Não é mais novidade para ninguém, afinal está em todas as mídias, inclusive diversos blogs, mas o estado de Santa Catarina ainda carece de muita ajuda devido aos estragos causados pelas fortes chuvas que atingiram severamente o estado, colocando em situações de emergência cidades como Itajaí e Blumenau.
Conheço a gravidade da situação, principalmente a de Blumenau pois a empresa que trabalho (uma multinacional alemã) tem uma filial lá e nesses últimos recebemos informações nada agradáveis de que colegas de trabalho chegaram a perder todos os seus pertences, inclusive tendo gente que perdeu familiares. A própria filial da empresa foi interditada por causa dos estragos da chuva. Para saber mais notícias sobre o andamento da tragédia em Blumenau visite o blog Alles Blau.
Ajude Santa Catarina - Arte - Rodrigo Muller
Sendo assim o Jeguiando, apesar de não ser exatamente um blog saco roxo, une-se a iniciativa lançada por Guilherme Valadares do Papo de Homem, convocando todos os blogueiros para realizarem doações para tentar amenizar o sofrimento e ajudar com a reconstrução das casas das famílias atingidas.
Nós do Jeguiando (eu e Jana) nos sentimos na obrigação de nos juntar a essa campanha com uma doação de R$100, afinal de contas Santa Catarina, mais exatamente sua capital Florianopólis, já foi palco de nossas jeguiadas, onde fomos muito bem recebidos com toda cortesia dos manezinhos.
Recibo de Doação do Jeguiando - Clique para ampliar
Fica aqui o nosso apelo para você turista que já curtiu um verão em Floripa ou tomou todas na Oktober Fest de Blumenau, reflita o quanto o estado de Santa Catarina já lhe proporcionou e coce o bolso para dar uma força para essa gente que um dia te acolheu e hoje precisa de ajuda.
Se você está de malas prontas para Florianópolis e gosta de passeios, que envolvem visitas a monumentos históricos, museus e afins, conhecer o Museu Histórico de Santa Catarina pode ser perfeitamente inserido em seu roteiro.
(Imagem: Fábio Brito)
Inaugurado em 1979, o Museu foi transferido para o Palácio Cruz e Sousa, após transferência da sede governamental no ano de 1984 e guarda inclusive os restos mortais do próprio Cruz e Sousa.
(Imagem: Fábio Brito)
O Palácio resguarda o passado entre suas paredes através da memória plasmada em objetos de época, na preservação de vitrais e entalhes no teto e nas paredes.
(Imagem: Fábio Brito)
De uma mesa de banquete de madeira firme, emoldurada por um salão pontuado de vitrais belíssimos até uma jukebox antiga, caminhar pelo museu, que divide-se em dois pavimentos, é viajar silenciosamente pelo tempo. Objetos corriqueiros, detalhes cotidianos, que os anos transformam em objetos de arte e que trazem a memória de tempos passados, são encontrados pelos cômodos do palácio, que encontra-se em processo de restauração.
(Imagem: Fábio Brito)
O pavimento superior é onde se encontra a maior parte do Museu, mas é proibido o uso de câmeras fotográficas, devido à sensibilidade das peças. O Museu, como pontuei, é um local que vale a pena ser visitado, por tratar-se de uma opção interessante para quem tem inclinações pelo estudo da história do país. Se estiver a passeio em Floripa, arranje um tempinho e passe lá.
Endereço: O Museu situa-se na Praça XV de Novembro, 227. Telefone de contato: (0xx48) 3028-8091
Visitação e terça à sexta-feira das 10h às 18h e Sábado e Domingo das 10h às 16h.
Ingresso: Para visitantes: R$ 2,00 e para escolas a entrada é gratuita, desde que seja agendada com antecedência por telefone.
O Mercado Público de Florianópolis, localizado na Rua Conselheiro Mafra, 255, Centro, é um daqueles locais interessantes para se conhecer, caso decida passar uns dias em Floripa. É justamente nos lugares mais populares que se concentra as belezas. Escolha os lugares que têm haver com você e siga em frente. Eu particularmente me interesso pelas construções arquitetônicas e por lugares informais e aconchegantes.
(Imagem: Fábio Brito)
Segundo o site Guia de Floripa, “o prédio que hoje abriga o Mercado Público de Florianópolis foi construído em frente à Alfândega no ano de 1898, em substituição ao antigo mercado, o qual foi demolido em 1896 após 45 anos de funcionamento”.
(Imagem: Fábio Brito)
No Mercado Público, os visitantes encontram desde pequenos cafés, onde podem degustar doces acompanhados de chocolate quente ou de um cafezinho ou até bebericar uma cerveja com os amigos. Além de contar com as citadas estruturas, há diversos boxes que vendem desde frutas, legumes, verduras, doces, queijos, bebidas até frutos do mar, com preços bastante convidativos. Se tiver como, leve um recipiente de isopor para comprar camarão! Vale a pena!
(Imagem: Fábio Brito)
O Mercado, dividido em duas metades, ainda conta com lojas de sapatos e vestimentas. No vão entre as duas metades, são colocadas mesinhas de bar, que atendem aos clientes dos bares do Mercado.
(Imagem: Janaína Calaça)
O interessante é ir ao Mercado sem pressa para conhecer toda a área interna, visitar os boxes, caminhar pela construção e, por que não, registrar ainda imagens do lugar, pois vale a pena construir sua própria seqüência de postais, que são interessantes, mas não levam o toque pessoal e o olhar diferenciado. Cada pessoa vê uma cidade de olhos diferentes e de ângulos igualmente distintos.
(Imagem: Fábio Brito)
Horário de Funcionamento: As lojas ficam abertas de segunda à sexta-feira das 9h às 18h e sábados das 9h às 12h. Durante a semana, os bares ficam abertos até as 22h, aproximadamente. Aos sábados ficam até as 15h, em média. Não abre aos domingos.
Começou no dia 30 de abril e irá até o dia 10 de maio a VII Feira de rua do livro de Florianópolis e a I Feira Catarinense do Livro.
(Imagem: Fábio Brito)
A Feira foi montada ao lado do Mercado Público de Florianópolis e próximo à Alfândega. O evento, que conta com a participação de vários stands de livrarias da cidade de Florianópolis e do Estado de Santa Catarina, atrai os passantes, interessados na variedade reunida pelo evento.
(Imagem: Fábio Brito)
De stands voltados para literatura infantil à venda de bonecos para teatrinho, a Feira atrai crianças também pela presença de uma contadora de estórias, que traz, através da narrativa oral, as estórias que povoam as páginas dos livros infantis e estórias que passaram de geração em geração oralmente. A contadora resgata o ato tão comum há décadas atrás de reunir adultos e crianças para ouvir casos delineados pelas cores fortes da imaginação.
(Imagem: Fábio Brito)
Quem quiser visitar a Feira, ainda há tempo. Ficará ao lado do Mercado Público até o dia 10 de maio. Aproveite! E se gosta de livros em geral e quer dicas bacanas de como escolher bons livros, dicas de conservação e curiosidades, acesse o blog do Alessandro Martins e deixe o tempo e a correria um pouco de lado. Divirta-se!
Como prometemos no post anterior, fizemos uma cobertura alternativa da Parada da Diversidade 2008 em Florianópolis.
(Imagem: Fábio Brito)
A 3ª edição da Parada da Diversidade de Florianópolis, organizada pela AEGLBTS/SC (Associação de Empreendedores Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros e Simpatizantes de Santa Catarina), aconteceu no dia 3 de maio na Av. Beira-Mar Norte, tendo a orla da cidade como cenário.
(Imagem: Fábio Brito)
O evento, marcado para ter seu início às 14 horas, teve sua concentração realizada nas imediações do Kuxixos Beer e contou com a presença de trios elétricos, que animaram a festa.
(Imagem: Fábio Brito)
Florianópolis teve um fim de semana chuvoso e o mau tempo, no entanto, não atrapalhou a Parada a acontecer e nem as pressões externas para que o evento não fosse realizado na Av. Beira-Mar Norte. Apesar de ter seu horário de saída atrasado, depois de sua abertura a Parada da Diversidade prosseguiu pela avenida até o palco armado no início da orla, que daria continuidade à celebração.
(Imagem: Fábio Brito)
Um dos pontos interessantes a ser destacado foi a presença da Polícia Militar, executando o Hino Nacional, que reafirmou a legitimidade do evento e sua importância dentro das discussões relacionadas à homofobia e seus desdobramentos. A execução do hino, como momento simbólico, foi importante no que diz respeito à tentativa de inserir os homossexuais na imagem de um povo que não partilha apenas do mesmo solo, dos mesmos referenciais culturais, mas principalmente dos mesmos direitos.
(Imagem: Fábio Brito)
Durante todo o evento, foram distribuídos kits contendo camisinhas, incentivando o uso do preservativo na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da AIDS. A distribuição a todos os passantes, independente de sua orientação sexual, aponta principalmente para a questão de que a AIDS e as doenças sexualmente transmissíveis são uma preocupação de toda a população indiscriminadamente.
(Imagem: Fábio Brito)
A Casa da Diversidade montou uma banquinha e vários artigos foram vendidos, tais como camisetas, bandeiras, chaveiros, botons, tudo para quem quisesse levar um pouquinho do colorido para a casa.
(Imagem: Fábio Brito)
A bandeira do Brasil e a bandeira do Arco-Íris estiveram presentes na parada, novamente afirmando que estão e precisam estar unidas, já que os que levantam a bandeira do arco-íris são os mesmos que erguem a do país.
(Imagem: Fábio Brito)
Vários casais heterossexuais, simpatizantes com a causa, também participaram da Parada e levaram seus filhos. Vimos várias crianças inclusive ajudando a transportar a bandeira do arco-íris. A iniciativa destes pais, de apresentar aos filhos uma realidade que deve ser compreendida e respeitada, em vez de negada, foi muito interessante de se presenciar. Obviamente, casos como estes que vimos durante a Parada não são muito comuns, já que não é raro presenciar justamente o inverso: pais e mães ensinando aos filhos a negarem o que lhes parece diferente, desrespeitando o direito do outro à viver normalmente suas vidas.
(Imagem: Fábio Brito)
Não faltaram participantes fantasiados, que fizeram a alegria de quem passava. Apesar de ser um movimento de conscientização, a Parada não abre mão do humor, forma esta eleita para justamente se afastar de uma imagem reacionária. É um movimento de abertura, que abraça quem esteja disposto a ser abraçado.
(Imagem: Fábio Brito)
Em resumo, a 3ª edição da Parada da Diversidade foi um evento positivo, que reuniu não somente homossexuais, mas também simpatizantes da causa, em nome da tentativa não de um afrontamento social, mas de um diálogo que se dá entre o colorido e a música e que visa principalmente na leveza do evento se afastar da violência física e ideológica de que são vítimas. Parabéns à organização do evento, que luta principalmente pelo direito à voz contra as várias formas de silenciamento.
UPDATE: segue em primeira mão o clip da parada da diversidade.