Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for the ‘Arquitetura’ Category

Vila de Paranapiacaba – Santo André/SP

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 18 - 2010

Conhecer a Vila de Paranapiacaba, que significa em tupi-guarani “lugar de onde se avista o mar”, é um exemplo de como é possível viajar sem gastar muito e ter uma experiência para guardar e recordar. Obviamente, o passeio fica barato para quem vive em São Paulo ou no ABC, mas este post na verdade é um convite ao leitor a tentar descobrir, próximo à sua cidade, algum lugarzinho interessante de visitar como assim o fiz, morando em São Paulo. Neste fim de semana descobri, através da indicação de uma grande amiga, a Natalina Costa (a quem agradeço a companhia), este encanto de vila, situada em Santo André, no ABC Paulista.

Paranapiacaba. Santo André/SP. Imagem: Jeguiando.

Viajar para mim independe da distância percorrida, mas sim da sensação de “estar em outro lugar”, de ter a oportunidade de conhecer outras paisagens. Para chegar em Paranapiacaba, peguei metrô, trem e um ônibus metropolitano, comum. Foi um pouco mais de uma hora e vinte de viagem, que me proporcionou um fim de semana agradável, tranquilo, fotos e recordações interessantes.

Locobreque de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

A Vila de Paranapiacaba, que trata-se de um distrito do município de Santo André, é um museu a céu aberto. Sim, literalmente um museu. A vila foi tombada como patrimônio histórico pela sua importância na economia do Brasil no século XIX e conserva algumas características da época em que funcionava a todo vapor (com todos os trocadilhos possíveis!).

Locobreque de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

Segundo verbete extraído da Wikipedia, Paranapiacaba “surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway – estrada de ferro que possibilitava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos, e vice-versa (…)”.  “A São Paulo Railway inaugurou sua linha férrea em 1º de janeiro de 1867. Ela primeiramente serviu como transporte de passageiros de Santos a São Paulo e Jundiaí (última estação); também serviu como escoamento da produção de café da província paulista para o porto de Santos. Em 1874, é inaugurada a Estação do Alto da Serra, que mais tarde seria denominada Paranapiacaba”.

Vila de Paranapiacaba. Imagem: Jeguiando.

A vila é dividida em Parte Alta e Parte Baixa, que corresponde a uma espécie de pequeno vale. Não há hotéis em Paranapiacaba, somente pequenas pousadas. Natalina e eu, enquanto escolhíamos onde ficar, acabamos optando por uma pousada localizada na parte alta da, que fica próxima ao ponto de ônibus, a Pousada da Casa Roxa, administrada pelo Álvaro e pela Margarete, que transformaram sua casa em um hostel simples, mas daqueles em que você se sente bem à vontade. O ponto positivo desta pousada, além da simpatia e receptividade dos seus anfitriões, é a vista privilegiada da vila. A casa é quase um mirante e de lá consegui tirar fotos panorâmicas e ter o prazer de jogar um baralhinho no final do dia, presenciando a neblina descer sinuosa e cobrir a vila. Linda cena! Ah! E o bolo de fubá do seu Álvaro também vale a pena a visita!

Trem antigo. Imagem: Jeguiando.

Paranapiacaba parece ter parado no tempo, lá nos fins do século XIX, inícios do século XX. As casas, construídas para abrigar os ferroviários e suas famílias, permanecem, muitas delas, com suas características originais. Caminhar pelas ruas é caminhar através do tempo. Muitas dessas casas são habitadas, são residências dos moradores da vila. Outras foram transformadas em ateliês de arte ou pequenos restaurantes, que atendem à população e aos turistas. Como a frequência de turistas é bem variável, os horários dos estabelecimentos, que servem refeições, também variam muito, logo é preciso caminhar um pouco e procurar  onde é possível fazer uma refeição, que quase sempre é caseira, mas bem preparada. Há vários cafés e restaurantes, mas poucos funcionam efetivamente em um horário regular.

Antiga casa em ruínas. Imagem: Jeguiando.

A atração principal da vila é, sem dúvidas, a ferrovia com seu trenzinho que ainda funciona, mas não para fins comerciais. O trem hoje é operado apenas para fins turísticos. Por R$ 5,00 é possível fazer o passeio de 10 minutos. O passeio não é longo, mas vale para conhecer o interior do vagão, a sensação do movimento, os apitos e tudo mais a que se tem direito. O projeto é tocado por voluntários e o ingresso cobrado é o que mantém o trem funcionando.

Trenzinho. Passeio turístico pela vila. Imagem: Jeguiando.

Além do trem, datado de 1814, se não me engano, há uma réṕlica que roda a vila, só que em cima de rodas e não de trilhos. Para passear no trenzinho de mentirinha, o visitante deve se dirigir à Rua Direita. Não tem como errar. Ele está lá paradinho, amarelo e reluzente para fazer a festa de quem visita Paranapiacaba.

Clube União Lira Serrano. Imagem: Jeguiando.

Além das casas dos ferroviários e dos passeios de trenzinho, o visitante pode ainda ter acesso a vários pequenos museus, espalhados ao longo da vila, como o Museu do Funicular, que é uma espécie de casa de máquinas; o Museu do Castelo, ou Castelinho, localizado no alto da colina e antiga moradia do engenheiro-chefe, que de lá fiscaliza o trabalho dos ferroviários; o Clube União Lira Serrano, onde aconteciam exibições de cinema mudo. Além desses pontos turísticos, há ainda o Antigo Mercado e o Pau da Missa.

Utensílios domésticos. Imagem: Jeguiando.

A vila recebe geralmente visitantes de regiões próximas ou ecoturistas, acostumados a enfrentar trilhas árduas para descansar e relaxar em cachoeiras e piscinas naturais. Há vários monitores que trabalham na vila organizando as trilhas e acompanhando os turistas para dar-lhes segurança. Além de seu apelo ecológico, a vila também se tornou ponto de encontro de esotéricos, bruxos e Xamãs. Se não me engano, já rolaram alguns eventos, como encontro de bruxas, na vila.

Paranapiacaba. Santo André/SP. Imagem: Jeguiando.

Bom, queridos Jeguiantes, deixo então a vocês a dica deste simpático distrito de Santo André, que muito me encantou. Tenho planos de voltar lá quando puder, pela acessibilidade da viagem em termos de custo e, principalmente, pela tranquilidade, paz e aconchego que este deslocamento me proporcionou. Aos paulistanos, acostumados ao ritmo acelerado da cidade, uma ressalva: visitar a Vila requer paciência com o ritmo do lugar. Nada de correria, nem de lugares abertos 24 horas. É uma oportunidade de perceber que há sim outras formas possíveis de viver, sem tanta parafernália, sem tanta pressa e que ainda assim funciona e muito! Agora, agradeço à minha companheira nesta viagem, Natalina, pela companhia agradável, pelas partidas de baralho, pelo bate papo e por ter me apresentado este lugar tão bacana. Obrigada, minha querida!

Eu e Nathy em Paranapiacaba!

Informações Gerais:

Onde fica? Distrito do município de Santo André, São Paulo.

Como chegar? Acessem o site do Wikipedia e lá tem tudo detalhado para o visitante.

Onde se hospedar? Pousadas. Fiquei na Pousada da Casa Roxa, na Parte Alta da Vila.

Quer conhecer um pouco mais, acesse os sites dedicados à Paranapiacaba!

Paranapiacaba Ecoturismo

Guia Paranapiacaba

Popularity: 9%

Museu de Arte da Pampulha – BH/Minas Gerais

Posted by Janaína Calaça On outubro - 13 - 2009

Um dos principais cartões postais de Belo Horizonte é sem dúvidas o Museu de Arte da Pampulha, conhecido antigamente como Cassino da Pampulha. O Museu é um dos projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer, encomendado na década de 40, no tempo que Juscelino Kubitscheck foi prefeito de BH. O museu, segundo verbete extraído da Wikipedia, “faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se complementa com a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile da Pampulha e o Iate Clube. Foi o primeiro prédio do conjunto a ser construído”. Infelizmente, do conjunto arquitetônico só conseguimos visitar o museu, porque, como citei nos posts anteriores, minha viagem para Minas foi pontuada por uma gripe chata, febre e sono. Não foi a viagem dos sonhos, mas consegui pelo menos caminhar pelo museu e ver de perto o quão bonito é.

100_8110

Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

O Museu conta com um acervo permanente de obras, inclusive de Di Cavalcanti, Iberê Camargo e Tomie Ohtake. Além da exposição permanente, acontecem frequentemente mostras de arte abertas ao público.

100_8083

Vista do Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

A estrutura do museu conta também com uma “biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia”.

100_8101

Vista do Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

Como citei no início do post, o Museu antigamente era conhecido como Cassino Pampulha, porque foi construído inicialmente para este fim, mas com a proibição do jogo, acabou por dar lugar ao museu. O conjunto arquitetônico foi construído para funcionar como uma espécie de colônia de férias mas depois de tantos contratempos e “perrengues”, foi totalmente reconfigurado em seu sentido e fim.

100_8108

Vista do Museu de Arte da Pampulha. Imagem: Jeguiando.

Vale a pena dedicar um tempinho para conhecer o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, principalmente a área que corresponde ao museu de artes. O acesso, para quem se hospeda no centro, não é lá dos mais fáceis, porque infelizmente em BH não há um investimento em linhas de Turismo, que facilitariam bastante a vida dos viajantes. Para quem foge de pacotes turísticos como nós, o ideal mesmo seria contar com uma linha turismo como a de Curitiba, por exemplo, que considero a mais eficiente até hoje, justamente pela flexibilidade de você escolher onde parar sem ter que ficar preso a um grupo. Bom, na falta de uma linha exclusiva para tal fim, o viajante tem que tentar se encontrar no transporte público de BH ou gastar uma graninha para pegar um táxi do Centro até as imediações do museu e, como disse, o trajeto é longo. É… BH precisa urgentemente de um plano que atenda às necessidades do turismo na cidade.

100_8081

"O Abraço" de Ceschiatti. Imagem: Jeguiando.

Queridos jeguiantes, espero que tenham gostado do post e que este tenha despertado a curiosidade para conhecer um pouco mais da capital mineira, que vale a pena ser visitada, mas que anda precisando de um incentivo grande em relação ao turismo. A cidade tem potencial turístico, mas acho que ainda não se tocaram disso!

Quer visitar o Museu de Arte da Pampulha? Seguem abaixo as informações.

Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585 – Pampulha – Zona 0.

Popularity: 3%

Solar do Unhão – Salvador

Posted by Janaína Calaça On outubro - 7 - 2009

O maior clichê de Salvador, eternizado por Vinicius de Morais, é passar uma tarde em Itapoã. Nasci em Salvador, vivi grande parte de minha vida por lá e digo tranquilamente que há lugares bem mais interessantes, tranquilos e belos para se passar uma tarde. Itapoã se tornou um ponto turístico devido a toda carga poética a ela atribuída, mas há cantinhos como Monte Serrat e o Solar do Unhão, localizado às margens da Baía de Todos os Santos, que emociona pela beleza e que me toca muito mais. Sentar no pequeno cais, na balaustrada ou na pequena ponte, que dá acesso ao mar, e assistir ao pôr-do-sol é impagável. Seja sozinho, seja com amigos ou família, ver o sol se pôr, ouvindo o som das ondas arrebantarem na prainha é bonitooooooo.

100_7827

Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

O Solar é um museu a céu aberto, que reúne em sua área a “Capela de Nossa Senhora da Conceição, um cais privativo, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques. O conjunto atualmente sedia o Museu de Arte Moderna da Bahia”, segundo verbete extraído da Wikipedia. O Museu de Arte Moderna ou simplesmente MAM conta com um acervo de obras permanente e lá acontecem também várias exposições, que já tive a oportunidade de assistir. No Solar do Unhão também está funcionando hoje uma das salas de arte de Salvador, onde são exibidos filmes alternativos aos blockbusters da vida.

100_7784

Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Segundo artigo publicado na Wikipedia, o conjunto que constitui o Solar do Unhão foi tombado pelo “Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na década de 1940. Posteriormente, foi adquirido pelo Governo do Estado para sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia. Após um trabalho de restauração com projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, o MAM foi inaugurado em 1969, oferecendo oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados”.

100_7793

Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Caminhar por dentro do Solar é uma experiência sensorial. Muitas das características originais do complexo arquitetônico foram mantidas, como por exemplo as paredes da parte interna do solar, onde funcionava por exemplo a senzala do casarão. Há alguns anos, o solar foi transformado em um restaurante dedicado à gastronomia teoricamente baiana, mas hoje no lugar funciona um café.

100_7803

Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Na parte externa do solar, o visitante pode apreciar o que é chamado de Parque das Esculturas, que reúne obras de artistas como Bel Borba, Mário Cravo Jr e Carybé. As obras encontram-se espalhadas pelo gramado da área externa, paredes e até na prainha.

100_7808

Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

A ponte que rodeia a área externa do solar dá acesso à prainha, cujas águas são tranquilas. Os habitantes que residem próximo ao solar usam a prainha para banho, mergulho e navegação.

100_7807

Escultura do Parque das Esculturas, no Solar do Unhão. Imagem: Jeguiando.

Espero que tenham gostado de visitar virtualmente e conhecer um pouco do Solar do Unhão. Preferi me centrar nas fotografias da área externa para atiçar a curiosidade do viajante, para que ele mesmo descubra o que tem mais por lá. Volto a afirmar que o Solar é um dos pontos mais belos de Salvador a ser visitado e há detalhes suficientes para ocupar uma tarde ou até um dia inteiro. Para quem curte fotografia, vale a pena passar umas boas horas por lá. Tenho certeza que belas imagens serão extraídas deste cantinho tão solar e belo de Salvador.

Endereço: Avenida do Contorno, s/n. Comércio.
Tel: (71) 3117-6131 / (71) 3329-5551.

Popularity: 3%

Recife Antigo – Recife (Pernambuco)

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 28 - 2009

Hoje vamos falar um pouco sobre o Recife Antigo, ou simplesmente Recife, localizado na cidade homônima de Recife, em Pernambuco. O bairro reúne pontos que correspondem ao Centro Histórico da cidade. É lá onde estão localizadas as edificações mais antigas, que reúnem inclusive a memória da breve invasão holandesa.

Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

O centro histórico passou e ainda passa por uma série de processos de revitalização. Enquanto caminhávamos pelas ruas do bairro, notamos que muitas edificações antigas estão passando por reformas, ou para manter sua estrutura para visitação pública ou para abrigar empreendimentos, visando sua maior conservação, como no caso do shopping center  Paço Alfândega, onde antigamente funcionava um convento, fundado em 1720. O convento, tombado como Patrimônio Histórico, hoje abriga um shopping center destinado às classes de poder aquisitivo alto. Pobres mortais só conseguem comprar uma água por lá, mas vale a visitação.

Área interna do Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

Área interna do Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

A estrutura foi preservada, como as paredes originais, que aparecem desnudas, compondo esta fusão de passado e presente, que recorta já o imaginário da própria cidade.

Rua do Recife Antigo. Foto: Jeguiando

Rua do Recife Antigo. Foto: Jeguiando

A caminhada pelas ruas do Recife Antigo é  pontuada pela visão de antigos casarões, de estilo colonial. Edificações firmes, janelas amplas, portas pesadas, tudo remete aos antigos casarões que abrigavam as famílias abastadas da cidade, assim como os antigos centros de poder.

Ponte Maurício de Nassau. Foto: Jeguiando

Ponte Maurício de Nassau. Foto: Jeguiando

Mais adiante, encontramos a Ponte Maurício de Nassau, fundada no ano de 1643. A ponte é considerada a mais antiga da América Latina e liga os bairros do Recife ao de Santo Antônio. Ao longo de suas reformas, a mesma recebeu algumas nomenclaturas. Foi fundada como a Ponte do Recife, construída em madeira, depois levou o nome de Ponte Sete de Setembro, até que por fim é conhecida hoje como Ponte Maurício de Nassau.

Porto do Recife e em foco escultura de Francisco Brennand. Foto: Jeguiando

Porto do Recife e em foco escultura de Francisco Brennand. Foto: Jeguiando

Caminhando em direção à orla do Recife antigo, encontraremos o Porto do Recife, que está ativo ainda. O porto localiza-se às margens dos rios Capibaribe e Beberibe, que desaguam no Oceano Atlântico. O que mais chama a atenção no porto são as esculturas de Francisco Brennand, artista plástico natural de Recife. O trabalho de Brennand em cerâmica já povoa o imaginário dos nativos e daqueles que visitam a cidade. A Oficina de Brennad funciona na capital pernambucana e é lá onde está reunida a maior parte de seu acervo. Quer conhecer a Oficina de Brennand?  Acesse o seu site e dê uma olhada nas peças fantásticas do artista.

Antiga Bolsa de Valores. Foto: Jeguiando

Antiga Bolsa de Valores. Foto: Jeguiando

Ainda da orla, avistamos prédios como o da antiga Bolsa de Valores de Pernambuco, que já não mais desempenha sua função. O prédio está sendo, como mostra a fotografia, revitalizado e abriga atualmente o Centro Cultural da Caixa.

Sinagoga Kahar Zur Israel. Foto: Jeguiando

Sinagoga Kahar Zur Israel. Foto: Jeguiando

Caminhando da orla pelas ruas paralelas, entramos na antiga Rua dos Judeus e hoje Rua do Bom Jesus. Lá encontramos a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, instalada durante domínio holandês e desativada depois da expulsão dos holandeses. Hoje a sinagoga encontra-se restaurada e abriga a memória da sociedade judaíca de Pernambuco.

Transição esquisita... Foto: Jeguiando

Transição esquisita... Foto: Jeguiando

Enquanto caminhávamos pela rua, que abriga a sinagoga, nos deparamos com esta plaquinha, mostrando a transição ocorrida naquela porção da cidade. Transição esta suavizada por uma placa, mas que figura como um processo de tentativa de apagamento de uma cultura em relação à outra. De antiga Rua dos Judeus à Rua do Bom Jesus, as tentativas de apagamento e supressão ficam visíveis em uma inofensiva plaquinha, pregada na parede de um casarão.

Torre Malakoff. Foto: Jeguiando

Torre Malakoff. Foto: Jeguiando

Saindo da Rua do Bom Jesus, nos deparamos mais adiante com a Torre Malakoff, construída no século XIX, na Época da Guerra da Criméia. A torre já sofreu com abandono, mas hoje, revitalizada, funciona como espaço de disseminação da cultura pernambucana.

Ê boi, ê boi... Foto: Jeguiando

Ê boi, ê boi... Foto: Jeguiando

Espero que tenha sido útil este breve (breve mesmo) passeio pelo Recife Antigo. Nada substitui, no entanto, as caminhadas reais, os pés no chão, o sol na cabeça, o vento no rosto, as cores nos olhos. O Recife Antigo é singular na sua pluralidade de pontos e de histórias, que se entrecruzam. Cada ponto do bairro é parte da história da cidade, de seus movimentos de resistência e de expansão. De passagem à Recife, coloque na sua listinha de prioridades… Conhecer o bairro do Recife! Até mais!

Fonte de Pesquisa: Wikipedia

Popularity: 12%

Centro Histórico de Olinda – Pernambuco

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 21 - 2009
Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Olinda poderia muito bem vir acompanhada de exclamações. Seria algo assim como “Ó, linda!!!!”. Lindas ruas, casarões coloridos, vista que encanta. Do alto de Olinda, o Recife se abre como poesia.

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Visitamos Olinda em um fim de semana apertado. Pegamos o ônibus de Floresta, alto sertão pernambucano, e chegamos em Recife. Tiramos o sábado para Recife e o domingo para Olinda.

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Como o tempo era curto, visitamos apenas o Centro Histórico de Olinda, que foi declarado patrimônio mundial pela UNESCO. Assim como o Pelourinho em Salvador e San Telmo em Buenos Aires, o Centro Histórico preservou características do período pós colonial, principalmente as referentes à reconstrução do lugar após a invasão holandesa, que ocorreu por volta do século XVI. Como, após a invasão holandesa, Olinda sofreu um processo de paralisia no seu processo de desenvolvimento, não ocorreram grandes mudanças em sua arquitetura, o que permitiu que seus casarões chegassem aos nossos olhos nos dias de hoje. Olinda é o encontro do passado e do presente através de suas ruas, casarões e ladeiras. Para caminhar por Olinda, é preciso ter disposição para subir e descer estas ruas-morros, afinal a mesma foi construída em terreno extremamente irregular.

Ladeira da Misericórdia - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Ladeira da Misericórdia - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Ao chegarmos no topo do centro histórico, depois de uma subida simpática, encontramos a Sé e um dos panoramas mais interessantes de Recife visto de lá. No alto de Olinda, não só enxergamos o restante do município, assim como uma grande parte da cidade de Recife, principalmente a porção correspondente ao Recife antigo. Linda paisagem, ventinho bom no rosto… Mas o sol não alisa!

Vista do Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Vista do Alto da Sé - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

No alto de Olinda, também acontece uma feira de artesanato bacana, onde os nativos expõem trabalhos de artistas locais, assim como seus próprios trabalhos. Objetos de barro, telas que trazem o olhar nativo da cidade, quadros com frases engraçadinhas, enfim, há de tudo. Além de artesanato, são vendidos também os beijus de tapioca, ou simplesmente tapioca, que são feitos na hora e recheados geralmente com carne seca e queijo coalho.

Artigo da feira de artesanato - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguindo.

Artigo da feira de artesanato - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguindo.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção na cidade  foi a presença maçica de Ateliers, que reflete a preocupação não só da cidade de Recife, como de Olinda também, com a cultura nativa. Há um incentivo grande em valorizar a arte local, traduzida não somente na presença dos ateliers, mas na preservação de tradições, como a própria configuração das casas e do carnaval olindense.

Casarões - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Casarões - Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Falando em carnaval, visitamos a cidade justamente no dia em que estava rolando ensaio para a festa. Semanas antes do carnaval, acontecem estes prelúdios, diria assim, aos domingos em Olinda. No fim da tarde, saem pelas ruas alguns bonecos gigantes aos som do frevo e do maracatu, que são dançados freneticamente por dançarinas e dançarinos nas ruas íngremes do centro histórico. As ruas, então, já tão coloridas pelos casarões, ganham ainda mais cores e as canções completam a ludicidade do quadro para quem acompanha a festa.

Bonecos gigantes, Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Bonecos gigantes, Centro Histórico de Olinda. Foto: Jeguiando

Falando em casarões, há um fato bem interessante a ser comentado sobre os mesmos. Por volta dos séculos XVI e XVII, os casarões não possuíam numeração para identificá-los, mas sim cores. Cada casa tinha suas combinações de cores específicas e assim eram identificadas.

Casarões de Olinda, Centro Histórico. Foto: Jeguiando

Casarões de Olinda, Centro Histórico. Foto: Jeguiando

Passeando por lá, você ainda encontrará os seguintes pontos turísticos, que fazem parte da memória da cidade e da visível influência religiosa em sua dinâmica:  a Igreja de Nossa Senhora das Neves,  a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Catedral de Olinda, o Mosteiro de São Bento e o Convento de São Francisco.

Jegue-Tón e a vista do alto de Olinda. Foto: Jeguiando

Jegue-Tón e a vista do alto de Olinda. Foto: Jeguiando

Espero que tenham aproveitado este breve panorama sobre o Centro Histórico de Olinda e que o mesmo sirva de estímulo para que mais tarde vocês possam amarrar seu jeguinho por lá, porque vale realmente a pena!

Jegue-Tón dançando frevo. Foto: Jeguiando.

Jegue-Tón dançando frevo. Foto: Jeguiando.

Popularity: 9%

About Me

There is something about me..

Twitter

    Photos

    DSC_0286.NEFDSC_0283.NEFDSC_0281.NEFDSC_0280.NEFDSC_0278.NEFDSC_0276.NEFDSC_0274.NEFDSC_0271.NEFDSC_0269.NEFDSC_0267.NEFDSC_0266.NEFDSC_0263.NEF