Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

5º salão do turismo – Roteiros do Brasil: Impressões

Posted by Janaína Calaça On junho - 4 - 2010

Entre os dias 26 e 30 de maio de 2010, aconteceu, em São Paulo, o 5º Salão do Turismo: Roteiros do Brasil e o Jeguiando foi lá conferir o que rolou. O evento acontece com o intuito de mobilizar o turismo nacional, oferecendo ao visitante a possibilidade de transitar por diversos destinos até encontrar o que melhor se encaixa ao seu gosto e ao seu bolso. Estrategicamente realizado antes do período das férias, o salão provavelmente ajudou a muitos dos visitantes a decidir para onde ir este ano. Adorei a sacada das pistas no chão! Literalmente é um convite para colocarmos o pé na estrada!

5º Salão de Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

5º Salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

O salão é organizado pelo Governo Federal através do Ministério do Turismo e conta com a participação de expositores, que representam desde companhias áereas, passando por operadoras de turismo até artesãos, que aproveitam a oportunidade para apresentar o trabalho que desenvolvem em vários estados brasileiros.

VITRINE BRASIL

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

O Salão foi dividido da seguinte forma: feira de roteiros, vitrine Brasil, área de comercialização, núcleo de conhecimento e rodada de negócios. Na feira de roteiros, o visitante teria a oportunidade de conhecer, de forma panorâmica, um pouco de cada região brasileira, através de apresentações de grupos folclóricos, por exemplo.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

O espaço Vitrine Brasil (ilustrado nas fotos) foi um dos destaques do evento, contando com lojas de artesanato, onde eram vendidas peças produzidas em vários estados brasileiros, agrupados por regiões; com o espaço Saber Fazer, onde os visitantes assistiam à produção de peças artesanais e a manifestações culturais; com o Espaço Vivências, onde o visitante assistia a modelagens com barro, ao trabalho de tecelãs, entre outros; com o Mercado de Agricultura Familiar, onde eram vendidos produtos alimentícios e bebidas.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

O Vitrine Brasil ainda contou com o Espaço Talentos do Brasil, onde eram expostas e comercializadas peças de vestuário e acessórios; com uma área de Gastronomia, que montou um cardápio com pratos das regiões brasileiras e ainda contou com apresentações variadas, como cortejos, apresentações de violeiros e grupos de forró.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

Visitamos todos os stands de artesanato do salão e foi difícil não me emocionar em dois momentos: quando entrei no stand da Bahia e no de Pernambuco, onde estão fincadas as minhas raízes. Saudades do meu nordeste, tão representado pelas suas cores e pela sua leveza.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

5º salão do Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

ARTESANATO

Bailarinas. Imagem: Erik Pzado.

Bailarinas. Imagem: Erik Pzado.

Se há algo que me encanta é a confecção de peças de artesanato e hoje acredito que as pessoas estão voltando a valorizar este trabalho tão bacana e  minuncioso. Como citei anteriormente, foram montados stands representando todos os estados brasileiros e neles foram comercializadas várias peças, produzidas por artesãos locais.

Feira e acarajé. Imagem: Erik Pzado.

Feira e acarajé. Imagem: Erik Pzado.

Foram muitas peças, de esculturas a mobiles, de bolsas a tapetes. Feitas para todos os gostos, utilizando materiais diversos como barro, madeira, xita, palha, as peças, de variados preços e tamanhos, foram aos poucos deixando as prateleiras dos stands para enfeitarem as casas de vários visitantes do evento, que queriam levar para seus lares um pouquinho da pluralidade deste país tão rico em termos culturais.

Casinha de sapê. Imagem: Erik Pzado.

Casinha de sapê. Imagem: Erik Pzado.

Uma das peças, que realmente falou muito comigo, foi essa casinha de sapê, muito parecida com a casa de meus avós paternos, que hoje mora sozinha no meio do sertão pernambucano, próximo à Floresta do Navio. A porta, o fogão à lenha, o pote de água, através de uma peça tão pequena, feita por mãos habilidosas, viajei para longe, para lembranças de infância e pelas narrativas de meu pai. Linda, linda peça!

CENÁRIOS

Capela de Pirenópolis - Goiás. Imagem: Erik Pzado.

Capela de Pirenópolis - Goiás. Imagem: Erik Pzado.

Outro ponto a ser destacado, sem dúvidas, foi o cuidado da organização do evento no sentido de tentar realmente fazer o visitante ter a sensação de conhecer uma cidade ou uma região, através dos diversos cenários espalhados ao longo do salão. Apesar de não conhecer a cidade de  Pirenópolis, em Goiás, me encantei pela réplica de uma capela, que ficou com aquela carinha convidativa de praça de interior. Acho que fui atraída mesmo pelas bandeirolas, tão graciosamente instaladas em frente ao cenário.

Canoa e objetos de palha. Amazonas. Imagem: Erik Pzado.

Canoa e objetos de palha. Amazonas. Imagem: Erik Pzado.

Elementos que povoam o nosso imaginário foram escolhidos para ilustrar as particularidades de cada região. Do Amazonas, as canoas e cestas de palha foram escolhidas; do Rio Grande do Sul, cuias de chimarrão; do Rio de Janeiro, as calçadas de Copacabana; de Salvador, as fitas do Senhor do Bonfim. Para quem viajou para algum estado brasilieiro, os cenários ajudaram  a recordar a experiência. Para quem ainda planeja sua próxima viagem, foi uma oportunidade de conhecer alguns elementos e se ambientar. Ponto para o evento!

Aconchego. Imagem: Erik Pzado.

Aconchego. Imagem: Erik Pzado.

Além dos cenários, o salão também contou com a exposição de algumas maquetes, utilizadas também para ambientar o visitante aos destinos a serem escolhidos. Tudo foi direcionado no sentido de fazer o visitante querer viajar, querer conhecer outras paragens e, de preferência, sem sair do país.

Pinhão. Imagem: Erik Pzado.

Pinhão. Imagem: Erik Pzado.

O saldo do 5º Salão do Turismo: Roteiros do Brasil sem dúvidas foi positivo. Apesar de termos chegado à noite para a visitação, conseguimos aproveitar bastante a estrutura do evento e os detalhes que fizeram o diferencial. Iniciativa bacana, didática e atraente. Gostei! :) Até o próximo Salão, caros jeguiantes!

Janaína Calaça e Erik Pzado, Jeguiando no 5º Salão de Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

Janaína Calaça e Erik Pzado, Jeguiando no 5º Salão de Turismo: Roteiros do Brasil. Imagem: Erik Pzado.

Matéria: Janaína Calaça.
Fotos: Erik Pzado.

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Filmes que te fazem querer viajar – Deus é brasileiro

Posted by Janaína Calaça On março - 29 - 2010

Assim como criei uma série de posts sobre Livros e Viagens, inauguro hoje a série Filmes que te fazem querer viajar. Para este primeiro post, escolhi um filme nacional, baseado em um conto, extraído do livro Já podeis da pátria filhos, de um dos meus autores preferidos, o João Ubaldo Ribeiro. O conto se chama “O Santo que não acreditava em Deus” e foi levado ao cinema com o título Deus é brasileiro, tendo como diretor o Cacá Diegues.

Cartaz do filme Deus é Brasileiro

Cartaz do filme Deus é Brasileiro

O filme foi lançado em 2003 e é um dos meus xodós por razões diversas. A fotografia do filme é linda, a trilha sonora é agradável e é um caminho para conhecer o Nordeste em suas diversas nuances: suas belezas naturais, a religiosidade presente em vários povoados, costumes, entre outros pontos contemplados na película.

Deus e Taoca

Deus e Taoca

Para quem não conhece a adaptação, resumidamente o filme conta a história da busca de Deus (Antônio Fagundes) por um substituto para que possa tirar suas merecidas férias. Deus vem ao Brasil à procura de um homem que é conhecido pelas suas boas ações em relação à sociedade, mas acaba ganhando na viagem a companhia do malandro Taoca (Wagner Moura), que tenta convencê-lo que pode ocupar o lugar de santo e da Madá (Paloma Duarte), referência bíblica óbvia à Maria de Madalena, que desperta em Deus seu lado mais humano, que é o desejo.

Madá e Deus.

Madá e Deus.

Para onde Deus é Brasileiro me faz querer viajar?

Dentre as várias locações do filme, estão entre elas Tocantins, Alagoas, Rio de Janeiro e Pernambuco e é impagável a imagem do São Francisco.

Entre os prêmios e indicações que Deus é brasileiro recebeu estão: Troféu APCA de 2004 (Melhor ator: Wagner Moura); Grande Prêmio Cinema Brasil, indicado nas categorias de Melhor Som, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte, Festival de Cartagena 2004 (Colômbia), indicado na categoria de Melhor Filme. Fonte: Wikipedia.

Bom, espero que tenham gostado da dica e até a próxima!

Janaína Calaça.

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5º salão do turismo: Roteiros do Brasil

Posted by Janaína Calaça On março - 19 - 2010

Para quem se interessa pelo assunto, acontecerá, em São Paulo, o 5º salão de turismo: roteiros do Brasil. O evento está sendo organizado pelo Ministério do Turismo juntamente com o Governo Federal e visa apresentar roteiros turísticos nacionais para os participantes e ajudá-los a planejar suas próximas viagens, uma iniciativa que evidencia a necessidade de aquecer o turismo interno.

Aos interessados, o salão de turismo acontecerá no Anhembi entre os dias 26 a 30 de maio. Aprovitem, Jeguiantes!

Para maiores informações, acessem o site do evento.

Local: Parque Anhembi – Pavilhões Norte/Sul.
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana – São Paulo – SP – Brasil.

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Viajar: por dentro do país ou para fora?

Posted by Janaína Calaça On março - 18 - 2010

Não importa para onde viajamos, o importante é o deslocamento e a experiência que colhemos neste processo. Sim, realmente acredito nesta afirmação. Há pessoas que preferem viajar para fora, porque sentem apenas a experiência do deslocamento na diferença da língua. Há quem diga que viajar por dentro de seu país é como estar em uma casa e só mudar de cômodo. Não concordo. Apesar da aparente unidade linguística e cultural, é complicado acreditar que em um país como o Brasil, com um território tão vasto, exista realmente esta unidade. Por mais semelhanças e traços identitários que existam, viajar pelo Brasil é ainda uma experiência de deslocamento interessante e válida. Há sempre algo a descobrir.

Preferia estar em Olinda. Imagem: Jeguiando.

A questão que intitula o post é sempre levantada quando alguém começa a planejar uma viagem. Para onde ir? O que é mais proveitoso? Escolho um destino nacional ou um destino internacional? Volto a dizer que qualquer experiência em termos de viagem é proveitosa, contanto que estejamos abertos para isso. Há sempre o fetiche de que viajar para fora é mais interessante, mas buscar destinos nacionais é ter a oportunidade não só de conhecer mais a fundo o país onde vivemos, assim como contribuir com o aquecimento da economia da cidade a ser visitada e do próprio país consequentemente.

Tenho observado, como já pontuei no blog, que no metrô de São Paulo está sendo veiculada uma campanha, que visa aquecer o turismo interno. O “preferia estar” completo com a imagem de uma cidade brasileira atiça a curiosidade de um possível viajante, mas na hora de buscar por preços de passagens e hospedagem, a realidade nem sempre entra em sintonia com a proposta de aquecimento do turismo nacional. Outro dia estava conversando com Fábio sobre para onde viajar no próximo feriado. Ele estava buscando um destino para viajar com a namorada e acabou descobrindo que está mais barato, por exemplo, viajar para o Peru do que viajar pelo Brasil. Como incentivamos então o turismo interno se não há movimentação para que este projeto saia da campanha e ganhe relevância?

Preferia estar em Porto Alegre. Imagem: Jeguiando.

As passagens para destinos nacionais em época de feriadão disparam. Hospedagem no Brasil nem sempre cabe sem aperto no bolso, mas o “preferia estar” continua povoando o imaginário dos passageiros do metrô, sem que haja, efetivamente, um movimento mais intenso de viabilização do aquecimento do turismo nacional. Assim, o “preferia estar” em Salvador, no Rio, em Recife, em Natal, em Curitiba, acaba virando o “prefiro estar” onde meu orçamento consiga dar conta das despesas e, quando o viajante se depara com preços mais convidativos em relação a destinos internacionais, o dinheiro gasto dentro do território nacional acaba por ser empregado lá fora. Difícil aquecer o turismo interno deste jeito!

Hoje, eu “preferia estar” no Maranhão, mas pagar mais de R$ 1200,00 (ida e volta), podendo viajar por R$ 500,00 para um destino na América do Sul, deixa o viajante sem grande alternativas. Continuo desejando fortemente conhecer cidades brasileiras, principalmente as do Nordeste, por me atraírem tanto, mas por enquanto o “preferia estar” vira “prefiro viajar para onde posso pagar”.

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Livros e Viagens: As aventuras de uma pseudovirgem, da Iris Bahr

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 9 - 2010

É com  muito prazer que inauguro hoje a categoria Livros e Viagens. Resumidamente, essa categoria será dedicada a livros ficcionais ou autobiográficos (que também são ficcionais, já que a narrativa envolve criação), cuja temática principal seja viagem! Como alguém que, por diversas vezes, utilizou este recurso para poder conhecer outros ares, tentarei trazer dicas interessantes de livros que te fazem viajar ao lado dos personagens! A literatura, além de ter sido uma paixão nutrida ao longo da vida, foi o caminho profissional que escolhi, que me fez cursar Letras e sair da universidade com a formação em Estudos Literários. Apesar de ter me afastado por uns tempos de minha área, estou fazendo meu caminho de reencontro e resolvi começar  no Jeguiando esta caminhada. Mas vamos lá, que não temos tempo a perder! Logo, logo o trem sai!

Para inaugurar a categoria Livros e Viagens, falarei rapidamente do romance autobiográfico (?) da Iris Bahr, As aventuras de uma pseudo virgem. O livro conta as experiências insólitas (!) de Iris pela Ásia, depois que a personagem, aos 20 anos, cumpre o serviço militar obrigatório em Israel e decide colocar uma mochila nas costas para conhecer novas searas e, de quebra, ainda resolver suas questões sexuais. Freud adoraria ler este livro!!!

Em seu deslocamento através da Ásia, passando pela Tailândia e indo parar na Índia, a personagem sempre se enfiava em alguma situação esdrúxula, seja por viajar com criaturas malucas que encontrava pelo caminho, seja por se envolver com homens, que definitivamente sempre tinham como característica peculiar serem levemente problemáticos, como um que se apaixonou por sua bunda.

A personagem decide viajar, como muitos, com uma mochila nas costas e boa vontade para se meter em enrascadas. A viagem de Iris começa tendo como foco perder a virgindade de vez e de quebra ainda conhecer novas paisagens e as particularidades das culturas orientais, mas acaba, paralelamente, traçando uma viagem de auto-conhecimento, o que a faz amadurecer na trajetória.

O livro tem ótimaaaaaas passagens. Para quem não sabe, Iris Bahr é atriz e comediante e o livro é pontuado de várias passagens muito, muito divertidas mesmo e é o tipo de livro que é fiel à sua proposta: fazer o leitor viajar junto, mesmo sem sair do sofá, da cama ou de uma poltroninha confortável. A leitura é leve e vale a pena conhecer um pouco mais da dinâmica plural da Ásia através da narrativa da personagem-autora.

Bom, caros jeguiantes, espero que tenham gostado desta primeira dica do Livros e Viagens.

Até a próxima!

Beijão,

Jana.

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