Caros jeguiantes, entre os dias 13 e 22 de setembro, Erik, Jegueton e eu rumamos para mais uma viagem/aventura agora em terras canadenses! Fomos convidados pela Comissão de Turismo Canadense (CTC) para participar do evento Go Media 2011, que reuniu representantes de mídias, sejam elas tradicionais ou sociais, de várias partes do mundo, como Brasil, Índia, Japão, China, Austrália, Inglaterra, etc. Representando o Brasil nas mídias sociais, estavam presentes os blogs Jeguiando (nós!) e o A Janela Laranja, do Márcio Nel Cimatti. O evento, dividido em duas partes (pré tour em Montréal e Go Media 2011), não só visava apresentar o Canadá como um destino turístico atraente nas quatro estações do ano, como também nos permitiu vivenciar um pouco das opções em turismo tanto de Montréal (Québec) quanto de Edmonton (Alberta). Para dividir essas experiências com vocês, vamos contar, ao longo dos dias, o que fizemos, que locais conhecemos, o que comemos e nossas impressões sobre esse país tão plural e interessante.

  • Pointe-à-Callière – Montréal Museum of Archaelogy and History, Montréal, Canadá
Pointe-à-Calliére, Montréal Museum of Archaelogy and History. Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

Pointe-à-Calliére, Montréal Museum of Archaelogy and History. Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

Durante a pré-tour que antecedeu o Go Media 2011, passamos alguns dias em Montréal, antes de rumarmos para Edmonton para participar do evento. Escolhemos o roteiro histórico-gastronômico para conhecermos um pouco mais da cidade e assim não só visitamos alguns pontos turísticos, como também conhecemos um pouco da história e de uma das grandes paixões que atravessam os habitantes de Montréal: a gastronomia. Um dos locais que, coincidentemente, reunia as três propostas foi o museu Pointe-à-Callière (Montréal Museum of Archaeology and History), de que falaremos hoje.

Pointe-à-Calliére, Montréal Museum of Archaelogy and History. Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

Pointe-à-Calliére, Montréal Museum of Archaelogy and History. Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

Localizado no coração de Old Montréal (Vieux Montréal), um dos mais antigos e charmosos bairros da cidade, Pointe-à-Callière é considerado o museu de maior relevância da cidade, por reunir, no mesmo espaço, não só um sítio arqueológico, como também centenas de artefatos encontrados ao longo do tempo. Um dos pontos mais interessantes acerca da história do local está relacionado ao fato de que, no mesmo lugar em que o prédio do museu foi erigido, aconteceu a missa de celebração à fundação de Montréal. Entre a missa fundacional e a abertura de portas do museu se deram, exatamente, 350 anos.

O museu Pointe-à-Calliére foi construído acima de um antigo sítio arqueológico de Montréal. Imagem: Erik Pzado

O museu Pointe-à-Calliére foi construído acima de um antigo sítio arqueológico de Montréal. Imagem: Erik Pzado

Outro ponto interessante acerca do museu Pointe-à-Callière é o fato de este ter sido erguido acima de um sítio arqueológico. Na verdade, as ruínas foram incorporadas ao museu, servindo de espaço de exposição de artefatos encontrados no sítio. Nas ruínas também acontecem projeções em 3D (em várias línguas, inclusive em Mandarim), que contam um pouco sobre a história de Montréal e os momentos de guerra, ocupação da França e Inglaterra e as marcas que ambas as nações imprimiram na cidade canadense. Recomendo assistir à projeção nas ruínas. É emocionante! 😀

  • The L’Arrivage café-restaurant – Restaurante localizado no museu Pointe-à-Calliére trabalha com um menu à base de ingredientes frescos
Fragmentos e mosaico. Imagem: Erik Pzado

Fragmentos e mosaico. Imagem: Erik Pzado

Fragmentos e mosaico. Imagem: Erik Pzado

Fragmentos e mosaico. Imagem: Erik Pzado

Depois de uma visita ao museu e de assistir à projeção, partimos para a segunda metade do nosso passeio ao Pointe-à-Callière. No piso superior do local, funciona The L’Arrivage café-restaurant, um simpático restaurante com vista privilegiada para the Old Port (Porto Antigo) e que segue a tradição de Montréal de priorizar ingredientes locais e frescos em suas preparações. Na cidade canadense, há o costume de se fazer compras diariamente de produtos alimentícios, estimulando o trabalho dos agricultores locais e fazendo uso de produtos de maior qualidade, com menos agrotóxicos e conservantes.

Jana, Erik e Márcio escondido. Imagem: Erik Pzado

Jana, Erik e Márcio escondido. Imagem: Erik Pzado

The L'Arrivage café-restaurant. Pointe-à-Callière, Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

The L'Arrivage café-restaurant. Pointe-à-Callière, Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

O atendimento do The L’Arrivage café-restaurant é algo para se pontuar. O local conta com uma equipe atenciosa, que faz de tudo para o visitante aproveitar o momento. O nosso grupo era formado de pessoas de várias nacionalidades (brasileiros, canadenses, chineses e indianos). No momento da escolha dos pratos, a barreira da língua não foi um problema. O rapaz que nos atendeu fez questão de desenhar os pratos que não foram bem compreendidos por nós. Iniciativa bacana e que mostra a disposição em fazer com que todos se sintam bem à vontade.

O pão nosso de cada entradinha. Imagem: Erik Pzado

O pão nosso de cada entradinha. Imagem: Erik Pzado

Ratatoille e risoto de cogumelos. Pedido do Erik. Imagem: Erik Pzado

Ratatoille e risoto de cogumelos. Pedido do Erik. Imagem: Erik Pzado

Como o restaurante prioriza produtos frescos e da estação, o menu se adequa ao que está em alta naquele momento do ano. Isso vale para vegetais, frutas e carnes. No dia, Erik pediu como prato principal um ratatoille e um risoto de cogumelos. Eu escolhi um robalo ao molho de camarão para almoçar. Assim que escolhemos os pratos, o sommelier nos sugeriu os vinhos para acompanhar os pedidos, nos auxiliando na harmonização. Infelizmente, não lembro o nome do vinho branco que tomei no dia! Minha memória anda capenga!

Robalo ao molho de camarão. Pedido da Jana. Imagem: Erik Pzado

Robalo ao molho de camarão. Pedido da Jana. Imagem: Erik Pzado

Brownie de chocolate, espuma de morango, crème brûlée e suspiro. Sobremesa. Imagem: Erik Pzado

Brownie de chocolate, espuma de morango, crème brûlée e suspiro. Sobremesa. Imagem: Erik Pzado

De sobremesa, tivemos um brownie de chocolate (que estava muito bom!), com espuma de morango (que não curti muito), acompanhado de crème brûlée e suspiro com amêndoas laminadas. A vista para o Old Port nos acompanhou durante todo o almoço, que encerrou a segunda parte de nossa visita ao Pointe-à-Callière.

Passado manipulado. Imagem; Erik Pzado

Passado manipulado. Imagem; Erik Pzado

  • O museu Pointe-à-Calliére possui vista privilegiada para Old Port e vários pontos turísticos de Montréal

Como citei no início do post, uma visita ao museu Pointe-à-Callière rende, no mínimo, três experiências: uma viagem à história de Montréal, uma experiência gastronômica e a possibilidade de, a partir do local, avistar os principais pontos turísticos da cidade quebequense. No terraço do Pointe-à-Callière, é possível avistar não só Old Port, como parte de Old Montréal, construções centenárias e construções mais modernas, como é o caso da Biosphère, construída entre 1965 e 1967 para The Expo World’s fair de 1967 e ter uma vista panorâmica da cidade.

The Old Port, Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

The Old Port, Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

Église Notre-Dame, construída entre 1824 e 1829. Imagem: Erik Pzado

Église Notre-Dame, construída entre 1824 e 1829. Imagem: Erik Pzado

Dentre os pontos turísticos que é possível avistar estão: Église Notre-Dame (Catedral de Notre-Dame), construída entre os anos de 1824 e 1829 (a segunda versão – a primeira data de 1672); Marché Bonsecours (Mercado Bonsecours), construído entre 1844 e 1847 (sofreu alguns incêndios), o antigo mercado possui uma linda cúpula prateada que brilha de forma inigualável ao sol e hoje abriga vários trabalhos de artistas locais; Édifice Allan, construído entre 1858 e 1859.

Marché Bonsecours (Bonsecours Market). O mercado, cuja cúpula é prateada, foi construído entre 1844 e 1847. Imagem: Erik Pzado

Marché Bonsecours (Bonsecours Market). O mercado, cuja cúpula é prateada, foi construído entre 1844 e 1847. Imagem: Erik Pzado

Édifice Allan, construído entre 1858 e 1859. Imagem: Erik Pzado

Édifice Allan, construído entre 1858 e 1859. Imagem: Erik Pzado

Continuando a lista de pontos turísticos que podem ser avistados, temos ainda o Édifice de la Douane, construído entre 1912 e 1916 (o prédio abrigou a antiga alfândega até o ano de 1971 e foi projetado por John Ostell, um dos arquitetos mais importantes da história de Montréal) e a Pont Jacques-Cartier (Ponte Jacques-Cartier), construída entre 1925 e 1930 e que cruza o rio São Lourenço e liga Montréal à costa sul do Québec (Longueuil).

Édifice de la Douane, construído entre 1912 e 1916. Imagem: Erik Pzado

Édifice de la Douane, construído entre 1912 e 1916. Imagem: Erik Pzado

Pont Jacques-Cartier (Ponte Jacques-Cartier), construída entre 1925 e 1930. Imagem: Erik Pzado

Pont Jacques-Cartier (Ponte Jacques-Cartier), construída entre 1925 e 1930. Imagem: Erik Pzado

As construções históricas (porém mais modernas de Montréal) ficam por conta do Habitat 67, erigido entre 1965 e 1967, e a Biosphère, erigida entre 1965 e 1967 para abrigar a Expo World’s fair de 1967. O Habitat 67 possui uma história curiosa. O conjunto foi projetado para oferecer habitações populares para os habitantes de Montréal, mas acabou se tornando um dos conjuntos mais caros da cidade pela sua localização e pela sua arquitetura. Acabou sendo “hype” e hoje é habitado por artistas e pessoas de poder aquisitivo mais alto. Com relação à Biosphère, localizada no Parc Jean-Drapeau, esta foi construída para a famosa Expo 67. A feira foi considerada uma das maiores feiras mundiais do século 20 e reuniu por volta de 50 milhões de visitantes vindos de 62 países. A construção, apesar de ter sofrido com a deterioração do tempo, permanece em Montréal como parte da memória deste evento histórico para a cidade.

Habitat 67, construído entre 1965 e 1967, o local foi projetado para oferecer habitações populares, mas acabou se tornando um dos conjuntos mais caros de Montréal. Imagem: Erik Pzado

Habitat 67, construído entre 1965 e 1967, o local foi projetado para oferecer habitações populares, mas acabou se tornando um dos conjuntos mais caros de Montréal. Imagem: Erik Pzado

Biosphère, construída entre 1965 e 1967 para The Expo World's fair de 1967. Imagem: Erik Pzado

Biosphère, construída entre 1965 e 1967 para The Expo World's fair de 1967. Imagem: Erik Pzado

Se você está visitando a cidade no esquema “um mapa na mão e pernas para andar”, sem guia turístico e sem participar de grupos, a visita ao Pointe-à-Callière pode funcionar como um ponto de partida para o seu tour independente. Lá, você pode ter uma visão geral dos pontos turísticos e assim melhor se situar no mapa e decidir para onde vai. De certa forma, essa noção espacial te ajudará a se situar melhor e a planejar os seus passeios de forma a aproveitar o tempo com mais sabedoria. #ficaadica 😉

Pracinha em frente ao Pointe-à-Callière, Montréal, Québec, Canadá. Imagem: Erik Pzado

Observações importantes: Por ser uma viagem internacional, é aconselhável fazer um seguro de viagem. Viajou para longe de casa, não deixe de fazer um seguro!

  • Outras informações:

– Endereço: 350 Place Royale, Corner of de la Commune Street, Old Montréal H2Y 3y5. Montréal, Québec, Canadá.

– Tel: (514) 872-9150

– Horário de Funcionamento: Terça à sexta (10:00 às 17:00 hs); Sábado e Domingo (11 às 17:00 hs).

– Site oficial: Pointe-à-Callière

Jana Calaça e Erik Pzado em Montréal. Imagem: Erik Pzado

Jana Calaça e Erik Pzado em Montréal. Imagem: Erik Pzado

  • Agradecimentos:

– À Comissão de Turismo Canadense (CTC) pelo convite para participar do Go Media 2011 em Edmonton, Alberta, e por nos proporcionar a linda e inesquecível viagem a Montréal;

– A Udo Simons, por acreditar em nosso trabalho e por todo o suporte que nos prestou antes e durante o evento;

– Aos amigos Márcio Nel Cimatti, Douglas “Doug” English, Kishore e Smita Iyengar, B.H. Kasinath, Zhang Jing, Linlin Sun, Roberta Miranda e Cristina Massari pela companhia e pelo riso partilhado.

  • Quer saber mais sobre o Canadá e sobre o Go Media 2011?

– Siga a hashtag do evento no Twitter: #GoMedia2011;

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