Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

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Floresta do Navio – Pernambuco

Posted by Jana On outubro - 17 - 2009

Hoje, caros jeguiantes, darei início a série de posts chamada “Cidades que você nunca ouviu falar, ao menos que você tenha nascido nela”. Brincadeiras à parte, Floresta do Navio, para quem não conhece, é uma cidade do interior de Pernambuco. O Jeguiando, quando foi idealizado, tinha como foco o relato de viagens, seja qual for a viagem! Obviamente, Floresta do Navio não consta em roteiros turísticos, até porque não se trata de uma cidade com este foco, mas se passamos por lá, sentados em nosso jegue alado (errrrr… licença poética, ok?), vale a pena abrir este espaço e falar um pouquinho da cidadezinha.

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Pé de tamarindo. Imagem: Jeguiando.

Estive em Floresta do Navio três vezes em minha vida. Duas vezes quando era menina ainda e retornei à cidade mais de 20 anos depois. Minha relação com a cidade é simples: meu pai nasceu lá e este ano fizemos uma viagem para que ele pudesse rever a família. A viagem, obviamente, mexeu com todos. Pegamos estrada, meu pai, minha mãe, meu irmão, Fábio e eu, naquele estilo bem viagem farofa e seguimos. Levando-se em consideração que em minha última ida à Floresta, viajamos em um Tanger (que é tipo um Bugre), com mudas de pé de mamão no pé (o carro não tinha porta-malas), travesseiros na cara, isopor com água e malas, hoje estamos até chiques, porque o carro pelo menos tinha ar-condicionado, em vez daquele ar violento que vai entrando em carro de capota! Nesta viagem o carro quebrou umas cinco vezes na estrada e meu irmão, com um ano de idade na época, tomou banho em um puteiro… Sim, viagem peculiar a nossa!

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Igreja do Rosário. Imagem: Jeguiando.

Mas… Continuando a falar da experiência da viagem em si, foi estranho chegar em Floresta e ver em cada prédio público o sobrenome que eu carrego ou sobrenomes ligados à nossa família também. Entre Calaça, Sá, Novaes, caminhei pelo chão daquela cidade, tentando imaginar como tudo aquilo era no tempo que meu pai foi menino. Painho (sim, eu chamo meu pai de painho) vivia em uma fazenda relativamente próxima à cidade e imagino que o ponto alto de sua existência era o dia que ele dava umas voltas na cidade. Achei bonito ver os olhos dele brilhando de orgulho da cidade. “Tá bonitinha né, filha?”. E eu dizia… “É pai, tá bonitinha sim”… Para quem cresceu em Salvador e hoje mora em São Paulo, passar poucos dias em uma cidade do interior de Pernambuco pode parecer um desafio, mas há uma beleza presente na simplicidade daquela vida desacelerada que toca… Toca sim.

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Catedral do Bom Jesus dos Aflitos. Imagem: Jeguiando.

Foram poucos dias os que passei em Floresta, mas o que pude perceber, além do nome da minha família espalhado em alguns cantos, é que há um orgulho grande dos habitantes em relação à cidade. Não sei se isso me assusta ou me encanta, mas há carinho na fala dos habitantes daquela cidade. Agora entendo a razão pela qual meu pai se emociona quando fala de Floresta, do Rio Pajeú, do Riacho do Navio, do Rio São Francisco e de tudo que a envolve. Há viagens de todos os tipos… Trabalho, turismo… Esta foi de retorno às minhas raízes, aquelas mais profundas, escondidas em camadas que antecedem minha origem. Enfim, valeu a pena.

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Catedral do Bom Jesus dos Aflitos. Imagem: Jeguiando.

Falando um pouco sobre a origem de Floresta, a cidade “teve início no século XVIII nas fazendas Curralinho e Paus Pretos, mas foi na Fazenda Grande, à margem direita do rio Pajeú, que teve início a povoação de Floresta. Na segunda metade do século XVIII, a fazenda servia de curral temporário para o gado que vinha da Bahia abastecer os engenhos de açúcar pernambucanos. (…) A proximidade com os Rios Pajeú, São Francisco e o Riacho do Navio aliada ao espírito de cristandade atraíram o povo para o local. Em poucos anos, o povoado de Fazenda Grande foi elevado à categoria de Vila em 31 de março de 1846, por meio de projeto que se tornou Lei Provincial n° 153, apresentado pelo representante de Flores, município também banhado pelo Rio Pajeú, do qual foi desmembrado”. Quer ler um pouco mais sobre sua história, acesse o Portal Floresta Net.

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Praça Major João Novaes. Imagem: Jeguiando.

As atrações turísticas de Floresta são basicamente seus casarões coloniais, que datam do século XIX, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, o Riacho do Navio, a Serra Negra e a Trilha Lagoa do Pedrosa.

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Casarão colonial. Imagem: Jeguiando.

Como se trata de uma cidade relativamente pequena, as opções de bares não são grandes, mas há um barzinho por lá, o Bar do Betinho, que é o ponto de encontro dos habitantes de Floresta e a opção para os turistas. O bar existe há mais de 20 anos e é onde você poderá tomar uma cerveja ou comer alguma coisa de bode! Sim, o que não falta na mesa de algumas cidades do sertão Pernambucano é o bode. Cuzcuz e carne de bode frita é prato obrigatório! Um queijinho coalho, requeijão do bom e doce de leite também fazem parte do cotidiano da cidade.

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Jegueton em Floresta do Navio. Imagem: Jeguiando.

Floresta também é conhecida como a cidade dos tamarindos. Não é à toa que a imagem que abre o post é de um pé de tamarindo. Um dos muitos que podem ser encontrados ao longo da Praça João Novaes.

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Os Calaças de Floresta. Primaiada querida. Imagem: Jeguiando.

Bom, meus caros jeguiantes, espero que tenham gostado do post. Apesar de Floresta não ser uma cidade turística, ainda assim, pela sua proximidade com o Rio São Francisco, pode ser que um dia você passe por lá, tome uma água de coco no bar do Betinho, coma uma fritada de bode e ouça dos habitantes alguma história curiosa das famílias que ali viveram e das que ainda vivem por lá. Boa viagem!

E para quem gosta de viajar de uma forma diferente, além de imagens, trago outras linhas. ;)

Floresta do Navio

(Janaína Calaça)

Ali estão minhas raízes,
capilares levando vida às minhas lembranças turvas.
Cheguei com fome de história,
com sede de memórias
e encontro o chão seco e rachado,
fragmentado-profundo-revelado.
Tudo era solidão viva.

*

Por trás das árvores retorcidas,
do verde pálido pontuado do dourado da seca,
debaixo de um céu profundamente azul,
a velha casa ainda vive,
com seus olhos tristes de janelas antigas,
chão de cimento batido
e velhos potes de água.

*

Velha Floresta,
do Xique-Xique, Mandacaru e do Facheiro,
do Quipá, Algarobas e Macambiras de boi e anzol,
dos riachos salgados e intermitentes,
dos Caborés aninhados nos cupinzeiros.
Velha Floresta,
mãe de seio murcho e de ventre desértico.

*

Sentei ali, na cadeira de pernas bambas,
a ver o vento varrer tudo para longe,
da poeira às lembranças,
das folhas às nossas vozes.
O gado pouco e murcho,
a sonhar com um mar de água doce,
caminha lentamente fazendo o chocalho cantar,
e eu, figura destoante,
vertendo rios por dentro,
acaricio o cão dócil,
que de tanto nadar na terra seca,
já ganhou a cor de sua poeira.

*

Vejo a silhueta dos meus ao longe,
enquanto caminho pela terra,
tentando me enraizar novamente,
desviando-me dos espinhos reais e dos imaginários.
Eles riem.
Muito tempo sem sentir a proximidade do sangue.
O velho tio solve seu café,
meu velho pai revive o tempo das calças curtas,
meu irmão adormece na rede vermelha.

*

E eu a pensar no momento que todos se vão,
que as janelas e portas são serradas novamente,
deixando a velha casa para trás,
que segue com sua condição de guardiã da memória de todos,
como a mãe que guarda o som do choro de seus filhos.
O que acontece quando todos se vão,
a poeira sobe
e as árvores retorcidas ficam para trás?

*

É isso que trago em mim,
a Floresta do Navio acenando verde e dourada,
contando-me velhas histórias,
cravejadas no chão e na velha casa.
Ôoooo… êeee…
Sigo aboiando as memórias dos meus,
volto pra casa com os olhos rasos,
o São Francisco todo correndo em mim.

Fontes de pesquisa:

Portal Floresta Net.

Wikipedia.

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2º dia em Cancun – México

Posted by Jana On setembro - 3 - 2009

Caros jeguiantes, a proposta inicial era a de escrever um post sobre cada dia que passamos em Cancun, México, juntamente com os demais blogueiros nesta viagem proporcionada pela Royal Holiday, mas, com o dia ocupado pelas atividades, chegava no hotel no bagaço e acabava dormindo. Manterei a proposta inicial de falar detalhadamente sobre cada dia, sem seguir no entanto a cronologia exata do que aconteceu. Escrevo já do Brasil, cheia de banzo e saudades não só desta cidade linda, que tive a oportunidade de conhecer, como também do grupo de pessoas que fizeram parte desta viagem. Como disse Lucia Malla, o mais importante são as pessoas, a amizade que fizemos, a troca de experiências, de vivências. Foi uma viagem que superou todas minhas expectativas.

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Jegueton, sus amigos bloggers y el desayuno. Imagem: Jeguiando.

Bom, no dia 30/09, acordamos com um solzão batendo em nossas gloriosas caras e com aquele mar indecentemente azul em nossa frente! Ai, ai, vida difícil! Pegamos nossas coisas e fomos tomar o café da manhã com o grupo de blogueiros, com Ana, Laura e  com Enrique Aguirre, o  Chief Quality Officer da Royal Holiday. Durante o desjejum-reunião, Enrique falou um pouco sobre a situação do turismo no México, depois de enfrentar consecutivamente um furacão, a crise da econômica nos Estados Unidos, de onde vinham seus principais turistas e, por fim, a gripe suína, que atingiu de forma drástica a economia mexicana no que diz respeito ao turismo. Aproveitando a deixa, durante os dias que passei por lá, posso dizer tranquilamente que a situação encontra-se estabilizada e que, tirando a histeria que está acontecendo no Brasil em relação à gripe suína, aconselho então a pegar suas malas e passar suas férias no México, porque está mais seguro andar por lá!

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Lucia Malla, Enrique Aguirre e Laura. Imagem: Jeguiando.

Durante o café também conversamos um pouco sobre os blogs, a situação do turismo no Brasil e também sobre como funciona o esquema para se tornar membro dos planos de férias da Royal Holiday, mas este assunto será tocado mais tarde e mais detalhadamente em outro post, porque precisamos reunir os dados certinhos para passarmos as informações aos nossos leitores.

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Ricardo Freire, Ana e Lucia, olhando não-sei-pra-onde. Imagem: Jeguiando.

Depois do café, nos despedimos de Enrique Aguirre, que se despencou de não-sei-de-onde para nos conhecer, para nos ouvir e para trocar algumas informações. Do hotel, nos reunimos para fazer o Jungle Tour. Lucia e Ricardo foram para Isla Mujeres, Pedro foi mergulhar e Sheila, Pati, Ana e Laura, juntamente conosco, foram assinar os papéis para dar início ao passeio. O Jungle Tour, de forma breve, é um passeio que consiste em pilotar uma lanchinha por uma lagoa cheia de crocodilos debaixo d’água, pegar um canal até o mar, estacionar a lanchinha em uns arrecifes e, finalmente, fazer snorkeling e apreciar as belezas dos corais e da fauna marinha.

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Sheila Assis e Pedro (Pedrinho!) Serra. Imagem: Jeguiando.

Quando fomos pegar as lanchinhas, constatamos que a única pessoa, naquele grupo de seis pessoas, que sabia dirigir era Fábio. Detalhe: Fábio não poderia se duplicar e dirigir dois barquinhos ao mesmo tempo, logo olhares apreensivos, cabelos arrancados, promessas a santos até que não existem. Pati então resolveu ser corajosa e assumiu o volante, sem deixar de fazer suas preces para a virgenzinha de Guadalupe. Para ser solidária, então, e deixar a coisa toda em situação de igualdade, resolvi dirigir a lanchinha na ida e seja-o-que-deus-quisesse. Entramos na lanchinha, com o colete salva-vidas, que não adiantaria muita coisa se, em uma barbeiragem, o barquinho virasse. Os crocodilos provavelmente teriam um banquete!

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Eu dirigindo a lanchinha! Fábio, desesperado, pedia milagres à Virgem de Guadalupe!

Pegamos os barquinhos e fomos seguindo o guia até os arrecifes. Como é bom dirigir sem trânsito e sem pista. Fiz as curvas mais malucas e mesmo assim tinha espaço em volta! Estava me sentindo quase um 007 de saias! O vento batendo na cara, cabelo entrando na boca, as ondas deixando o barquinho doidão e eu lá… Fábio disfarçava, mas eu sabia que por trás daqueles olhos pacatos, havia muito, MUITO, desespero! Hahahahaha! Enfim…

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Ana, Laura, Sheila e Pati ao longe indo em direção à vegetação! Hahaha!

Já nos arrecifes, descemos dos barquinhos devidamente paramentados para fazer o snorkeling. Detalhe: nunca tinha usado um snorkel na vida. Fiquei lá viajando… Será que aquele desenho, os Snorks, que eram quase os Smurfs do mar, tinham relação com snorkel? (momento filosófico!). Bom, depois de engolir alguns belos goles de água salgada, na tentativa de respirar, segui a dica de Fábio e funcionou. “Ô, minha filha, respire como o Darth Vader que dá certo!”. Não é que dava certo mesmo?

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Ana, Laura, Sheila e Pati en "Viva Cancun"!!!

Foi uma experiência bacana para quem nunca fez isso na vida! Vi os peixes de pertinho, peguei ouriço na mão (tudo que turista faz!) e depois, ajudados por nosso instrutor Jorgito, o alfajor mexicano (piada interna), subimos no barquinho e voltamos para a orla, com Fábio ao volante desta vez se sentindo também o 007, na versão Brasil-México, com seu bigodão esvoaçante e sua pele levemente avermelhada pelo sol de Cancun (quase uma discrição de trechos eróticos de um livrinho estilo Sabrina-Bianca).

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Agora era a minha vez de fazer preces para a Virgem de Guadalupe!

Almoçamos com o grupo e depois caímos na piscina. Ai, ai, Margueritas! Como sempre, os papos foram embalados com muito riso! Não pensei, sinceramente, que chegaríamos a este grau de integração, mas chegamos. Todos, sem exceção, são pessoas bacanas que pretendo manter contato, para manter viva a memória destes dias solares.

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Sim, Fábio comprou uma máscara de luta livre. Sim, Fábio bateu o pino!

O resto do dia se resumiu a ir a um centro de compras para levar umas peças de artesanato pra casa (sim, eu sou uma pessoa que coleciona artesanato de viagens!). Fábio disse que qualquer dia nossa casa se tornará um museu e teremos que dormir do lado de fora! Mas, continuando… Fomos a um centro comercial, compramos algumas coisas pra gente, umas lembranças, umas tequilas e depois voltamos para o hotel, onde jantamos com Laura, Ana e os nossos novos e queridos amigos, que já deixaram saudades. Depois de um dia cheio, de tantas emoções (pra variar as conversas foram pontuadas de momentos toscos como um discurso sobre nosso amor pelo Chaves e foi parar na perna mecânica do Roberto Carlos). Depois de um dia assim, a cama nos chamou e capotamos!

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Eu, morrendo de sono.

Fim do segundo dia em Cancun! Aguardem, queridos jeguiantes, as cenas dos próximos capítulos!!! Arriba, arriba!!!

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Jegueton y su copa de vino!

#cancuncainarede

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1º dia em Cancun – México

Posted by Jana On agosto - 29 - 2009

Caros jeguiantes, quebrando um pouco o protocolo, resolvi mudar a dinâmica dos nossos posts para adaptar o Jeguiando à nossa estadia em Cancun, no México. Resolvi fazer um diário de viagem para que os leitores tenham acesso a esta experiência bacana que Fábio, Jegueton e eu estamos vivenciando  juntamente com os blogueiros Pedro Serra, Lucia Malla, Ricardo Freire e Sheila Assis, experiência essa proporcionada pela Royal Holiday, que gentilmente nos convidou a adicionar mais este destino ao nosso blog.

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Jana e Jegueton em Cancun. Mar azul ao fundo! Eitcha!

Bom, para dar início a este fim de semana mais do que especial, nosso diário de viagem começa na correria para chegar ao aeroporto. Nosso vôo sairia de Guarulhos e, pra variar, pegamos um engarrafamento daqueles, mas deu tempo. Logo que chegamos, fomos para o balcão da Aeroméxico para pegarmos nossos cartões de embarque. Demos de cara, então, com Patrícia, representante da Burson-Marsteller, que logo nos reconheceu, afinal tanto eu quanto Fábio estávamos vestindo a camiseta do Jeguiando (momento propaganda descarada). Tudo bem que a camiseta não ficou como queríamos, mas valeu a intenção. Mas, voltando à viagem… Depois de devidamente apresentados, marcamos de nos encontrar momentos antes do embarque, para que todos se conhecessem antes de chegarmos a Cancun. Exceto Lucia, que estava saindo do Havaí para nos encontrar no México, os demais estavam todos no aeroporto de Guarulhos, esperando pela viagem, mas só encontramos mesmo Pedro e Pati, com quem ficamos conversando até dar o horário de pegar as malas e ir para a sala de embarque.

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Hotel Cancun Caribe Park Royal Grand. Imagem: Jeguiando.

Fábio, eu, Jegueton e Pati viajamos pela Aeroméxico e Pedro, Ricardo e Sheila pela Mexicana. A fila para o embarque internacional tava pior que fila de INSS ou de distribuição de sopão. Ê beleza… A viagem foi longa. Muitoooooo longa. Depois de um vôo de 9 horas de São Paulo até a cidade do México (que me deixou com cãimbras na bunda), saímos correndo para fazermos a conexão para Cancun. Devido a um atraso de meia hora do nosso vôo, de uma fila gigante na imigração, pegamos o  avião nos últimos minutos do segundo tempo. O vôo para Cancun estava lotado, mas foi divertido. Fiquei contando a quantidade de senhores e seus bigodões e de senhoras com suas franjas armadas por bobbies, dignos de novelas mexicanas, como as que compõem a trilogia Maria do Bairro, Marimar e Maria Mercedes. Nem tudo é clichê, tá? Ah,  nota para aterrissagem… Foi tão tosca, que achei que o comandante estava brincando de pilotar Teco-Teco ou estava com a cara cheia de tequila!

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Vista da varanda de nosso quarto. Imagem: Jeguiando.

Já em Cancun, vivos e precisando de um banho, encontramos com Laura, representante da Royal Holiday, que foi nos receber no aeroporto. Enquanto pegávamos nossas bagagens, encontramos com Pedro e Ricardo e, pouco tempo depois, descobrimos que a bagagem deles não tinha vindo no mesmo vôo, o tipo de transtorno chato que temo em viagens internacionais, mas tudo bem. Lucia chegou e ficamos batendo papo na van (o calor do lado de fora estava de matar). Depois de algum tempo, Pati apareceu com Laura, Sheila, Pedro e Ricardo e do aeroporto partimos para o hotel, com a promessa de que as bagagens seriam enviadas.

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Sheila Assis, Ricardo Freire e Lucia Seale.

Durante o percurso, fiquei observando a cidade. Cancun é extremamente limpa, pontuada de áreas verdes e voltada para o turismo, que acredito ser um dos pilares da economia do lugar. Passamos por uma área que é quase que exclusivamente ocupada por grandes hotéis e muitos (muitos) restaurantes. Quando chegamos ao Cancun Caribe Park Royal Grand,  um dos hotéis da rede Royal Holiday, fomos encaminhados para nossos quartos para posteriormente almoçarmos. A primeira coisa que vi, da varanda do nosso quarto, onde Fábio, Jegueton e eu ficaremos hospedados até o dia 2, foi um mar profundamente azul. Um mar com vários tons de azul… Um dos mais belos que vi até hoje. Foi gostoso olhar aquele mar depois de horas cansativas de vôo. Tudo vale a pena pra ficar diante de algo tão bonito assim.

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Jegueton y su sombrero. Regalo de Pedro Serra. Imagem: Jeguiando.

Almoçamos todos juntos. Comemos, Fábio e eu, quesadillas com bastante guacamole. Rimos muito, conversamos mais ainda e, no primeiro contato com o grupo, fiquei com a impressão que esta viagem será muito agradável. Sem rasgação de seda (não sou adepta a isso), me senti extremamente à vontade com todos, especialmente com Pati, que acabou se aproximando bastante de nós e se tornando uma companhia bacana nesta viagem.

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Patrícia e Jegueton. Olha como o jegue tá dengoso!

Bom, depois do almoço (que tava booooooom), Fábio e eu caímos no mar. Deixamos nossas coisas em uma cadeirinha na praia e fomos sentir de perto o poder daquelas águas tão azuis. A tarde foi muito agradável e, apesar do cansaço, conseguimos relaxar antes do jantar que nos esperava à noite.

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Pedro Serra y Jegueton. Empresta o bigode a Jegueton aí, meu fio!

Por volta das 6:30, encontramos o pessoal no hotel. Jegueton ganhou um simpático sombrero (chapéu típico mexicano) de Pedro, que adotou nosso jegue como sobrinho ou algo assim. Falando nisso, Jegueton tem feito sucesso por aqui! Convenhamos… Não é todo dia que se vê um bichinho tão simpático como nosso mascote! Aproveitando a deixa… Obrigada, Pedro, pelo presente  dado ao nosso burrinho!

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Laura, da Royal Holiday e Fábio. Ricardo Freire de costas e Ana, da Burson México.

Tiramos várias fotos antes do jantar, o que acabou aproximando mais ainda quem embarcou nesta viagem a Cancun. Conheci a Ana, representante da Burson-Marsteller no México, e daqui fomos conhecer o Park Royal Cancún, mais um dos hotéis da rede Royal Holiday, que tem de mim uma ótima impressão por toda a estrutura oferecida. Bom, depois de conhecermos as instalações do Royal Cancún, fomos jantar. Mais fotos, muita conversa, tentativas diversas de comunicação (tá uma mistureba gostosa de português, espanhol, inglês e daqui a pouco rola até mímica e a gente vai acabar brincando de Imagem & Ação!). Batemos muito papo sobre mídias sociais, conhecemos um pouco mais da história de cada blog, declaramos amor ao Twitter (vinho na cabeça… é nisso que dá) e, depois de um jantar super gostoso (só faltaram os mariachis tocando em nossos ouvidos), voltamos felizes, contentes e saltitantes para o hotel, de onde escrevo agora, com uns “vinos” na cabeça, embalada pelo som gostoso das ondas e feliz por fazer parte desta experiência, que me trouxe a um destino novo, entre pessoas novas com objetivos comuns… Partilhar, através desta extensão nossa, que são os blogs, a paixão que temos por viajar!

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Lucia, Sheila, Laura e Fábio. Todo mundo tentando se comunicar. Rola mímica aí?

Fim do primeiro dia em Cancun! Xô dormir, senão amanhã vão ter que me tirar da cama na base do reboque!

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Jegueton, el borracho!

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Arriba, arriba! O Jeguiando embarca hoje pro México!!!

Posted by Jana On agosto - 28 - 2009

As fotos são antigas, mas estão valendo, né? Finalmente, depois de dias de espera, de visto tirado, de explicar ao moço do Consulado que tínhamos um blog, cujo personagem principal é um jegue viajante e que, por causa dele, estávamos indo para Cancun, através de um convite feito pela Burson-Marsteller, para aproveitar o jeito Royal Holiday de recarregar as baterias e curtir um clima gostoso de férias, estamos de malas prontas para embarcar nessa viagem. Recebemos já a programação de atividades através da Patrícia (que diga-se de passagem, durante este tempo deu todo o suporte para a gente), já adaptamos melhor nossa bagagem, Jegueton já está vestido para viajar (roupa nova, tá?) e agora só falta mesmo ir para o aeroporto e enfrentar sorrindo umas 11 horas de vôo! Eu durmo em qualquer lugar, Jegueton, depois de umas duas mamadeiras de capim, também dorme… Fábio vira zumbi! Um zumbi bigodudo, mas um zumbi!

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Mexicano hecho en Bahia?

Além de nós, Fábio, Jegueton, eu e Patrícia (da Burson-Marsteller do Brasil), viajarão também para Cancun a Lucia Malla, que tivemos a grata surpresa de conhecer no Blog Camp do ano passado (quem diria, hein, Malla? Um frio danado naquele dia e agora todos nós vamos nos encontrar no quentinho de Cancun!), o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, o Pedro Serra, do Sem destino e a Sheila Assis, do Passaporte. Além de conhecer um novo destino, esta será uma oportunidade também de conhecer pessoas que, assim como nós, levam a sério o prazer de viajar e principalmente o de compartilhar a experiência dos deslocamentos. Ao contrário do que muitos pensam, informação não deve ser aprisionada. Informação deve ser sociabilizada. Na pluralidade de olhares distintos, acredito que todos nós traremos, ao fim desta viagem, um panorama diverso em relação a Cancun. Cada um perceberá a viagem de uma forma diferente e é isso que enriquecerá a experiência. Aguardem cenas dos próximos capítulos!

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Pagar mico é algo inerente ao meu ser!

Bom, meus caros jeguiantes, agora é só embarcar nesta viagem! Não se preocupem que tentaremos mantê-los atualizados através do Twitter! Agora é só sacar o sombrero do bolso, pendurar um bigode felpudo, jogar a garrafa de tequila debaixo do braço, sentar no cacto, comer uns trocentos tipos de pimentas e curtir cada dia intensamente! :D

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Voy a viajar! Voy a viajar! Mamaaaa, voy a viajar! Eu... Cala boca, guri!

Abraços,

Jegueton e Equipe Jeguiando.

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Clichês de viagem (Parte I) – Buenos Aires

Posted by Fabio & Jana On agosto - 23 - 2009

Demoramos, mas finalmente conseguimos fazer o que havíamos prometido no começo do ano! Apresento-lhes o PodJegue, o podcast do Jeguiando.

Para essa primeira edição, traremos os clichês de viagem, mais exatamente os clichês argentinos. Foi muito divertido gravar o podcast e esperamos que vocês gostem de nos ouvir! Estão esperando o que, meu povo? Basta clicar no play do player logo abaixo. Quem preferir pode assinar o Podjegue no seu agregador de podcasts como o iTunes ou gPodder e depois ouvir no seu MP3 player favorito. O endereço é http://feeds.feedburner.com/podjegue.

Para quem não estiver muito a fim de escutar nossas belíssimas vozes, logo depois do player segue o texto com o conteúdo do podcast, mas posso assegurar que no áudio a coisa tá muito mais legal, pois, além dos clichês apresentados, trazemos algumas historinhas interessantes, tiradas inteligentes, algumas polêmicas futebolísticas e música! Aproveitem!

Ah! Pretendemos fazer o PodJegue em edições mensais! :)

 

Se preferir, baixe o MP3 diretamente clicando aqui!

Aqui iniciamos então uma série de posts dedicados aos clichês de viagem, ou seja, aquelas coisas que teoricamente esperamos encontrar nos lugares. Será que em Salvador tem gente jogando capoeira no meio da rua? Será que os gaúchos só comem churrasco? Será que no México há vários bigodudos, usando “sombreros”, dormindo encostados em cactos, bêbados de tequila? A equipe do Jeguiando, através de uma observação quase “antropológica”, traz para você, através da experiência vivida nas viagens, o que se confirma e o que é mito. Vamos então hoje falar um pouquinho dos clichês argentinos, observados em nossa estadia em Buenos Aires.

Entre os clichês esperados e que foram confirmados ou não, vamos listar alguns.

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Tangão no meio da rua. Clichê? Nono! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 1: Na Argentina, tem gente dançando tango nas ruas em horário comercial! E é aquele vai-não-vai, aquelas pisadas fortes e aqueles cabelos embebidos de gel ou brilhantina (momento mil novescentos e guaraná com rolha).

É verdade!!! O tango faz parte do imaginário argentino e foi na Argentina que ele nasceu, logo o mais comum é encontrar dançarinos de tango pelas ruas de Buenos Aires, tentando faturar uns pesos para garantir seu sustento. Além dos dançarinos de tango, é comum entrar em várias lojas e ser embalado desde um tangão mais tradicional como o de Carlos Gardel ao tango revisitado e reconfigurado como o das seguintes bandas: Otros Aires, Gotan Project, Tanghetto e Bajofondo, que desde já indico.

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Diabéticos, cuidado! Os alfajores pulam em suas bocas! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 2: Em todo e qualquer lugar pulam alfajores na sua frente!

É verdade!!! Tirando o pulo, realmente encontramos alfajor em qualquer muquifo de Buenos Aires. O doce lá é vendido nos lugares mais pé-de-chinelo até nos grandes cafés. Há uma variedade imensa para todos os gostos. Eu prefiro os alfajores crocantes, de 3 andares. Hummmmmm!!! Mas deixo uma dica para você, viajante. Se for comprar caixas de alfajor para presentear ou para consumo, sugiro comprá-las em supermercados. Sai muitooooooo mais em conta do que nas lojinhas espalhadas pelas ruas.

- Clichê nº 3: Os argentinos são ranzinzas.

Mito!!! O contato que tivemos nas duas vezes que viajamos para a Argentina diluiu este clichê definitivamente. Como passamos, na segunda vez, vinte dias por lá, tivemos a oportunidade de entrar em contato com várias pessoas, que foram sempre simpáticas e receptivas. Quando pedíamos informações, sempre estavam dispostos a ajudar. E não foram raras as vezes que sentamos para bater altos papos, embalados por muita simpatia. Deixem as birras para o futebol! Os argentinos são legais!

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Bife de Chorizo. Ai, minhas artérias! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 4: O bife de chorizo é realmente bom quanto dizem?

É verdade!!! Os cortes argentinos são bem diferentes dos nossos cortes e o bife de chorizo (não meu povo, não é um bife feito de linguiça) é um corte de mais ou menos 500g, macio e, quando bem preparado, é uma experiência que vale a pena, quando você é declaradamente carnívoro. Eu não sou tão carnívora assim, mas me rendi ao bife de chorizo!

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Empanados. Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 5: Os argentinos adoram croissants (medialunas) e empanados!!!

É verdade!!! Desde o café da manhã no hotel ao café em qualquer lugar de Buenos Aires, sempre, SEMPRE, você verá as tais medialunas e os tais empanados no cardápio. Confesso que depois de 20 dias, eu já não aguentava mais ver estes dois itens em minha frente e comecei a ter sonhos eróticos com pães franceses. Mas, tudo bem! Eu adoro os empanados, mas acho que eles poderiam dar uma variada no cardápio!

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Corte de cabelo estilo Maradona. Coisa linda! Fonte da Imagem: Gazeta Web.

- Clichê nº 6: Todos os argentinos usam o corte de cabelo do Maradona ou exibem exagerados mullets.

Meio mito, meio verdade. Vi várioooooooooos argentinos com mullets. Vi váriooooooooooooooos argentinos exibindo o Maradona’s style, mas também vi várioooooooooooos argentinos com cortes mais sóbrios, logo é meio a meio!

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Será Fábio um argentino hecho en Bahia? Corte de cabelo Maradona's style ele tem... Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 7: Os argentinos são nacionalistas e adoram manifestações.

É verdade!!! Em qualquer lugar que você ande, há uma bandeirinha azul e branca hasteada e os argentinos gostam sim de manifestações. Desde pichações indignadas à ocupação constante de manifestantes diante da Casa Rosada, há sempre algo a ser questionando. Eu, particularmente, admiro (sem ironia) o poder de mudança que este povo tem. Ao contrário de nós, brasileiros, que vemos escândalos se sucederem diante de nossos olhos, sem que nada seja feito, os argentinos correm atrás de seus direitos e funcionam bem quando a coletividade precisa ser acionada. E dá-lhe manifestações e passeatas!

Bom, espero que esta primeira edição da série Clichês de Viagem tenham agradado a vocês, leitores e jeguiantes. A idéia deste espaço é dividir, de forma bem leve e descontraída, a experiência que tivemos observando os lugares por onde passamos.

Até a próxima edição!

Equipe Jeguiando.

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