Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for janeiro, 2009

Comunicação “alternativa” em viagens internacionais

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 4 - 2009

Fundando a nossa categoria nova, dedicada a Curiosidades, resolvi escrever sobre algo que me chamou a atenção pela sua, digamos, peculiaridade: as formas alternativas, que as pessoas encontram, para se comunicar com o falante da língua do país para onde viajam.

Jegue-Tón tentando se comunicar

Jegue-Tón tentando fazer uma "ligación"

Desde que o mundo é mundo, as pessoas tentam se comunicar, seja por linguagem verbal, por sinais,  gestos, linguagem corporal, enfim, as possibilidades de comunicação são infinitas. Durante os processos de ocupação e colonização, que se deu no período das grandes navegações, línguas emergenciais surgiram para que uma comunicação mínima entre colonizador e colonizado existisse, ou seja, como disse anteriormente, o povo sempre se vira para passar sua mensagem e ser compreendido. Na falta do que fazer, naqueles momentos entre o café e o pão ou as tentativas de fotografar uns lugares, presenciei algumas cenas, como disse, peculiares, sobre a tentativa do povo se comunicar quando não sabe uma palavra além de “si”, “no” e “gracias” em espanhol, durante as férias de fim de ano. Vou narrar algumas destas situações.

Situação 1: O café da manhã – Método de comunicação: Mímica e portuñol.

Estava eu tomando meu café preto quente pra burro, no refeitório do hotel, quando um senhor levanta de sua mesa indignado, porque entre as opções que existiam no buffet não havia ovo frito. O senhor então, ignorando os pedidos para que deixasse pra lá de sua esposa, que às 8:00 da manhã já estava devidamente maquiada, depois de ter passado pela sua pia batismal de base e pancake, se dirige para a moça encarregada da reposição dos pães, frutas, etc. A moça, obviamente, fala espanhol. O senhor, obcecado por ovos fritos, não sabe uma palavra em espanhol. O que fazer agora? Dançar um tango argentino? Não! Nosso obcecado por ovo então começa seu balé para fazer a moça entender o que queria. “Yo quiero un” … e fazia círculos no ar. Detalhe: os ovos são ovais e não mandalas. Quando a moça, colocando pra funcionar toda sua capacidade de compreender sinais esdrúxulos, entende que é ovo, e solta um “Ah! Huevo!!!”,  a batalha agora era entender que ele queria ovo mexido. Mais mímicas. A esposa vira o rosto para a janela, fingindo não conhecer o marido, e sinto um riso no rosto da moça da cozinha. Agora o senhor finge estar com uma frigideira nas mãos e mexe algo no ar. Ovo… mexido… E mexe… No fim das contas, a moça entende e o nosso mímico do café da manhã atinge o seu objetivo: ovos fritos mexidos.

Situação 2: Sessão de fotos para o Jeguiando na Recoleta. Método de comunicação: Falar português pausadamente para que o suposto falante de espanhol compreenda.

Fábio e eu estávamos caminhando pela Recoleta, onde fazíamos umas fotos para o Jeguiando. Por alguma razão, devemos ter algum tipo de radar para detectar coisas toscas ou sermos vítimas de tosqueiras em geral. Fábio me entregou a câmera e eu comecei a fotografar um monumento que existe na Recoleta, uma flor fotossensível, que se abre com o sol e acompanha seu movimento. De repente, um casal me aborda. O rapaz permaneceu calado e a esposa-namorada-tico-tico-no-fubá dele começou a tentar falar comigo, achando que eu era argentina. O método empregado pela moça: falar pausadamente português. “Oiiiiii… po…de…. ti…rarrrr… u…ma… fo…to… nos…sa…. U…ma… fo…to… de … nós… do…is…” Vendo o desespero nos olhos da mocinha, eu respondi “posso, claro” e ela me entregou a câmera desligada, afirmando que estava ligada. Tirei a foto do casal, fiz dois seres humanos felizes e depois comecei a desenvolver a minha teoria: o segredo da comunicação entre falantes de línguas distintas é se falar pausadamente? O… lá… tu…do… bem… Seremos todos poliglotas! Eba!!!!

Situação 3: Homem comprando um “sapatênis” na Rua Florida. Método de Comunicação: Falar aos gritos em português para ver se o atendente, falante de espanhol, o compreenderia perfeitamente.

Estávamos caminhando pela Rua Florida, nossos pés doíam, quando paramos para olhar não-sei-o-que na rua, quando, de dentro de uma loja de sapatos, um homem, com seu filho, está tentando se comunicar com o atendente da loja. Portando um alto-falante amplificado natural, instalando majestosamente em suas cordas vocais, o moço gritava e gesticulava (este também era adepto da mímica), querendo saber se a loja vendia sapatênis. “VOCÊS TRABALHAM COM SAPATÊNIS?”. Nem o tangão que tocava na loja de discos ao lado conseguia abafar os gritos do senhor. Moral da história: Moço, não é que o atendente seja surdo… Ele só fala outra língua, né? Além do que,  segundo Fábio, sapatênis é uma aberração que só existe no Brasil.

Bom, fora o nosso velho e bom Portuñol, que, segundo uma amiga minha, é sem dúvida o idioma do futuro, as formas de comunicação alternativa são, como disse, uma tanto quanto peculiares e múltiplas. Não há como passar aperto quando você sabe mímica, conversa em slow motion ou possui um amplificador na garganta. Tudo em nome da necessidade de se fazer entender. ;)

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Praça de Maio – Buenos Aires

Posted by Fabio On janeiro - 2 - 2009

Sendo a mais antiga praça da cidade, a “Plaza de Mayo” é um daqueles lugares turístico-farofa que todo mundo é obrigado a ir quando se vai conhecer uma cidade. É justamente aqui que você consegue obter a prova cabal de que realmente esteve em Buenos Aires: uma foto com a Casa Rosada ao fundo!

Praça de Maio - Piramide de Maio e Casa Rosada ao fundo. Foto: Jeguiando

Praça de Maio - Piramide de Maio e Casa Rosada ao fundo. Foto: Jeguiando

Foi na Praça de Maio que ocorreu a segunda fundação de Buenos Aires, uma vez que a primeira versão da cidade tinha sido completamente destruída com guerras, tendo sua população dizimada por doenças e pela fome e, como os espanhóis precisavam manter o controle da região, fundaram então a cidade novamente.

Pirâmide de Mayo - Marco da segunda fundação de Buenos Aires - Foto: Jeguiando

Pirâmide de Mayo - Marco da segunda fundação de Buenos Aires - Foto: Jeguiando

Além de sua importância histórica, a praça abriga alguns prédios importantes para a administração argentina como o Banco de la Nación Argentina, o Museu Histórico do Cabildo, a Catedral Metropolitana e a Casa Rosada, a sede do governo e palco de fotografias de turista-farofa. :)

Museu do Cabildo (esq) e Governo da Cidade (dir) - Foto: Jeguiando

Museu do Cabildo (esq) e Governo da Cidade (dir) - Foto: Jeguiando

De quebra, a praça também é palco dos costumeiros protestos e manifestações que, de tempos em tempos, surgem em Buenos Aires.

Chegar até lá é muito fácil, pois a praça conta com 3 estações de metrô (subte) ao seu redor: Plaza de Mayo (linha A), Catedral (linha D) e Bolívar (linha E).

Banco de la Nación Argentina, visto da praça - Foto: Jeguiando

Banco de la Nación Argentina, visto da praça - Foto: Jeguiando

Além do metrô, têm um monte de linhas de ônibus (mais de 20) que passam por lá, dentre as quais destaco as 86 (La Boca-Aeroporto de Ezeiza), 64 (Vuelta de Rocha – Barracas de Belgrano), 22 (Quilmes – Puerto Novo) e a 56 (Tapiales – Retiro).

Para quem está nas imediações do Congresso, o melhor caminho é seguir andando pela avenida de Mayo. A praça fica no “fim de linha”.

Jegue-tón em momento turista-farofa em frente a Casa Rosada. Foto: Jeguiando

Jegue-tón em momento turista-farofa em frente a Casa Rosada. Foto: Jeguiando

Aproveite o passeio e não esqueça da foto na frente da Casa Rosada! ;)

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