Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Passeios ao ar livre’ Category

Orla de Ipanema – Porto Alegre

Posted by Janaína Calaça On agosto - 5 - 2009

A cidade de Porto Alegre não tem mar, mas tem o Lago Guaíba!!! Particularmente, a viagem à capital gaúcha foi uma das mais divertidas e agradáveis que fizemos e tudo se deve à atmosfera da cidade, às particularidades e principalmente a lugares interessantes de se conhecer como a Orla de Ipanema, por exemplo. Às margens do Guaíba, a praia de Ipanema se estende por quase 3km, sendo um local voltado principalmente para passeios ao ar livre, incluindo caminhadas e ciclismo. Algumas pessoas também fazem uso das águas do lago para banho, mesmo (infelizmente) estando poluídas e impróprias para o lazer.

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Orla de Ipanema - Porto Alegre. Imagem: Jeguiando

A praia de Ipanema fica localizada na Zona Sul de Porto Alegre e é uma das grandes atrações turísticas da cidade, como também um ponto de encontro dos gaúchos, que se reúnem às margens do rio para tomar sua cuia de chimarrão. Pode fazer o calor que estiver fazendo… O sol pode estar escaldante, mas ainda assim vemos várias pessoas sentadas nos banquinhos ao longo da orla ou caminhando com uma cuia em mãos.

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Orla de Ipanema - Porto Alegre. Imagem: Jeguiando

Segundo verbete extraído da Wikipedia, “o Loteamento Balneário Ipanema foi aprovado pela prefeitura de Porto Alegre em 1938 com os nomes das ruas dado por Oswaldo Coufal e pelos seus sócios. Com a venda de terrenos, muitas famílias construíram suas casas de verão em Ipanema. O Rio de Janeiro foi a inspiração de Oswaldo Coufal ao dar nome às ruas e ao balneário local, que queria ver transformado em ponto turístico. Oswaldo Coufal adorava a capital fluminense e levava a família para passar férias no bairro da Urca”, daí a origem de uma Ipanema deslocada do Rio de Janeiro para Porto Alegre.

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Orla de Ipanema - Porto Alegre. Imagem: Jeguiando

Um dos pontos que me chamou a atenção, durante a rápida visita à orla de Ipanema, foram as imagens de Orixás encontradas ao longo da praia, que pontua, assim como em Salvador, um forte traço de sincretismo religioso. Automaticamente, me lembrei dos Orixás localizados no meio das águas do Dique do Tororó na capital Baiana.

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Orla de Ipanema - Porto Alegre. Imagem: Jeguiando

Quem estiver planejando passar uns dias em Porto Alegre, fica então a dica de visita às margens do Guaíba e  à orla de Ipanema. O bairro é essencialmente residencial, mas há vários restaurantes e bares nas redondezas. E se você já tomou o chimarrão, não custa levar sua cuia e partilhá-lo com os amigos entre uma conversa e outra. Ah… E entre um gole e outro, nada como dar uma espiadela comprida para a imensidão deste lago meio mar.

Popularity: 6%

Linha Turismo – Porto Alegre

Posted by Janaína Calaça On agosto - 3 - 2009

Para quem está planejando viajar para Porto Alegre e, como nós, não fechou pacotes turísticos e busca maneiras acessíveis e seguras de conhecer a cidade, sugerimos a Linha Turismo de Porto Alegre, projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Turismo da capital gaúcha, que oferece serviço de city tour a preços que cabem no bolso. A Linha Turismo oferece basicamente dois passeios: o Tour Tradicional e o Tour Zona Sul, que têm duração média de 90 minutos aproximadamente. O Tour Tradicional mostra “atrativos históricos e culturais das principais ruas por onde os porto-alegrenses transitam diariamente” e o Tour Zona Sul “apresenta em seu itinerário as principais paisagens naturais de Porto Alegre”. A única ressalva que faço é que, ao contrário da Linha Turismo de Curitiba, a de Porto Alegre não trabalha com o esquema de paradas. Todo o passeio é feito dentro do ônibus.

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Linha Turismo Porto Alegre. Imagem: Jeguiando

O roteiro Tradicional tem como principais atrativos o Parque da Redenção, o Parque Moinhos de Vento, a antiga Cervejaria Bopp, a Santa Casa de Misericórdia, a Praça da Matriz, a Praça da Alfândega, o Paço Municipal, o Mercado Público, a Usina do Gasômetro, o Anfiteatro Pôr-do-Sol, o Estádio Gigante da Beira-Rio, a Fundação Iberê Camargo, o Estádio Olímpico Monumental e o Museu de Porto Alegre.

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Jegueton e a Secretaria Municipal de Turismo.Imagem: Jeguiando

Já o roteiro Zona Sul tem como principais atrativos o Caminho dos Antiquários, a Orla Lago Guaíba, o Parque Harmonia, o Anfiteatro Pôr-do-sol, o Parque Marinha do Brasil, o Estádio Gigante da Beira-Rio, a Fundação Iberê Camargo, o Hipódromo do Cristal, os Clubes Naúticos, o Morro do Osso, a Praia de Ipanema, o Santuário Mãe de Deus, o o Estádio Olímpico Monumental e o Museu de Porto Alegre.

O valor médio dos passeios variam entre R$ 8,00 a R$ 10,00 e estes acontecem de terça a domingo. Os horários disponíveis são os seguintes:

  • Tour tradicional no inverno: 9h/10h30/15h.
  • Tour tradicional no verão: 9h/10h30/18h.
  • Tour zona sul no inverno: 13h30/16h30.
  • Tour zona sul no verão: 14h/16h.

Para quem se interessou pela dica da Linha Turismo, seguem os dados adicionais:

  • Onde devo pegar o ônibus? O terminal fica na Travessa do Carmo, 84. Cidade Baixa. Porto Alegre, RS.
  • Telefones de contato: (51) 3212 – 1628/ (51)3212 – 3464.
  • Site oficial: www.portoalegre.rs.gov.br/turismo
  • E-mail: reservas@turismo.prefpoa.com.br

Avaliação:

Preço: ★★★★★

Eficiência: ★★★★★

Flexibilidade: ★★☆☆☆

Conforto: ★★★☆☆

Média: ★★★★☆

Popularity: 4%

Praia de Boa Viagem – Recife (Pernambuco)

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 30 - 2009

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Tão óbvio como cantar La Belle de Jour, do Alceu Valença, quando pisamos em Boa Viagem, assim é conhecer a praia quando chegamos à cidade de Recife. Apesar da praia de Boa Viagem ser um clichê turístico, ainda assim vale a pena sentar à beira de suas águas e deixar o vento arrastar as horas, quem sabe, “na tarde de um domingo azul… La Belle de Jour”.

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Boa Viagem é, sem dúvida, a praia mais conhecida de Recife e povoa o imaginário de todo viajante. “Ainda me banho naquelas águas…” Sempre ouço alguém dizer esta frase. Com o azul, que se confunde ao horizonte, e suas ondas, a praia também atrai tanto os surfistas nativos como viajantes, que acabam por alimentar outro grande clichê: os ataques de tubarões. Infelizmente não fotografei as placas, presentes ao longo da praia, que avisam sobre o perigo de se banhar ou surfar nas águas de Boa Viagem. Pra lá dos recifes de corais, dentes afiados residem, diz a placa, mas os moradores falam que o povo exagera… Que culpa mesmo é dos surfistas que vão chatear os bichanos.

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

A orla de Boa Viagem é pontuada de barraquinhas, que vendem coco gelado (caro, mas na hora da sede ninguém pensa no bolso) e é limitada pelas praias do Pina e da Piedade. O que mais vemos são pessoas fazendo suas caminhadas diárias, partindo de um ponto a outro, tendo a praia como percurso certo. Além das caminhadas, nativos e turistas ainda podem aproveitar as ciclovias para dar suas pedaladas. O melhor de tudo é ter, tão perto dos olhos, mar de águas tão lindas como companhia nas andanças ou nos outros tantos exercícios possíveis de se fazer na orla.

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Assim como as praias de Maceió, Recife também possui piscinas naturais, que aparecem quando a maré baixa, permitindo inclusive que os banhistas possam caminhar pelos mesmos ou se banhar calmamente, até que a maré volte a encher e tudo fique novamente submerso. O ideal é que o viajante procure saber em quais horas do dia ocorre a maré baixa, para que possa ter acesso às piscinas e aproveitar melhor o que Boa Viagem pode oferecer, sem deixar, é claro, de levar em conta que trata-se de uma praia em que todo cuidado é pouco em relação aos habitantes dos recifes de corais. Na dúvida, o melhor é molhar os pés e se contentar com a linda paisagem. Não deixe, no entanto, de acrescentar a praia de Boa Viagem à lista de lugares que um dia você gostaria de conhecer.

Popularity: 7%

Recife Antigo – Recife (Pernambuco)

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 28 - 2009

Hoje vamos falar um pouco sobre o Recife Antigo, ou simplesmente Recife, localizado na cidade homônima de Recife, em Pernambuco. O bairro reúne pontos que correspondem ao Centro Histórico da cidade. É lá onde estão localizadas as edificações mais antigas, que reúnem inclusive a memória da breve invasão holandesa.

Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

O centro histórico passou e ainda passa por uma série de processos de revitalização. Enquanto caminhávamos pelas ruas do bairro, notamos que muitas edificações antigas estão passando por reformas, ou para manter sua estrutura para visitação pública ou para abrigar empreendimentos, visando sua maior conservação, como no caso do shopping center  Paço Alfândega, onde antigamente funcionava um convento, fundado em 1720. O convento, tombado como Patrimônio Histórico, hoje abriga um shopping center destinado às classes de poder aquisitivo alto. Pobres mortais só conseguem comprar uma água por lá, mas vale a visitação.

Área interna do Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

Área interna do Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

A estrutura foi preservada, como as paredes originais, que aparecem desnudas, compondo esta fusão de passado e presente, que recorta já o imaginário da própria cidade.

Rua do Recife Antigo. Foto: Jeguiando

Rua do Recife Antigo. Foto: Jeguiando

A caminhada pelas ruas do Recife Antigo é  pontuada pela visão de antigos casarões, de estilo colonial. Edificações firmes, janelas amplas, portas pesadas, tudo remete aos antigos casarões que abrigavam as famílias abastadas da cidade, assim como os antigos centros de poder.

Ponte Maurício de Nassau. Foto: Jeguiando

Ponte Maurício de Nassau. Foto: Jeguiando

Mais adiante, encontramos a Ponte Maurício de Nassau, fundada no ano de 1643. A ponte é considerada a mais antiga da América Latina e liga os bairros do Recife ao de Santo Antônio. Ao longo de suas reformas, a mesma recebeu algumas nomenclaturas. Foi fundada como a Ponte do Recife, construída em madeira, depois levou o nome de Ponte Sete de Setembro, até que por fim é conhecida hoje como Ponte Maurício de Nassau.

Porto do Recife e em foco escultura de Francisco Brennand. Foto: Jeguiando

Porto do Recife e em foco escultura de Francisco Brennand. Foto: Jeguiando

Caminhando em direção à orla do Recife antigo, encontraremos o Porto do Recife, que está ativo ainda. O porto localiza-se às margens dos rios Capibaribe e Beberibe, que desaguam no Oceano Atlântico. O que mais chama a atenção no porto são as esculturas de Francisco Brennand, artista plástico natural de Recife. O trabalho de Brennand em cerâmica já povoa o imaginário dos nativos e daqueles que visitam a cidade. A Oficina de Brennad funciona na capital pernambucana e é lá onde está reunida a maior parte de seu acervo. Quer conhecer a Oficina de Brennand?  Acesse o seu site e dê uma olhada nas peças fantásticas do artista.

Antiga Bolsa de Valores. Foto: Jeguiando

Antiga Bolsa de Valores. Foto: Jeguiando

Ainda da orla, avistamos prédios como o da antiga Bolsa de Valores de Pernambuco, que já não mais desempenha sua função. O prédio está sendo, como mostra a fotografia, revitalizado e abriga atualmente o Centro Cultural da Caixa.

Sinagoga Kahar Zur Israel. Foto: Jeguiando

Sinagoga Kahar Zur Israel. Foto: Jeguiando

Caminhando da orla pelas ruas paralelas, entramos na antiga Rua dos Judeus e hoje Rua do Bom Jesus. Lá encontramos a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, instalada durante domínio holandês e desativada depois da expulsão dos holandeses. Hoje a sinagoga encontra-se restaurada e abriga a memória da sociedade judaíca de Pernambuco.

Transição esquisita... Foto: Jeguiando

Transição esquisita... Foto: Jeguiando

Enquanto caminhávamos pela rua, que abriga a sinagoga, nos deparamos com esta plaquinha, mostrando a transição ocorrida naquela porção da cidade. Transição esta suavizada por uma placa, mas que figura como um processo de tentativa de apagamento de uma cultura em relação à outra. De antiga Rua dos Judeus à Rua do Bom Jesus, as tentativas de apagamento e supressão ficam visíveis em uma inofensiva plaquinha, pregada na parede de um casarão.

Torre Malakoff. Foto: Jeguiando

Torre Malakoff. Foto: Jeguiando

Saindo da Rua do Bom Jesus, nos deparamos mais adiante com a Torre Malakoff, construída no século XIX, na Época da Guerra da Criméia. A torre já sofreu com abandono, mas hoje, revitalizada, funciona como espaço de disseminação da cultura pernambucana.

Ê boi, ê boi... Foto: Jeguiando

Ê boi, ê boi... Foto: Jeguiando

Espero que tenha sido útil este breve (breve mesmo) passeio pelo Recife Antigo. Nada substitui, no entanto, as caminhadas reais, os pés no chão, o sol na cabeça, o vento no rosto, as cores nos olhos. O Recife Antigo é singular na sua pluralidade de pontos e de histórias, que se entrecruzam. Cada ponto do bairro é parte da história da cidade, de seus movimentos de resistência e de expansão. De passagem à Recife, coloque na sua listinha de prioridades… Conhecer o bairro do Recife! Até mais!

Fonte de Pesquisa: Wikipedia

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Centro Histórico de Olinda – Pernambuco

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 21 - 2009
Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Olinda poderia muito bem vir acompanhada de exclamações. Seria algo assim como “Ó, linda!!!!”. Lindas ruas, casarões coloridos, vista que encanta. Do alto de Olinda, o Recife se abre como poesia.

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Visitamos Olinda em um fim de semana apertado. Pegamos o ônibus de Floresta, alto sertão pernambucano, e chegamos em Recife. Tiramos o sábado para Recife e o domingo para Olinda.

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Como o tempo era curto, visitamos apenas o Centro Histórico de Olinda, que foi declarado patrimônio mundial pela UNESCO. Assim como o Pelourinho em Salvador e San Telmo em Buenos Aires, o Centro Histórico preservou características do período pós colonial, principalmente as referentes à reconstrução do lugar após a invasão holandesa, que ocorreu por volta do século XVI. Como, após a invasão holandesa, Olinda sofreu um processo de paralisia no seu processo de desenvolvimento, não ocorreram grandes mudanças em sua arquitetura, o que permitiu que seus casarões chegassem aos nossos olhos nos dias de hoje. Olinda é o encontro do passado e do presente através de suas ruas, casarões e ladeiras. Para caminhar por Olinda, é preciso ter disposição para subir e descer estas ruas-morros, afinal a mesma foi construída em terreno extremamente irregular.

Ladeira da Misericórdia - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Ladeira da Misericórdia - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Ao chegarmos no topo do centro histórico, depois de uma subida simpática, encontramos a Sé e um dos panoramas mais interessantes de Recife visto de lá. No alto de Olinda, não só enxergamos o restante do município, assim como uma grande parte da cidade de Recife, principalmente a porção correspondente ao Recife antigo. Linda paisagem, ventinho bom no rosto… Mas o sol não alisa!

Vista do Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Vista do Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

No alto de Olinda, também acontece uma feira de artesanato bacana, onde os nativos expõem trabalhos de artistas locais, assim como seus próprios trabalhos. Objetos de barro, telas que trazem o olhar nativo da cidade, quadros com frases engraçadinhas, enfim, há de tudo. Além de artesanato, são vendidos também os beijus de tapioca, ou simplesmente tapioca, que são feitos na hora e recheados geralmente com carne seca e queijo coalho.

Artigo da feira de artesanato - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguindo.

Artigo da feira de artesanato - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguindo.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção na cidade  foi a presença maçica de Ateliers, que reflete a preocupação não só da cidade de Recife, como de Olinda também, com a cultura nativa. Há um incentivo grande em valorizar a arte local, traduzida não somente na presença dos ateliers, mas na preservação de tradições, como a própria configuração das casas e do carnaval olindense.

Casarões - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Casarões - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Falando em carnaval, visitamos a cidade justamente no dia em que estava rolando ensaio para a festa. Semanas antes do carnaval, acontecem estes prelúdios, diria assim, aos domingos em Olinda. No fim da tarde, saem pelas ruas alguns bonecos gigantes aos som do frevo e do maracatu, que são dançados freneticamente por dançarinas e dançarinos nas ruas íngremes do centro histórico. As ruas, então, já tão coloridas pelos casarões, ganham ainda mais cores e as canções completam a ludicidade do quadro para quem acompanha a festa.

Bonecos gigantes, Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Bonecos gigantes, Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Falando em casarões, há um fato bem interessante a ser comentado sobre os mesmos. Por volta dos séculos XVI e XVII, os casarões não possuíam numeração para identificá-los, mas sim cores. Cada casa tinha suas combinações de cores específicas e assim eram identificadas.

Casarões de Olinda, Centro Histórico. Foto: Jeguiando

Casarões de Olinda, Centro Histórico. Foto: Jeguiando

Passeando por lá, você ainda encontrará os seguintes pontos turísticos, que fazem parte da memória da cidade e da visível influência religiosa em sua dinâmica:  a Igreja de Nossa Senhora das Neves,  a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Catedral de Olinda, o Mosteiro de São Bento e o Convento de São Francisco.

Jegue-Tón e a vista do alto de Olinda. Foto: Jeguiando

Jegue-Tón e a vista do alto de Olinda. Foto: Jeguiando

Espero que tenham aproveitado este breve panorama sobre o Centro Histórico de Olinda e que o mesmo sirva de estímulo para que mais tarde vocês possam amarrar seu jeguinho por lá, porque vale realmente a pena!

Jegue-Tón dançando frevo. Foto: Jeguiando.

Jegue-Tón dançando frevo. Foto: Jeguiando.

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