Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for agosto, 2009

1º dia em Cancun – México

Posted by Jana On agosto - 29 - 2009

Caros jeguiantes, quebrando um pouco o protocolo, resolvi mudar a dinâmica dos nossos posts para adaptar o Jeguiando à nossa estadia em Cancun, no México. Resolvi fazer um diário de viagem para que os leitores tenham acesso a esta experiência bacana que Fábio, Jegueton e eu estamos vivenciando  juntamente com os blogueiros Pedro Serra, Lucia Malla, Ricardo Freire e Sheila Assis, experiência essa proporcionada pela Royal Holiday, que gentilmente nos convidou a adicionar mais este destino ao nosso blog.

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Jana e Jegueton em Cancun. Mar azul ao fundo! Eitcha!

Bom, para dar início a este fim de semana mais do que especial, nosso diário de viagem começa na correria para chegar ao aeroporto. Nosso vôo sairia de Guarulhos e, pra variar, pegamos um engarrafamento daqueles, mas deu tempo. Logo que chegamos, fomos para o balcão da Aeroméxico para pegarmos nossos cartões de embarque. Demos de cara, então, com Patrícia, representante da Burson-Marsteller, que logo nos reconheceu, afinal tanto eu quanto Fábio estávamos vestindo a camiseta do Jeguiando (momento propaganda descarada). Tudo bem que a camiseta não ficou como queríamos, mas valeu a intenção. Mas, voltando à viagem… Depois de devidamente apresentados, marcamos de nos encontrar momentos antes do embarque, para que todos se conhecessem antes de chegarmos a Cancun. Exceto Lucia, que estava saindo do Havaí para nos encontrar no México, os demais estavam todos no aeroporto de Guarulhos, esperando pela viagem, mas só encontramos mesmo Pedro e Pati, com quem ficamos conversando até dar o horário de pegar as malas e ir para a sala de embarque.

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Hotel Cancun Caribe Park Royal Grand. Imagem: Jeguiando.

Fábio, eu, Jegueton e Pati viajamos pela Aeroméxico e Pedro, Ricardo e Sheila pela Mexicana. A fila para o embarque internacional tava pior que fila de INSS ou de distribuição de sopão. Ê beleza… A viagem foi longa. Muitoooooo longa. Depois de um vôo de 9 horas de São Paulo até a cidade do México (que me deixou com cãimbras na bunda), saímos correndo para fazermos a conexão para Cancun. Devido a um atraso de meia hora do nosso vôo, de uma fila gigante na imigração, pegamos o  avião nos últimos minutos do segundo tempo. O vôo para Cancun estava lotado, mas foi divertido. Fiquei contando a quantidade de senhores e seus bigodões e de senhoras com suas franjas armadas por bobbies, dignos de novelas mexicanas, como as que compõem a trilogia Maria do Bairro, Marimar e Maria Mercedes. Nem tudo é clichê, tá? Ah,  nota para aterrissagem… Foi tão tosca, que achei que o comandante estava brincando de pilotar Teco-Teco ou estava com a cara cheia de tequila!

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Vista da varanda de nosso quarto. Imagem: Jeguiando.

Já em Cancun, vivos e precisando de um banho, encontramos com Laura, representante da Royal Holiday, que foi nos receber no aeroporto. Enquanto pegávamos nossas bagagens, encontramos com Pedro e Ricardo e, pouco tempo depois, descobrimos que a bagagem deles não tinha vindo no mesmo vôo, o tipo de transtorno chato que temo em viagens internacionais, mas tudo bem. Lucia chegou e ficamos batendo papo na van (o calor do lado de fora estava de matar). Depois de algum tempo, Pati apareceu com Laura, Sheila, Pedro e Ricardo e do aeroporto partimos para o hotel, com a promessa de que as bagagens seriam enviadas.

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Sheila Assis, Ricardo Freire e Lucia Seale.

Durante o percurso, fiquei observando a cidade. Cancun é extremamente limpa, pontuada de áreas verdes e voltada para o turismo, que acredito ser um dos pilares da economia do lugar. Passamos por uma área que é quase que exclusivamente ocupada por grandes hotéis e muitos (muitos) restaurantes. Quando chegamos ao Cancun Caribe Park Royal Grand,  um dos hotéis da rede Royal Holiday, fomos encaminhados para nossos quartos para posteriormente almoçarmos. A primeira coisa que vi, da varanda do nosso quarto, onde Fábio, Jegueton e eu ficaremos hospedados até o dia 2, foi um mar profundamente azul. Um mar com vários tons de azul… Um dos mais belos que vi até hoje. Foi gostoso olhar aquele mar depois de horas cansativas de vôo. Tudo vale a pena pra ficar diante de algo tão bonito assim.

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Jegueton y su sombrero. Regalo de Pedro Serra. Imagem: Jeguiando.

Almoçamos todos juntos. Comemos, Fábio e eu, quesadillas com bastante guacamole. Rimos muito, conversamos mais ainda e, no primeiro contato com o grupo, fiquei com a impressão que esta viagem será muito agradável. Sem rasgação de seda (não sou adepta a isso), me senti extremamente à vontade com todos, especialmente com Pati, que acabou se aproximando bastante de nós e se tornando uma companhia bacana nesta viagem.

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Patrícia e Jegueton. Olha como o jegue tá dengoso!

Bom, depois do almoço (que tava booooooom), Fábio e eu caímos no mar. Deixamos nossas coisas em uma cadeirinha na praia e fomos sentir de perto o poder daquelas águas tão azuis. A tarde foi muito agradável e, apesar do cansaço, conseguimos relaxar antes do jantar que nos esperava à noite.

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Pedro Serra y Jegueton. Empresta o bigode a Jegueton aí, meu fio!

Por volta das 6:30, encontramos o pessoal no hotel. Jegueton ganhou um simpático sombrero (chapéu típico mexicano) de Pedro, que adotou nosso jegue como sobrinho ou algo assim. Falando nisso, Jegueton tem feito sucesso por aqui! Convenhamos… Não é todo dia que se vê um bichinho tão simpático como nosso mascote! Aproveitando a deixa… Obrigada, Pedro, pelo presente  dado ao nosso burrinho!

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Laura, da Royal Holiday e Fábio. Ricardo Freire de costas e Ana, da Burson México.

Tiramos várias fotos antes do jantar, o que acabou aproximando mais ainda quem embarcou nesta viagem a Cancun. Conheci a Ana, representante da Burson-Marsteller no México, e daqui fomos conhecer o Park Royal Cancún, mais um dos hotéis da rede Royal Holiday, que tem de mim uma ótima impressão por toda a estrutura oferecida. Bom, depois de conhecermos as instalações do Royal Cancún, fomos jantar. Mais fotos, muita conversa, tentativas diversas de comunicação (tá uma mistureba gostosa de português, espanhol, inglês e daqui a pouco rola até mímica e a gente vai acabar brincando de Imagem & Ação!). Batemos muito papo sobre mídias sociais, conhecemos um pouco mais da história de cada blog, declaramos amor ao Twitter (vinho na cabeça… é nisso que dá) e, depois de um jantar super gostoso (só faltaram os mariachis tocando em nossos ouvidos), voltamos felizes, contentes e saltitantes para o hotel, de onde escrevo agora, com uns “vinos” na cabeça, embalada pelo som gostoso das ondas e feliz por fazer parte desta experiência, que me trouxe a um destino novo, entre pessoas novas com objetivos comuns… Partilhar, através desta extensão nossa, que são os blogs, a paixão que temos por viajar!

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Lucia, Sheila, Laura e Fábio. Todo mundo tentando se comunicar. Rola mímica aí?

Fim do primeiro dia em Cancun! Xô dormir, senão amanhã vão ter que me tirar da cama na base do reboque!

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Jegueton, el borracho!

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Arriba, arriba! O Jeguiando embarca hoje pro México!!!

Posted by Jana On agosto - 28 - 2009

As fotos são antigas, mas estão valendo, né? Finalmente, depois de dias de espera, de visto tirado, de explicar ao moço do Consulado que tínhamos um blog, cujo personagem principal é um jegue viajante e que, por causa dele, estávamos indo para Cancun, através de um convite feito pela Burson-Marsteller, para aproveitar o jeito Royal Holiday de recarregar as baterias e curtir um clima gostoso de férias, estamos de malas prontas para embarcar nessa viagem. Recebemos já a programação de atividades através da Patrícia (que diga-se de passagem, durante este tempo deu todo o suporte para a gente), já adaptamos melhor nossa bagagem, Jegueton já está vestido para viajar (roupa nova, tá?) e agora só falta mesmo ir para o aeroporto e enfrentar sorrindo umas 11 horas de vôo! Eu durmo em qualquer lugar, Jegueton, depois de umas duas mamadeiras de capim, também dorme… Fábio vira zumbi! Um zumbi bigodudo, mas um zumbi!

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Mexicano hecho en Bahia?

Além de nós, Fábio, Jegueton, eu e Patrícia (da Burson-Marsteller do Brasil), viajarão também para Cancun a Lucia Malla, que tivemos a grata surpresa de conhecer no Blog Camp do ano passado (quem diria, hein, Malla? Um frio danado naquele dia e agora todos nós vamos nos encontrar no quentinho de Cancun!), o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, o Pedro Serra, do Sem destino e a Sheila Assis, do Passaporte. Além de conhecer um novo destino, esta será uma oportunidade também de conhecer pessoas que, assim como nós, levam a sério o prazer de viajar e principalmente o de compartilhar a experiência dos deslocamentos. Ao contrário do que muitos pensam, informação não deve ser aprisionada. Informação deve ser sociabilizada. Na pluralidade de olhares distintos, acredito que todos nós traremos, ao fim desta viagem, um panorama diverso em relação a Cancun. Cada um perceberá a viagem de uma forma diferente e é isso que enriquecerá a experiência. Aguardem cenas dos próximos capítulos!

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Pagar mico é algo inerente ao meu ser!

Bom, meus caros jeguiantes, agora é só embarcar nesta viagem! Não se preocupem que tentaremos mantê-los atualizados através do Twitter! Agora é só sacar o sombrero do bolso, pendurar um bigode felpudo, jogar a garrafa de tequila debaixo do braço, sentar no cacto, comer uns trocentos tipos de pimentas e curtir cada dia intensamente! :D

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Voy a viajar! Voy a viajar! Mamaaaa, voy a viajar! Eu... Cala boca, guri!

Abraços,

Jegueton e Equipe Jeguiando.

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Oye Chico – Restaurante cubano em Buenos Aires

Posted by Jana On agosto - 27 - 2009

Não há nada mais gratificante para um viajante, que se mete a conhecer uma cidade a pé, do que descobrir lugares realmente bacanas nessas andanças. É claro que quando você entra em um lugar sem nenhuma indicação corre o risco de perder o seu tempo, mas também conta com a possibilidade de descobrir um espaço gostoso de visitar. Como gosto sempre é algo relativo, então com indicação ou não, ainda prefiro me arriscar e pagar pra ver. Foi assim, pagando pra ver, que conhecemos este simpático restaurante dedicado à gastronomia cubana na capital argentina. Não sei se fui atraída pelas cores ou pela música, o certo é que entrei e gostei muito do que vi. Vamos dedicar então este post ao Oye Chico!

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Tudo neste restaurante, para quem aprecia detalhes de decoração, cores, fotografias é um convite. Em cada parede há um detalhe a ser observado, que vai desde fotografias antigas de personagens relacionados à história de Cuba até elementos que compõem o imaginário construído em relação ao país. Para compor a atmosfera solar do restaurante, canções de ícones da música cubana tocam até o início das apresentações musicais ao vivo, que acontecem em um palco posicionado no meio do restaurante.

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Para tornar o ambiente ainda mais convidativo, a casa oferece aulas de salsa todos os dias a partir das 19:00 horas, então se você, assim como eu, é dotado de dois pés esquerdos para a dança, essa é a oportunidade de aprender um pouquinho de salsa e aproveitar ainda mais a experiência proporcionada pelo Oye Chico. O espaço também pode ser reservado para vários eventos, que englobam festas, coquetéis, eventos empresariais, recepções, brindes e até quinze anos. Festas de quinze anos são bregas, mas acho que só de substituir valsa por salsa, já tá valendo!

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

A comida é especialmente saborosa. Pedimos um prato de mariscos, acompanhados por umas batatas, que eram muito, MUITO boas, além de ser um prato  bem servido. O Oye Chico não é muito barato, mas também não se trata de um lugar caro. É intermediário e, pela qualidade do que é servido, o preço me parece mais do que justo. Além do serviço a la carte, o restaurante oferece o ceia-show, que se trata de um jantar musical, com cardápio fechado a um preço fixo, que conta com entrada, prato principal, sobremesa, uma bebida por pessoa, serviço de mesa e direito de assistir ao show musical.

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Oye Chico. Buenos Aires. Imagem: Jeguiando.

Fica então a dica para você, jeguiante, que está passando uns dias em Buenos Aires ou que está planejando ainda a sua viagem. Para maiores informações, acesse o site do Oye Chico.

Localização: Rua Montevideo, 310. Buenos Aires – Argentina.

Tel: 6320-5342/ 5252-3339.

Avaliação:

  • Qualidade dos pratos: ★★★★★
  • Estrutura: ★★★★★
  • Atendimento: ★★★★★
  • Preço: ★★★★☆
  • Média: ★★★★★

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No post anterior, falamos sobre alguns locais de visitação estando o viajante em Puerto Madero e um destes locais, sem dúvidas, é o Museu Fragata Presidente Sarmiento. Estávamos caminhando pelo porto, quando nos deparamos com esta fragata e descobrimos que se tratava de um museu e que estava, por sorte nossa, aberto à visitação naquele dia. Gosto dessas descobertas acidentais, principalmente pelo fato de que o foco do Jeguiando é o de sempre recorrer pouco aos roteiros pré-fabricados e, quando houver disponibilidade de tempo, contar com a sensação boa da descoberta.

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Museu Fragata A.R.A Presidente Sarmiento. Imagem: Jeguiando.

A fragata foi construída na Inglaterra para funcionar como escola naval em 1897 e, depois de 39 viagens, está hoje aportada ao dique III de Puerto Madero, na cidade de Buenos Aires. A embarcação soma em sua história várias viagens internacionais, até aos poucos reduzir sua atividade aos rios da Plata, Paraná e Uruguai. Em 1964, por fim, a fragata abandona as navegações e é aportada para se transformar em museu, condição em que se encontra até hoje.

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Vista interna da Fragata. Imagem: Jeguiando.

Vamos agora contar um pouco sobre como foi nossa experiência no museu. Devido à grande circulação de turistas em Puerto Madero, acredito que o fluxo de visitantes na fragata também não é pequeno, até porque o valor cobrado para a visitação não é alto. Quando visitamos o Museu, pagamos apenas $ 2 (2 pesos argentinos) para ter acesso às dependências da embarcação. Imagine a quantidade de pessoas que posam para fotos na proa do navio, naquela clássica posição imortalizada por Leonardo di Caprio e Kate Winslet em Titanic. Tisc Tisc. Gente… Uma dica… Para evitar vergolha alheia, vamos ser menos previsíveis!!!! Isso é coisa de turista farofa! Mais classe, meu povo, mais classe!

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Jegueton montado em um canhão. Sai daí, menino!!!! Imagem: Jeguiando.

Aproveitando os parênteses abertos em relação às fotografias, lembro que na fragata estas são completamente livres. Ao contrário de alguns museus, que, devido à conservação das peças expostas, veta a utilização de câmera fotográfica, na embarcação tirar fotos está liberado! Sinta-se então à vontade para guardar sua lembrança da visita, mas não fique tão à vontade assim, senão vira atentado ao pudor.

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Museu Fragata A.R.A Presidente Sarmiento. Imagem: Jeguiando.

Visitamos, Fábio, Jegueton e eu, cada pedacinho da fragata, tendo cuidado nas subidas e descidas e para não tropeçar em nenhuma corda ou coisa assim. Para pessoas desastradas como eu, todo cuidado ainda é pouco! Mas continuando a falar sobre a fragata, as cabines ficam fechadas, mas através das janelinhas dá para olhar por dentro as camas, escrivaninhas, quadros, etc. Visitamos o espaço onde as refeições eram feitas, em mesas grandes e lustrosas de madeira. Uma outra metade da embarcação reúne peças do século XIX e início do século XX e até o cão empalhado do comandante do navio ganhou lugar entre as peças expostas (se bem que já achei isso um pouco esquisito e funesto).

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Equipamento de mergulho? E pra subir depois?!!! Imagem: Jeguiando.

Enfim, caros jeguiantes, este é um passeio bom e barato para ser feito em visita a Puerto Madero. Reiterando apenas a informação que pode estar perdida no início do post, a fragata está aportada no Dique III. É só entrar, pagar dois pesos e visitar o museu. Bom passeio!

Quer saber um pouco mais sobre o Museu, pesquise um pouco mais na Wikipedia sobre o assunto e chegue lá conhecendo tudo sobre a embarcação.

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Clichês de viagem (Parte I) – Buenos Aires

Posted by Fabio & Jana On agosto - 23 - 2009

Demoramos, mas finalmente conseguimos fazer o que havíamos prometido no começo do ano! Apresento-lhes o PodJegue, o podcast do Jeguiando.

Para essa primeira edição, traremos os clichês de viagem, mais exatamente os clichês argentinos. Foi muito divertido gravar o podcast e esperamos que vocês gostem de nos ouvir! Estão esperando o que, meu povo? Basta clicar no play do player logo abaixo. Quem preferir pode assinar o Podjegue no seu agregador de podcasts como o iTunes ou gPodder e depois ouvir no seu MP3 player favorito. O endereço é http://feeds.feedburner.com/podjegue.

Para quem não estiver muito a fim de escutar nossas belíssimas vozes, logo depois do player segue o texto com o conteúdo do podcast, mas posso assegurar que no áudio a coisa tá muito mais legal, pois, além dos clichês apresentados, trazemos algumas historinhas interessantes, tiradas inteligentes, algumas polêmicas futebolísticas e música! Aproveitem!

Ah! Pretendemos fazer o PodJegue em edições mensais! :)

 

Se preferir, baixe o MP3 diretamente clicando aqui!

Aqui iniciamos então uma série de posts dedicados aos clichês de viagem, ou seja, aquelas coisas que teoricamente esperamos encontrar nos lugares. Será que em Salvador tem gente jogando capoeira no meio da rua? Será que os gaúchos só comem churrasco? Será que no México há vários bigodudos, usando “sombreros”, dormindo encostados em cactos, bêbados de tequila? A equipe do Jeguiando, através de uma observação quase “antropológica”, traz para você, através da experiência vivida nas viagens, o que se confirma e o que é mito. Vamos então hoje falar um pouquinho dos clichês argentinos, observados em nossa estadia em Buenos Aires.

Entre os clichês esperados e que foram confirmados ou não, vamos listar alguns.

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Tangão no meio da rua. Clichê? Nono! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 1: Na Argentina, tem gente dançando tango nas ruas em horário comercial! E é aquele vai-não-vai, aquelas pisadas fortes e aqueles cabelos embebidos de gel ou brilhantina (momento mil novescentos e guaraná com rolha).

É verdade!!! O tango faz parte do imaginário argentino e foi na Argentina que ele nasceu, logo o mais comum é encontrar dançarinos de tango pelas ruas de Buenos Aires, tentando faturar uns pesos para garantir seu sustento. Além dos dançarinos de tango, é comum entrar em várias lojas e ser embalado desde um tangão mais tradicional como o de Carlos Gardel ao tango revisitado e reconfigurado como o das seguintes bandas: Otros Aires, Gotan Project, Tanghetto e Bajofondo, que desde já indico.

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Diabéticos, cuidado! Os alfajores pulam em suas bocas! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 2: Em todo e qualquer lugar pulam alfajores na sua frente!

É verdade!!! Tirando o pulo, realmente encontramos alfajor em qualquer muquifo de Buenos Aires. O doce lá é vendido nos lugares mais pé-de-chinelo até nos grandes cafés. Há uma variedade imensa para todos os gostos. Eu prefiro os alfajores crocantes, de 3 andares. Hummmmmm!!! Mas deixo uma dica para você, viajante. Se for comprar caixas de alfajor para presentear ou para consumo, sugiro comprá-las em supermercados. Sai muitooooooo mais em conta do que nas lojinhas espalhadas pelas ruas.

- Clichê nº 3: Os argentinos são ranzinzas.

Mito!!! O contato que tivemos nas duas vezes que viajamos para a Argentina diluiu este clichê definitivamente. Como passamos, na segunda vez, vinte dias por lá, tivemos a oportunidade de entrar em contato com várias pessoas, que foram sempre simpáticas e receptivas. Quando pedíamos informações, sempre estavam dispostos a ajudar. E não foram raras as vezes que sentamos para bater altos papos, embalados por muita simpatia. Deixem as birras para o futebol! Os argentinos são legais!

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Bife de Chorizo. Ai, minhas artérias! Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 4: O bife de chorizo é realmente bom quanto dizem?

É verdade!!! Os cortes argentinos são bem diferentes dos nossos cortes e o bife de chorizo (não meu povo, não é um bife feito de linguiça) é um corte de mais ou menos 500g, macio e, quando bem preparado, é uma experiência que vale a pena, quando você é declaradamente carnívoro. Eu não sou tão carnívora assim, mas me rendi ao bife de chorizo!

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Empanados. Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 5: Os argentinos adoram croissants (medialunas) e empanados!!!

É verdade!!! Desde o café da manhã no hotel ao café em qualquer lugar de Buenos Aires, sempre, SEMPRE, você verá as tais medialunas e os tais empanados no cardápio. Confesso que depois de 20 dias, eu já não aguentava mais ver estes dois itens em minha frente e comecei a ter sonhos eróticos com pães franceses. Mas, tudo bem! Eu adoro os empanados, mas acho que eles poderiam dar uma variada no cardápio!

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Corte de cabelo estilo Maradona. Coisa linda! Fonte da Imagem: Gazeta Web.

- Clichê nº 6: Todos os argentinos usam o corte de cabelo do Maradona ou exibem exagerados mullets.

Meio mito, meio verdade. Vi várioooooooooos argentinos com mullets. Vi váriooooooooooooooos argentinos exibindo o Maradona’s style, mas também vi várioooooooooooos argentinos com cortes mais sóbrios, logo é meio a meio!

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Será Fábio um argentino hecho en Bahia? Corte de cabelo Maradona's style ele tem... Imagem: Jeguiando.

- Clichê nº 7: Os argentinos são nacionalistas e adoram manifestações.

É verdade!!! Em qualquer lugar que você ande, há uma bandeirinha azul e branca hasteada e os argentinos gostam sim de manifestações. Desde pichações indignadas à ocupação constante de manifestantes diante da Casa Rosada, há sempre algo a ser questionando. Eu, particularmente, admiro (sem ironia) o poder de mudança que este povo tem. Ao contrário de nós, brasileiros, que vemos escândalos se sucederem diante de nossos olhos, sem que nada seja feito, os argentinos correm atrás de seus direitos e funcionam bem quando a coletividade precisa ser acionada. E dá-lhe manifestações e passeatas!

Bom, espero que esta primeira edição da série Clichês de Viagem tenham agradado a vocês, leitores e jeguiantes. A idéia deste espaço é dividir, de forma bem leve e descontraída, a experiência que tivemos observando os lugares por onde passamos.

Até a próxima edição!

Equipe Jeguiando.

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