Rock in Rio 2013: Impressões do correspondente do Jeguiando


O Jeguiando foi convidado pela Gol Linhas Aéreas para participar do Rock in Rio 2013 e enviou seu correspondente, Marcelo Santos, para cobrir a dinâmica do evento e dividir conosco quais foram suas impressões sobre o festival. Marcelo já viajou para vários destinos no mundo, sempre em busca de grandes shows e por isso é hoje um de nossos correspondentes. Confiram o olhar deste obcecado por grandes shows; saiba como ele chegou ao evento; quais foram as melhores apresentações em sua opinião no dia 21; e suas impressões gerais sobre o RIR 2013!

(*) Texto por Marcelo Santos

Depois de uma semana muito corrida, que teve até show do Bruce Springsteen em São Paulo, fui passar o final de semana no Rio de Janeiro, a convite da Gol Linhas Aéreas através do blog Jeguiando, que me enviou como correspondente para conferir a penúltima noite do Rock in Rio. Sábado de manhã, já estava na cidade e consegui aproveitar um pouco do destino antes de seguir para o evento, mas, até chegar lá, relato um pouco como foi a dinâmica até conseguir atingir os portões do festival.

Gol Linhas Aéreas, nosso anfitrião no Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Gol Linhas Aéreas, nosso anfitrião no Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Gol Linhas Aéreas, nosso anfitrião no Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Gol Linhas Aéreas, nosso anfitrião no Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

  • Como foi chegar até o Rock in Rio?

Para chegar até o local onde estava acontecendo o Rock in Rio, havia ônibus comuns – conhecidos como frescão pelos cariocas –, que levavam os visitantes direto para o festival ao custo de R$ 2,75 e os ônibus oferecidos pelo próprio evento, que custavam R$ 50,00  ida e volta (até tentei optar por esta alternativa, mas sem sucesso pois era preciso comprar e retirar o bilhete com antecedência). Como estava em cima da hora, optei por pegar um táxi, mas todos estavam com preço fechado: R$ 80,00. Pensei que assim chegaria mais rápido, mas me enganei. A Barra da Tijuca, região onde aconteceu o RIR, fica bem distante da zona Sul e, normalmente, é um percurso que conta com um trânsito intenso. Imagina então em dia de um festival desse porte?

Seguindo o jogo, aproveitei o caminho para admirar a paisagem e dormir um pouco. Quase duas horas depois, cheguei ao terminal Alvorada – ponto dos ônibus autorizados para chegar até o RIR. Percurso feito em 20 minutos; uma caminhada até os portões de entrada; uma fila considerável e eu acabei chegando no horário de pico. Tinha uma certa muvuca para entrar, mas todo mundo estava tranquilo. Trinta minutos depois, finalmente consegui entrar no festival.

Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

  • Impressões sobre o Rock in Rio 2013

Cheguei exatamente no começo das atividades do palco Mundo. Muitos fogos de artifício – que eu curto bastante, mesmo sabendo que é de gosto duvidoso –; uma breve abertura e o Skank começou o show. Pra mim, essa é uma das poucas bandas nacionais que envelhecem bem. Logo no início, Samuel Rosa disse que faria uma apresentação diferente da edição anterior e que tocaria outras músicas. E foi o que fez. Impressionante a quantidade de hits. Não havia uma música que o público não conhecesse a letra. O show contou com participações especiais do Emicida – esse rapaz anda em todas – e também do Nando Reis, para juntos cantarem “Resposta”. O show foi ótimo, o som estava muito bom e a definição dos telões não ficava atrás. Não dava para entender porque foram os primeiros – poderiam muito bem tocar mais tarde.

Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Fim do primeiro show do palco Mundo, era hora de ver o Gogol Bordello no palco Sunset. Ali, a qualidade do som era notavelmente inferior ao do outro palco. Uma pena. Não sou grande fã deles mas o show estava animando quem assistia. A banda, como sempre, muito empolgada. Quase no final, o Lenine fez uma participação especial e foi a parte de que mais gostei. Juntos fizeram uma versão de “Pagode Russo”, que ficou bem interessante.

Hora de voltar para o palco principal e ver afinal quem era Phillip Phillips. Só eu não conhecia ele? Ok, sei que participou do American Idol, mas tocar depois do Skank achei exagerado. Vi um pouco do show e não gostei muito. A parte mais interessante foi quando tocou Michael Jackson (Thriller) e só. Depois fiquei sabendo que até Marvin Gaye ele tocou. Sem querer, essa semana, vi que em alguns shows do John Mayer nos EUA a abertura está sendo feita pelo Phillip Phillips – talvez isso explique sua participação no RIR.

Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Aproveitando que não estava me divertindo muito com o show, fui até o palco eletrônico para conhecer o outro pedaço do festival. Como andei! O espaço é muito grande, mas nem por isso a circulação funciona bem. A disposição das áreas de alimentação e passagens juntas às vezes era bem tumultuada. Continuando minha caminhada, outro fator que chamou a atenção foi o enorme apelo visual dos patrocinadores. Era muita informação junta, que cansava até os mais empolgados com luzes, cores, marcas e brindes. A sensação que tive era que tudo aquilo estava lá para “brigar” com a música. Porém, isso pareceu incomodar pouco a grande maioria. Outro ponto negativo era o preço dos alimentos e bebidas. Um copo de água por R$5,00 não me parece certo. Um festival desse porte e no calor do Rio de Janeiro poderia oferecer água sem custo para seu público.

Cheguei na tenda eletrônica e ainda não tinha nenhum dj tocando e os sets começavam só às 22h30. Fiquei um tempo lá descansando e resolvi voltar e tentar ver um pouco da próxima atração. Retornei, então, ao palco Mundo para ver um pouco do John Mayer. Era outro que eu também não conhecia e não me agradou. Logo pensei: pô, o Skank ainda é maior que ele! Mas boa parte do público parecia gostar, principalmente as meninas. Desencanei do show e fui tentar ver o final do Lenine, mas quando cheguei lá o show tinha terminado. Resolvi ficar por ali mesmo descansando e esperando a hora do Bruce Springsteen, The Boss!

Retornei ao palco principal e, para minha surpresa, estava mais vazio do que os shows anteriores. Pensando bem não achei ruim, consegui um lugar perto do palco sem maiores esforços. No horário, Bruce Springsteen e sua The Street Band entraram no palco. Falando nisso, que banca impecável! A quantidade de hits de qualidade é impressionante. Para abrir o show, ele fez um cover de “Sociedade Alternativa” do Raul Seixas e só, por isso,  já conseguiu ter o público na mão. O show do RIR foi igualmente sensacional em relação ao que eu tinha visto em São Paulo três dias antes, mesmo com algumas diferenças. O palco e o público era bem maior, mas ele comandou com a mesma facilidade – e como ele conseguiu dominar bem tanto um quanto o outro: palco e público.

Bruce Springsteen no Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Bruce Springsteen no Rock in Rio 2013. Imagem: Marcelo Santos

Sem firula alguma no palco, nada de efeitos nem cenários grandiosos, Springsteen fez com que todos prestassem atenção nele e em sua música o tempo todo. Ali, só a sua música importava. Antes de começar “Born in the USA”, o cantor disse que tocaria o álbum de mesmo nome na íntegra. Que privilégio! Depois desses dois shows, entendi claramente porque sua atual turnê é considerada a melhor e também o motivo do seu apelido: The Boss.

O show teve duração de 2h40 – desconfio que isso aconteceu por ser um festival. Facilmente, ele poderia ter se apresentado por mais tempo, afinal sua energia parece infinita e, como se não bastasse todas essas qualidades, ainda esbanja um baita carisma. Ah, se todos os shows fossem assim. Facilmente já entrou na lista dos shows preferidos e melhores do ano, senão da vida.

O final foi junto com uma longa queima de fogos – sim, eu realmente curto – que encerravam as atividades daquele palco.

Muito feliz de ter visto o Boss, era hora de ir embora. Muito cansado, agora a preocupação era como voltar para o hotel. Logo na saída, me informei onde seria mais fácil pegar um táxi pois não tinha pique para encarar a espera pelo ônibus. Sendo assim, segui andando pela avenida, como me orientaram. Só conseguia pensar no perrengue que seria a disputa por um táxi, porém tive uma boa surpresa. Logo encontrei uma pequena e organizada fila de veículos e que cobravam pelo taxímetro. Nem acreditei.

No final das contas, valeu muito a experiência. Porém, mesmo não passando por nenhum grande perrengue, foi fácil perceber que a organização poderia se preocupar mais com o conforto e bem estar do público. Quem sabe na próxima edição em 2015?

Agradecimentos

À Gol Linhas Aéreas pelo convite e ao nosso correspondente Marcelo Santos pela cobertura! =D

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