Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for outubro, 2009

Xcaret – México – Parte III

Posted by Jana On outubro - 25 - 2009

Como havia prometido, hoje vamos falar do espetáculo que encerra, diariamente, as atividades no Xcaret. O Xcaret México Espetacular trata-se de um espetáculo teatral que traz um breve panorama do período pré-colonial, da invasão dos espanhóis, da conquista do território correspondente ao México hoje, a dizimação e conquista do povo Maia e, por fim, a gênese das diferentes manifestações culturais, que juntas compõem o mosaico da cultura mexicana. O espetáculo dura por volta de duas horas, pontuadas de muita música e por um figurino impecável.

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Ator caracterizado de Maia. Imagem: Jeguiando.

O espetáculo já tem seu início com atores espalhados ao longo do caminho até o teatro, devidamente caracterizados, representando o povo Maia.

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Ator caracterizado de Maia. Imagem: Jeguiando.

Vestidos de onças, corujas, jaguar, os atores já antecipam a atmosfera do espetáculo, ambientando o visitante à proposta da peça teatral.

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Xcaret México Espetacular. Mesa. Imagem: Jeguiando.

Em um teatro rodeado de grandes arquibancadas, os visitantes vão se acomodando e recebendo, cada um, uma vela acesa. O espectador acaba por fazer parte também do espetáculo. O teatro oferece as opções de assistir à peça saboreando um jantar ou a opção de apenas assistir ao espetáculo. À convite da Royal Holiday, assistimos à peça e jantamos no próprio Xcaret.

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Xcaret México Espetacular. Mesa. Imagem: Jeguiando.

Bom, mas vamos ao espetáculo em si. Com uma equipe de mais ou menos 300 atores, o Xcaret México Espetacular tem seu início com a lenda Maia da criação do universo. A gênese do mundo acaba se misturando com a gênese do próprio povo Maia na montagem.

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Jogo de Pelota Pré-Hispânico (ou Bundebol...hehehe). Imagem: Jeguiando.

A primeira metade do espetáculo centra o olhar na era pré-hispânica, ou seja, que antecede a chegada dos espanhóis no território que hoje corresponde ao México. Entre a reconstrução de rituais sagrados, a peça também traz costumes Maias como, por exemplo, o Jogo de Pelota (bola) Pré-Hispânico, que consistia em tentar acertar a bola na circunferência, mostrada na foto acima. Detalhe que o gol era feito com a bunda! Não havia chutes com os pés, mas sim com os glúteos!

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Invasão espanhola do território Maia. Imagem: Jeguiando.

Entre ritos e costumes, a sociedade Maia era retratada através de uma releitura histórica. Achei interessante usarem como representação da construção desta sociedade através da imagem das colunas Maias, como vemos na fotografia acima. No palco, os atores construíram, peça por peça, as colunas.

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Colonização. Imagem: Jeguiando.

Um dos pontos mais tocantes da apresentação foi sem dúvida a passagem voltada para a invasão espanhola do território Maia. Foi retratada a chegada dos espanhóis, o estranhamento do primeiro contato, o conflito, a guerra e por fim o momento em que os Maias são subjugados, dizimados e têm não só sua configuração social destruída como também suas manifestações culturais. Como vêem, no lugar das colunas Maias, uma cruz é fincada no que restou das construções, representando a violência do processo de conquista territorial. Até este ponto, achei que a montagem tinha sido genial, mas um ponto na apresentação me incomodou bastante… Depois desta cena, tão alegórica e forte, o roteirista deu uma derrapada quando escreveu uma cena em que, depois de tantas manifestações claras de violência, uma espécie de “festa de confraternização de povos acontece”, o que supostamente daria origem ao que seria hoje o povo mexicano. #FAIL. Romantizar violência física e um processo igualmente violento de aculturação definitivamente foi uma pisada feia na bola!

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Birras à parte, após a suposta gênese do povo mexicano, pontuada pela “junção amigável aparente” de espanhóis e nativos, a apresentação seguiu seu rumo. Agora, já na segunda metade do espetáculo, a proposta era representar as várias manifestações culturais, presentes em cada cidade Mexicana.

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Para apresentar um panorama breve da pluralidade cultural do México, cada cidade, as principais, foram retratadas com relação às suas principais manifestações e símbolos identitários. Vestimentas, canções, tudo marcava a participação das cidades mexicanas na composição deste mosaico grandioso e rico que é a cultura mexicana.

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Entre canções conhecidas e símbolos que já povoam nosso imaginário de estrangeiro, como as vestimentas e os mariachis, o espetáculo surpreendeu por suas cores e pela beleza das manifestações.

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Fiquei com vontade de conhecer Vera Cruz só por causa do polvo gigante. :P

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Algumas canções, que embalaram as apresentações, são velhas conhecidas nossas, aqueles clichês que já ouvimos pelo menos em alguma animação ou episódio do Chaves como, por exemplo, El Jarabe Tapatío. Se você, caro jeguiante, não conhece a música de nome, dê uma olhada neste vídeo e vê se lembra!

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Outra canção que faz parte também do espetáculo é El Conejo, também velha conhecida. Que tiver curiosidade, é só dar uma olhada no vídeo. A canção demora um pouco de começar, mas vale a pena assistir.

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

O espetáculo, com certeza, é o ponto alto do dia, para quem segura o cansaço e decide ficar para assistir. Tirando realmente a festa de confraternização entre Maias e espanhóis, vale a pena assistir, principalmente pelo cuidado em mostrar, em poucas horas, a multiplicidade de manifestações culturais presentes no imaginário mexicano.

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

O encerramento da peça teatral se dá com a entrada dos atores com bandeiras de várias partes do mundo, talvez tentando simbolizar a receptividade daquela terra aos que vêm de fora como nós. Com vôos de araras treinadas, o espetáculo é encerrado ao som de México en la piel. Do que tinha de gente fungando de chorar… Confesso… Eu era uma delas! Eu assumo, tá?

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Xcaret México Espetacular. Imagem: Jeguiando.

Bom, para encerrar nosso post, deixo vocês com a canção que encerra o Xcaret México Espetacular.

Para maiores informações, acessem o site do Xcaret.

Horário de Funcionamento: 8:30h às 22:00 horas. Aberto todos os dias do ano.

Endereço: Está localizado a 56 km ao sul do Aeroporto Internacional de Cancún e a 6 km da Playa del Carmen na Riviera Maia.

Telefones de contato: Em Cancún: (998) 883-3143. Na Riviera Maia: (984) 206 – 0038.

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Xcaret – México – Parte II

Posted by Jana On outubro - 21 - 2009

Dando continuidade à série de posts sobre o Xcaret, vamos falar um pouco mais sobre as atrações do ecoparque. Como falei no post anterior, o parque traz opções diversas para os visitantes de todas as idades. Snorkeling, travessia no Rio del Paraíso numa espécie de balsa, visita à granja de cogumelos comestíveis, ao orquidário, às zonas arqueológicas, aos criadouros de macacos, de manatis, de morcegos, de insetos variados, borboletas e de felinos, como o Jaguar e relaxar na praia e nas piscinas naturais são algumas das opções oferecidas no pacote básico. Hoje, vamos falar da nossa visita à uma réplica de uma típica fazenda mexicana, do show de cavalos e de mariachis que assistimos. O espetáculo teatral, que trata do panorama da colonização espanhola no que hoje configura o México, será assunto para o próximo post.

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Show de cavalos. Imagem: Jeguiando.

Ao lado do restaurante La Cocina, acontece diariamente um show de exibição de cavalos, montados não somente por homens como também por mulheres. Antes do show efetivamente começar, os cavaleiros e as amazonas (digamos assim) fazem uma demonstração de montaria em uma praça localizada diante da réplica de uma casa de fazenda mexicana e de uma plantação de agave, planta utilizada na produção de tequila.

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Show de cavalos. Imagem: Jeguiando.

O show de cavalos, para quem aprecia, é bonito de ver e é acompanhado por canções entoadas por uma cantora de voz potente, que dá o tom da apresentação. Eu, particularmente, gostei de assistir ao show, mas confesso que o que mais gostei de ver foi uma apresentação musical de um grupo de simpáticos mariachis, o clichezão adorável que se espera ver em uma viagem ao México!

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Show de Mariachis. O bigodudo fazendo pose para mim! Imagem: Jeguiando.

Depois de assistir ao show de cavalos, Fábio e eu fomos visitar a réplica de uma fazenda mexicana. Portas grandes, janelas de madeira e muito colorido. Apesar de ser tudo cenográfico, ainda assim é gostoso visitar. As cores fortes me atraem e fiquei realmente encantada com os objetos espalhados pela casa de fazenda. Pratos, iguanas bordadas, tudo era um convite aos olhos.

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Réplica de uma fazenda mexicana. Imagem: Jeguiando.

Na casa, cada cômodo, desde a sala de jantar até o quarto das crianças, foram retratados. Móveis pesados, feitos de madeira, azulejos coloridos no chão… Um festival de cores e detalhes para serem apreciados por aqueles que gostam deste tipo de atração.

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Sala de jantar da casa de fazenda. Imagem: Jeguiando.

Apesar do preço a ser pago para visitar o Xcaret ser um pouco salgado, há de convir que a estrutura toda oferecida, os detalhes, as atrações justificam o preço e olha que sou também bastante mão-de-vaca!

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Quarto de casal da casa. Imagem: Jeguiando.

Uma das coisas que gostei muito de ter visto também foram os diversos painéis, que traziam um dos ícones mais famosos da cultura mexicana: as caveirinhas do Dia dos Mortos. A data já era celebrada antes mesmo da colonização espanhola e é uma festa comemorada com muita música, comida e doces. Os doces preferidos da criançada são as caveirinhas de açúcar. E… Para não fugir da tradição… Trouxe umas dessas para casa, como lembrança desta rápida passagem pelo México. Quer saber um pouco sobre o Dia dos Mortos, acesse a Wikipedia.

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Caveirinhas do Dia dos Mortos. Imagem: Jeguiando.

Bom, espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais o Xcaret e no próximo post, o último da série, falaremos sobre o espetáculo teatral que encerra o dia passado no parque. Até o próximo post e fiquem com esta plaquinha graciosa que fala sobre Jegueton e sobre seus parentes!

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Jegues são legais, mas não encham o saco deles! Imagem: Jeguiando.

Para maiores informações, acessem o site do Xcaret.

Horário de Funcionamento: 8:30h às 22:00 horas. Aberto todos oss dias do ano.

Endereço: Está localizado a 56 km ao sul do Aeroporto Internacional de Cancún e a 6 km da Playa del Carmen na Riviera Maia.

Telefones de contato: Em Cancún: (998) 883-3143. Na Riviera Maia: (984) 206 – 0038.

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Xcaret – México – Parte I

Posted by Jana On outubro - 20 - 2009

Caros jeguiantes,  hoje falaremos um pouco sobre o Xcaret, um dos ecoparques localizados em Cancún, a 70 km da zona hoteleira, que tivemos a oportunidade de conhecer em nossa viagem ao México à convite da Royal Holiday. Cancún é um destino de beleza esculpida, digamos assim. As belezas naturais foram devidamente trabalhadas para encher os olhos. Retoque estético, diria assim, mas é um destino agradável e a cor daquele mar é sem dúvidas argumento suficiente para colocar o destino nos planos. Além das águas indecentemente azuis, Cancún conta com uma estrutura de lazer variada, como o Jungle Tour, de que falamos, mergulho com tanque, passeio em pequenos submarinos, restaurantes variados e os ecoparques. Para quem curte ecoturismo, obviamente um ecoparque não chama a atenção, justamente pelo toque cenográfico, mas ainda assim é uma opção interessante para famílias, que queiram passar um dia diferente com opções que agradem a todos. Como as atrações são variadas, dividirei este post em partes. Nesta primeira etapa, falarei das atrações inclusas no pacote básico e no Xcaret Plus e das atividades que realizamos durante o dia e no próximo post me dedicarei ao Espetáculo que acontece à noite.

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Praia em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

O slogan do Xcaret é “Um dia não é o suficiente” e realmente faz sentido. É um slogan honesto, diria. Devido à variedade de atrações, o visitante acaba saindo do parque com a sensação de que não aproveitou nem metade do que poderia ter aproveitado, tanto que o Xcaret oferece aos visitantes a opção de pagar metade do valor do ingresso no segundo dia.

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Fábio, seu bigode tosco e eu fazendo flutuação e snorkeling. Imagem: Jeguiando.

As opções de preço são variadas. O plano básico de admissão custa 69,00 dólares para adultos e para crianças 34,50 dólares, mas acredito que não valha muito a pena, já que o visitante acaba tendo que alugar todos os equipamentos, como toalhas, óculos e snorkel, nadadeiras, entre outros, para poder participar das atividades. O Xcaret Plus custa 99 doláres para adultos e 49,50 dólares para crianças e inclui almoço em um dos restaurantes do parque, 2 bebidas como água e refrigerante e equipamentos.

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Restaurante La Cocina. Imagem: Jeguiando.

Há atrações inclusas no pacote e há as atrações oferecidas fora do pacote. Além de poder caminhar por toda a área do parque, observar a flora e poder ver de perto alguns animais e as ruínas Maias, o visitante pode ainda fazer flutuação no rio com snorkel, atividade que tive a oportunidade de fazer juntamente com Fábio e a turma de blogueiros que viajou conosco. Algumas atrações acontecem também em momentos específicos do dia, como o Jogo de Pelota (bola) Pré-Hispânico e a apresentação dos Voladores de Papantla, de Veracruz.

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Restaurante La Cocina. Imagem: Jeguiando.

Como disse, o visitante tem direito à uma refeição em um dos restaurantes do parque. Escolhemos almoçar no La Cocina, dedicado à gastronomia mexicana. O buffet é farto. As opções de pratos quentes, frios e sobremesas são múltiplas e dá para experimentar um pouco de cada. Como Cancún é um destino frequentado principalmente por americanos, obviamente a gastronomia em um parque como esse é adaptado ao paladar do turista, logo a pimenta, tão presente na cozinha mexicana, é amenizada nos pratos e geralmente servida à parte e não utilizada na preparação. Dentre as outras opções de restaurantes, há o Dos Playas, o La Península, o La Laguna, o La Orquidea, o La Lisla, o La Caleta, El Manglar, o Comida Rápida, o Gran Tlachco e o Bar en las Rocas. A variedade grande de restaurantes visa não só comportar o volume grande de visitantes como também dar opções àqueles que apreciam frutos do mar, por exemplo.

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Voladores de Paplanta. Imagem: Jeguiando.

Depois que almoçamos no La Cocina, assistimos ao show dos Voladores de Papantla. Lindo show por sinal. No alto desta espécie de mastro, os voladores, presos em cordas, vão descendo até o chão à medida que o carretel é desenrolado. Por fim, no chão, os quatro voladores seguram a corda e esperam o último artista descer e fazer pequenas acrobacias no ar. Já em terra, o espetáculo continua. O grupo faz uma dança (não sei de da chuva ou algo assim) e termina o espetáculo girando neste instrumento visto logo abaixo, que realmente não sei como se chama. Lindo espetáculo!

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Voladores de Paplanta. Imagem: Jeguiando.

Depois da apresentação, Fábio e eu fomos visitar as ruínas Maias, localizadas na área do parque. Obviamente não são grandiosas como as localizadas em Tulum, por exemplo, mas dá um gostinho e desperta a vontade de realmente, em uma outra oportunidade de viagem, visitar as grandes ruínas.

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Ruínas Maias em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

É emocionante imaginar que há séculos, funcionava um centro comercial neste espaço, que hoje se apresenta em ruínas.

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Ruínas Maias em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Fizemos várias fotos, mas como o post não pode virar um tratado, tentamos trazer as ruínas maiores localizadas na área de Xcaret.

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Ruínas Maias em Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Além das ruínas, visitamos o aquário do Xcaret, os tanques com as gigantescas tartarugas e ainda arraias. A proposta do aquário é não só promover um momento educativo e interativo para visitantes, como também apresentar uma pequena mostragem da riqueza marinha da região. Neste ponto, gostei da proposta do Parque.

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Aquário de Xcaret. Imagem: Jeguiando.

Se há algo em que realmente acredito é que assimilamos muito mais um conhecimento quando estamos relaxados e consequentemente mais receptivos. A interação com a natureza, com os animais, com a flora, cria vínculos que em uma sala de aula, em um espaço de educação formal, se torna mais difícil estabelecer.

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Arraias. Imagem: Jeguiando.

O nível de interação é tão grande que há opções de atividades como nado com alguns animais, só que este tipo de atividade não vem inclusa nos pacotes básicos. Quando o visitante chega ao Xcaret, há guichês que oferecem os passeios, como nado com tubarões, nado com golfinhos e o Sea Trek, em que você caminha em uma espécie de escafandro e ver de pertinho peixes, tartarugas, etc. Fábio, Lucia Malla, Pedro, Sheila e eu optamos por fazer o nado com tubarões e foi uma experiência gostosa. Nadamos com Tubarões-lixa, muito dóceis. Tivemos uma aula antes de como nos portar com os animais e por fim assistimos uma aula sobre preservação e sobre a situação em que se encontram os tubarões, devido à pesca predatória. Proposta realmente interessante!

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Tubarão-lixa. Imagem: Jeguiando.

Bom, para finalizar este primeiro post sobre o Xcaret, deixo vocês com as imagens da praia do parque e das piscinas naturais. Como disse no início do post, como o parque tem muitas atividades, que acho realmente interessantes de serem pontuadas, resolvi dividir o post em duas ou três partes. Este primeiro foi dedicado especificamente a falar muito brevemente sobre as atrações e sobre a estrutura do parque. No próximo ou nos próximos posts, falarei dos espetáculos que rolam por lá. Aguardem!

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Piscinas naturais. Imagem: Jeguiando.

Para maiores informações, acessem o site do Xcaret.

Horário de Funcionamento: 8:30h às 22:00 horas. Aberto todos oss dias do ano.

Endereço: Está localizado a 56 km ao sul do Aeroporto Internacional de Cancún e a 6 km da Playa del Carmen na Riviera Maia.

Telefones de contato: Em Cancún: (998) 883-3143. Na Riviera Maia: (984) 206 – 0038.

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Floresta do Navio – Pernambuco

Posted by Jana On outubro - 17 - 2009

Hoje, caros jeguiantes, darei início a série de posts chamada “Cidades que você nunca ouviu falar, ao menos que você tenha nascido nela”. Brincadeiras à parte, Floresta do Navio, para quem não conhece, é uma cidade do interior de Pernambuco. O Jeguiando, quando foi idealizado, tinha como foco o relato de viagens, seja qual for a viagem! Obviamente, Floresta do Navio não consta em roteiros turísticos, até porque não se trata de uma cidade com este foco, mas se passamos por lá, sentados em nosso jegue alado (errrrr… licença poética, ok?), vale a pena abrir este espaço e falar um pouquinho da cidadezinha.

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Pé de tamarindo. Imagem: Jeguiando.

Estive em Floresta do Navio três vezes em minha vida. Duas vezes quando era menina ainda e retornei à cidade mais de 20 anos depois. Minha relação com a cidade é simples: meu pai nasceu lá e este ano fizemos uma viagem para que ele pudesse rever a família. A viagem, obviamente, mexeu com todos. Pegamos estrada, meu pai, minha mãe, meu irmão, Fábio e eu, naquele estilo bem viagem farofa e seguimos. Levando-se em consideração que em minha última ida à Floresta, viajamos em um Tanger (que é tipo um Bugre), com mudas de pé de mamão no pé (o carro não tinha porta-malas), travesseiros na cara, isopor com água e malas, hoje estamos até chiques, porque o carro pelo menos tinha ar-condicionado, em vez daquele ar violento que vai entrando em carro de capota! Nesta viagem o carro quebrou umas cinco vezes na estrada e meu irmão, com um ano de idade na época, tomou banho em um puteiro… Sim, viagem peculiar a nossa!

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Igreja do Rosário. Imagem: Jeguiando.

Mas… Continuando a falar da experiência da viagem em si, foi estranho chegar em Floresta e ver em cada prédio público o sobrenome que eu carrego ou sobrenomes ligados à nossa família também. Entre Calaça, Sá, Novaes, caminhei pelo chão daquela cidade, tentando imaginar como tudo aquilo era no tempo que meu pai foi menino. Painho (sim, eu chamo meu pai de painho) vivia em uma fazenda relativamente próxima à cidade e imagino que o ponto alto de sua existência era o dia que ele dava umas voltas na cidade. Achei bonito ver os olhos dele brilhando de orgulho da cidade. “Tá bonitinha né, filha?”. E eu dizia… “É pai, tá bonitinha sim”… Para quem cresceu em Salvador e hoje mora em São Paulo, passar poucos dias em uma cidade do interior de Pernambuco pode parecer um desafio, mas há uma beleza presente na simplicidade daquela vida desacelerada que toca… Toca sim.

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Catedral do Bom Jesus dos Aflitos. Imagem: Jeguiando.

Foram poucos dias os que passei em Floresta, mas o que pude perceber, além do nome da minha família espalhado em alguns cantos, é que há um orgulho grande dos habitantes em relação à cidade. Não sei se isso me assusta ou me encanta, mas há carinho na fala dos habitantes daquela cidade. Agora entendo a razão pela qual meu pai se emociona quando fala de Floresta, do Rio Pajeú, do Riacho do Navio, do Rio São Francisco e de tudo que a envolve. Há viagens de todos os tipos… Trabalho, turismo… Esta foi de retorno às minhas raízes, aquelas mais profundas, escondidas em camadas que antecedem minha origem. Enfim, valeu a pena.

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Catedral do Bom Jesus dos Aflitos. Imagem: Jeguiando.

Falando um pouco sobre a origem de Floresta, a cidade “teve início no século XVIII nas fazendas Curralinho e Paus Pretos, mas foi na Fazenda Grande, à margem direita do rio Pajeú, que teve início a povoação de Floresta. Na segunda metade do século XVIII, a fazenda servia de curral temporário para o gado que vinha da Bahia abastecer os engenhos de açúcar pernambucanos. (…) A proximidade com os Rios Pajeú, São Francisco e o Riacho do Navio aliada ao espírito de cristandade atraíram o povo para o local. Em poucos anos, o povoado de Fazenda Grande foi elevado à categoria de Vila em 31 de março de 1846, por meio de projeto que se tornou Lei Provincial n° 153, apresentado pelo representante de Flores, município também banhado pelo Rio Pajeú, do qual foi desmembrado”. Quer ler um pouco mais sobre sua história, acesse o Portal Floresta Net.

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Praça Major João Novaes. Imagem: Jeguiando.

As atrações turísticas de Floresta são basicamente seus casarões coloniais, que datam do século XIX, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, o Riacho do Navio, a Serra Negra e a Trilha Lagoa do Pedrosa.

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Casarão colonial. Imagem: Jeguiando.

Como se trata de uma cidade relativamente pequena, as opções de bares não são grandes, mas há um barzinho por lá, o Bar do Betinho, que é o ponto de encontro dos habitantes de Floresta e a opção para os turistas. O bar existe há mais de 20 anos e é onde você poderá tomar uma cerveja ou comer alguma coisa de bode! Sim, o que não falta na mesa de algumas cidades do sertão Pernambucano é o bode. Cuzcuz e carne de bode frita é prato obrigatório! Um queijinho coalho, requeijão do bom e doce de leite também fazem parte do cotidiano da cidade.

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Jegueton em Floresta do Navio. Imagem: Jeguiando.

Floresta também é conhecida como a cidade dos tamarindos. Não é à toa que a imagem que abre o post é de um pé de tamarindo. Um dos muitos que podem ser encontrados ao longo da Praça João Novaes.

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Os Calaças de Floresta. Primaiada querida. Imagem: Jeguiando.

Bom, meus caros jeguiantes, espero que tenham gostado do post. Apesar de Floresta não ser uma cidade turística, ainda assim, pela sua proximidade com o Rio São Francisco, pode ser que um dia você passe por lá, tome uma água de coco no bar do Betinho, coma uma fritada de bode e ouça dos habitantes alguma história curiosa das famílias que ali viveram e das que ainda vivem por lá. Boa viagem!

E para quem gosta de viajar de uma forma diferente, além de imagens, trago outras linhas. ;)

Floresta do Navio

(Janaína Calaça)

Ali estão minhas raízes,
capilares levando vida às minhas lembranças turvas.
Cheguei com fome de história,
com sede de memórias
e encontro o chão seco e rachado,
fragmentado-profundo-revelado.
Tudo era solidão viva.

*

Por trás das árvores retorcidas,
do verde pálido pontuado do dourado da seca,
debaixo de um céu profundamente azul,
a velha casa ainda vive,
com seus olhos tristes de janelas antigas,
chão de cimento batido
e velhos potes de água.

*

Velha Floresta,
do Xique-Xique, Mandacaru e do Facheiro,
do Quipá, Algarobas e Macambiras de boi e anzol,
dos riachos salgados e intermitentes,
dos Caborés aninhados nos cupinzeiros.
Velha Floresta,
mãe de seio murcho e de ventre desértico.

*

Sentei ali, na cadeira de pernas bambas,
a ver o vento varrer tudo para longe,
da poeira às lembranças,
das folhas às nossas vozes.
O gado pouco e murcho,
a sonhar com um mar de água doce,
caminha lentamente fazendo o chocalho cantar,
e eu, figura destoante,
vertendo rios por dentro,
acaricio o cão dócil,
que de tanto nadar na terra seca,
já ganhou a cor de sua poeira.

*

Vejo a silhueta dos meus ao longe,
enquanto caminho pela terra,
tentando me enraizar novamente,
desviando-me dos espinhos reais e dos imaginários.
Eles riem.
Muito tempo sem sentir a proximidade do sangue.
O velho tio solve seu café,
meu velho pai revive o tempo das calças curtas,
meu irmão adormece na rede vermelha.

*

E eu a pensar no momento que todos se vão,
que as janelas e portas são serradas novamente,
deixando a velha casa para trás,
que segue com sua condição de guardiã da memória de todos,
como a mãe que guarda o som do choro de seus filhos.
O que acontece quando todos se vão,
a poeira sobe
e as árvores retorcidas ficam para trás?

*

É isso que trago em mim,
a Floresta do Navio acenando verde e dourada,
contando-me velhas histórias,
cravejadas no chão e na velha casa.
Ôoooo… êeee…
Sigo aboiando as memórias dos meus,
volto pra casa com os olhos rasos,
o São Francisco todo correndo em mim.

Fontes de pesquisa:

Portal Floresta Net.

Wikipedia.

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Em nossa viagem à Recife, conhecemos por acaso este simpático restaurante, enquanto caminhávamos pela Praia de Boa Viagem, procurando um lugarzinho bom para jantar. Como já falamos várias vezes aqui no Jeguiando, descobrimos a cidade do nosso jeito: caminhando. Fomos com a cara de um lugar? Beleza… Entramos. E nesse esquema já quebramos a cara várias vezes, mas fizemos boas descobertas também como no caso do Parraxaxá. Para uma nordestina, que vive hoje em São Paulo e que passa meses sem ter contado com a cozinha do nordeste, encontrar um lugarzinho como esse é uma festa! Matar a fome e matar as saudades de todo um imaginário construído ao longo dos anos é gostoso demais!

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Trio nordestino de barro. É um trio! Não tá vendo a outra mão, não? Imagem: Jeguiando.

Sou suspeita para falar sobre um lugar como esses, porque mesmo se a comida fosse intragável, ainda assim valeria pelo cuidado que tiveram com a decoração, na tentativa de trazer elementos que povoam as construções identitárias em relação ao nordeste. Fiquei um bom tempo circulando pelo restaurante só para ver cada detalhezinho, desde a chita, que estava presente no cenário, às pinturas, os candeeiros, as gaiolas, os quadros de Gonzagão até as esculturas de barro dos trios nordestinos, das mulatas namoradeiras e dos cangaceiros.

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Na verdade são dois trios nordestinos! Mas são trios, tá? Imagem: Jeguiando.

Nas paredes, ainda tinham cenários feitos de madeira representando a dinâmica das cidades do sertão nordestino: as casas pequenas, a igrejinha, com bananeiras plantadas ao lado. Todo aquele cenário, mesmo artificial, faz qualquer nordestino, mesmo os nascidos no litoral, cair em uma nostalgia danada, mas depois de alimentar a alma, lá fui eu alimentar o corpo, ou como dizem… Encher o bucho! :P

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Buffet do Parraxaxá. Imagem: Jeguiando.

O Parraxaxá tem uma proposta bacana. Para o povo cheio da “finésse” pode parecer deselegante, mas um restaurante a quilo resolve um problema gigante quando alguém vai num lugar desses. A variedade de pratos é tão grande e não tem quem não fique querendo provar de tudo um pouco. Com um buffet variado, o Parraxaxá acerta a mão neste sentido e o sabor dos pratos não perde para um serviço a LaCarte.

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Mais comidinhas para "encher o bucho"! Imagem: Jeguiando.

O buffet funciona em três momentos no dia: café da manhã, almoço e ceia. Entre os itens variados, o Parraxaxá serve carne de sol, escondidinho de charque, paçoca, baião de dois, bode guisado, feijão verde, macaxeira frita, farofa, pamonha, munguzá, tapioca ensopada, canjica, arroz doce, fatias douradas, tapioca fresquinha com ovo de capoeira e pão assado na brasa com manteiga de garrafa, acompanhado de um cafezinho com leite vindo da fazenda. Serve também bolos e doces regionais, tortas, cocadas, bolo de rolo, pé de moleque, bolo de milho ou souza leão, ou ainda o tradicional doce de leite e o doce de laranja em barra. É uma festa para aguçar o paladar!!!

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Restaurante Parraxaxá. Imagem: Jeguiando.

Considero justo o preço cobrado no Parraxaxá. Os valores, para quem estiver com vontade de conhecer o restaurante, seguem logo abaixo:

  • Buffet Café Manhã (100 g)            R$ 2,99
  • Buffet Almoço (100 g)                    R$ 2,99
  • Buffet Ceia (100 g)                           R$ 2,99
  • Buffet (apenas carnes – 100g)      R$ 3,50
  • Buffet Sopa/ Munguzá(100g)       R$ 2,09
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Jegueton e seu chapéuzinho de couro. Bichinho aprumado! Imagem: Jeguiando.

Bom, a título de curiosidade, sabem o que significa Parraxaxá? “Durante as lutas com as volantes (polícia da época do cangaço), os cangaceiros entoavam o Parraxaxá, que era uma espécie de grito ou canto de guerra usado para acirrar os ânimos dos bandos de cangaceiros”. Quer saber um pouco mais sobre este simpático restaurante? Acesse o site do Parraxaxá e divirta-se!

Endereço:

Parraxaxá Casa Forte:

Av. 17 de Agosto, 807
Recife – PE
Tel.: (81) 3268 4169.

Parraxaxá Boa Viagem:

Rua Baltazar Pereira, 32
Recife – PE
Tel.: (81) 3463 7874.

Horário de Funcionamento:

  • Segunda a sexta: das 11:30 às 22:00
  • Sábado e domingo: das 6:00 às 22:00

O Parraxaxá abre para café da manhã aos sábados e domingos. A unidade de Boa Viagem funciona até às 23:00 nas Sextas e Sábados.

OBS: Todas as fotos foram tiradas na unidade de Boa Viagem do Parraxaxá.

Avaliação:

  • Variedade dos pratos: ★★★★★
  • Qualidade dos pratos: ★★★★★
  • Estrutura: ★★★★★
  • Preço: ★★★★★
  • Atendimento: ★★★★★
  • Média:


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