Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Natureza’ Category

Vila de Paranapiacaba – Santo André/SP

Posted by Jana On janeiro - 18 - 2010

Conhecer a Vila de Paranapiacaba, que significa em tupi-guarani “lugar de onde se avista o mar”, é um exemplo de como é possível viajar sem gastar muito e ter uma experiência para guardar e recordar. Obviamente, o passeio fica barato para quem vive em São Paulo ou no ABC, mas este post na verdade é um convite ao leitor a tentar descobrir, próximo à sua cidade, algum lugarzinho interessante de visitar como assim o fiz, morando em São Paulo. Neste fim de semana descobri, através da indicação de uma grande amiga, a Natalina Costa (a quem agradeço a companhia), este encanto de vila, situada em Santo André, no ABC Paulista.

Paranapiacaba. Santo André/SP. Imagem: Jeguiando.

Viajar para mim independe da distância percorrida, mas sim da sensação de “estar em outro lugar”, de ter a oportunidade de conhecer outras paisagens. Para chegar em Paranapiacaba, peguei metrô, trem e um ônibus metropolitano, comum. Foi um pouco mais de uma hora e vinte de viagem, que me proporcionou um fim de semana agradável, tranquilo, fotos e recordações interessantes.

Locobreque de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

A Vila de Paranapiacaba, que trata-se de um distrito do município de Santo André, é um museu a céu aberto. Sim, literalmente um museu. A vila foi tombada como patrimônio histórico pela sua importância na economia do Brasil no século XIX e conserva algumas características da época em que funcionava a todo vapor (com todos os trocadilhos possíveis!).

Locobreque de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

Segundo verbete extraído da Wikipedia, Paranapiacaba “surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway – estrada de ferro que possibilitava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos, e vice-versa (…)”.  “A São Paulo Railway inaugurou sua linha férrea em 1º de janeiro de 1867. Ela primeiramente serviu como transporte de passageiros de Santos a São Paulo e Jundiaí (última estação); também serviu como escoamento da produção de café da província paulista para o porto de Santos. Em 1874, é inaugurada a Estação do Alto da Serra, que mais tarde seria denominada Paranapiacaba”.

Vila de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

A vila é dividida em Parte Alta e Parte Baixa, que corresponde a uma espécie de pequeno vale. Não há hotéis em Paranapiacaba, somente pequenas pousadas. Natalina e eu, enquanto escolhíamos onde ficar, acabamos optando por uma pousada localizada na parte alta da, que fica próxima ao ponto de ônibus, a Pousada da Casa Roxa, administrada pelo Álvaro e pela Margarete, que transformaram sua casa em um hostel simples, mas daqueles em que você se sente bem à vontade. O ponto positivo desta pousada, além da simpatia e receptividade dos seus anfitriões, é a vista privilegiada da vila. A casa é quase um mirante e de lá consegui tirar fotos panorâmicas e ter o prazer de jogar um baralhinho no final do dia, presenciando a neblina descer sinuosa e cobrir a vila. Linda cena! Ah! E o bolo de fubá do seu Álvaro também vale a pena a visita!

Trem antigo. Imagem: Jeguiando.

Paranapiacaba parece ter parado no tempo, lá nos fins do século XIX, inícios do século XX. As casas, construídas para abrigar os ferroviários e suas famílias, permanecem, muitas delas, com suas características originais. Caminhar pelas ruas é caminhar através do tempo. Muitas dessas casas são habitadas, são residências dos moradores da vila. Outras foram transformadas em ateliês de arte ou pequenos restaurantes, que atendem à população e aos turistas. Como a frequência de turistas é bem variável, os horários dos estabelecimentos, que servem refeições, também variam muito, logo é preciso caminhar um pouco e procurar  onde é possível fazer uma refeição, que quase sempre é caseira, mas bem preparada. Há vários cafés e restaurantes, mas poucos funcionam efetivamente em um horário regular.

Antiga casa em ruínas. Imagem: Jeguiando.

A atração principal da vila é, sem dúvidas, a ferrovia com seu trenzinho que ainda funciona, mas não para fins comerciais. O trem hoje é operado apenas para fins turísticos. Por R$ 5,00 é possível fazer o passeio de 10 minutos. O passeio não é longo, mas vale para conhecer o interior do vagão, a sensação do movimento, os apitos e tudo mais a que se tem direito. O projeto é tocado por voluntários e o ingresso cobrado é o que mantém o trem funcionando.

Trenzinho. Passeio turístico pela vila. Imagem: Jeguiando.

Além do trem, datado de 1814, se não me engano, há uma réṕlica que roda a vila, só que em cima de rodas e não de trilhos. Para passear no trenzinho de mentirinha, o visitante deve se dirigir à Rua Direita. Não tem como errar. Ele está lá paradinho, amarelo e reluzente para fazer a festa de quem visita Paranapiacaba.

Clube União Lira Serrano. Imagem: Jeguiando.

Além das casas dos ferroviários e dos passeios de trenzinho, o visitante pode ainda ter acesso a vários pequenos museus, espalhados ao longo da vila, como o Museu do Funicular, que é uma espécie de casa de máquinas; o Museu do Castelo, ou Castelinho, localizado no alto da colina e antiga moradia do engenheiro-chefe, que de lá fiscaliza o trabalho dos ferroviários; o Clube União Lira Serrano, onde aconteciam exibições de cinema mudo. Além desses pontos turísticos, há ainda o Antigo Mercado e o Pau da Missa.

Utensílios domésticos. Imagem: Jeguiando.

A vila recebe geralmente visitantes de regiões próximas ou ecoturistas, acostumados a enfrentar trilhas árduas para descansar e relaxar em cachoeiras e piscinas naturais. Há vários monitores que trabalham na vila organizando as trilhas e acompanhando os turistas para dar-lhes segurança. Além de seu apelo ecológico, a vila também se tornou ponto de encontro de esotéricos, bruxos e Xamãs. Se não me engano, já rolaram alguns eventos, como encontro de bruxas, na vila.

Paranapiacaba. Santo André/SP. Imagem: Jeguiando.

Bom, queridos Jeguiantes, deixo então a vocês a dica deste simpático distrito de Santo André, que muito me encantou. Tenho planos de voltar lá quando puder, pela acessibilidade da viagem em termos de custo e, principalmente, pela tranquilidade, paz e aconchego que este deslocamento me proporcionou. Aos paulistanos, acostumados ao ritmo acelerado da cidade, uma ressalva: visitar a Vila requer paciência com o ritmo do lugar. Nada de correria, nem de lugares abertos 24 horas. É uma oportunidade de perceber que há sim outras formas possíveis de viver, sem tanta parafernália, sem tanta pressa e que ainda assim funciona e muito! Agora, agradeço à minha companheira nesta viagem, Natalina, pela companhia agradável, pelas partidas de baralho, pelo bate papo e por ter me apresentado este lugar tão bacana. Obrigada, minha querida!

Eu e Nathy em Paranapiacaba!

Informações Gerais:

Onde fica? Distrito do município de Santo André, São Paulo.

Como chegar? Acessem o site do Wikipedia e lá tem tudo detalhado para o visitante.

Onde se hospedar? Pousadas. Fiquei na Pousada da Casa Roxa, na Parte Alta da Vila.

Quer conhecer um pouco mais, acesse os sites dedicados à Paranapiacaba!

Paranapiacaba Ecoturismo

Guia Paranapiacaba

Popularity: 6%

Xcaret – México – Parte I

Posted by Jana On outubro - 20 - 2009

Caros jeguiantes,  hoje falaremos um pouco sobre o Xcaret, um dos ecoparques localizados em Cancún, a 70 km da zona hoteleira, que tivemos a oportunidade de conhecer em nossa viagem ao México à convite da Royal Holiday. Cancún é um destino de beleza esculpida, digamos assim. As belezas naturais foram devidamente trabalhadas para encher os olhos. Retoque estético, diria assim, mas é um destino agradável e a cor daquele mar é sem dúvidas argumento suficiente para colocar o destino nos planos. Além das águas indecentemente azuis, Cancún conta com uma estrutura de lazer variada, como o Jungle Tour, de que falamos, mergulho com tanque, passeio em pequenos submarinos, restaurantes variados e os ecoparques. Para quem curte ecoturismo, obviamente um ecoparque não chama a atenção, justamente pelo toque cenográfico, mas ainda assim é uma opção interessante para famílias, que queiram passar um dia diferente com opções que agradem a todos. Como as atrações são variadas, dividirei este post em partes. Nesta primeira etapa, falarei das atrações inclusas no pacote básico e no Xcaret Plus e das atividades que realizamos durante o dia e no próximo post me dedicarei ao Espetáculo que acontece à noite.

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Praia em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

O slogan do Xcaret é “Um dia não é o suficiente” e realmente faz sentido. É um slogan honesto, diria. Devido à variedade de atrações, o visitante acaba saindo do parque com a sensação de que não aproveitou nem metade do que poderia ter aproveitado, tanto que o Xcaret oferece aos visitantes a opção de pagar metade do valor do ingresso no segundo dia.

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Fábio, seu bigode tosco e eu fazendo flutuação e snorkeling. Imagem: Jeguiando.

As opções de preço são variadas. O plano básico de admissão custa 69,00 dólares para adultos e para crianças 34,50 dólares, mas acredito que não valha muito a pena, já que o visitante acaba tendo que alugar todos os equipamentos, como toalhas, óculos e snorkel, nadadeiras, entre outros, para poder participar das atividades. O Xcaret Plus custa 99 doláres para adultos e 49,50 dólares para crianças e inclui almoço em um dos restaurantes do parque, 2 bebidas como água e refrigerante e equipamentos.

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Restaurante La Cocina. Imagem: Jeguiando.

Há atrações inclusas no pacote e há as atrações oferecidas fora do pacote. Além de poder caminhar por toda a área do parque, observar a flora e poder ver de perto alguns animais e as ruínas Maias, o visitante pode ainda fazer flutuação no rio com snorkel, atividade que tive a oportunidade de fazer juntamente com Fábio e a turma de blogueiros que viajou conosco. Algumas atrações acontecem também em momentos específicos do dia, como o Jogo de Pelota (bola) Pré-Hispânico e a apresentação dos Voladores de Papantla, de Veracruz.

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Restaurante La Cocina. Imagem: Jeguiando.

Como disse, o visitante tem direito à uma refeição em um dos restaurantes do parque. Escolhemos almoçar no La Cocina, dedicado à gastronomia mexicana. O buffet é farto. As opções de pratos quentes, frios e sobremesas são múltiplas e dá para experimentar um pouco de cada. Como Cancún é um destino frequentado principalmente por americanos, obviamente a gastronomia em um parque como esse é adaptado ao paladar do turista, logo a pimenta, tão presente na cozinha mexicana, é amenizada nos pratos e geralmente servida à parte e não utilizada na preparação. Dentre as outras opções de restaurantes, há o Dos Playas, o La Península, o La Laguna, o La Orquidea, o La Lisla, o La Caleta, El Manglar, o Comida Rápida, o Gran Tlachco e o Bar en las Rocas. A variedade grande de restaurantes visa não só comportar o volume grande de visitantes como também dar opções àqueles que apreciam frutos do mar, por exemplo.

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Voladores de Paplanta. Imagem: Jeguiando.

Depois que almoçamos no La Cocina, assistimos ao show dos Voladores de Papantla. Lindo show por sinal. No alto desta espécie de mastro, os voladores, presos em cordas, vão descendo até o chão à medida que o carretel é desenrolado. Por fim, no chão, os quatro voladores seguram a corda e esperam o último artista descer e fazer pequenas acrobacias no ar. Já em terra, o espetáculo continua. O grupo faz uma dança (não sei de da chuva ou algo assim) e termina o espetáculo girando neste instrumento visto logo abaixo, que realmente não sei como se chama. Lindo espetáculo!

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Voladores de Paplanta. Imagem: Jeguiando.

Depois da apresentação, Fábio e eu fomos visitar as ruínas Maias, localizadas na área do parque. Obviamente não são grandiosas como as localizadas em Tulum, por exemplo, mas dá um gostinho e desperta a vontade de realmente, em uma outra oportunidade de viagem, visitar as grandes ruínas.

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Ruínas Maias em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

É emocionante imaginar que há séculos, funcionava um centro comercial neste espaço, que hoje se apresenta em ruínas.

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Ruínas Maias em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Fizemos várias fotos, mas como o post não pode virar um tratado, tentamos trazer as ruínas maiores localizadas na área de Xcaret.

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Ruínas Maias em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Além das ruínas, visitamos o aquário do Xcaret, os tanques com as gigantescas tartarugas e ainda arraias. A proposta do aquário é não só promover um momento educativo e interativo para visitantes, como também apresentar uma pequena mostragem da riqueza marinha da região. Neste ponto, gostei da proposta do Parque.

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Aquário de Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Se há algo em que realmente acredito é que assimilamos muito mais um conhecimento quando estamos relaxados e consequentemente mais receptivos. A interação com a natureza, com os animais, com a flora, cria vínculos que em uma sala de aula, em um espaço de educação formal, se torna mais difícil estabelecer.

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Arraias. Imagem: Jeguiando.

O nível de interação é tão grande que há opções de atividades como nado com alguns animais, só que este tipo de atividade não vem inclusa nos pacotes básicos. Quando o visitante chega ao Xcaret, há guichês que oferecem os passeios, como nado com tubarões, nado com golfinhos e o Sea Trek, em que você caminha em uma espécie de escafandro e ver de pertinho peixes, tartarugas, etc. Fábio, Lucia Malla, Pedro, Sheila e eu optamos por fazer o nado com tubarões e foi uma experiência gostosa. Nadamos com Tubarões-lixa, muito dóceis. Tivemos uma aula antes de como nos portar com os animais e por fim assistimos uma aula sobre preservação e sobre a situação em que se encontram os tubarões, devido à pesca predatória. Proposta realmente interessante!

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Tubarão-lixa. Imagem: Jeguiando.

Bom, para finalizar este primeiro post sobre o Xcaret, deixo vocês com as imagens da praia do parque e das piscinas naturais. Como disse no início do post, como o parque tem muitas atividades, que acho realmente interessantes de serem pontuadas, resolvi dividir o post em duas ou três partes. Este primeiro foi dedicado especificamente a falar muito brevemente sobre as atrações e sobre a estrutura do parque. No próximo ou nos próximos posts, falarei dos espetáculos que rolam por lá. Aguardem!

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Piscinas naturais. Imagem: Jeguiando.

Para maiores informações, acessem o site do Xcaret.

Horário de Funcionamento: 8:30h às 22:00 horas. Aberto todos oss dias do ano.

Endereço: Está localizado a 56 km ao sul do Aeroporto Internacional de Cancún e a 6 km da Playa del Carmen na Riviera Maia.

Telefones de contato: Em Cancún: (998) 883-3143. Na Riviera Maia: (984) 206 – 0038.

Popularity: 7%

Museu de Arte da Pampulha – BH/Minas Gerais

Posted by Jana On outubro - 13 - 2009

Um dos principais cartões postais de Belo Horizonte é sem dúvidas o Museu de Arte da Pampulha, conhecido antigamente como Cassino da Pampulha. O Museu é um dos projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer, encomendado na década de 40, no tempo que Juscelino Kubitscheck foi prefeito de BH. O museu, segundo verbete extraído da Wikipedia, “faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se complementa com a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile da Pampulha e o Iate Clube. Foi o primeiro prédio do conjunto a ser construído”. Infelizmente, do conjunto arquitetônico só conseguimos visitar o museu, porque, como citei nos posts anteriores, minha viagem para Minas foi pontuada por uma gripe chata, febre e sono. Não foi a viagem dos sonhos, mas consegui pelo menos caminhar pelo museu e ver de perto o quão bonito é.

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Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

O Museu conta com um acervo permanente de obras, inclusive de Di Cavalcanti, Iberê Camargo e Tomie Ohtake. Além da exposição permanente, acontecem frequentemente mostras de arte abertas ao público.

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Vista do Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

A estrutura do museu conta também com uma “biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia”.

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Vista do Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

Como citei no início do post, o Museu antigamente era conhecido como Cassino Pampulha, porque foi construído inicialmente para este fim, mas com a proibição do jogo, acabou por dar lugar ao museu. O conjunto arquitetônico foi construído para funcionar como uma espécie de colônia de férias mas depois de tantos contratempos e “perrengues”, foi totalmente reconfigurado em seu sentido e fim.

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Vista do Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

Vale a pena dedicar um tempinho para conhecer o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, principalmente a área que corresponde ao museu de artes. O acesso, para quem se hospeda no centro, não é lá dos mais fáceis, porque infelizmente em BH não há um investimento em linhas de Turismo, que facilitariam bastante a vida dos viajantes. Para quem foge de pacotes turísticos como nós, o ideal mesmo seria contar com uma linha turismo como a de Curitiba, por exemplo, que considero a mais eficiente até hoje, justamente pela flexibilidade de você escolher onde parar sem ter que ficar preso a um grupo. Bom, na falta de uma linha exclusiva para tal fim, o viajante tem que tentar se encontrar no transporte público de BH ou gastar uma graninha para pegar um táxi do Centro até as imediações do museu e, como disse, o trajeto é longo. É… BH precisa urgentemente de um plano que atenda às necessidades do turismo na cidade.

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"O Abraço" de Ceschiatti. Imagem: Jeguiando.

Queridos jeguiantes, espero que tenham gostado do post e que este tenha despertado a curiosidade para conhecer um pouco mais da capital mineira, que vale a pena ser visitada, mas que anda precisando de um incentivo grande em relação ao turismo. A cidade tem potencial turístico, mas acho que ainda não se tocaram disso!

Quer visitar o Museu de Arte da Pampulha? Seguem abaixo as informações.

Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585 – Pampulha – Zona 0.

Popularity: 3%

Jungle Tour – Cancun

Posted by Jana On outubro - 8 - 2009

Caros jeguiantes, dando continuidade à série de posts sobre nossa viagem à Cancun, à convite pela Royal Holiday, hoje vamos falar sobre um dos passeios que tivemos a oportunidade de fazer, o Jungle Tour. Calma, o máximo de jungle que tem neste passeio é o nome. Nada de trilhas em mata fechada, de bichinhos felizes, roupa cáqui e banhos de repelente de mosquito! O Jungle Tour é um passeio que consiste em travessia por um lago cheio de crocodilos legais, esperando que você tome um tombo da lanchinha e faça seu lanchinho virar um banquete e snorkeling em um recife de corais. Confesso que gostei muito mais de dirigir a lanchinha, sendo eu esta pessoa “barbeira” (que dirige mal pacas!). Como já disse, era legal ver a cara de desespero de Fábio a fazer promessas à virgenzinha de Guadalupe para que saíssemos vivos desta!

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Las chicas (Laura,Ana, Pati e Sheila). Imagem: Jeguiando.

Sobre o passeio, darei um step by step, uh, baby (como diria o New Kids on the Block) para que você se situe, caro jeguiante, e saiba como fazer o Jungle Tour. Ao longo da zona de Cancun que concentra a maior parte de hotéis da cidade, há várias agências que oferecem o passeio. Basta chegar lá, assinar os papéis (caso você seja comido por um crocodilo, você isenta a agência da responsabilidade), paga o equivalente a uns US$60, pega seu colete salva-vidas, mesmo que você seja um exímio nadador, e tenta entender as normas de segurança que o instrutor vai te passar. Nosso instrutor, Jorgito, estava mais preocupado em qual das quatro mocinhas (Laura, Ana, Sheila e Pati), que nos acompanhavam, ele iria passar uma cantada. O rapaz não sabia para onde olhava e eu, obviamente, só ria!

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Jungle Tour e as 4 mocinhas indefesas. Imagem: Jeguiando.

Depois de devidamente paramentados com nossos coletes incandescentes, escolhemos nossa lanchinha (2 lugares ou 4 lugares) e saímos em fila indiana pelo lago. O instrutor, sempre à frente, guia o grupo, controla a velocidade e a distância entre as lanchas. O percurso é muito gostoso de se fazer, seja pelos cabelos esvoaçando por causa do vento, pela paisagem natural, pela emoção de pegar umas ondinhas e achar que sua lanchinha vai virar e você vai virar lanche de répteis gigantes! Muito bom! Nada como viver perigosamente em ambiente razoavelmente controlado!

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Todo mundo junto pra "mó" de não se perder! Imagem: Jeguiando.

Depois que fazemos a travessia, nossas lanchinhas são amarradas umas às outras e descemos para a água para o snorkeling. Para principiantes, como nós, o passeio valeu a pena. O único problema que vejo, mas que não chega a ser muito grande, é que a concentração de pessoas na área é grande, em função da quantidade de agências que oferecem o mesmo passeio. Em alguns momentos a coisa toda fica caótica, mas dá sim para curtir, ver os peixinhos, depois que vocẽ se acostuma a respirar como Darth Vader e deixa de embaçar seu óculos de mergulho!

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Jungle Tour. Imagem: Jeguiando.

Bom, espero que tenham gostado da dica. O Jungle Tour, como disse, é um passeio para quem está começando a ter interesse em mergulhar e nada como começar de algum ponto! Em visita a Cancun, entonces, fica a dica do passeio! Até o próximo post!

Como faço o passeio? Dê um pulo na zona hoteleira de Cancun e procure a agência mais próxima.

Preço: Mais ou menos uns US$ 60,00.

Avaliação:

  • Segurança: ★★★★★
  • Estrutura: ★★★★☆
  • Vale a pena? ★★★★☆
  • Preço: ★★★★☆
  • Média: ★★★★½

#cancuncainarede.

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3º dia em Cancun – México

Posted by Jana On setembro - 6 - 2009

Caros, jeguiantes, vamos falar hoje do nosso terceiro dia em Cancun! Bom, como todos sabem, já acordamos (como sempre) com aquele azulão indecente na frente, com o som das ondas quebrando na praia, passarinhos cantando, arpas (a parte da arpa é só licença poética, tá?). Acordamos bem cedo neste dia, porque passaríamos um dia inteiro em Xcaret, um ecoparque que fica a 1 hora de carro de Cancun e que faz parte do conjunto de atrações turísticas, que compõem as cercanias da cidade.

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Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Tomamos o café da manhã com Ana, Laura e os outros blogueiros, todos levemente zumbis por terem dormido tarde e acordado cedo. Enquanto tomava meu chafé (o povo lá tem a mania dos americanos de tomar café ralo!), observava alguns itens servidos no café: tortillas, frijoles… Cardápio bem levinho para um desjejum, mas beleza! Viva o México!!! Arriba!!! Viva seus estômagos fortes!!! Viva!!! Ai, ai, ai!!!

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Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Pegamos a van e rumamos para o Xcaret. Lá para as tantas, as únicas pessoas acordadas eram a Lúcia Malla, Fábio, Laura e o tiozinho que dirigia a van (óbvio). O resto estava capotado no carro (inclusive eu), sonhando com carneirinhos usando sombreros. Choveu um pouco durante o trajeto, o que me fez crer que o dia estava perdido, mas, por sorte, o aguaçeiro foi dar um passeio em outras bandas e pudemos aproveitar o dia.

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Araras. Imagem: Jeguiando.

Chegando em Xcaret, fomos reservar logo os passeios que queríamos fazer e que não estavam inclusos no pacote plus. Lúcia, Pedro, Sheila, Fábio e eu decidimos então pelo mergulho com tubarões. Para quem não sabe, sou uma pessoa que nutre um amor secreto pelos bichanos e, para mim, nadar ao lado de um, mesmo sabendo que é um tubarão lixa e não um Cabeça chata ou Branco, já é aventura e emoção para pelo menos uns 20 anos. Compramos uma câmera peba (traduzindo: fuleira), sem flash e à prova d’água, para podermos tirar fotos dos tutubas, quando fôssemos fazer o mergulho. As fotos estão uma piada à parte, mas tudo bem. Sei que vocês, leitores, são compreensíveis!

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Lojinha do Xcaret e local de reservas dos passeios. Imagem: Jeguiando.

Com o comprovante de compra em mão, fomos dar início ao passeio que, em qualquer lugar do mundo, conta com o maior inimigo do viajante: a burocracia. Perdi as contas de quantas filas enfrentamos. Uma para tirar a toalha, outra para pegar a chave do armário, outra para pegar o salva-vidas, outra para guardar nossos trecos em uma bolsa, que seria levada até o fim do trajeto, outra para pegar o equipamento de snorkel, enfim… Você passa quase uma hora fazendo só esta maratona. Ai, cansei!

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Jegueton pegando carona com Fábio. Imagem: Jeguiando.

Bom, mas depois de tantas filas, de tanta burocracia, conseguimos finalmente descer para o rio para fazermos a travessia com o snorkel. Como todos sabem, o Xcaret é um parque que mescla o natural ao artificial, então não sabíamos exatamente o que era cenário e o que era contribuição da natureza. Acredito, no entanto, que tinha umas caverninhas lá que eram naturais, mas vai saber, né? Fizemos a travessia. Eu lá, tentando não engolir água (sou atrapalhada, como todos sabem) e Fábio me acompanhando e tentando evitar que eu metesse a cara em uma rocha, já que parte da travessia era feita em caverninhas. Lúcia, que é bióloga, como sempre, atrai bichos! Ela nos parou para mostrar um casal de morcegos, que não estava nem aí para a platéia e que estava sutilmente “dando uma” em um canto da caverna.

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Tutuba nadando feliz, contente e saltitante. Imagem: Jeguiando.

Quando terminamos a travessia, nos reunimos com o grupo e de lá fomos fazer o mergulho com os tubarões. Lúcia, Pedro, Sheila, Fábio e eu recebemos então as instruções de como lidar com os bichanos. Sim, mesmo os tubarões lixa, que são razoavelmente dóceis, têm suas regrinhas. Colocar a mão na frente da boca do tutuba é pedir para perder um dedo! Mas, continuando nossa saga… Fizemos todas as etapas do passeio. Recebemos as instruções, depois tocamos nos tubarões, tiramos uma foto com eles no colo (o nome do nosso era Polock) e, por fim, descemos para a água com o equipamento de snorkel para fazer o mergulho. Sheila estava arrancando os cabelos de medo (brincadeirinha) e eu estava emocionada (com medo, mas emocionada). Tomei um susto básico quando um deles passou por debaixo de minhas pernas, mas tudo bem…

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Tutuba esperando algum besta por um dedo na sua boca. Imagem: Jeguiando.

O mergulho foi tranquilo, tiramos algumas fotos, que sairam toscas (mergulhar, prender a respiração e ainda focar um tubarão é como chupar cana e assobiar ao mesmo tempo!). O saldo deste passeio foi positivo. Os instrutores, depois que o passeio termina, falam um pouco sobre a situação da pesca predatória dos bichinhos, tentando conscientizar quem passa por lá sobre o possível desequilíbrio ambiental que pode acontecer caso estes animais sejam extintos. Enfim, gostei muito de ter passado  alguns minutos com estes animais incríveis. Valeu a pena!

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La Cocina, restaurante mexicano. Imagem: Jeguiando.

Depois de tantas emoções (toca Roberto Carlos aí, ó), fomos almoçar com o grupo no La Cocina, um restaurante localizado no próprio Xcaret, especializado em comida mexicana. O lugar é super bacana! A decoração é bem cuidada, preocupada com detalhes e principalmente em reproduzir o México que os turistas querem ver, ou seja, reproduzir todos os clichês adoráveis que esperamos encontrar. O restaurante funciona no esquema de buffet livre e o visitante tem direito a uma refeição no espaço ou em qualquer um dos outros restaurantes espalhados pelo Ecoparque.

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La Cocina, restaurante mexicano. Imagem: Jeguiando.

Assim que terminamos de almoçar, com direito a churros mergulhados no doce de leite como sobremesa, fomos assistir à apresentação dos Voladores de Paplanta, que realizam uma espécie de dança para o criador. Apesar da apresentação ser breve, foi emocionante ver de perto. Tudo bem que fico imaginando como o tiozinho, que fica dando pulinhos em um tamborzinho lá em cima, não se desequilibra e se “estaboca” no chão. Se eu dependesse de um trabalho desses para sobreviver, pode ter certeza que viveria de luz e realizaria fotossíntese. É mais seguro!

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Voladores de Paplanta. Imagem: Jeguiando.

Após a apresentação, o grupo se dissipou e cada um acabou escolhendo o que mais chamava a atenção para fazer. Depois de um banho e de trocar de roupa, fomos visitar as ruínas Maias, que fazem parte do sítio arqueológico do Xcaret. Apesar de não se tratar das edificações maiores, mesmo assim foi também emocionante ver de perto. Ah… Detalhe… Enquanto caminhávamos, nos deparamos com umas trocentas iguanas! Tá vendo que nem tudo é clichê?

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Ruína Maia. Imagem: Jeguiando.

Seguimos um pouco mais e visitamos então o aquário do Xcaret, o tanque com as imensas tartarugas e passamos pelas piscinas naturais. Só não caí na água, porque já tinha tomado banho e vestir novamente um maiô era pedir pra dormir no trajeto! Antes de voltarmos para o ponto marcado para nos encontrarmos com o restante do grupo, Fábio e eu sentamos em umas cadeirinhas e ficamos lá… Lerdos, com sono, cansados, mas chegando ao consenso de que o passeio tinha valido a pena!

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Praia. Imagem: Jeguiando.

Quando nos encontramos com o restante do povo, assistimos rapidamente a uma apresentação musical com direito a um show de cavalos e de lá fomos para o teatro do ecoparque. Para finalizar o dia no parque, há uma apresentação teatral que conta a história do povo Maia, a invasão dos espanhóis, o processo de ocupação do território e a colonização e por fim os desdobramentos. Várias cidades mexicanas foram representadas durante o show e finalmente assisti a um show com Mariachis… Todos com seus sombreros, seus bigodões e calças arroxadas! Mas… Não tocaram La Cucaracha! Hunf!

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Tiozinho vestido de leão. Referência aos Maias. Imagem: Jeguiando.

Depois, em outro post, falarei mais detalhadamente do parque e especialmente desta apresentação. Hoje, só me dediquei a traçar um breve panorama (que não ficou tão breve assim) sobre nosso 3º dia em Cancun. Saldo do dia: blogueiros cansados, tendo que se preocupar em arrumar as malas para viajar no dia seguinte. Mas beleza… Ainda tivemos muito tempo para rir das histórias esdrúxulas um do outro na van de volta ao hotel. Foi um dia bacana, mas tudo que víamos à noite era a cama dançando convidativa em nossa frente.

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Espetáculo teatral sobre os Maias e o processo de colonização espanhola. Imagem: Jeguiando.

Fim do 3º dia em Cancun! #cancuncainarede

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