer seus limites e seguir as instruções do guia. Os guias são parte fundamental dos passeios. Eles conhecem a região e são eles que te acudirão caso seja necessário, portanto, respeite-os! 🙂

Momento foto jacu. Imagem: Erik Pzado

Momento foto jacu. Imagem: Erik Pzado

Jana Calaça e Erik Pzado. Trilha da Boca da Onça, Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Jana Calaça e Erik Pzado. Cachoeira da Anta. Trilha da Boca da Onça, Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira da Anta. Trilha da Boca da Onça, Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cachoeira da Anta. Trilha da Boca da Onça, Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

A parte mais gostosa da trilha, sem dúvidas, é a imagem linda das cachoeiras e são muitas. Nem todas, no entanto, estão abertas ao banho. As que estão abertas, possuem em seu entorno boias e coletes salva-vidas para quem não sabe nadar ou que não esteja seguro em descer as cachoeiras sem suporte. A água das cachoeiras são bastante geladas, mas, depois do primeiro susto, você se acostuma ao frio, relaxa e curte a paisagem. Optamos por fazer duas paradas para banho: uma no Buraco do Macaco e outra na Cachoeira da Boca da Onça (com seus 156 m).

Buraco do Macaco. Trilha da Boca da Onça, Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Buraco do Macaco. Trilha da Boca da Onça, Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Jana Calaça no Buraco do Macaco. Imagem: Erik Pzado

Jana Calaça no Buraco do Macaco. Imagem: Erik Pzado

No Buraco do Macaco, seu Edu faz micagem! Imagem: Erik Pzado

No Buraco do Macaco, seu Edu faz micagem! Imagem: Erik Pzado

Para ter acesso ao Buraco do Macaco, é preciso passar por um túnel na rocha. Nada complicado. Há uma corda no canto para te orientar e te dar sustentação. Depois que passar o túnel, é só alegria. Uma vista deslumbrante te espera! 🙂

Erik Pzado e Jana Calaça no Buraco do Macaco. Imagem: Seu Edu

Erik Pzado e Jana Calaça no Buraco do Macaco. Imagem: Seu Edu

Erik Pzado no Buraco do Macaco. Tava frio, hein nêgo? Imagem: Janaína Calaça

Erik Pzado no Buraco do Macaco. Tava frio, hein nêgo? Imagem: Janaína Calaça

Erik Pzado no Buraco do Macaco. Tava frio, hein nêgo? Imagem: Janaína Calaça

Erik Pzado no Buraco do Macaco. Tava frio, hein nêgo? Imagem: Janaína Calaça

Depois de nossa primeira parada para o banho, demos continuidade à trilha. Como citei no início do post, o percurso tem um total de 4 km. No meio do caminho, porém, há um quiosque onde os visitantes podem descansar por cerca de 20 minutos. Lá, há cadeirinhas, bancos e um bar, que serve água, Gatorade, refrigerante, barrinhas de cereal e batata frita, para que o pessoal possa repor as energias e dar continuidade ao passeio. É do quiosque também que parte um veículo de apoio, caso você esteja cansado demais para continuar a trilha e que te levará de volta à sede.

Força e beleza das águas. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Força e beleza das águas. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Cristalinidade das águas. Imagem: Erik Pzado

Cristalinidade das águas. Imagem: Erik Pzado

Jana e Erik. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

Jana e Erik. Trilha da Boca da Onça. Serra da Bodoquena, MS. Imagem: Erik Pzado

  • Cachoeira da Boca da Onça: um capítulo à parte

Chegamos, finalmente, ao ponto alto do passeio: a Cachoeira da Boca da Onça. Depois de andar mais um 1 km, partindo do quiosque de apoio, uma linda cachoeira – considerada a mais alta no Mato Grosso do Sul – te espera, com seus suntuosos 156 m de altura. De lá, você pode avistar também a plataforma de rapel da Boca da Onça, com seus 90 m. Ou seja, é, literalmente, o ponto alto do lugar! 🙂

Plataforma de 90 m de altura, onde acontece o Rapel na Boca da Onça. Imagem: Erik Pzado

Plataforma de 90 m de altura, onde acontece o Rapel na Boca da Onça. Imagem: Erik Pzado

Plataforma de 90 m de altura, onde acontece o Rapel na Boca da Onça. Imagem: Erik Pzado

Plataforma de 90 m de altura, onde acontece o Rapel na Boca da Onça. Imagem: Erik Pzado

Erik e Jana na Cachoeira da Boca da Onça. Imagem: Seu Edu

Erik e Jana na Cachoeira da Boca da Onça. Imagem: Seu Edu

Posso dizer com propriedade que nenhuma fotografia dá conta da beleza do lugar. É o tipo de experiência, meus caros, que a gente guarda na memória e não esquece. Como podem ver, os rochedos formam os contornos da carinha de uma onça, banhada, sem cessar, pelas águas frias que despencam do alto.

A boca da onça! Imagem: Erik Pzado

A boca da onça! Imagem: Erik Pzado

Erik e a cachoeira da Boca da Onça. Imagem: Janaína Calaça

Erik e a cachoeira da Boca da Onça. Imagem: Janaína Calaça

Jana na cachoeira da Boca da Onça. Imagem: Erik Pzado

Jana na cachoeira da Boca da Onça. Imagem: Erik Pzado

Assim como as águas do Buraco do Macaco, as águas da Cachoeira da Boca da Onça são muito (muito) frias, mas vale enfrentar o frio e aproveitar, afinal, a gente nunca sabe se conseguirá retornar a um lugar assim. Portanto, é contar até três e tchibum!

  • Fim do passeio: uma escadaria de quase 900 degraus te espera!
Quase 900 degraus te esperam, meu caro amigo, na volta! Imagem: Erik Pzado

Quase 900 degraus te esperam, meu caro amigo, na volta! Imagem: Erik Pzado

Bom, depois que você relaxa na água, vê arco-íris, nada para um lado, nada para o outro, é hora de ir embora. Se pensarmos que a cachoeira tem 156 m de altura e que fizemos todo um percurso de descida para chegar até ela, é hora de pensar que… tchan, tchan, tchan… Temos de subir tudo de novo, meu povo! Para “facilitar” a subida, foi construída uma escada de mais ou menos uns 900 degraus e que, à medida que se sobe, vai ficando mais íngreme. Sou otimista em alguns momentos. Juro que tentei! Eu já tinha subido uns 386 degraus, quando, na 4ª plataforma, eu comecei a cansar muito (muito mesmo!). Antes de dar um piripaque, nosso muito atencioso guia, seu Luiz, sugeriu que retornássemos ao quiosque e de lá pegássemos o carro de apoio. Para um passeio terminar bem, seja prudente e conheça seus limites! Eu vi que não daria para mim, então, Erik, eu e seu Luiz refizemos 1 km de trilha rumo ao quiosque para pegar o carro. Muitos do grupo continuaram na escadaria, outros encararam numa boa, outros nem tanto. O importante é ser prudente sempre e você chegará ao seu objetivo sem se acidentar. 🙂

Erik no carro de apoio de volta à Fazenda Boca da Onça. Imagem: Janaína Calaça

Erik no carro de apoio de volta à Fazenda Boca da Onça. Imagem: Janaína Calaça

O passeio vale a pena! É pesado, mas vale a pena! Saímos de lá, Erik e eu, deslumbrados com a beleza do lugar. Tivemos um guia experiente (seu Luiz) para nos dar suporte e contamos ainda com a companhia de um grupo muito bacana de pessoas, todos eles conhecemos no Bonito Hostel. D. Elza, Débora, Marta, Maria Cecília, Álvaro, Jorginho, Edu, sua namorada e amigos, um grande e forte abraço para todos vocês. Um dia, esperamos encontrá-los por aí, em uma próxima viagem, para um abraço e um bate-papo. Vocês fazem parte de nossas boas memórias agora! Beijão da trupe do Jeguiando!

  • Outras informações

Localização: A 55 km de Bonito. Fazenda Boca da Onça, Bodoquena, MS.

Site oficial: Boca da Onça Ecotur

– Reservas: (67) 3255-3410

– Guia que nos acompanhou: Seu Luiz

  • Sobre a fam trip a Bonito:

– Agradecimento especial aos nossos anfitriões: Bonito Web e do Bonito Hostel

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2 Comentários

  1. […] outras paragens e viver novas experiências, como, por exemplo, fazer a incrível trilha da Boca da Onça ou as primeiras flutuações na Lagoa Misteriosa, depois de receber seu alvará de funcionamento. […]

  2. Eduardo má nado disse:

    Salve pessoal do jeguiando, vcs tb fazem parte das minhas lembranças…seu Edu. – Rio de Janeiro.


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