Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for janeiro, 2009

Não chore por nós, Argentina!

Posted by Fabio On janeiro - 9 - 2009

Estamos em um café de Buenos Aires, com as malas prontas no hotel, esperando apenas as poucas horas que nos restam na cidade acabarem. Foi uma estadia relativamente longa e quando passamos muito tempo em um lugar, invariavelmente a sensação de pertencimento já toma conta da gente. Conhecemos umas bimbocas aqui em Buenos Aires, que acho que só os nativos mesmo conhecem!

Enfim, foram 20 dias em terras Argentinas. Buenos Aires e Rosário deixarão saudades, principalmente pelos amigos que fizemos por aqui. De nativos a brasileiros e outros estrangeiros de passagem, como duas garotas simpáticas do Suriname, algumas pessoas contribuíram bastante para que a estadia se tornasse quase uma reunião familiar. Obrigada a todos vocês pela companhia e por aturarem nosso portuñol. Foram 20 dias também que geraram bastante material para o blog e reunimos mais de 1700 fotos, que serão selecionadas para ilustrar os posts da melhor maneira.

No mais, resolvemos então, para encerrar nossa passagem pela Argentina, postar um videozinho que fizemos especialmente para vocês, com os melhores momentos de Jegue-Tón, o mascote do Jeguiando, que ajudou muito a facilitar o contato com as pessoas. Ah, Jegue-Tón foi um nome inspirado no Reggaeton, uma mistura de cumbia-funk e alguma coisa mais brega com triplo sentido que é febre por aqui. Inclusive a canção que acompanha o vídeo é nada mais, nada menos, que o bom e velho Reggaeton. Curtam então os melhores momentos do Jegue-Tón ao som de Chupa-Chupa, que nada mais é que um caramelo. ;)

Só lembrando: estamos na final no Best Blogs Brazil 2008. São os últimos dias para votar. Quem não votou ainda, corre lá, dá uma ajuda aí. Quem já votou, nosso muito obrigado, e se der, mostre o Jeguiando para outras pessoas e se elas gostarem que também nos ajude votando. Cada voto é importantissímo pois a disputa está pau a pau! :D

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Resto-bar Rara – San Telmo – Buenos Aires

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 9 - 2009

Resto-bar Rara em San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Resto-bar Rara em San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Como já citei anteriormente, além de trazermos nossa impressão sobre os pontos turísticos das cidades que visitamos, sempre citamos bares, cafés e restaurantes, que valem a pena serem visitados. Os restaurantes citados em guias oficiais muitas vezes são caros, fora da realidade do viajante comum, então é importante pontuar lugares que reunam qualidade e preço justo. Conhecemos o Rara, quando fomos fazer umas fotos da feira de San Telmo, em um domingo, dia de feira de artesanato e antiguidades.

Resto-bar Rara em San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Resto-bar Rara em San Telmo, Buenos Aires. Foto: Jeguiando

Já antecipado no título do post, o Rara é um resto-bar, que serve cafés, aperitivos, tira-gostos e refeições. Fica localizado em um casarão de estilo colonial e mantém algumas características dos casarões antigos, mesclado a uma decoração moderna. É um espaço aconchegante, onde algumas pessoas passam manhãs e tardes lendo ou simplesmente trabalhando nos seus notebooks. O dono do bar é atencioso e o atendimento é eficiente.

Raviole de abóbora. Foto: Jeguiando

Raviole de abóbora. Foto: Jeguiando

Sugiro as massas do Rara, que são artesanais, cuidadosamente preparadas e o preço está na faixa de preços dos restaurantes de Buenos Aires, por volta de 20 pesos com molho. Escolhemos os ravioles de espinafre e abóbora com molho funghi para provar. Os ravioles são recheados com abóbora e espinafre e são realmente deliciosos. Fica aqui a sugestão!

Raviole de Espinafre. Foto: Jeguiando

Raviole de Espinafre. Foto: Jeguiando

Para quem tem curiosidade em conhecer o Rara, o resto-bar situa-se na Carlos Calvo, 601, esquina da Peru. San Telmo – Buenos Aires.

Tel: 4362-3246

E-mail de contato: rara@fibertel.com.ar

Avaliação:

Atendimento: ★★★★★

Preço: ★★★★☆

Estrutura: ★★★★☆

Qualidade: ★★★★★

Média: ★★★★½

Popularity: 5%

Passeio no delta do Rio Tigre – Argentina

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 8 - 2009

Estação Fluvial F. Sarmiento. Foto: Jeguiando

Estação Fluvial F. Sarmiento. Foto: Jeguiando

Descobrimos este passeio por acaso, conversando com um dono de banca de revista em Buenos Aires. Enquanto batíamos papo, ele nos perguntou quais passeios já havíamos feito pela Argentina e citamos a viagem à cidade de Rosário e a vontade de conhecer a Patagônia. Foi então que, além de nos indicar a visita à Terra do Fogo, ele indicou fazer um passeio de barco ao delta do Rio Tigre, em Tigre, localizada na área metropolitana de Buenos Aires. Valorizo muito as dicas dos habitantes, porque eles realmente sabem o que vale a pena conhecer, assim como no ano passado, quando conversávamos com Norberto e Verônica, no ano novo, sobre San Telmo.

Rio Tigre. Foto: Jeguiando.

Rio Tigre. Foto: Jeguiando.

A forma mais fácil e menos custosa de se chegar ao Tigre é ir de trem, sem dúvidas. Podemos pegar o trem na estação de Retiro e a viagem toda custa menos de 2 pesos argentinos por pessoa. A viagem dura pouco mais de 40 a 50 minutos. Se você quiser ir de ônibus, pegue o coletivo 60, mas leva 1 hora e meia para chegar ao destino.

Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Logo quando chegamos ao Tigre, já avistamos o rio, que leva o seu nome. Há várias embarcações, desde canoas a barcos maiores. Chegando à Estação Fluvial Domingo F. Sarmiento, há vários guichês, cada um responsável pelos passeios e por estadias em hotéis na cidade. Os passeios variam de acordo com o luxo e conforto das embarcações e com a quantidade de pessoas que partilham o passeio. Há embarcações coletivas, que cobram 15 pesos por pessoa por um passeio de 1 hora, 1 hora e quinze minutos. Há também as pequenas embarcações, que fazem passeios particulares, que cobram 300 pesos referente ao limite de pessoas que a embarcação suporta. E há os catamarans de luxo, que é voltado para quem realmente tenha como pagar um pouco mais. Pegamos a embarcação coletiva, de 15 pesos, com uma guia, que à medida que avançavamos pelo rio, contava a história de suas margens.

Margens do Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Margens do Rio Tigre. Foto: Jeguiando

O passeio pelo Delta do Tigre engloba o encontro de três rios: o Tigre, o Sarmiento e o Luján. Às margens do Tigre, avistamos o Parque de la Costa, que é um parque de diversões, onde são realizados alguns shows e há opções gastronômicas para serem apreciadas. Às margens também encontram-se casas, praias artificiais e particulares, que cobram taxas (não saberia dizer quanto) para que as pessoas possam desfrutar o dia, banhando-se no rio. Há muitas casas e os moradores constroem decks para o rio, para que possam ter acesso às suas águas. Vi muitas famílias banharem-se juntamente com seus filhos, outras passeavam em canoas ou tomavam sol em bóias, traduzindo em cenas pontuais a tranquilidade de se viver às margens do Tigre.

Pequena embarcação - Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Pequena embarcação - Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Durante todo o trajeto, a natureza por todos os lados marca sua presença. Os barcos passam e formam ondas, movimentando os juncos e provocando um efeito interessante de ver. Algumas aves e pequenos animais podem ser vistos das margens e se você vive em uma cidade caótica como nós vivemos, momentos como esse são raros e preciosos e é gritante como muitos estavam ali pelo mesmo motivo: tentar reestabelecer alguma conexão com essa sensação de paz e sossego, que perdemos quando vivemos em grandes cidades.

MADA - Museu de Arte do Delta Argentino. Foto: Jeguiando

MADA - Museu de Arte do Delta Argentino. Foto: Jeguiando

O passeio ao Rio Tigre é indicado para todos, de crianças a idosos, todos podem aproveitar tranquilamente o passeio. As imagens que verão, levarão para toda vida e a sensação de bem estar é impagável. Acredito que algumas agências de turismo devem oferecer a opção de visitar o Tigre, só fiquem atentos se o preço cobrado não está acima do mercado. Reiterando, o passeio em embarcação coletiva custa 15 pesos e nas embarcações particulares, digamos assim, custa 300 pesos. Eu indicaria pegar o trem e curtir o passeio como um todo. É bom de vez em quando colocar as pernas para funcionar.

Jegue-Tón em passeio de barco no Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Jegue-Tón em passeio de barco no Rio Tigre. Foto: Jeguiando

Avaliação:

  • Preço: ★★★★★
  • Acesso: ★★★★★
  • Passeio: ★★★★★
  • Estrutura: ★★★★☆
  • Média: ★★★★★

Informações Gerais:

Estação Fluvial de Tigre (1648)

Tel: 4512-4497/4498. 0-800-888-TIGRE

Fax: 4512-4497.

Horário de funcionamento: Segunda a Domingo de 9 a 17 hs.

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Restaurante Chino Central – Buenos Aires – Não vá!

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 6 - 2009

Queridos leitores,

o Jeguiando sempre teve como foco indicar aos leitores os lugares mais bacanas e seguros para amarrar o seu jeguinho, ou seja, lugares que vocês possam ir tranquilamente, sem medo de errar, levando-se em conta os aspectos gerais. Hoje, no entanto, não escreverei sobre um lugar para indicá-lo, mas sim para abertamente dizer… Não amarre seu jeguinho por lá… Resumindo… Não vá!

Quando avistar essa fachada, não entre. Foto: Jeguiando

Quando avistar essa fachada, não entre. Foto: Jeguiando

Além de indicarmos roteiros turísticos, sempre damos um jeito de conhecer restaurantes e bares nas viagens que fazemos, porque as pessoas sempre têm dúvidas de onde ir quando estão em uma cidade pela primeira vez. Buenos Aires é conhecida por suas carnes e empanadas, mas depois de alguns dias você não aguenta mais comer estes dois itens e sempre acaba buscando outras coisas. Foi por esse motivo que entramos neste restaurante, dedicado à gastronomia chinesa, o Chino Central, localizado na Rivadavia, Microcentro. Enquanto o garçom anotava nosso pedido, eu comecei a fotografar o local, porque havia gostado e inicialmente já pensava em indicá-lo.

Os restaurantes em Buenos Aires, todos que frequentei até agora, sempre servem um couvert antes das refeições. Alguns cobram pelo couvert, outros não, que varia de uma cestinha de pães a uma cestinha com outros itens. Como Fábio e eu estamos controlando a alimentação, avisamos ao garçom que recolhesse o couvert, porque não iríamos consumir em função do controle com a alimentação que citei. O garçom recolheu e nada disse.

Jantamos e, quando pedimos a conta, vimos que o couvert foi cobrado mesmo sem termos consumido. Quando questionamos ao garçom, ele disse que mesmo que não houvéssemos comido do couvert, teríamos que pagar da mesma forma. Questionei então citando todos os restaurantes que frequentei durante estes quase 20 dias. Uns não cobravam e os que cobravam, só o faziam quando o cliente realmente consumia algo da cestinha. Além de cobrar o triplo do que cobram normalmente nos restaurantes pelo couvert, o garçom teve o disparate de dizer que o mesmo engloba o prato, os copos e talheres, ou seja, que teríamos que pagar esta taxa para termos pratos limpos, talheres limpos e uma mesa onde pôr a comida. Enfim, uma falta de respeito profunda aos clientes, principalmente porque nada no restaurante indicava este tipo de “conduta”.

O restaurante, caso queiram enfrentar desrespeito e grosseria, fica localizado na Rivadavia, Av. 656 – Microcentro – Cidade de Buenos Aires. Acredito que um dos grandes problemas de alguns estabelecimentos é justamente a falta de clareza no seu serviço. O consumidor tem direito de ser informado da conduta do restaurante, para que surpresas desagradáveis não ocorram. E francamente… Cobrar por talheres, prato e mesa… Melhor que nos dessem a opção de comer com as mãos e no chão. Pelo menos teríamos direito de escolha.

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San Telmo – Buenos Aires

Posted by Janaína Calaça On janeiro - 6 - 2009

O post de hoje será dedicado ao bairro de San Telmo, localizado em Buenos Aires, próximo à Praça de Maio (Plaza de Mayo).

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Praça Dorrego (Plaza Dorrego). Foto: Jeguiando

San Telmo é um dos bairros mais antigos da cidade de Buenos Aires e no passado, principalmente no século XIX, foi habitado pela camada da sociedade de poder aquisitivo mais alto, o que se reflete, de alguma forma, nos antigos casarões coloniais, que podemos encontrar ao longo do bairro.

San Telmo. Foto: Jeguiando.

San Telmo. Foto: Jeguiando.

O bairro de San Telmo perdeu sua feição aristocrata depois de uma epidemia de Febre Amarela, que ocorreu em 1871, expulsando os moradores da região. Aos poucos, o que era efervescência tornou-se memória.

Ruas de San Telmo, aos domingos, no dia da feira de antiguidades. Foto: Jeguiando.

Ruas de San Telmo, aos domingos, no dia da feira de antiguidades. Foto: Jeguiando.

Conhecer San Telmo é uma experiência interessante e aconselho que seja feita a pé e com tempo, para que possam ser observados os detalhes, a arquitetura local, as ruas. Não adianta visitar o bairro do alto de um ônibus de city-tour, porque você acabará perdendo o melhor: uma experiência palpável de retorno ao passado.

Feira de San Telmo - Antiguidades. Foto: Jeguiando

Feira de San Telmo - Antiguidades. Foto: Jeguiando

Hoje os casarões de San Telmo abrigam antiquários, atelliers, restaurantes, hostels e hotéis. Muitos dos restaurantes e hostéis, inclusive, conservaram itens originais dos casarões, como por exemplo azulejos, piso, etc., como uma forma de preservar a identidade do bairro, em vez de descaracteriza-lo. Muitos dos casarões forem tombados como patrimônio histórico da cidade.

Feira de San Telmo - Antiguidades. Foto: Jeguiando.

Feira de San Telmo - Antiguidades. Foto: Jeguiando.

Para quem gosta de frequentar antiquários, San Telmo possui dezenas. São peças variadas, desde brinquedos, botões a roupas, prataria e cristais. Além dos antiquários, que funcinam ao longo da semana, aos domingos, das 10:00 às 17:00 horas acontece a Feira de San Telmo, onde tendas de antiguidades são montadas ao longo do bairro, tanto na Praça Dorrego quanto nas ruelas. Na feira, são vendidos também quadros de artistas locais, artesanato em geral, camisetas e outros produtos. Algumas apresentações de tango também acontecem por lá. Enfim, é uma experiência válida e recomendo a todos, que estejam planejando conhecer Buenos Aires.

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