Jeguiando

Amarrando jegues com estilo!

Archive for janeiro, 2009

Praia de Boa Viagem – Recife (Pernambuco)

Posted by Jana On janeiro - 30 - 2009

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Tão óbvio como cantar La Belle de Jour, do Alceu Valença, quando pisamos em Boa Viagem, assim é conhecer a praia quando chegamos à cidade de Recife. Apesar da praia de Boa Viagem ser um clichê turístico, ainda assim vale a pena sentar à beira de suas águas e deixar o vento arrastar as horas, quem sabe, “na tarde de um domingo azul… La Belle de Jour”.

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Boa Viagem é, sem dúvida, a praia mais conhecida de Recife e povoa o imaginário de todo viajante. “Ainda me banho naquelas águas…” Sempre ouço alguém dizer esta frase. Com o azul, que se confunde ao horizonte, e suas ondas, a praia também atrai tanto os surfistas nativos como viajantes, que acabam por alimentar outro grande clichê: os ataques de tubarões. Infelizmente não fotografei as placas, presentes ao longo da praia, que avisam sobre o perigo de se banhar ou surfar nas águas de Boa Viagem. Pra lá dos recifes de corais, dentes afiados residem, diz a placa, mas os moradores falam que o povo exagera… Que culpa mesmo é dos surfistas que vão chatear os bichanos.

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

A orla de Boa Viagem é pontuada de barraquinhas, que vendem coco gelado (caro, mas na hora da sede ninguém pensa no bolso) e é limitada pelas praias do Pina e da Piedade. O que mais vemos são pessoas fazendo suas caminhadas diárias, partindo de um ponto a outro, tendo a praia como percurso certo. Além das caminhadas, nativos e turistas ainda podem aproveitar as ciclovias para dar suas pedaladas. O melhor de tudo é ter, tão perto dos olhos, mar de águas tão lindas como companhia nas andanças ou nos outros tantos exercícios possíveis de se fazer na orla.

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Praia de Boa Viagem. Foto: Jeguiando

Assim como as praias de Maceió, Recife também possui piscinas naturais, que aparecem quando a maré baixa, permitindo inclusive que os banhistas possam caminhar pelos mesmos ou se banhar calmamente, até que a maré volte a encher e tudo fique novamente submerso. O ideal é que o viajante procure saber em quais horas do dia ocorre a maré baixa, para que possa ter acesso às piscinas e aproveitar melhor o que Boa Viagem pode oferecer, sem deixar, é claro, de levar em conta que trata-se de uma praia em que todo cuidado é pouco em relação aos habitantes dos recifes de corais. Na dúvida, o melhor é molhar os pés e se contentar com a linda paisagem. Não deixe, no entanto, de acrescentar a praia de Boa Viagem à lista de lugares que um dia você gostaria de conhecer.

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Recife Antigo – Recife (Pernambuco)

Posted by Jana On janeiro - 28 - 2009

Hoje vamos falar um pouco sobre o Recife Antigo, ou simplesmente Recife, localizado na cidade homônima de Recife, em Pernambuco. O bairro reúne pontos que correspondem ao Centro Histórico da cidade. É lá onde estão localizadas as edificações mais antigas, que reúnem inclusive a memória da breve invasão holandesa.

Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

O centro histórico passou e ainda passa por uma série de processos de revitalização. Enquanto caminhávamos pelas ruas do bairro, notamos que muitas edificações antigas estão passando por reformas, ou para manter sua estrutura para visitação pública ou para abrigar empreendimentos, visando sua maior conservação, como no caso do shopping center  Paço Alfândega, onde antigamente funcionava um convento, fundado em 1720. O convento, tombado como Patrimônio Histórico, hoje abriga um shopping center destinado às classes de poder aquisitivo alto. Pobres mortais só conseguem comprar uma água por lá, mas vale a visitação.

Área interna do Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

Área interna do Shopping Center Paço Alfândega. Foto: Jeguiando

A estrutura foi preservada, como as paredes originais, que aparecem desnudas, compondo esta fusão de passado e presente, que recorta já o imaginário da própria cidade.

Rua do Recife Antigo. Foto: Jeguiando

Rua do Recife Antigo. Foto: Jeguiando

A caminhada pelas ruas do Recife Antigo é  pontuada pela visão de antigos casarões, de estilo colonial. Edificações firmes, janelas amplas, portas pesadas, tudo remete aos antigos casarões que abrigavam as famílias abastadas da cidade, assim como os antigos centros de poder.

Ponte Maurício de Nassau. Foto: Jeguiando

Ponte Maurício de Nassau. Foto: Jeguiando

Mais adiante, encontramos a Ponte Maurício de Nassau, fundada no ano de 1643. A ponte é considerada a mais antiga da América Latina e liga os bairros do Recife ao de Santo Antônio. Ao longo de suas reformas, a mesma recebeu algumas nomenclaturas. Foi fundada como a Ponte do Recife, construída em madeira, depois levou o nome de Ponte Sete de Setembro, até que por fim é conhecida hoje como Ponte Maurício de Nassau.

Porto do Recife e em foco escultura de Francisco Brennand. Foto: Jeguiando

Porto do Recife e em foco escultura de Francisco Brennand. Foto: Jeguiando

Caminhando em direção à orla do Recife antigo, encontraremos o Porto do Recife, que está ativo ainda. O porto localiza-se às margens dos rios Capibaribe e Beberibe, que desaguam no Oceano Atlântico. O que mais chama a atenção no porto são as esculturas de Francisco Brennand, artista plástico natural de Recife. O trabalho de Brennand em cerâmica já povoa o imaginário dos nativos e daqueles que visitam a cidade. A Oficina de Brennad funciona na capital pernambucana e é lá onde está reunida a maior parte de seu acervo. Quer conhecer a Oficina de Brennand?  Acesse o seu site e dê uma olhada nas peças fantásticas do artista.

Antiga Bolsa de Valores. Foto: Jeguiando

Antiga Bolsa de Valores. Foto: Jeguiando

Ainda da orla, avistamos prédios como o da antiga Bolsa de Valores de Pernambuco, que já não mais desempenha sua função. O prédio está sendo, como mostra a fotografia, revitalizado e abriga atualmente o Centro Cultural da Caixa.

Sinagoga Kahar Zur Israel. Foto: Jeguiando

Sinagoga Kahar Zur Israel. Foto: Jeguiando

Caminhando da orla pelas ruas paralelas, entramos na antiga Rua dos Judeus e hoje Rua do Bom Jesus. Lá encontramos a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, instalada durante domínio holandês e desativada depois da expulsão dos holandeses. Hoje a sinagoga encontra-se restaurada e abriga a memória da sociedade judaíca de Pernambuco.

Transição esquisita... Foto: Jeguiando

Transição esquisita... Foto: Jeguiando

Enquanto caminhávamos pela rua, que abriga a sinagoga, nos deparamos com esta plaquinha, mostrando a transição ocorrida naquela porção da cidade. Transição esta suavizada por uma placa, mas que figura como um processo de tentativa de apagamento de uma cultura em relação à outra. De antiga Rua dos Judeus à Rua do Bom Jesus, as tentativas de apagamento e supressão ficam visíveis em uma inofensiva plaquinha, pregada na parede de um casarão.

Torre Malakoff. Foto: Jeguiando

Torre Malakoff. Foto: Jeguiando

Saindo da Rua do Bom Jesus, nos deparamos mais adiante com a Torre Malakoff, construída no século XIX, na Época da Guerra da Criméia. A torre já sofreu com abandono, mas hoje, revitalizada, funciona como espaço de disseminação da cultura pernambucana.

Ê boi, ê boi... Foto: Jeguiando

Ê boi, ê boi... Foto: Jeguiando

Espero que tenha sido útil este breve (breve mesmo) passeio pelo Recife Antigo. Nada substitui, no entanto, as caminhadas reais, os pés no chão, o sol na cabeça, o vento no rosto, as cores nos olhos. O Recife Antigo é singular na sua pluralidade de pontos e de histórias, que se entrecruzam. Cada ponto do bairro é parte da história da cidade, de seus movimentos de resistência e de expansão. De passagem à Recife, coloque na sua listinha de prioridades… Conhecer o bairro do Recife! Até mais!

Fonte de Pesquisa: Wikipedia

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Arabacas: uma paixão nacional (na Argentina)

Posted by Fabio On janeiro - 26 - 2009

Arabaca: do baianês, carro velho.

Eu vivo comentando com Jana o quão parecido é o nordeste brasileiro com o restante da América latina. As cores, o modo de vida das pessoas e, claro, as tosqueiras!

Um dos itens que me faz acreditar mais ainda nessa similaridade é a grande quantidade de carros velhos, as famosas arabacas, encontradas em terras argentinas. A diferença é que no nosso nordeste é mais fácil ver essas latas velhas viajando pelo sertão, enquanto que lá, no país dos hermanos, uma arabaca é facilmente encontrada. Basta olhar para o lado e pronto… Lá está um carango velho prontinho para ser observado. Isso vale para qualquer cidade Argentina (ao menos em Buenos Aires e em Rosário era assim).

Enquanto no nosso nordeste temos os Opalões, Caravans, Chevettes, Veraneios e outros, por lá os favoritos são o Peugeot 504, Ford Falcon (sedan e wagon… Ghostbusters!), Chevelle, Renault 12 e até Fiat 147 (mas com nome de Spazio por lá).

Não acredita? Então veja o vídeo com algumas fotos que coletamos e divirta-se! :)

Ainda não acredita na quantidade de arabacas, que ainda circulam por terras argentinas? Ah, então pegue a mochila e dê uma jeguiada por lá. Apenas tenha cuidado para não ser atropelado por uma arabaca… Se não sofrer com o atropelamento, de tétano você sofrerá. :P

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Gastronomia Pernambucana – Marim

Posted by Jana On janeiro - 25 - 2009
Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Como nossa visita à Olinda foi breve, centramos nosso olhar nos lugares que realmente chamaram nossa atenção. Já falamos sobre o Centro Histórico de Olinda e sobre a loja Artes do Imaginário Brasileiro. Para encerrarmos, por agora, os posts sobre o município, vamos trazer uma dica de onde almoçar ou jantar, durante o passeio em Olinda.

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Estávamos caminhando, debaixo de um sol escaldante de 2 horas da tarde, quando resolvemos entrar em um casarão onde funciona o restaurante Marim. A maior parte dos estabelecimentos em Olinda funciona nos antigos casarões, como forma, inclusive, de preservar sua estrutura.

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

A fachada do restaurante é modesta, sem indicações mirabolantes de que ali funciona um restaurante simpático e que serve pratos saborosos. Logo que entramos no Marim, já nos deparamos com um ambiente aconchegante. Algumas paredes são forradas com chita, que acompanham a padronagem das almofadas dos sofás. Cada pedaço do restaurante é ornamentado com peças de artesanato e quadros de artistas diversos e, para nossa surpresa, todos os objetos de arte expostos estão à venda, ou seja, além de saborear pratos interessantes, você ainda pode levar uma peça de arte para casa.

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

O restaurante possui dois ambientes: um localizado no térreo e o outro no mezanino. Escolhemos uma mesa no fundo do casarão, onde há uma varanda coberta, onde podemos apreciar as casinhas coloridas do município. O Marim conta com um bom atendimento e o melhor mesmo é a comida.

Casquinha de lagosta. Restaurante Marim. Foto: Jeguiando

Casquinha de lagosta. Restaurante Marim. Foto: Jeguiando

Diante da variedade de pratos servidos, indico a casquinha de caranguejo ou de lagosta como entrada, que não são caras. Como prato principal indico o Camarão Olindense, que é um prato à base de camarão, leite de coco e queijo. O camarão é servido em um coco verde e à medida que você chega ao fim do prato, há como raspar a carne do coco já batizada pelo sabor do camarão. Para sobremesa, que tal um queijinho com mel de engenho? Os sorvetes de cajá e graviola não ficam atrás também!

Camarão Olindense. Restaurante Marim. Foto: Jeguiando

Camarão Olindense. Restaurante Marim. Foto: Jeguiando

Para quem vai jeguiar pelas ruas de Olinda e procura um lugar certeiro para comer bem, pagando um preço justo, indico o Marim.

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Restaurante Marim, Olinda, Pernambuco. Foto: Jeguiando

Avaliação:

  • Estrutura: ★★★★★
  • Atendimento: ★★★★★
  • Preço: ★★★★☆
  • Qualidade dos pratos:★★★★★
  • Média: ★★★★★

Localização: Rua do Amparo, 157. Olinda/ PE.

Tel: (81) 3429-8762 / 9234-9300.

Contatos: restaurantemarim-dos-caetes@ig.com.br

albuquerqueroque@ig.com.br

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Artes do Imaginário Brasileiro – Olinda (Pernambuco)

Posted by Jana On janeiro - 23 - 2009
Artes do Imaginário Brasileiro. Foto: Jeguiando.

Artes do Imaginário Brasileiro. Foto: Jeguiando.

Em nossa rápida passagem pelo Centro Histórico de Olinda, tivemos a oportunidade de conhecer uma loja muito interessante, dedicada à arte em geral. A loja fica situada no Alto da Sé e chama-se Artes do Imaginário Brasileiro ou simplesmente Imaginário Brasileiro.

Fachada da loja Artes do Imaginário Brasileiro. Foto: Jeguiando

Fachada da loja Artes do Imaginário Brasileiro. Foto: Jeguiando

Como citei no post anterior sobre Olinda, o Centro Histórico é caracterizado pela presença maçica de barraquinhas dedicadas ao artesanato local. Além das barraquinhas, existem também algumas lojas dedicadas ao mesmo tema, mas sem dúvida a Imaginário merece uma atenção especial, não somente pela variedade de peças, mas também pela própria composição do lugar.

Obra de Genézio Gomes. Foto: Jeguiando.

Obra de Genézio Gomes. Foto: Jeguiando.

A loja foi estruturada em um casarão antigo e é pontuada por detalhes interessantes, como máscaras carnavalescas em sua fachada até uma escultura do artista Genézio Gomes, situada no alto do casarão. As esculturas do artista, inclusive, ainda podem ser encontradas ao longo da edificação. Já na entrada há uma Eva de seios e nádegas fartas, simbolizando a fertilidade. O trabalho de Genézio é caracterizado justamente pela opulência das mulheres que retrata. Mulheres corpulentas, lindas mulheres, gordinhas, de encher olhos e mãos.

Obra de Genézio Gomes. Foto: Jeguiando

Jegue-Tón de olho na maçã da Eva de Genézio Gomes. Foto: Jeguiando

Um dos pontos mais interessantes da loja é justamente o fato da mesma extrapolar o conceito de loja. Não é apenas um local onde produtos são comercializados. O espaço pode ser configurado como um centro cultural, onde peças e quadros de artistas diversos são expostos para apreciação pública, sem que nada seja cobrado por isso. O visitante não se sente obrigado a adquirir um produto para ter direito à apreciação das obras. O mais importante, sem dúvida, é estimular os passantes a apreciar e valorizar a arte em suas diversas expressões.

A Eva de Genézio Gomes. Foto: Jeguiando

A Eva de Genézio Gomes. Foto: Jeguiando

O casarão, onde funciona a loja, possui vários ambientes, divididos de acordo com os produtos em exposição, que variam de artesanato, utensílios domésticos customizados, peças de vestuário, rendas, bordados, brinquedos, etc. A variedade é grande e cada espaço do casarão é uma explosão de cores vivas e de peças interessantes.

Artesanato. Foto: Jeguiando

Artesanato. Foto: Jeguiando

Em resumo, a loja Artes do Imaginário Brasileiro deixou de ser apenas um espaço para comercialização de peças e acabou se tornando, devido à sua proposta diferente, um dos pontos turísticos do Centro Histórico de Olinda, que merece atenção e visitas.

Marionetes. Foto: Jeguiando

Marionetes. Foto: Jeguiando

Quem desejar maiores detalhes, acesse o site da loja e conheça um pouco mais deste espaço interessante, situado no município de Olinda, no estado de Pernambuco.

Artesanato. Foto: Jeguiando

Artesanato. Foto: Jeguiando

Localização: Rua Bispo Coutinho, 814 – Carmo – Olinda/PE – Brasil.

Tel: (81) 3439-4514.

Avaliação:

  • Estrutura: ★★★★★
  • Atendimento: ★★★★★
  • Preço: ★★★★☆
  • Criatividade do Projeto: ★★★★★
  • Média: ★★★★★

Popularity: 4%

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