Para quem quer fugir do cinza predominante da cidade de São Paulo, o Zoológico é uma boa dica. Sugiro a ida ao Zoológico nos fins de semana e de preferência sem pressa para voltar. Minha sugestão é: chegue pela manhã e saia antes das 17:00 horas, a hora em que o zoo fecha as portas. O espaço é grande, rodeado de verde e a impressão é de que não estamos na terra da garoa. É uma ilha urbana praticamente. No meio de toda a loucura, corre-corre, um lugar como este é refúgio para quem quer desacelerar.
(Zoo Tour. Imagem: Fábio Brito)
Há duas formas de se conhecer o zoológico: a pé e nestes simpáticos carros, perdidos no tempo. Para quem não quer se cansar, as jardineiras estão à serviço, mas acredito que o passeio vale muito mais a pena percorrido a pé, pois há como visitar os animais mais de perto, ver detalhes e é uma oportunidade de colocar um pouco do sedentarismo de lado.
(Pinguim. Imagem: Fábio Brito)
O Zoológico conta com uma variedade considerável de espécies preservadas, inclusive até muitas que encontram-se em extinção. É uma oportunidade de ver, de forma objetiva, o que o crescimento desenfreado das grandes cidades causou em termos de redução não só da fauna como da flora também. Placas espalhadas indicam os animais que correm risco de extinção ou que já estão em processo.
(Urso. Imagem: Janaína Calaça)
O verde é a cor predominante, é o descanso para os olhos cansados. Cada pedaço caminhado, cada canto, traz o verde como a cor que remete à natureza, ao ar puro, à biodiversidade. Flores, árvores antigas, arbustos, tudo se mistura montando uma paisagem que é pulsante em termos de vida. Se puder, leve sua camêra fotográfica e colha um pouco do colorido que o lugar reúne.
(Flores. Imagem: Janaína Calaça)
Durante todo o percurso, há áreas voltadas para piquenique, ou seja, quem quiser levar seu lanchinho de casa, pode fazê-lo sem medo. Apenas não esqueça de recolher o lixo e depositar nas latas específicas. Não jogue lixo no chão, seja de qualquer tipo: orgânico ou inorgânico.
(Habitat dos macacos. Imagem: Janaína Calaça)
Para quem prefere não levar o lanche de casa, há duas praças de alimentação localizadas na área central do zoológico. No entanto, faço uma ressalva tremenda a estas praças de alimentação. Só servem apenas fast food, não há opções saudáveis e a “comida” servida “bóia” em gordura. Se quiser comer algo saudavél leve sua própria comida, ou peça o que a girafa está comendo. Outro ponto negativo destes locais é a falta de estrutura em termos de mesas e cadeiras, que não acolhe a demanda de consumidores. As pessoas acabam se amontoando nas calçadas e jogando lixo pela área. É um ponto negativo do zôo, que infelizmente é bem gritante.
(Girafas. Imagem: Janaína Calaça)
Além das áreas de piquenique e praças de alimentação, o Zoológico conta com uma lojinha de lembrancinhas, ou seja, se você quiser levar uma réplica em pelúcia dos animais, fotos ou outro souvenir do local, é lá que é você encontra.
(Zoo Safari. Imagem: Janaína Calaça)
Outro serviço encontrado no Zoológico de São Paulo é o do Zoo Safari. Por uma quantia de 15 reais, se não me engano, há esta opção oferecida. Neste passeio, pegamos uma van, que circula por uma área razoavelmente extensa, onde os animais encontram-se soltos, mas de forma segura. Zebras, emas e uma variedade de animais ficam ao alcance maior dos olhos e outros até mesmo das mãos. Para quem busca um pouco mais de interatividade com os animais, fica esta dica.
(Zoo Safari. Imagem: Janaína Calaça)
De maneira geral, o passeio vale muito a pena. Para quem gosta de alternativas ecológicas, de contato com a natureza, de tranqüilidade e de beleza natural, é uma opção realmente válida. Faço apenas ressalvas em relação a alguns pontos, que considero negativos: falta de opções saudáveis nas praças de alimentação (a comida servida é de péssima qualidade), o transporte incluso no pacote vendido na estação Jabaquara, que dá direito à entrada e translado, não é muito seguro. Geralmente os guias ou o próprio motorista enchem um micro-ônibus até sua capacidade máxima ou acima até desta capacidade. As pessoas se espremem no ônibus a ponto de não haver espaço algum de circulação interna. É um ponto extremamente negativo, por menor que o trajeto seja. Por fim, o próprio valor cobrado, 12 reais para entrada de adultos, é caro, principalmente se levarmos em conta que trata-se de um passeio popular. Em uma cidade conhecida pelo alto custo de vida, o preço cobrado para entrada no Zoológico deveria ser ao menos mais barato, visto que em muitas cidades do Brasil, a entrada destes espaços é franca. Fora estes pontos, ainda assim vale se programar para passar um dia neste pedacinho verde, que dá vida a todo este cinza que se espalha absoluto por Sampa.
- Transporte:





- Preço:





- Estrutura:





- Diversão:





- Alimentação:





- Serviços:





- Média:





Como chegar ao Zoológico de São Paulo:
- Pegue o metrô até a estação Jabaquara;
- Dirija-se à Plataforma A do EMTU;
- Procure o balcão de venda do pacote Translado + entrada do Zoológico;
- Espere pelo translado e fique atento na volta. O último ônibus sai às 17:00 horas.
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