Esse é o último post da série comparativa entre as companhias aéreas nacionais.
Demorou, mas finalmente consegui aprontar esse post. Antes de dar início ao fechamento dessa série, gostaria de pedir desculpas a todos os nossos leitores por esse tempo de mais de um mês sem publicar nada aqui no Jeguiando. Esses dias foram bem agitados, tanto para mim quanto para Jana e acabamos por deixar os blogs em segundo plano. Mas vamos ao que interessa. No post anterior, havia dito que o foco dessa vez seria o vôo propriamente dito. Comecemos então:
Serviço de bordo
Apesar de não considerar um item muito importante para viagens de até 2 horas de duração, resolvi considerar esse item para análise, pois pode ser de serventia para enganar a fome em vôos com uma duração mais longa, ou ainda em vôos curtos quando não se tem tempo suficiente de comer algo antes do embarque, devido a diversos fatores como por exemplo um check-in tardio ou trâmites alfandegários nos casos dos vôos internacionais.
Primeiro a GOL. Sendo bem sincero o serviço de bordo da GOL é uma coisa que posso considerar, na falta de um termo melhor para por aqui, patético.
Na boa, oferecer barrinha de cereal, amendoim e refrigerante (tem a opção de suco ou água também) é ridículo e só serve mesmo para enganar besta. Se não oferecer algo decente é melhor não oferecer nada. Ser acordado em um vôo noturno para ser questionado se aceita barrinha de cereal com refrigerante é muita sacanagem. Se ao menos fosse um cafezinho…
Na TAM a coisa é totalmente diferente. Não chega a ser um banquete, mas pelo menos é algo decente. O que é servido depende do horário. Em vôos matinais é servido alguns elementos de café da manhã como um sanduíche frio, torradas, manteiga e geléia. Em vôos vespertinos geralmente serve-se uma torta salgada e uma saladinha. E à noite, sanduíches quentes. Para beber, a TAM oferece refrigerante, suco, água e… cerveja. Tanto clara quanto escura e de quebra ainda tem o cafezinho.
Veredito
Esse item não tem nem comparação. A TAM ganha disparada da GOL. Apesar de não oferecer refeições completas, como a antiga Varig que oferecia filé e até pizza (antes de quebrar e ser comprada pela GOL), pelo menos é algo que serve pra dar uma “sustância” até o desembarque.
- GOL:





- TAM:





Conforto nas aeronaves
Mais um item que a TAM ganha: os assentos. Pra começar os assentos são ligeiramente mais largos e possuem encosto para o pescoço. Lembrando aqui que estamos comparando apenas a classe econômica.
O cinto de segurança é de bom tamanho e os mais cheinhos não precisam se preocupar em pedir um extensor para a equipe de bordo (a menos que o sujeito seja muito gordo). Na GOL, o cinto é curto e quem estiver com uns pneuzinhos, maiores que a média, certamente vai precisar chamar a aeromoça e pedir uma emenda.
A TAM ainda ajuda a diminuir um pouco o tédio durante o vôo, pois oferece canais de áudio como serviço de entretenimento de bordo na maioria dos vôos. Em algumas aeronaves chega a rolar filminho de vez em quando em vôos domésticos.
Na GOL, bem… entretenimento de bordo é uma coisa que não existe. A menos que você leve consigo um mp3 player ou algum outro dispositivo.
Veredito
A TAM oferece poltronas razoáveis e entretenimento básico de bordo. A GOL pelo menos tem lugar onde sentar.
- GOL:





- TAM:





Atendimento a bordo
Nesse quesito acho que temos um empate. O atendimento a bordo é praticamente igual em ambas as companhias. Talvez a GOL ganhe esse quesito por uma diferença ínfima, pois suas aeromoças aparentam ser mais simpáticas que as da TAM. Talvez sejam as roupas sisudas demais que me causem essa impressão.
- GOL:





- TAM:





Considerações finais
Após esse comparativo, totalmente subjetivo e baseado em experiências pessoais, pude concluir que tanto faz utilizar uma como a outra (ainda mais se você levar em consideração apenas o preço, critério que deu empate). Enquanto a GOL é melhor enquanto ainda está em solo (atendimento no aeroporto e serviços pós-venda), a TAM fica com o mérito no ar por conta de um serviço de bordo dentro dos padrões de decência e de poltronas mais confortáveis em seus aviões.
Talvez esse “empate técnico” entre as duas maiores companhias aéreas nacionais se deva a essa caracterização de duopólio no mercado brasileiro, onde as outras companhias existentes tem uma baixa fatia do mercado (OceanAir e Webjet). A Varig não foi levada em conta devido a mesma ter sido adquirida pela GOL e acabou entrando no mesmo “balaio”.
Espero que esse quadro venha a melhorar no futuro com uma provável expansão da Webjet (não se pode dizer o mesmo da OceanAir que, dizem por aí, está mal das pernas) e com a entrada da Azul no mercado. Quem sabe, com um mercado mais concorrido, nós, turistas ocasionais, não conseguimos um conjunto de tarifas e serviços bem mais vantajosos que o que temos disponíveis atualmente?
Referências
Companhias aéreas citadas nessa série
Além dos sites das companhias, recomendo a leitura do blog Aquela Passagem, editado pelo Rodrigo Purisch, onde o autor posta com freqüência notícias sobre o mercado de aviação civil, inclusive trazendo promoções. Vale a pena ficar de olho.
E assim terminamos nossa série de posts comparando as duas principais companhias aéreas nacionais. Aproveitem as informações e boa viagem!
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