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Amarrando jegues com estilo!

São Luís do Paraitinga – História destruída

Posted by Fabio On janeiro - 5 - 2010

Tive a oportunidade de conhecer São Luís do Paraitinga em novembro do ano que acaba de se findar, e lamento muito por não ter tido o tempo disponível para escrever sobre a cidade antes da tragédia que destruiu boa parte do local.

São Luís é uma cidade pequena, de gente simpática, com cerca de 10.000 habitantes, localizada na região do Vale Paraíba no estado de São Paulo, de uma riqueza histórica e folclórica impressionantes.

Rua de São Luís do Paraitinga

Rua de São Luís do Paraitinga

Infelizmente as chuvas que atingiram a região destruíram boa parte da cidade, incluindo casarões antigos e a igreja da matriz, além de deixar mais de 80% da população desabrigada.

O tradicional carnaval de marchinhas, obviamente, teve que ser cancelado. Em seu lugar será realizado um mutirão para reconstrução da cidade, terra natal de Oswaldo Cruz, médico sanitarista pioneiro no estudo de doenças tropicais como malária e febre amarela.

Jegueton em frente a casa de Oswaldo Cruz

Jegueton em frente a casa de Oswaldo Cruz

Nesse momento a terra dos sacis precisa de ajuda para cuidar dos desabrigados, bem como para a reconstrução do patrimônio histórico destruído.

No momento estão sendo recolhidos itens de necessidade básica como:

  • Água;
  • Produtos de higiene pessoal (pasta de dente, escovas de dente, sabonetes, shampoo, toalhas, etc.);
  • Sacolas plásticas para fazer a triagem das doações que chegam à cidade (sacos de lixo, sacolas de supermercado, etc.);
  • Produtos de limpeza;
  • Fraldas (geriátrica e infantil);
Igreja da Matriz, antes do desabamento

Igreja da Matriz, antes do desabamento

No site Paraitinga Turismo existe uma lista de locais que estão recolhendo as doações, porém ainda não vi nenhuma informação sobre doações em dinheiro. Se alguém souber de algo a respeito, comente aqui no Jeguiando que atualizo o post.

Igreja do Rosário

Igreja do Rosário

As fotos que ilustraram esse post foram tiradas na minha viagem de novembro, antes da enchente, para que vocês conhecessem um pouco a cidade. Outras fotos podem ser vistas no nosso Flickr.

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Recomendações do Jegueton em 11 de agosto de 2009

Posted by Jegueton On agosto - 11 - 2009

Estas são as recomendações do Jegueton para o dia 11 de agosto de 2009:

  • Transporte alternativo e barato para o aeroporto – Os felizes viajantes do primeiro mundo estão cada vez mais se acostumando a fugir dos preços altos do táxi para o transporte entre as cidades e os aeroportos. Empresas de vans porta a porta e serviços coletivos de ligação oferecem a possibilidade de economizar um belo troco se a viagem inclui a parada em um aeroporto distante da cidade, como o de Guarulhos, por exemplo.
    É com essa introdução que o blog amigo Goitacá dá dicas de como economizar na ida para o aeroporto sem morrer uma grana na conta do táxi.
  • Bairro do Ipiranga, na capital paulista, vira destino turístico – Quem mora em São Paulo e nunca foi ou ouviu falar do Museu do Ipiranga? É essa a principal referência que os paulistanos tem do bairro.

    O que muitos não sabem é que o Ipiranga é um dos bairros mais antigos da cidade. Ali há importantes pontos históricos, como o próprio Museu do Ipiranga, que recebe, em média, 400 mil visitantes por ano e mais 175 atrações, entre pontos turísticos, estabelecimentos de alimentação, agências de turismo e empreendimentos culturais.

  • Praça da Liberdade em BH começa a ganhar ares de centro cultural – Começou na sexta-feira o trabalho de restauração e adaptação do prédio que abrigava o órgão de segurança para ser integrado ao Circuito Cultural Praça da Liberdade. Como o término da obra está previsto para o fim de 2011, o edifício será o último a ser entregue ao novo complexo da praça, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
  • 10 razões para viajar com calma – O Ricado Freire, do Viaje na Viagem, dá 10 dicas interessantes demonstrando porque vale a pena viajar devagar e sem pressa (quando o tempo disponível permite :) ). Leitura altamente recomendável.
  • Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico » Centro conhecido a fundo – Porto Alegre – Há três anos, um projeto da prefeitura revela o centro da Capital que poucos conhecem. Por meio de uma caminhada orientada por profissionais, centenas de pessoas foram apresentadas à história e puderam entrar em prédios que nem sempre estão abertos ao público.

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La Esquinita – San Telmo – Buenos Aires

Posted by Jana On janeiro - 11 - 2009

La Esquinita, San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

La Esquinita, San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Para fecharmos as dicas sobre San Telmo (já que ainda há muito material sobre os demais bairros de Buenos Aires), trago hoje um post sobre um café/bar situado no comecinho do bairro, na esquina da Av. Indepêndencia, chamado La Esquinita, que entra na nossa categoria de espeluncas legais, aquelas meio barrocas de tão exageradas que são. Quando entramos no café, não dá para não procurar um ponto em branco nas paredes. Todas elas estão cobertas de posters e objetos, que acredito já são acumulados desde o dia de sua inauguração, que ocorreu há uns 30 anos atrás.

La Esquinita, San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

La Esquinita, San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Entre bandeiras da Argentina, fotos de Carlos Gardel (referência maior em relação ao tango em Buenos Aires), fotos de Maradona, Beatles e quadros engraçadinhos, o passado e a nostalgia tomam seus lugares. Mais tarde, quando finalmente sentar para traçar um breve panorama sobre Buenos Aires, acho que a palavra que conduzirá todo o texto será, com certeza, nostalgia. Os argentinos têm uma relação interessante com seu passado, com sua construção identitária e esta relação se amplifica nos estabelecimentos, nas ruas, por todos os lugares.

La Esquinita, San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

La Esquinita, San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Um tango preenche o ambiente, enquanto os clientes tomam um café ou uma Quilmes gelada. Vi vários senhores, vestidos de paletó com gel nos cabelos, entrar no La Esquinita na tardeem que visitei o bar/café pela primeira vez. Como disse, há uma necessidade de manter o passado vivo e bares como este fazem a experiência se tornar verossímel e possível.

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"Los tragos son gratis para las mujeres sin remera". Foto: Jeguiando

Para você que está conhecendo San Telmo, o La Esquinita é interessante de ser visitado. É um lugar pequeno, povoado de história e o dono do bar é eficiente ao servir os clientes. Ele consegue dar conta de todos os pedidos sem titubear ou embaralhar o que cada cliente pediu. Ah… E o que não faltam são quadros engraçadinhos para divertir os olhos, enquanto o café ou a cerveja descem garganta abaixo.

Localização:

Independência, 895. San Telmo. Buenos Aires.

Tel: 4334-1504

Avaliação:

  • Preço: ★★★★☆
  • Estrutura: ★★★☆☆
  • Qualidade dos produtos: ★★★★☆
  • Média: ★★★½☆

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Praça de Maio – Buenos Aires

Posted by Fabio On janeiro - 2 - 2009

Sendo a mais antiga praça da cidade, a “Plaza de Mayo” é um daqueles lugares turístico-farofa que todo mundo é obrigado a ir quando se vai conhecer uma cidade. É justamente aqui que você consegue obter a prova cabal de que realmente esteve em Buenos Aires: uma foto com a Casa Rosada ao fundo!

Praça de Maio - Piramide de Maio e Casa Rosada ao fundo. Foto: Jeguiando

Praça de Maio - Piramide de Maio e Casa Rosada ao fundo. Foto: Jeguiando

Foi na Praça de Maio que ocorreu a segunda fundação de Buenos Aires, uma vez que a primeira versão da cidade tinha sido completamente destruída com guerras, tendo sua população dizimada por doenças e pela fome e, como os espanhóis precisavam manter o controle da região, fundaram então a cidade novamente.

Pirâmide de Mayo - Marco da segunda fundação de Buenos Aires - Foto: Jeguiando

Pirâmide de Mayo - Marco da segunda fundação de Buenos Aires - Foto: Jeguiando

Além de sua importância histórica, a praça abriga alguns prédios importantes para a administração argentina como o Banco de la Nación Argentina, o Museu Histórico do Cabildo, a Catedral Metropolitana e a Casa Rosada, a sede do governo e palco de fotografias de turista-farofa. :)

Museu do Cabildo (esq) e Governo da Cidade (dir) - Foto: Jeguiando

Museu do Cabildo (esq) e Governo da Cidade (dir) - Foto: Jeguiando

De quebra, a praça também é palco dos costumeiros protestos e manifestações que, de tempos em tempos, surgem em Buenos Aires.

Chegar até lá é muito fácil, pois a praça conta com 3 estações de metrô (subte) ao seu redor: Plaza de Mayo (linha A), Catedral (linha D) e Bolívar (linha E).

Banco de la Nación Argentina, visto da praça - Foto: Jeguiando

Banco de la Nación Argentina, visto da praça - Foto: Jeguiando

Além do metrô, têm um monte de linhas de ônibus (mais de 20) que passam por lá, dentre as quais destaco as 86 (La Boca-Aeroporto de Ezeiza), 64 (Vuelta de Rocha – Barracas de Belgrano), 22 (Quilmes – Puerto Novo) e a 56 (Tapiales – Retiro).

Para quem está nas imediações do Congresso, o melhor caminho é seguir andando pela avenida de Mayo. A praça fica no “fim de linha”.

Jegue-tón em momento turista-farofa em frente a Casa Rosada. Foto: Jeguiando

Jegue-tón em momento turista-farofa em frente a Casa Rosada. Foto: Jeguiando

Aproveite o passeio e não esqueça da foto na frente da Casa Rosada! ;)

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Como se preparar para conhecer uma cidade?

Posted by Jana On setembro - 4 - 2008

Viajar é talvez uma das experiências mais interessantes que trago na vida e que carrega em si um sentido de renovação muito grande. Deslocar-se traz consigo toda idéia de movimento, de mudança, de novidade, de quebra de rotina e de abertura para experiências novas. Algumas pessoas só se sentem viajando quando saem do país, quando viajam para outro continente. Acredito que não necessariamente é preciso ir muito longe para sentir esta sensação de estar em outro lugar, de experimentar algo novo que se abre. Quando era menina, sonhava com viagens de ônibus, ver a estrada passando pela janela, na velocidade que embaça tudo e transforma um mundaréu de coisas a serem vistas em um filme imaginário rodado diante dos olhos. Viajar é experimentar.

Quando viajo, penso em tudo que posso conhecer dentro dos limites de tempo disponível e de condições financeiras e que, principalmente, tenha haver com minhas escolhas pessoais. Como se preparar então para conhecer uma cidade? Fora a parte burocrática de comprar passagens, reservar pousada ou hotel, preparar-se para uma viagem envolve também um pouco de auto-conhecimento, que servirá para saber exatamente o que queremos encontrar e vivenciar nesta experiência.

Trace a viagem que tem haver com você. O que é que você busca quando viaja? Conhecer a história da cidade, a gastronomia, os costumes, fazer compras, turismo ecológico? Se você tem à sua disposição pouco tempo para realizar este deslocamento espaço-cultural, um fim de semana por exemplo, otimize seu tempo, buscando nesta viagem a viagem que você quer para você.

Particularmente, antes de viajar faço uma breve pesquisa sobre a cidade para onde irei, o que facilitará, dentre as opções, a escolha daquilo que mais me atrai. Gosto de fotografar cidades, lugares e busco o que me renderá boas fotos e boas lembranças mais tarde. Sou atraída também pela gastronomia local, sempre dou um jeito de provar pelo menos um prato que é considerado típico e não dispenso conhecer as feiras, sejam elas as livres ou de artesanato. Conhecer a história da cidade, mesmo que de maneira resumida, também ajuda a entender a dinâmica cultural do lugar. Imagine viajar para o Rio Grande do Sul sem mergulhar um pouco nas particularidades da cultura gaúcha ou aterrissar em Salvador sem saber um pouco sobre a influência africana na construção de sua cultura. Viajar envolve um investimento não só financeiro, mas de interesse real por aquilo que está sendo conhecido. É uma forma de sabermos o limite do outro e não impormos nossa cultura àquele que visitamos. Viajar exige de nós a consciência de que vamos nos deparar com o outro e é preciso conhecer sua particularidades para evitar invasão de espaço e desrespeito.

Pesquise, leia um pouco sobre o destino que escolheu, liste os locais que pretende visitar, não se feche às possibilidades, mas já tenha algo em mente para não perder tempo sem saber para que lado vai. Dê à sua viagem a identidade que você quer para ela. Traga a viagem para seu campo de interesses e busque, naquilo que te atrai, o novo que te trará a sensação de renovação. Por fim, aproveite cada experiência e incorpore às lembranças ao dia a dia. É disso que se alimenta também a vida.

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