Assim como o chá está para os ingleses, o café está para o paladar dos brasileiros. Pode até faltar farinha no pote, mas sempre tem um cafezinho novo ou até mesmo esquecido em uma garrafinha térmica. Servir um café após uma refeição sempre foi uma cortesia oferecida por parte dos restaurantes e agora parece que há um silencioso movimento para cobrar até este mimo, tão apreciado pelo brasileiro.
O momento do cafezinho é aquele em que, depois de uma refeição completa, nós damos por finalizado todo um ritual. O café é aquele elemento simpático, de aroma gostoso, servido desde o copinho mais pobre à xícara de mais fina louça, que serve não só para finalizar o ritual da alimentação no Brasil como também para reunir pessoas para mais um dedo de prosa. Antigamente, os restaurantes fechavam as contas dos clientes e depois ofereciam um cafezinho pra coroar a visita. Agora, fomos surpreendidos com a grosseria de uma conta à parte, cobrando os cafés. Minha indignação foi tão grande como a de quando fui surpreendida em Buenos Aires pela cobrança do uso de talheres, pratos e toalha de mesa. Qual o sentido em cobrar talheres e pratos? Não é pré-requisito básico termos onde depositar a comida e ter algo para transportá-la à boca? Pois bem! Cobrar um cafezinho só faz sentido nas cafeterias, casas de chá e afins! O cafezinho de cortesia, ao fim das refeições nos restaurantes, não é só uma tradição como também uma forma de ser simpático com o cliente, de agradecer sua presença, mas hoje, com a preocupação em ganhar dinheiro em cima de tudo, até esta delicadeza se perde.
O motivo deste post é muito simples… Se cada leitor nosso compactua com a visão de que cobrar cafezinho é grosseria, o ideal é que comecemos a questionar esta prática tão deselegante! O selinho está aí. Se você, como nós, não compactua com esta atitude mesquinha, multiplique esta idéia! Cobrar cafezinho? É grosseria, ô!
Abraços,
Janaína Calaça.
Selinho desenvolvido por: Erik Pzado.
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