Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Desrespeito’ Category

TAM #fail – ou Montevidéu, A via crucis para chegar

Posted by Fabio On janeiro - 7 - 2010

Eu já havia espalhado em meu Twitter que estava de partida para Montevidéu, capital do Uruguai, bem como desabafei com meus seguidores todo o martírio para chegar.

Havia comprado uma passagem pela TAM (era a mais barata), porém o vôo seria operado pela Pluna, o que pra mim seria uma coisa boa, pois vejo críticas boas sobre a companhia Uruguaia, além do fato de eu não gostar muito da TAM como cheguei a relatar na série comparativa entre ela e a Gol.

Mas vamos ao que interessa: ontem, dia 6, seria o dia que eu embarcaria rumo a terras Uruguaias, com horário de saída do vôo previsto para as 9:00 da manhã, chegando as 11:40. Chego em GRU por volta das 7:00, ou seja, 2 horas antes da decolagem, dentro de um prazo aceitável para vôos internacionais.

Fila do check-in da TAM. Tá vendo o pontinho velho ali na frente? É o balcão!

Fila do check-in da TAM. Tá vendo o pontinho velho ali na frente? É o balcão!

Eu precisava fazer o check-in, pois sabe-se lá por qual motivo o web check-in da TAM não funcionava para meu bilhete, bem como os terminais de auto-atendimento. Minha única opção era enfrentar a fila do check-in internacional. Estava absurdamente grande, apesar de já ter visto pior, essa pelo menos não dava a volta, ficava só até a asa C mesmo. Como quem iria fazer o vôo era a Pluna, perguntei a um funcionário TAM se poderia fazer o check-in diretamente com eles. Resposta: não, pois o bilhete é TAM e o check-in teria que ser feito por lá mesmo. Fazer o que, né? Fui pro fim da fila e esperei minha vez pacientemente.

Meia hora depois, a fila não tinha andado nem 1/4 do seu estado original e eu começava a me preocupar com o horário. Até tirei uma foto com o celular, é a primeira do post! :P

De tempos em tempos eu perguntava para os funcionários TAM se realmente não poderia fazer o check-in na Pluna, e a resposta era sempre a mesma: bilhete TAM, check-in TAM!

Passagem na mão! Vou embarcar no horário negão!

Passagem na mão! Vou embarcar no horário negão!

Fui chegando mais ou menos próximo ao balcão de check-in, mais ou menos no sentido de identificar se o atendente era homem ou mulher. Cheguei a um ponto que era possível ver o painel de vôos da Infraero e meu vôo já indicava embarque imediato.

Consultei novamente um funcionário e o mesmo teve a audácia de dizer que o vôo estava atrasado! Claro que não era verdade. Enfim o horário do vôo se aproximava mais ainda, até que resolveram dar prioridade aos passageiros para Montevidéu. Pensei: “Até que enfim, espero que a Pluna seja solidária e espere quem sofreu com a cagada da TAM.”

Minha vez de fazer o check-in, a atendente olha pro meu e-ticket e diz: “Sr. seu vôo é Pluna, o check-in teria que ser feito por eles, porém o vôo já está na última chamada!”

Claro que minha reação foi ficar puto com aquilo, não só eu como Paula, que estava me acompanhando e me acalmando até então. TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA TAM DISSERAM QUE O CHECK-IN ERA ALI MESMO.

Repito: TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA TAM DISSERAM QUE O CHECK-IN ERA ALI MESMO.

Eba! Vamos todos para Montevidéu!

Eba! Vamos todos para Montevidéu!

Percebendo a cagada disseram que iriam me colocar em outro vôo, com saída as 9:15, da própria TAM. Esse sim era o vôo que estava atrasado. Porém, sempre tem um porém, eu só poderia ir nesse vôo caso houvesse disponibilidade de assento.

Ainda bem que tinha lugar disponível e consegui fazer o check-in. Saí correndo para o embarque internacional que felizmente estava bem tranquilo. Raio-x, verificação de passaporte, essas coisas, não levaram mais do que 5 minutos. Corri pra sala de embarque, que foi a piorzinha, aquela no terreo que você precisa pegar um ônibus até o avião. Chegaria em cima da hora, caso o vôo saisse no horário (9:15).

Praia de Pocitos, já em Montevidéu

Praia de Pocitos, já em Montevidéu

O embarque só começou as 11:30 e depois, já dentro do avião, ainda tive que esperar mais uns 40 minutos para decolar.

Galera pegando um bronze na praia de Pocitos.

Galera pegando um bronze na praia de Pocitos.

Pelo menos o vôo foi normal, sem percalços, chegando em Montevidéu por volta das 15:00. Pela Pluna eu chegaria as 11:40. A parte de imigração, bem como a alfandêga uruguaia são bem tranquilas e por volta das 16:00 eu já estava no hostel. Ainda deu tempo dar uma volta e conhecer a praia de Pocitos, que ilustrou o resto desse post. Em breve, voltamos com a programação regular, com posts sobre “Montebidêo”. :)

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Restaurante Chino Central – Buenos Aires – Não vá!

Posted by Jana On janeiro - 6 - 2009

Queridos leitores,

o Jeguiando sempre teve como foco indicar aos leitores os lugares mais bacanas e seguros para amarrar o seu jeguinho, ou seja, lugares que vocês possam ir tranquilamente, sem medo de errar, levando-se em conta os aspectos gerais. Hoje, no entanto, não escreverei sobre um lugar para indicá-lo, mas sim para abertamente dizer… Não amarre seu jeguinho por lá… Resumindo… Não vá!

Quando avistar essa fachada, não entre. Foto: Jeguiando

Quando avistar essa fachada, não entre. Foto: Jeguiando

Além de indicarmos roteiros turísticos, sempre damos um jeito de conhecer restaurantes e bares nas viagens que fazemos, porque as pessoas sempre têm dúvidas de onde ir quando estão em uma cidade pela primeira vez. Buenos Aires é conhecida por suas carnes e empanadas, mas depois de alguns dias você não aguenta mais comer estes dois itens e sempre acaba buscando outras coisas. Foi por esse motivo que entramos neste restaurante, dedicado à gastronomia chinesa, o Chino Central, localizado na Rivadavia, Microcentro. Enquanto o garçom anotava nosso pedido, eu comecei a fotografar o local, porque havia gostado e inicialmente já pensava em indicá-lo.

Os restaurantes em Buenos Aires, todos que frequentei até agora, sempre servem um couvert antes das refeições. Alguns cobram pelo couvert, outros não, que varia de uma cestinha de pães a uma cestinha com outros itens. Como Fábio e eu estamos controlando a alimentação, avisamos ao garçom que recolhesse o couvert, porque não iríamos consumir em função do controle com a alimentação que citei. O garçom recolheu e nada disse.

Jantamos e, quando pedimos a conta, vimos que o couvert foi cobrado mesmo sem termos consumido. Quando questionamos ao garçom, ele disse que mesmo que não houvéssemos comido do couvert, teríamos que pagar da mesma forma. Questionei então citando todos os restaurantes que frequentei durante estes quase 20 dias. Uns não cobravam e os que cobravam, só o faziam quando o cliente realmente consumia algo da cestinha. Além de cobrar o triplo do que cobram normalmente nos restaurantes pelo couvert, o garçom teve o disparate de dizer que o mesmo engloba o prato, os copos e talheres, ou seja, que teríamos que pagar esta taxa para termos pratos limpos, talheres limpos e uma mesa onde pôr a comida. Enfim, uma falta de respeito profunda aos clientes, principalmente porque nada no restaurante indicava este tipo de “conduta”.

O restaurante, caso queiram enfrentar desrespeito e grosseria, fica localizado na Rivadavia, Av. 656 – Microcentro – Cidade de Buenos Aires. Acredito que um dos grandes problemas de alguns estabelecimentos é justamente a falta de clareza no seu serviço. O consumidor tem direito de ser informado da conduta do restaurante, para que surpresas desagradáveis não ocorram. E francamente… Cobrar por talheres, prato e mesa… Melhor que nos dessem a opção de comer com as mãos e no chão. Pelo menos teríamos direito de escolha.

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20ª Bienal do Livro de São Paulo – Outras impressões

Posted by Jana On agosto - 24 - 2008

Antes de escrever sobre algum lugar, costumamos voltar ao mesmo mais de uma vez para sustentarmos nossas impressões. A proposta do Jeguiando sempre foi a de indicar lugares que valem a pena ser visitados, então resolvemos retornar à Bienal do Livro uma semana depois.

Continuo afirmando que o evento é importantíssimo para o incentivo à leitura e conseqüentemente para a formação de cidadãos com senso crítico e não homens e mulheres facilmente manipuláveis, no entanto, ontem, presenciei uma das cenas mais ridículas e lastimáveis, que já antecipa o quanto a estupidez humana anda em alta.

Sou leitora e admiro há anos o trabalho da escritora Lygia Fagundes Telles e quando vi seu nome entre a lista de autores convidados do evento, não poderia perder a oportunidade de ouvi-la falar sobre aquilo que rege sua vida: a literatura. Fomos então, Fábio, eu e a Fernanda, uma amiga, assistir à palestra de Lygia Fagundes Telles e de Maria Adelaide Amaral. Logo na entrada do Salão de Idéias da Volkswagen, quando já estava na porta, fui surpreendida com o fato de que precisaria de senha para entrar e que deveria ser adquirida com duas horas de antecedência. O detalhe é que enquanto estávamos na fila, nenhum funcionário circulou pela área para avisar sobre a necessidade da senha e não havia nada no site que apontasse para isso. Foi formada uma fila então, ao lado do salão, para pessoas que não tinham a senha em mãos. Quando consegui entrar, vi que não faltavam lugares vazios (eram muitos), mas a necessidade de mostrar poder é incrível, mas esta não foi a cena ridícula a qual me referi no início do texto.

O bate papo entre Lygia, Maria Adelaide e o público não poderia ter sido melhor. Todas as minhas impressões sobre o carisma e a inteligência de Lygia se confirmaram e obviamente quando o bate papo terminou, várias pessoas, como eu, fomos cumprimentar a autora. Como mesmo disse, os livros dela fazem parte do meu imaginário desde menina e depois fizeram parte dos meus estudos como profissional da área de Letras. Quando consegui me aproximar de Lygia para cumprimentá-la e pedir que assinasse uma edição antiga de um dos meus livros preferidos da autora, Ciranda de Pedra, fui grosseiramente atravessada por uma das mulheres que trabalhavam na parte de apoio. Ouvi termos como “inconvenientes” a “ruminantes” serem proferidos enquanto várias pessoas e eu tentávamos trocar umas poucas palavras com a autora. Fomos conduzidos delicademente (hahahaha) para fora do tablado e eles ainda inventaram uma história de que a autora daria autógrafos no stand da Rocco, desculpa esta que foi dada para enganar de forma desrespeitosa os leitores de Lygia. Mas a história não pára por aí.

Muitas pessoas acompanharam Lygia em sua saída, pensando que realmente ela iria para a suposta sessão de autógrafos no stand da Rocco, mas conseguimos ouvir a conversa de que na verdade ela iria embora. Fábio então, que já tinha como eu tentado pedir seu autógrafo dentro ainda do Salão de Idéias, novamente pediu a Lygia para assinar meu livro. A autora foi muito simpática e assinou minha edição de Ciranda de Pedra, mas Fábio ouviu uma boa maré de grosserias por parte de quem a acompanhava, até coisas do tipo “não faça isso, porque se você assinar para um, terá que assinar para outros”, reduzindo o leitor a um nada, sem importância. Neste ponto, é que chega Geraldo Alckmin, candidato à prefeitura de São Paulo e estranhamente todas as portas parecem se abrir. O candidato prontamente foi conduzido à presença de Lygia, pode trocar palavras, tirou foto ao lado da autora, mas não podemos desprezar o fato de que o mesmo está em campanha e tudo não deixa de ser marketing pessoal. É exatamente neste ponto que nasce meu asco e revolta diante disso. O grupo que acompanhava Lygia prontamente abriu todas as portas para um candidato à prefeitura de São Paulo, mas destratou, foi grosseiro, com a maioria daqueles que tentaram se aproximar da autora e falar de sua admiração pelo trabalho da mesma. Quem me garante que Alckmin leu um livro sequer dela? Infelizmente, vivemos em um mundinho regido pela lei silenciosa de que as pessoas valem o que têm e a posição que ocupam. Naquele contexto, imagino que o leitor deveria ser respeitado, porque é o leitor que dá vida à literatura. O leitor é quem movimenta os livros da prateleira, que faz as histórias circularem, que significa os textos. No entanto, neste contexto, o político em campanha, que faz pose para colocar depois no seu clip, tem importância maior do que as pessoas que trouxeram os livros da autora para a vida e que o fizeram por ter algum significado.

É lamentável perceber até que ponto chega a estupidez humana e como as pessoas se deslumbram com coisas que até então não fazem muito sentido. Mas o que esperar de um mundo em que o termo celebridade foi tão deturpado, até chegar ao ponto de pessoas que não têm absolutamente nada a acrescentar, são laureadas e celebradas por nenhum feito que justificasse tal movimento. Como leitora, como profissional da área, me senti totalmente desrespeitada, não pela Lygia, obviamente, que teve minha admiração dobrada pela forma delicada como recebeu seus leitores, mas pelo grupo que a acompanhava e pelo grupo de apoio do Salão de Idéias da Volkswagen, que desconhece, acredito, o valor que o leitor tem na leitura. Mas o que podemos fazer? Talvez nos candidatarmos nas próximas eleições para termos o direito de dar um abraço no autor que admiramos e cuja literatura nos acompanhou por longos anos na vida. Talvez assim não sejamos chamados de inconvenientes e tratados como delinqüentes.

(Janaína Calaça)

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